Eu Também Tenho Sentimentos
18 Capítulo 17- mergulhando na escuridão
Notas iniciais
Enfim, vou postar o que eu escrevi nos últimos tempos... mesmo que esteja tudo sem sentido.
Então boa leitura.
P.S: quem sabe um dia eu termino...
Passaram-se alguns dias. Lucas todos os dias me ligavam perguntando como eu estava e se eu realmente não iria naquele racha, acho que ele já estava se arrependendo de ter me dado o carro... mas fazer o que né.
Já Nicolas sempre tentava falar comigo e eu sempre o evitava. Sei que aquela conversa que tivemos mexeu muito comigo e eu não sabia o que poderia ocorre se continuássemo-la. Camila já voltará a ser como era antes, sem intriga, sem ciúmes, sem brigas. Ela estava cada dia mais empolgada com o baile, estava obcecada para encontra um vestido perto e queria levar o seu lagarto pro baile também, mas Edgar conseguiu convence-la de não seria legal levar o “lagartinho”.
Agora o problema maior... Dionísio... estava menos assanhando esses dias, na verdade ele passou a me tratar como qualquer outra aluna, o que é bom eu acho.
Já eu, estava numa semana que sentia que faltava algo em mim...
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Quinta-feira, horário do almoço, Camila estava tentando contar uma piada, mas toda hora ela se atrapalhava no meio da piada e Edgar que estava tentando comer a mandava calar a boca. Então de repente Camila se calou, estava olhando fixamente para algum lugar atrás de mim, virei e vi que Nicolas estava parado atrás de mim :
–Posso conversar com você?
–Camila, é só impressão minha ou tem um urubu urubuzando por aqui?
– Eu acho que... – ela não terminou o raciocino pois o Urubu a interrompeu
–Olha, você não pode ficar fugindo o tempo todo de mim. E você sabe que temos que conversar é importante Lucia.
–Camila você não esta sentindo essa aura pesado, aqui por perto? Olha, eu acho melhor a gente sair daqui.
–É... é... –por que ele não deixa ela completar uma frases, será que é pedir de mais?
– Por favor, Lucia, eu preciso falar contigo.
–Cara desista, você não vai consegui nada dela agora – falou Edgar, que aproveitou o momento dessa conversa indesejada para terminar o seu almoço.
–Tá bom, mas uma hora você vai ter que me escutar.- então ele foi embora
–aff! Já perdi a fome. Camila você vem comigo? É que eu precise ir na biblioteca pegar uns livros.
–Tá, eu já esqueci a piada mesmo.
–encontro você na sala meninas.- falou Edgar.
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Sexta-feira.
Estava tomando o café com Camila e Edgar (pra variar um pouco...), conversando sobre bestas, quando alguém atrás de mim me chamou. Eu conhecia aquela voz e não esperava ouvi-la tão cedo e muito menos naquele momento, mas eu já deveria esperar por isso. Então me virei para olhar pra eles.
–Mãe, pai
–Filhinha, quanto tempo! Estávamos com tanta saudade de você meu anjo- falou minha mãe me abraçando
–A cada dia você esta mais linda meu anjo-falou meu pai que logo me abraça assim que minha mãe me soltou
–Tinha esquecido que você chegaria por essa semana. Mas por que vocês vieram?
–Estávamos com saudade querida- disse minha mãe
– E... – eu sabia que tinha um “e” na historia
–E que também precisávamos falar com você – falou meu pai
– Que houve dessa vez? – já perguntei de mal-humorada
–Só queremos conversar. Mas aqui não é o lugar, sabemos que você tem aula daqui a pouco, então depois da aula nós conversamos. – falou meu pai
–E nós também temos que descansar um pouco, a viagem foi longa. — falou minha mãe
–Ok.
Então eles foram descansar e eu fui para aula, mas não prestei atenção,... não que tenha sido de proposito...,pois eu fiquei todas as aulas tentando imaginar o que ele queria falar comigo. Será que eles querem me levar daqui? Será que vão me deixa aqui por mais tempo? Mandaram-me para outro lugar mais perto deles? Eu só sabia que estava numa duvida cruel, que eu tinha medo de saber.
Estava indo encontrar com eles no chalé da minha tia, quando sinto alguém segurar minha mão.
–O que foi Nicolas – tinha me virado e ficado de frente para ele
–Esta tudo bem com você?
–Esta tudo bem, por que não estaria?
–Você esta com um olhar mais distante que o normal
–Você anda notando muita coisa em mim e coisas que não deveria
–Olha você sabe que eu quero falar com você. E eu sei que você quer conversa com alguém sobre o que esta acontecendo contigo, mesmo que isso que eu estou falando seja só suposição, mas eu tenho quase certeza de que estou certo. Então, podemos conversar agora?
–Você não desiste né? Afe! Olha que tal a gente fazer assim se eu precisar de alguém pra conversa você será a minha primeira opção ok? – então virei-me e fui para o chalé.
Quando cheguei ao chalé estavam os três sentados no sofá, Marta, Olavo e Roberta. Jantamos e depois minha tia foi para o seu quarto deixando-nos só.
–Então, o que você querem conversa comigo?
–Filha, estávamos pensando em levar você para morar com a gente de novo.- falou meu pai
–A gente até já começou a procurar uma casa bastante espaçosa pra gente.- falou minha mãe com um tom um pouco esperançoso.
–É em que estado? –já sabia que a gente não continuaria por aqui
– Não é em que estado. É em que país. – disse minha mãe que agora estava segurando minha mão
–Noruega- falou meu pai enquanto enchia mais uma vez a sua xicara com café.
– O QUE?? Você piraram de vez né mãe? Diz que isso é uma brincadeira pai.
– Não é uma brincadeira filha e estava pensando em ir para lá daqui a no maximo dois meses.
–Eu... eu... eu não vou!!
–Lucia, não queremos ficar longe de você ou deixa você atoa achando que esta livre da gente. Sei que você ira aprontar alguma assim que entrarmos no avião se deixarmos você aqui. E também você sempre dizia que nunca passávamos tempos juntos como uma família, então esse é o momento já que poderemos passar mais tempos juntos lá.
– Vocês não confiam em mim.
–Não foi isso que seu pai quis dizer, é claro que confiamos em você querida
–Chega eu não que mais ouvir vocês!!
Então me levante e sai correndo do chalé sem rumo ao certo e com a visão embaçada por causa das lagrimas. Eu não sabia por que. Já estava tão acostumada a não ter um lar fixo então por que isso agora? Não fazia sentindo eu esta sentindo essa dor no coração, como se ele estivesse sido arrancado.
Quando percebi esta fora dos muros do colégio pedindo carona já que o meu carro não estava lá. Um lótus ômega preto parou. Fui ate a janela do passageiro e vi uma morena de cabelos medios,... que parecia ter brigado com a cabelereiro..., estava dirigindo. Tentei busca na memoria de onde eu tinha visto ela, ai eu lembrei:
–Você não é Lia, a namorada de Rodizio?? – lembrei, pois sempre a via ao lado dele nuns amasso.
–É sou. Você é a guria que vai correr contra o chefão né
–Acho que não. Meu primo pegou o meu carro.
–Relaxa você não vai perder a sua corrida. Rodizio arranja pra você um carro lá, borá?!?
–é borá.- então entrei no carro.
–Ei você tá bem? Tá meio agitada – ela falou em uma curva em quanto levantava uma sobrancelha.
–Eu não estou drogada!!! É só que eu to com raiva... confusa na verdade.
–Hum... – ele fez uma cara de pensativa depois sorriu – Olha ainda falta muito até a hora da corrida, que tal a gente dar uma volta na cidade e se você estiver afim fazer algo diferente?
– Hum... pode ser.- estava ligada no modo sem limites
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–Ai ainda esta doendo um pouco – falei pra Lia enquanto entrava no carro
–Relaxa que passe e vamos logo que se não você vai se atrasar
–É mesmo.
Entramos no carro e fomos ate o local da corrida. Esta meio cheio o local, ...usando o eufemismo..., e logo que eu cheguei Rodizio conseguiu um carro pra mim. Era preto e a carroceria estava tão modificada que eu não com segui saber que modelo era.
Eu não vou mentir, o medo estava percorrendo todo o meu corpo, mas a adrenalina era maior que ele.
Alguns minutos depois o “chefão” chegou. Ele Estava todo de preto com o capuz do casaco encobrindo um pouco o rosto, então veio ate a mim, encarou-me
–Criança o percurso vai ser o seguinte vamos ate a avenida principal, entramos na rua dos galpões, depois a segunda avenida e volta direto pra cá. – então ele foi ate o seu carro, nem me dando tempo pra falar
–Tá na hora guria – falou Lia que esta ao meu lado
–É percebi – então entrei no carro.
Fomos para as marcas, Rodizio que iria dar a largada, então ele esta na frente ao meio dos carros. E por falar em carros o carro do Chefão era um vermelho metalizado com desenhos de dragões nas laterais e o ronco do motor dava arrepios.
Rodizio levantou o braço, o ronco dos carros era ensurdecedor, mas em meio a ele eu ouvi alguém chamar meu nome duas vezes só que não deu tempo de saber quem era, rodizio abaixou o braço e eu pisei o mais fundo no acelerado.
A corrida estava acirrada, “Chefão” não conseguiu me ultrapassar. Mas também não deixava ultrapassa-lo, toda hora ele tentava me jogar pra fora da pista. Isso ocorreu na avenida principal, na rua dos galpões, onde eu quase bati o carro em alguns postes das varias curvas que tem lá. Quando chegamos na segunda avenida,... que por sinal é mais extensa que a principal, o que é estranho... eu já estava muito irritada com esse cara. Então do nada o radio ligou e começou a tocar Wherever You Will Go, eu tomei um susto, mas isso não fez com que eu me desestabilizasse totalmente. Mas foi com esse susto eu percebi que estava fazendo uma burrada, que eu não deveria esta aqui, que eu não deveria ter brigado com meus pais. Então me lembrei da voz que tinha me chamado quando entrei no carro de Lia na frente do colégio e da voz que ouvi quando começou a corrida, era a mesma voz, então tentei lembra de quem era. Foi ai que eu consegui ouvir a risada do Chefão, olhei para o lado e ele estava sorrido, entramos numa curva muito fechada, ele tentou de novo me jogar pra fora da pista de novo, mas quando tentei desviar perdi o controle da direção e o carro capotou, não sei quantas vezes foi, pois aconteceu muito rápido. Quando o carro parou, eu senti algo escorrer pela minha testa e meu corpo todo dolorido. Nesse momento eu escutei aquela voz me chamando de novo, eu sabia quem era e cada vez aquela voz ficava mais próxima de mim. Então nas ultimas notas da musica senti uma dor muita mais forma no corpo e tudo escureceu.
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