Eu Te Encontrarei em Algum Lugar
2 Atropelamento
7:30 horas da manhã. Acordei cedo com vontade de sair para caminhar pela cidade. Me vesti e saí. Percebi que não tinha muitas pessoas na rua.
Eu estava alí prestes a atravessar a rua, quando olhei para o lado e como não estava vindo nenhum carro , e como era óbvio, atravessar a rua era o que eu queria, do nada surge um carro que saiu não sei da onde perto do bonde, e não consegui voltar para a calçada. Já estava no meio da rua e.. CRASH! Fui atropelada. Me senti tão mal estirada no asfalto. Se eu não estivesse viva, teria certeza que estava morta. Passou na minha cabeça algo como se fosse o filme da minha vida. Não sabia o que fazer, se levantava ou se ficava alí no meio da rua... se alguém iria chamar o resgate... quem que me atropelou....
Bom, voltando, não sei quanto tempo fiquei no meio da rua mas acho que não demorou muito e a ambulância e a polícia chegaram.
O motorista deve ter se machucado também pois os para-médicos foram até o carro. Ou não deve ter se machucado e por segurança os para-médicos foram no carro. Comigo eles fizeram todos aqueles procedimentos e me lavaram para o hospital.
Graças à Deus nenhuma fratura, mas torci o pé, e me ralei muito. Meu corpo doía bastante. Depois de ter passado um pouco a confusão a polícia foi até meu quarto no hospital me interrogar, respondi tudo ( o que não ajudava muita coisa pois não sei da onde aquele carro fdp surgiu), perguntei pelo motorista, me responderam que nada de mais tinha acontecido com ele e que depois iria me ver.
Uma meia hora mais ou menos se passou e entrou a enfermeira perguntando se o tal motorista barbeiro podia entrar para falar comigo. Respondi que sim. Ela saiu e percebi que a porta iria ser aberta novamente, só podia ser o tal barbeiro.
Ele entrou e... perai. Cara***!!! Não acredito no que eu estava vendo na minha frente em carne e osso. O Gustav!!!! O loirinho com cara de bebê mau mais lindo do mundo! Gustav Klaus Wolfgang Schäfer.
- O que você está fazendo aqui? Você nem me conhece. — eu disse.
- É, não a conheço mesmo, mas foi eu que a atropelei. — disse ele.
- Tá falando sério?
-Sim. Porque não estaria?
- Ah, nada não. Sério mesmo? hahaha.
- Sim! Mesmo em uma cama de hospital você parece ter senso de humor.
- Na verdade eu nem tenho. É natural.
- Queria lhe pedir desculpas. Eu sou um péssimo motorista.
- É, então não mentiram quando falaram que você não dirige bem mesmo. — (sorri de leve).
- Você conhece a minha...
- ... Sua banda. Sim. — (senti meu rosto corar e vi que Gustav também).
- Olha, não vou lhe processar, nem nada. Não quero teu dinheiro.
- Não, mas eu fui o culpado, é meu dever!
- Eu não quero!
- Faço questão de pagar suas sessões de fisioterapia pelo menos. O médico me disse que você vai precisar.
- Ah, ta bom então. *não via outra maneira de rejeitar* — Você está bem?
- Sim. Só esse pequeno corte na testa. Preciso ir. Vou deixar meu cartão com você, me ligue quando o médico te liberar para a fisioterapia.
Não consegui responder e o vi sair pela porta. *ah Juliana sua idiota, deixou ele ir e nem se despediu*
Aquilo doeu mais do que o acidente. Sério. Eu sonhei tantas noites, dias , fiquei horas sonhando acordada imaginando o momento que iria vê-lo e aconteceu da maneira que eu nunca esperava.
Isso é a vida te mostrando como pode ser irônica. Nunca duvide do que ela é capaz. *até parece que passei por algo assim*
Eu queria poder ir embora daquele hospital mas me fizeram passar a noite em observação. Que saco!
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