Notas iniciais
Esse capítulo não ficou bom, mas como eu disse ele é narrado pela mãe da Sophia.

Deito minha cabeça na cama com vontade de dormir pra sempre, ou então acordar desse pesadelo.

Não entendo o que motivou minha filha matar aquele rapaz, e neim quero entender, as vezes preferimos não saber a verdade pois ela pode doer demais.

Hoje vou visitá-la no abrigo e levar algumas roupas, apesar de tudo não posso deixá-la sozinha nesse momento, afinal ela é minha filha.

- Pode entrar senhora. Falou uma policial em torno de uns 30 anos na porta da sala que Sophia me esperava.

Ela estava lá, sentada, com a mesma roupa do dia que ela foi pega pela policia, estava abatida, cabelo desarrumado, e os olhos cheios de lágrimas.

Fui me aproximando dela, derramando algumas lágrimas também.

- Mãe! Disse ela assim que cheguei ao seu lado.

- Sophia, vim trazer algumas coisas para você, trouxe roupas, escova... essas coisas que você vai precisar.

- Obrigada, a senhora não precisava.

- Claro que eu precisava, apesar de tudo você ainda é minha filha.

- Mãe, me deixa explicar, por favor, eu quero que a senhora saiba que eu só matei aquele homem porque ele queria matar eu e Mari, não foi nada premeditado, eu juro!

- Tudo bem Sophia, seja o que for que você fez, eles vão saber e vão te dar a devida pena.

- Você não tem dó de mim? Me denunciou, você imagina o quando eu to sofrendo aqui? E ainda você quer que eu seja condenada, você deveria estar do meu lado.

- Não concordo com isso que você fez, eu não te dei educação para você sair por ai matando as pessoas, você poderia ter ferido ele só para dar tempo de vocês irem embora, não tê-lo matado, o que você fez foi errado e eu não vou passar a mão na sua cabeça.

- E eu fico como? Vou ficar aqui pra sempre?

- Não, eu contratei um advogado para você, de acordo com ele você e a Mariana vão ter uma audiência em poucas semanas, e depois serão julgadas.

- Eu vou morrer nesse lugar fedorento e cheio de assassinas.

-Você também é uma, não se esqueça.

- É só isso? Então pode ir embora, sua visita já conseguiu acabar com meu dia.

Eu me levantei, ela queria que eu fosse embora e eu atenderia o pedido dela, fui andando em direção a porta, quando ouvi a voz dela.

- Mãe, espera...

- O que você quer?

- Me da um abraço, por favor, sinto tanto falta da senhora, da nossa casa. Me desculpe por não ser a filha perfeita, sei o que eu fiz, tenho total consciência disso, mas não foi querendo machucar ninguém, nem ao menos matar, foi só para me salvar, eu e Mari.

A abracei chorando, eu a amava apesar de tudo, a amava mais do que a mim mesma, mas sei que ela tinha que pagar pelo que ela fez.

Depois disso fui falar com o advogado, ele disse que o crime foi por legítima defesa, mas isso não diminuiria a culpa da Sophia, a Mariana ele disse que sairia do abrigo em breve, já que ela mesma e a Sophia admitiram que somente Sophia cometeu o crime.

Na medida do tempo em que os dias passavam sentia mais falta da Sophia, ia visitá-la sempre mas a queria comigo novamente.

Chegou o dia da audiência, segundo o advogado seria uma espécie de depoimento, para que os peritos conseguisse refazer com clareza o crime.

Em todo o decorrer do depoimento da Mariana, Sophia somente o ouviu, sem esboçar nenhum tipo de ação.

Em sua vez, ela ficou bastante emocionada quando contava com detalhes o crime, o promotor fazia perguntas duras, e que a deixavam cada vez mais desconfortável.

Com o final da audiência, o promotor liberou Mariana, já que ela não teve participação no crime.

Já Sophia continuaria no abrigo até o dia do julgamento, que foi marcado para daqui a 6 meses.

É claro que já me coloquei diversas vezes no lugar da minha filha, sabia o quanto ela estava sofrendo, mas sabia que apesar de a relação dela com a amiga já não ser como antes, de certa forma uma estava protegendo a outra, como ela mesma me disse na última visita.

Ela disse que a amiga já tinha entendido o porque que ela matou aquele homem, e também já tinha conseguido aceitar isso.

Mas agora, sem Mariana lá com ela no abrigo sei que ela ficará bastante fragilizada e com medo, ela já disse que as outras garotas de lá não gostavam dela.

Vou tentar visitá-la com mais frequência, faz bem para ela e para mim.

Eu também já sei agora que ela não matou aquele homem por sangue frio, ela o matou para salvar sua vida, é claro que isso não justifica o que ela fez, mas deixa meu coração mais aliviado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.