Eu Te Amo, Orihime-chan.

4 Aquelas palavras geram Confusão


Notas iniciais
Olá. Gostaria de me desculpar imensamente pelo abandono da fic. Poderia usar a falta de tempo como desculpa, mas a verdade é que o meu perfeccionismo me deixou insatisfeita com o que escrevia. Preferi não escrever mais à escrever algo de qualidade ruim. Mas acabei percebendo que era injusto não concluir a história quando haviam leitores que a acompanhavam. Sendo assim, decidi ainda que insatisfeita com o que estou escrevendo, voltar a enviar os capítulos e esperar que vocês mesmos julguem a qualidade. Espero que gostem e novamente me desculpe.

Não consegui me conter. Disseaquelas palavrasno momento em que vieram a minha mente. Não, mais do que isso, no instante em que repousaram sobre o meu coração.

Os olhos dele me encararam. O rosto dele estava paralisado. Pus as mãos sobre a minha boca e meus olhos arregalaram-se de imediato. No mesmo instante, o rosto de Ishida-kun assumiu uma coloração avermelhada o que o levou a desviar os olhos dos meus. Senti meu rosto aquecer e não sabia o que fazer.

Estava assustada, não apenas com a reação que Ishida-kun iria ter, mas, principalmente, comigo mesma. Agora estava dividida. Duas Orihimes. Uma devota ao amor que senti por Kurosaki-kun. Outra que falaraaquele frasee deixara a primeira Orihime sem reação.

Não entendi bem o que aconteceu depois disso. Meus olhos escureceram e fiquei extremamente confusa. Ishida-kun não estava mais ali. Eu tampouco. Não sentia mais meu corpo e tudo o que podia fazer era assistir a cena que se formara bem na minha frente: Um ringue de boxe em que duas lutadoras curiosamente parecidas comigo aguardavam ansiosamente o início da batalha. Talvez tivesse rido compulsivamente das posses caricatas das lutadoras. Não o fiz. A atmosfera tensa do ringue não me permitiu fazer nada exceto observar a luta que estava para começar. Uma das lutadoras usava luvas alaranjadas combinando com o calção, o que conclui quase instintivamente ser a primeira Orihime. A outra usava luvas e calção azul-marinho e tinha nos olhos uma confiança inquestionável, aquela que amava Ishida-kun. Quando o gongo soou, porém, foi a primeira quem correu em direção a outra e, com um único golpe, a derrubou.

-Nocaute. – foi o que disse um senhor que, não tinha me dado conta, mas parecia estar ali desde o início da batalha.

De repente, tudo ficou claro em minha mente. Não fora real. O que eu tinha dito nada mais era que uma reação à cena de Kurosaki-kun e Kuchiki-san. Estava para confessar o engano a Ishida-kun, quando senti novamente o abraço aconchegante dele. O cheiro de seus cabelos negro-azulados era levemente adocicado. Sua pele pálida era mais macia que qualquer algodão (tanto o doce quanto o não-doce). E o odor que ela emanava parecia vir do mais valioso perfume. Estava quase me afogando em meio àquele abraço que aguçava todos os meus sentidos, que me deixara em um momentâneo estado de estase. Quase.

O último respingo de lógica em minha mente fez-me reagir. Usei toda a força que parecia ter restado em meu corpo para afastá-lo de mim. Quando encarei os seus olhos fiquei paralisada. Tudo o que havia ali era uma tristeza que eu mesma não saberia descrever.

- M-me desculpe, Ishida-kun. Eu... – minha voz falhou, não consegui continuar.

Na verdade, não sabia o que dizer. Kurosaki-kun foi quem sempre amei e jurei amar, ainda que tivesse cinco vidas diferentes. Por que, então, agora há pouco, tinha confessado um amor desconhecido a outro homem? Senti-me traindo Kurosaki-kun, mas, ao mesmo tempo não suportei ver o rosto decepcionado do Ishida. Toda a confusão que havia sentido em minha vida se reuniu de uma só vez na minha cabeça. Fiquei em silêncio e foi Ishida-kun quem o quebrou, depois de longos minutos.

- Orihime-chan...

A voz macia de Ishida-kun me obrigou a erguer os olhos e mirá-lo mais uma vez. O que vi depois disso fez meu coração doer como se um hollow tenta-se arrancá-lo de meu peito: Ishida-kun mantinha os dois braços erguidos em sinal de rendição. Como um criminoso que tentava provar que não iria mais atacar ninguém. Eu o tinha feito sentir-se assim? Eu o tinha acusado de algo com a minha atitude? Enquanto seu gesto demonstrava que ele não voltaria a me tocar, seus lábios exibiam um sorriso forçado. Os olhos, porém, não escondiam a decepção de ter sido rejeitado. Depoisdaqueles palavraseu tinha voltado a rejeitá-lo. Tinha dado uma esperança falsa a Ishida-kun. Tinha o feito sofrer mais uma vez. Eu era a pior pessoa do mundo. Para a pessoa que tinha cuidado de mim não importasse o momento ou a situação eu tinha dado apenas sofrimento. Não podia me perdoar. Odiava a mim mesma.

Sem consegui conter uma nova tempestade de lágrimas, deixei meu pranto escorrer. Dei um descanso às minhas pernas trêmulas, ajoelhando-me na grama da praça.

- Hei! O que tá acontecendo aqui? Por que a Inoue está chorando? – ouvi uma voz familiar.

Era a voz dele. Era Kurosaki-kun.

Notas finais
Obrigado por ter lido. Espero que deixe um comentário e diga se acha que devo continuar ou abandonar a fic de vez?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.