Eu... Você... Nós.
20 E que as mudanças comecem! (Parte 2)
Notas iniciais
Fiquei muito feliz com um review novo XD
Espero que gostem.
"Não se pode substituir ninguém, porque todo mundo é uma soma de pequenos e belos detalhes"
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– Vamos tirar a sobrancelha. – fala Marcela pegando uma pinça em sua bolsa.
– Como é que é isso? – pergunto curiosa, nunca tinha feito algo do tipo.
– Nunca fez isso não? – pergunta surpresa.
– Não. – falo.
– Agora vai falar que nunca foi ao salão de beleza. – fala ela como se não acreditasse.
– Marcela, eu nunca fui ao salão de beleza, nunca fiz o cabelo, nunca fiz a sobrancelha, nunca passe mais que base, em relação a maquiagem, nunca fiz nada disso, só estudei. – falo.
– Meu Deus! Como você conseguiu sobreviver a esse mundo? – começa o drama.
– Para, não fiz porque não gosto ué. – falo rindo.
Ela começa a tortura, para uma pessoa que nunca tirou a sobrancelha, sim é uma tortura, depois de minutos ela termina.
– Você tem lentes de contato? – pergunta Marcela tirando meus óculos.
– Tenho, mas não uso. – falo tentando pegar meus óculos dela, impossível.
– Então, a partir de hoje você vai usar. – Quebra meus óculos ao meio.
– Ficou maluca? – falo indignada. – Isso custa dinheiro.
– Você comprou as lentes pra quê se não usa? – pergunta fingindo tentar concertar os óculos.
– Minha mãe que comprou. – falo pegando meus óculos da mão dela e vendo o estrago que ela fez.
– Agora não tem concerto, vai ser obrigada a usar. – fala rindo, sentindo o gosto de seu triunfo.
– Chata. – falo sem ofender, de vez em quando eu e ela nos xingamos, mas nunca nos ofendemos.
– Use! – fala.
Pego a lente de contato na gaveta, ainda estava na caixa, e começo a usar. Começo a me arrumar: coloco um vestido, não curto demais, um salto alto, uma bolsa simples e alguns acessórios. Na maquiagem, nada muito pesado, uma sombra preta e branca de leve e um batom claro (http://www.polyvore.com/gabriela_capitulo_18/set?id=61709138).
Já Marcela, usa um vestido rosa, sua cor favorita, de um ombro só, com cinto de pedras de brilhante e bolsa, sapatos e acessórios o mais discreto possível. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=61713058&.locale=pt-br).
Estávamos prontas para ir a festa e já estava quase na hora mesmo, nós passamos o dia todo nos arrumando que nem consegui almoçar, já eram quase 7 horas da noite e só tinha tomado café da manhã. Vamos a cozinha e minha mãe pergunta.
– Vão aonde mocinhas? – fala cruzando os braços. Tinha esquecido de avisa-la que ia para minha primeira festa, será que ela vai me deixar ir?
– Vamos a uma festa. – falo firme.
– E quem disse que você vai? – pergunta em tom de repreensão.
– Eu. – falo séria. Marcela assistia tudo calada.
– Ei, fala direito mocinha. – fala com mais repreensão, eu estava assustada, nunca tinha enfrentado ela antes, mais não tinha como andar pra trás agora.
– Que eu saiba, estou falando direito com você, você quem interpretou mal. – e com essa minha mãe derrama uma lágrima, será que eu magoei ela?
– Eu estava te testando filha, que orgulho de você. – me abraça.
– Tá. – falo sorrindo. – Agora vou pelo menos comer um sanduíche antes de irmos. – falo indo a geladeira e pegando as coisas para montar o sanduíche.
Após comer, vamos ao endereço e chegamos a uma casa grande, iluminada e com um som alto que dava para ouvir mesmo do lado de fora da casa.
Pov. Caio.
A festa já tinha começado quando toca a campainha. Matheus vai atender a porta.
– Caio, tem duas gostosas aqui. – grita o “pegador” olhando as meninas de cima a baixo, não dava para ver quem era.
– Estou indo. – falo indo em direção a porta. Chego a porta e encontro Marcela e uma garota realmente linda que não reconheci.
– Pode entrar Marcela e... – falo para ela completar. Ela fica vermelha e olha para Marcela.
– Não reconhece a Gabriela? – pergunta Marcela boquiaberta.
– Desculpa! É que você está diferente. – falo não acreditando no que meus olhos veem. Ela estava linda, me deixou excitado.
Ela dá um sorriso e as duas entram. Agora sim ia começar a festa de verdade. Assim que fecho a porta batem na porta de novo, abro a mesma e vejo Eduardo, meu sorriso logo se desfez, era uma pedra no meu caminho. Deixo-o entrar e ele passa me empurrando.
Pov. Eduardo.
O tal de Caio atende a porta, odiava a presença dele, mas se Gabi estava aqui então valia o sacrifício. Passo por ele o empurrando de propósito e começo a procurar Gabriela, encontro Marcela com uma garota que era realmente linda.
– Marcela, você viu a Gabi? – pergunto e Marcela fica irritada.
– Será que ninguém vai reconhecer a Gabi? – fala indignada, reconhecer? Como assim?
– E- eu e- estou a- aqui Edu. – fala a garota atrapalhada nas palavras. Ela era a Gabi, não entendi como não a reconheci antes.
– Des-desculpe Ga-Gabi, é que vo-você e-est... – tento me explicar, mas minhas palavras saíram atrapalhadas me deixando envergonhado, ela me interrompe.
– Tudo bem Edu. – fala mais envergonhada que eu.
– De verdade, desculpa, é que você ficou diferente. – falo tentando me manter mais firme, mas mesmo assim continuava envergonhado.
– Diferente pra bom ou pra ruim? – pergunta ela pondo o cabelo atrás da orelha.
– Diferente pra ótimo, você está tão... Perfeita. – tento achar a palavra certa. Ela meche no cabelo e fica vermelha, mais ainda, ela sorri e diz.
– Obrigada. – põe o cabelo, que havia saído, atrás da orelha novamente.
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