Eu Te Amo, Meu Filho
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Notas iniciais
Assim como muitas mulheres de famílias muito pobres, fui posta a trabalhar na rua na famosa ' menoridade '. Primeiro comecei a trabalhar com vários homens em serviços, fisicamente pesados, e com ele ganhei alguns suficientes trocados, tais para.... você sabe. Comer e estudar. Sim, eu estudava. Por mais que possa ser crueldade ser forçada por seu próprio pai ir trabalhar com incinerações de lixos em grandes aterros, e a venda de lixos automotivos em esquinas específicas. Trabalhava o triplo do tempo de que estudava, e por tanta miserabilidade, jamais poderia me dar o luxo de pensar no que eu gostaria de ser quando crescer, como muitas crianças podiam.
Quando cheguei na adolescência notei que estava sendo levada para um caminho escuro, sem voltas e sem muitas saídas de emergências. Drogas. Não me considerava muito esperta, mas tinha sanidade o suficiente para dar a bela e grande curva diante de tal caminho, mas... acabei chegando em algo, que considero, pouco pior do que fumar ou alucinar-se com drogas pesadas. A prostituição.
Na adolescência tinha planos; namorar, sair pruma festa e curtir o máximo que podia, porém a minha realidade alcançou e destruiu esses planos.
Dias após alcançar a minha ' maioridade', aconteceu algo que pensara nunca acontecer. Não comigo. Por já, na adolescência, ter contato com o mundo do sexo (prostituição) e infelizmente ter tido que trabalhar nele, sabia o cuidado que deveria ter, porém jamais desconfiaria que eu teria...
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