Eu Também Tenho Sentimentos
1 Prólogo
Era uma noite bastante chuvosa e estava voltando pra casa depois de mais um racha e sabia que meus pais estariam no sofá já dormindo, pois estava muito tarde e eles já deveriam estar cansados de me espera.
Depois de guarda a moto na garagem, entro em casa e me deparo com eles no sofá mas não estavam dormindo, estavam muito acordados pro meu gosto e ainda por cima muito sérios. Sabia que viria encrenca, pois pra piorar tinha algumas malas no meio da sala, isso só significava uma única coisa: nós iríamos nos mudar novamente; sendo que isso acontece desde que eu era pequena e isso me fazia muito mal, pois todas essas mudanças nunca me deixaram fazer amizades verdadeiras, tipo “melhores amigos”. E a única amiga de verdade que eu tive foi Ângela que infelizmente morreu a alguns anos de bala perdida no centro da cidade, que surpreendentemente eu morei 2 anos, sendo isso um recorde porque normalmente é de 6 a 8 meses. Isso tudo é porque meu pai é dono de uma grande empresa da família e estar expandido o negocio.
- Ta, já sei vou arrumar minha mala- já fui logo dizendo.
-Espere. Onde você estava Lucia?- minha mãe, Marta, perguntou
-Estava por ai
-Não minta pra mim eu sei que você estava em outro racha, de novo só pra variar né!-disse meu pai, Olavo
-Aff! Me deixa em paz!
-Esquece não vou continuar a discutir por isso. Você sabe que é errado. -disse meu pai
-Filha, você vai se mudar, mas não com agente você vai para o colégio interno de sua tia Roberta- disse minha mãe despejando a bomba.
-E nem tente discutir você vai, isso já esta decidido-disse meu pai
-Isso é ridículo eu não vou pra La. Tipo eu adoro minha tia, mas aquilo é um presídio!-disse com raiva- Eu não quero ir! Por que eu não posso ter direito de escolha?!?- disse já não agüentando isso e indo subir as escadas
- É por seu bem- disse meu pai
-Você sabe que amamos você- disse minha mãe e com um suspiro completou- irei ti chamar as cinco da manha...
Ouvindo isso fecho a porta do meu quarto e sem saber o porquê lagrimas escorem pelo meu rosto. Então vou arrumar minhas malas.
****************************
Depois de duas horas arrumando malas e mais malas e algumas lagrimas tentei dormir, mas não conseguir. Então depois de tirar um pequeno cochilo tomei um banho bem quente pra relaxar, vestir minha calça skyne preta, uma regata branca, meu casaco preto de capuz e coloquei meu all-star tradicional.
Olho-me no espelho e fico me observando: uma garota comum de estatura mediana, olhos castanhos esverdeados, cabelo castanho que fica um pouco abaixo do ombro e uma boca que muitos diziam ser carnuda, e pra variar, quatro piercing na orelha direita e dois na esquerda. Mas eu sei que aquela garota era só uma casca vazia.
Olho para o lado e vejo uma caixa com tinta para cabelo que iria usar para pintar o cabelo de uma garota do colégio que queria ser ruiva. Vendo aquilo me veio uma idéia.
-Já que não vou poder pintar o cabelo dela sei o que vou fazer com essa tinta.
Um pouco tempo depois eu desço as escalas, pois Marta estava me chamando. Encontro ela e Olavo sentados no sofá assistindo TV,... agora o que poderia ta passando de interessante as 5 h da madrugada eu não sei.
-Ta, podemos ir agora
-Menina o que você fez no seu cabelo?!?!- Isso era minha mãe
-Eu pintei de vermelho não estar vendo?-falo sarcasticamente
-Pelo menos ela não se matou então se acalme e vamos- falou meu pai que depois de olha pra mi, falou com ela.
Depois disso entramos no carro e fomos para a “Maravilha de Colégio da minha Tia”.
Fale com o autor