Eu... Você... Nós.
31 Separação?
Notas iniciais
Enjoy
Pov. Gabriela.
- Filha, você está bem? – fala na porta do banheiro, no qual eu estava.
- Sim. – falo lavando a boca.
- Filha, você está estranha desde ontem, o que está acontecendo? – fala minha mãe com preocupação.
- Não acho que esse assunto tem que ser discutido na escola. — falo saindo do banheiro. Com essa frase, tenho esperança que adiar a conversa.
- Tem razão. – Ufa, finalmente, ela vai embora e eu vou ficar na escola planejando o que vai... – Dona Lourdes, pode liberar a Gabriela? – Fala para a diretora, droga!
- Não precisa! Eu tenho condições de ficar na escola e estudar. – falo contra minha mãe.
- Não tem não! – fala minha mãe em um misto de preocupação e irritação.
- Eduardo, vá pegar, por favor, o material de Gabriela na sala. – ordena a diretora.
- Eu vou voltar para a sala. – fala Marcela.
- Edu, não faça isso, eu não vou a lugar algum. – peço a Eduardo, mas ele não me dá ouvidos. Os dois se vão em direção à escada.
- Vamos esperar o garoto voltar para irmos embora. – fala minha mãe pegando um pouco de café na máquina da diretora.
- Que seja. – falo fria, eu não estava pronta para que o meu segredo seja revelado, não quero morrer.
Alguns achariam que foi um blefe, mas não creio nisso, se Caio foi capaz de me estuprar, ele poderia muito bem ser capaz de me matar. Ainda lembro-me de suas palavras frias: “- Se contar para alguém, eu posso ser preso, mas eu te mato primeiro.” Essas palavras dominam minha cabeça desde então. Agora sei a que ponto pode chegar um humano, ou pelo menos tenho a mínima noção... Ouço os passos de Edu que me tiraram do meu mar de pensamentos.
- Finalmente! – fala minha mãe impaciente. – Obrigada menino.
- Eduardo. – fala escondendo a irritação.
Saímos da escola o mais rápido possível, eu precisava bolar um plano em minutos, até porque, minha casa é à uns 20 minutos de carro. O que poderia fazer para esconder meu estupro? O que eu poderia dizer ao olhar nos olhos de minha mãe? Fico minutos pensando, mas nenhuma ideia me vinha a cabeça. Meu tempo se esgota, minha mãe estaciona o carro em frente a casa e, a passos rápidos, abre a minha porta. Entramos em completo silêncio, procurei ir ao meu quarto, mas sou impedida por ela.
- Aonde pensa que vai, mocinha? – fala com irritação, sentando-se no sofá. – Pode sentando aqui. – fala apontando para o lado do sofá no qual era para eu sentar.
- Posso ficar em pé não? – falo em pé em sua frente de braços cruzados.
- Não. – fala seca. – Agora deixe de gracinha e senta aqui. – fala apontando novamente para o sofá. Sem hesitar sento ao seu lado e descruzo os braços. – O que está acontecendo? – pergunta em um misto de preocupação e irritação.
- Mãe... – não havia outra saída a não ser contar. – Você e papai precisam saber que... – Uma ideia me surge. – Não é melhor esperar meu pai para que possam saber juntos? – falo escondendo meu nervosismo. Ela me olha com espanto.
- É, acho melhor esperar, até lá, fique no seu quarto de castigo por ouvir as conversas dos outros. – Não entendi o que ela quis dizer, mas ignorei e fui correndo para meu quarto. Ela começa a falar no telefone com meu pai e eu aproveito e escuto atrás da porta, o telefone estava na viva voz.
Pov. Mercedes.
Será que Gabriela escutou minha conversa com o Júlio? Preciso me preparar, pois já imagino o que ela irá dizer. Ela entra em seu quarto e ouço o barulho da fechadura, suponho que ela se trancou lá. Sem demora, pego meu telefone e ligo para Júlio.
- Júlio, precisamos conversar agora. – falo um pouco alto, mas meu medo era tanto que não estava ligando para o tom de minha voz.
- Fala o que foi. – fala com irritação.
- Eu acho que Gabriela ouviu uma de nossas conversas. – falo andando de um lado para o outro.
- O quê? Como isso foi acontecer? – altera o tom de voz.
- Eu que vou saber? De qualquer maneira ela iria descobrir. – falo também alterando a voz.
- Não era para ela descobrir agora Mercedes! A nossa separação só irá sair daqui a uma semana! – fala aos berros do outro lado da linha.
- Aposto que foi você! Você que foi o culpado! Você só grita. – falo também gritando.
- Olha quem fala! – fala com deboche.
- De qualquer maneira, mesmo separados, temos que nos unir para contar a ela sobre nossa separação. – falo tentando me acalmar.
- Concordo. Ela continuou estranha? – fala mais calmo.
- Sim, muito! Ela não tomou café da manhã e desmaiou na escola. – falo com dor de cabeça.
- Pra ela esquecer alguma coisa, ela tem que estar muito mal. – fala com preocupação.
- Sim, se ela já está assim agora, imagina quando contarmos sobre o motivo. – falo com raiva ao me lembrar.
- É verdade. – suspira.
- Quando chegar a gente conversa com ela, combinado? – falo propondo.
- Sim, ela precisa saber né. – fala tenso.
- Sim, precisa, vou desligar e esquentar o almoço. – falo já pronta pra desligar.
- Claro, claro, mas tente agir naturalmente. – fala.
- Tá. – falo desligando.
Pra ser sincera, a probabilidade de ela ter descoberto é de 70% e como ela é uma menina fechada, pode ter escondido de nós. Bato na porta do quarto de Gabriela para chama-la para almoçar, mas a porta estava trancada...
Pov. Eduardo.
Subo as escadas, novamente, com raiva, eu ia tirar satisfações com Caio. Entro na sala, a atenção era toda para mim, alguns preocupados, outros somente curiosos, mas todos procuravam por notícias, menos o professor, que não estava na sala.
- Gabriela está bem? – pergunta o sínico do Caio chegando perto de mim.
- E isso é da sua conta desde quando? – falo me controlando, minha vontade era de lhe dar um soco naquela cara, se é que posso chamar de cara, tenho certeza que é uma mascara para esconder a cobra que é.
- Desde o dia em que me tornei namorado dela. – fala frente a frente comigo.
- Se é namorado dela deveria ter sido mais rápido que eu para ajuda-la, não? – falo firme, lutando contra todas as fibras do meu ser para não arrebenta-lo na sala.
- Tem razão, não fui rápido o suficiente... – fala fingindo- se de triste, essas atuações nunca me enganaram. – Mesmo assim me preocupo com ela. – fala fingindo-se de preocupado, ator de 5ª categoria, isso que ele é.
- Ela está bem. – falo entrando no joguinho dele, ele quer ser ator? Vou ensina-lo como se deve atuar.
- Ainda bem! – fala se fingindo de aliviado.
O professor entra na sala e manda todos se sentarem em seus devidos lugares.
- De você eu cuido depois. – falo o empurrando-o de leve e em sussurro.
Os tempos restantes passam, até que o, tão esperado, sino toca, já era hora do intervalo. Sou o último a sair, tinha que falar com Caio, eu iria descobrir o que ele fez com ela!
Notas finais
Obrigada à: DudaStyles, pelo review e título para o capítulo anterior, NairAlves e Máh Graziano.
Não disse que o capítulo estava horrível?? ~le escapando de um sapato~ Eu sei, eu sei, preciso melhorar, mas eu vou tentar me desviciar dos animes e voltar a escrever. ~le tomate na cara~
~.~
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