Eu, Vampira.
5 Capítulo 5
- Desculpa — Não peças desculpa! Apenas tenta dar-me ouvidos! Suspirou e relaxou. Depois sorriu — Vá, agora temos que sair daqui antes que alguém dê por nós. Corremos até ao acampamento, mas eles ainda não tinham chegado. Sentámo-nos num tronco, acendemos uma fogueira e ficámos um ao lado do outro á espera. — Sabes — disse ele. — Tu és diferente — Em que sentido? — És livre, não tens medo de dizer o que sentes Não sei! Mas é interessante observar-te. — Corei. — Quero tentar uma coisa. Ele aproximou a sua cara da minha e beijou-me. — Haha, olha o não casal! — Disse o Ruben.´ Não, não Ainda não acabei — Podes acabar! Ninguém te impede. — Disse sorrindo.
— Como? — Estavas a dizer que não acabaste — Não, não disse Pensei! — O quê? — Disse o Dário. — Mas é impossível! — Pelos vistos não! — Disse o Bruno. — Disseste que só o sangue humano — Eu sei o que disse! — Interrompeu ele. — Já houve alguém, além deles, que optasse por esse regime de alimentação? — Já Mas já se tinha alimentado por sangue humano meio século, e começou a perder a sua capacidade. Não a perdeu na totalidade, mas não funcionava como antes. — Então o sangue dos animais dá-nos capacidades, mas não tão boas como quando bebemos sangue humano. — Disse a ju. — Isso mesmo minha Joaninha. — Disse o Ruben dando-lhe uma festa na cabeça. — Parece que não somos o único casal. — Comentou o Dário — Não, não Nós também não somos nenhum casal. — Garantiu a Ju, — Um não casal então! — Corrigiu o Dário. Obviamente isto provocou gargalhada total. Era bom ter todo o tempo do mundo para fazer o que quiser, observamos melhor as coisas de uma outra perspectiva. Estávamos todos deitados a ver as estrelas, nunca antes tinha reparado nas estrelas desta maneira. Tudo era maravilhoso. — Sabes, estou contente por teres ido comigo Eu disse que diria aquilo, mas provavelmente ia passar-me e começar a chorar e sabe-se lá mais o quê — Até parece que não pensas Olha, eu posso ajudar-te a ter autocontrolo, mas tu nunca poderás voltar a ver os teus pais — Eu sei — Olhei para ele e sorri. — Sabes, ninguém diria que nos conhecemos hoje — Realmente quando se é humano, não faz nenhum sentido. Mas quando se é vampiro o cérebro fica diferente. A compreensão, os sentidos, os sentimento, em fim tudo. Por tanto, tu gostas de mim, transmites isso mais facilmente e sendo eu quem sou, percebi isso e também gostei de ti e como temos mais tempo para nos conhecermos Aliás, já sei bastante sobre ti! Agora a sério. Os vampiros assim que vêm a sua alma gémea, têm um clique e apaixonam-se. Parece que és a minha alma gémea! Sorri. Ficámos a noite toda a ver as estrelas, e mais tarde o nascer do sol. A Lua acordou e disse que tínhamos que ir embora. — Vêm aí outros vampiros Mas esses são para nos destruir. — Explicou. — Como sabes isso? — Perguntou a Ju. — Não sei como, mas Sei que sei! — Tiveste uma premonição, os druidas costumavam de as ter. — Disse o Dário. — Eu nunca te disse que era descendente dos druidas — Audição apurada! Então para onde vamos? Ela ficou a olhar para ele. — Acho que não tens muita escolha Não sabes as novas? — Como? Tu leste-me? — Sim é a minha capacidade. — Parece que tavas errado. Disse sorrindo para o Dário. Quais são as novas? — Eles namoram. — Mas isso é absurdo! Só se conheceram ontem — É mais uma coisa de vampiros — Esclareceu Dário — Óptimo. Era o que faltava! — Não gostas de mim. — Por que haveria? Chegas aqui do nada, não conheces ninguém além da Cris, que também não conheces á mais de um dia, no entanto, ficas aqui connosco como se gostássemos muito de ti e como se fossemos amigos de infância E agora tens que vis connosco. — Olha, não te fiz nada. Dá-me uma oportunidade! -Não sei — Por mim! — Disse eu. — Não é justo pedires-me isso Mas tudo bem. Vou tentar. Agora põe isto. — Era uma pulseira improvisada. — Isto irá fazer com que o sol não te incomode. Vou fazer uma para ti. — Disse para Dário. — Vou poder andar ao sol á vontade? Boa! — Mas está de dia e não me estou a magoar — Não te magoas, mas se tiveres contacto directo ficas como se tivesses apanhado um escaldão no corpo todo. Não é lá muito agradável — Mas não devíamos arder, ou algo do género? — Pensava que não vias filmes de vampiros. — E não vejo Mas acho que vi isso num desenho animado, quando era miúda. E os vampiros dormiam num caixão. — Ahaha. Num desenho animado? Depois disso mudámo-nos de cada 3 em 3 meses, porque Lua voltava a sentir que eles viriam atrás de nós. Começávamos a interagir com os humanos. Eu tinha que ir mascarada, pois ainda se viam cartazes e noticias sobre o meu desaparecimento. Também já descobrimos a capacidade de todos. O Bruno consegue com que os humanos façam o que ele quer. Descobrimos isso quando um amigo da mãe da Lua nos reconheceu, ele chegou perto dela e olhou-lhe nos olhos.
— Ouça Luísa, ninguém pode saber que aqui estamos Terá que esquecer que nos viu. — Tenho que esquecer que vos vi. Depois a Ju consegue paralisar coisas e pessoas. Ela e o Ruben começaram a namorar, mas ela irritava-se quando ele lia tudo o que ela pensava e numa discussão ele ficou tão irritado que atirou a televisão ao chão e ela paralisou a televisão, o seu espanto foi tanto que devolveu o movimento á televisão sem querer e a televisão acabou por se partir. Eu, para minha felicidade, controlo um dos elementos da natureza. A terra! Descobri isso quando um vampiro que estava a espiar-nos fugiu quando foi descoberto. Ele era mais rápido do que qualquer um de nós. Eu só pensei em apanhá-lo e uns ramos começaram a sair da terra e enrolaram-se ás suas pernas! — Haha, boa Cris! — Disse o Ruben — Foste tu? — Perguntou-me o Dário. — Acho que sim! Apanhámos o vampiro e levámo-lo para um quarto, prendemo-lo com umas correntes de prata, ou melhor, a Lua prendeu-o. Ele era pequeno, com o cabelo castanho espetado e com um ar de um doido maníaco. — Porque nos espias? — Perguntou o Ruben, que quando se irritava conseguia ser o mais perigoso. — Eu só sigo ordens Por favor soltem-me. — A pele dele queimava com o toque da prata. Podemos ser os maiores predadores á face da terra, mas havia muita coisa que se podia usar contra nós. — Segues ordens de quem? — Continuou ele. — Ele titula-se por Drácula! Mas o seu verdadeiro dele ninguém sabe Ele está interessado em vocês. — Em nós? — Perguntou a Ju. — O que temos nós de especial que os outros não têm? — Ela. — Apontou para mim.
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