Eu Te Encontrarei em Algum Lugar
13 Despedida temporária
Logo cedo liguei pra Danni e obriguei ela a vir em Magdeburg. Eu não iria de novo a Berlim, ela que viesse aqui. E, afinal ela me devia uma.
Como liguei cedo, ela iria vir cedo.
Chegaria antes do almoço. Que saudade! Esperei ela chegar e fomos ao supermercado comprar as coisas para o almoço.
- Agora me conta TODA a história com o Gustav. Quero saber tudo. Tudo, tudo. — Danielle ponderou.
- ... e foi assim. Aí a coisa se desenvolveu e na hora que a senhorita tinha me ligado aquele dia, o Gustav recém tinha me pedido em namoro. Mal curti o momento. — lhe contei tudo.
- Aahhhhh safada!! — a Danni brincou. — Desculpa, mas foi motivo de força maior. E nossa, muito louco isso de tu ter sido atropelada por ele. Bizarro.
- Hahaha. É. Abobada. Agora me ajuda a escolher as coisas pro almoço e vamos embora.
-Ta, e me diz, tu conheceu o Bill? (tava demorando pra ela perguntar dele)
- Sim. (ela ficou com uma cara mais abobada ainda de quando me viu com o Gustav) Ele é legal, não falei muito com ele, mas é bem legal. E imagina meu tamanho perto dele. Uma anã.
- Aahh Jojo. Invejinha boa. Tu vai dar um jeito de me fazer conhecer ele né? Néé Jojo?
- Claro que vou, mas espera que eu faço do meu jeito. (deixei ela morrendo de curiosidade)
- Ah, e já que vocês tão namorando... Já...
- Não Danni, a gente não transou ainda. -interrompi ela.
- Não? Oh! Mas vocês dormiram juntos já.
- Sim, mas a gente não transou. E ele nem tentou, o que achei muito fofo.
- E ele sabe que tu é virgem? — Danni ainda me questionava.
- Sabe. No jantar da casa dos gêmeos o Tom não tinha acreditado que eu e o Gustav dormimos juntos mas não transamos, aí falei.
Almoçamos e levei ela para dar uma volta em Magdeburg.
A tarde foi muito boa. Conversei tanto com a Danni.
Tirando meus pais, eu não falava em português com outras pessoas aqui na Alemanha. O que me fez melhorar muito no alemão comparado a antes de vir pra cá, mas ainda sim eu pensava procurando as palavras antes de falar.
No começo do anoitecer ela foi embora.
Eu só queria ficar sozinha agora. Aproveitei e limpei a casa escutando música para afogar as mágoas, depois entrei na Internet para falar com a família e os amigos. As vezes era tão difícil aguentar a saudade, mas em outras vezes eu não ligava (guria desnaturada essa, não?)
Falei com o Gustav!! Ai como ele me fazia amolecer com aquele jeitinho dele.
Agora espero que essa semana passe voando.
Uma semana depois...
Chega logo esse voo. To há horas aqui esperando eles. Ah, chegou, chegou. Vou lá pra pista.
Como sempre, Bill desceu do avião primeiro seguido do Tom, Georg e o meu amor. Pulei no pescoço dele e lhe dei um super beijo e um super abraço.
- Que saudade. Não sabia que tu viria aqui. Trouxe uns presentes pra você. -disse Gustav.
- Não precisava Gustav! Mas é óbvio que eu iria vir né amor. Como foram os shows meninos?
- Foram realmente muito bons. -Bill respondeu.
- É. Eu amo a Itália. — foi a vez de Tom.
- Aham, ama a Itália. Ama é as italianas, isso sim. — falei.
Todos riram e ''zoaram'' com o Tom. Como da outra vez cada um para sua casa.
Agora era ao aproveitar ao máximo essa ultima semana antes de voltar ao Brasil.
Na segunda-feira comecei arrumar as coisas para a volta. Entreguei a casa alugada onde eu morava e entreguei o carro para a família da Anne (eles me cederam um carro para que eu usasse durante o tempo que trabalhasse com eles), providenciei tudo.
Gustav se surpreendeu quando viu que no meu quarto da casa na Alemanha tinha um quadro dele e um da banda. Até agora ele nunca tinha entrado no meu quarto.
Só faltava esperar sexta-feira.
Como eu havia entregado a casa, Gustav me fez ficar na dele até o dia da partida.
Cada dia era mais doloroso. Um mês de espera no mínimo só por causa do visto. Como eu voltaria para a Alemanha, resolvi deixar a maioria das minhas roupas aqui, para quando voltar trazer mais.
Sexta-feira, 14:00 , hora da momentânea despedida.
Partimos para o aeroporto. Duas torturantes horas antes do embarque. Não se quem tava mais nervoso era eu ou o Gustav. Chegaram para me ver os meninos da banda. A família do meu babyboy (hihi -q) eu já tinha visto pela manhã.
Georg e Tom percebendo meu nervosismo procuravam dizer coisas engraçadas, o que me ajudou muito.
Danni me ligou:
- Jojo, infelizmente não vou poder ir no aeroporto. To trabalhando.
- Ah que pena. O Bill está aqui. -falei.
- Aaaaaaaaaahhhhhh Jesus! Porque não me liberaram para ir ai?!!
- Sua interesseira. Iria vir aqui por causa dele e não minha né. Amiga, preciso desligar agora. Beijão.
O inevitável chegou e deram a primeira chamada de embarque. Faria conexão em Madrid e depois em São Paulo, para finalmente chegar em Porto Alegre.
Me despedi de um por um até chegar no Gustav e eu já estava chorando.
- Vou morrer de saudade. Vou te ligar todo dia e sempre que possível vamos nos falar pela Internet. Assim que possível vou te visitar no Brasil. Eu te amo Juliana!
*Morri*
- Vou te esperar. Eu te amo muito muito. (eu estava soluçando de tanto choro)
Ultima chamada. Peguei minha bagagem de mão e fui para o portão de embarque. Olhei para trás e o Bill tava abraçando o Gustav!! *ãh? Que fofos!*
Horas mais tarde eu estaria de volta a minha terra natal mas faltando um pedaço de mim que ficou na Alemanha.
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