Eu Te Encontrarei em Algum Lugar
7 É real?
Georg chegou bem na hora combinada. Wow, ele era mais bonito pessoalmente, não que não seja em vídeos e fotos também.
- Oi Georg. Como vai? — eu disse.
- Oi. Vou bem e você? Quer dizer, tirando o pé e o braço cortado.
- Vou bem, até mesmo assim.
- Vamos na Mobitz Cafeteria? ( Pelo que achei no satélite, a cafeteria existe e esse é o endereço: Leipziger Straße 44, 39120 Magdeburg)
- Claro claro.
Chegamos e ele foi cavalheiro. Abriu a porta do carro para eu descer.
Sentamos, fizemos nossos pedidos e conversamos. Não só sobre o Gustav, mas sobre outros assuntos também. Georg era muito legal assim como imaginei que fosse.
- Ele disse que você é brasileira. E é verdade mesmo o que ele disse sobre você ter vindo pra cá? disse Georg.
- Depende do que ele disse. Ele repetiu o que eu disse no hospital?
- Sim.
- É, então é verdade. Georg, eu sou fã de Tokio Hotel. Tenho até uma tatuagem sobre vocês nas costas. Há 3 anos eu vivia somente por esse momento, vir para a Alemanha e quem sabe conhecer vocês. Faz 4 meses que estou aqui e as coisas começaram a acontecer naturalmente e de uma maneira totalmente inesperada. Já imaginei tantas coisas, muitas mesmo, mas menos ser atropelada por ele, o defender numa briga em boate, parar no hospital com ele e agora... estar aqui conversando com você em um café.
- Nossa. Todas essas coisas estarem acontecendo com você, acredito não ser em vão. Gustav não sabe que estou falando com você, mas depois de ele ter falado de você e ainda mais de ontem, percebi que você deve ser uma garota especial e não iria deixar essa oportunidade para o meu melhor amigo.
Ele é o meu melhor amigo entende. Quero vê-lo feliz.
Conversamos mais e então Georg me levou para casa.
Fiz minhas coisas normais e fui dormir cedo. Eu definitivamente precisava.
Ou pelo menos tentei dormir porque...
- Alô. Juliana preciso falar com você. Me deram alta há algumas horas. Tem que ser em algum lugar calmo. Pode ser na minha casa? Eu te busco e viemos para cá.
- O-o-oii. Pode sim. Se quiser pode me buscar as 17:00 no meu trabalho. Rua Beethovenstraße, número 20.
- Certo. Te vejo amanhã. Beijo.
- Até amanhã.
Ele me mandou beijo. Alemães são difíceis para mandar beijo. Fiquei bege. Hihihi
Pulando diretamente para a parte mais importante do dia, a hora que ele me buscaria no trabalho:
Ele chegou. Deeus, tadinho, foi mesmo feio os cortes.
Seguimos para a casa dele, e achei tão aconchegante, limpo e organizado. Uma graça a casa. Que pelo jeito, só ele morava lá.
- Preciso saber o que foi aquilo no hospital ontem. — disse ele.
- Ahhn... Eu não vim para cá só pra aprender alemão, conhecer o país e trabalhar, na verdade isso vem depois da verdadeira razão.
- Qual?
- Você. Faz 3 anos que coloquei na cabeça que um dia iria vir para a Alemanha, que iria fazer de tudo para te conhecer. E aqui estou. Mas todos os fatos ligados a você... não arquitetei nada. Foi mero acaso. Que fique bem claro.
- Hum, eu acredito em você. No hospital, quando olhei nos seus olhos... senti algo diferente. Não sei o que exatamente. Mas algo que certamente nunca havia sentido antes. E então comecei a falar de você para o Georg. (nesse momento ele baixou a cabeça e ficou vermelho)
Coloquei minha mão sobre o rosto dele e o levantei. Olhei nos seus olhos e então o abracei. Melhor abraço do mundo. Muito melhor do que imaginava. Esqueci do mundo todo naquele momento, esqueci de tudo que não fosse a respeito do Gustav.
- Awnnn você está vermelho!! — eu disse.
- Você também. Haha.
Conversamos mais e pedi para me levar em casa. Quando parou o carro em frente:
— É... nos falamos então. — disse eu.
- Sim. E mais uma vez obrigada por tudo.
Olhares vão e olharem vem, os rostos se aproximaram...
- Não Gustav.
- Achei que fosse querer. Eu quero isso.
- Mas eu também quero. Só que não quero pense que logo nos beijamos porque eu tenho algum tipo de interesse na sua fama, no seu dinheiro. Vamos esperar, nos conhecer melhor e aí sim você ter a certeza se quer mesmo ou não.
- Ta bom então. (gente ele ficou com uma carinha de cachorrinho pidão, AWWN)
Lhe dei um beijo na bochecha e desci do carro. Ele fez gestos que iria descer e abri, mas fiz que não com a cabeça e saí.
Doeu taaaanto. Tanto mesmo, mas vai que ele pensa que quero me aproveitar dele? Não mesmo. Não sou assim e quero que ele perceba para depois fazer algo.
Será que após anos de sonhos tudo isso era real?
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