Eu Também Tenho Sentimentos
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Acordei um pouco atordoada, por causa dos raios do sol em meu rosto. Não me lembrei imediatamente do que tinha ocorrido na noite anterior. Só depois de abrir os olhos e olhar ao meu redor, que assim eu me lembrei do que tinha acontecido de onde eu estava. Encontrava-me na floresta, com a cabeça apoiada no peito de Dionísio que ainda estava dormindo. Vendo a situação apenas me levantei e fui para o meu quarto, deixando assim ele dormir de baixo da árvore.
******************
Tomei um banho bem demorado, vesti um vestido preto tomara que caia que fica acima do joelho que é um pouco rodado tendo duas saias e calcei um tênis preto estilo basqueteiro. Queria demonstra através da roupa que eu não estava bem, mesmo depois de ter chorado todas as minha magoas. Mas mesmo depois de tomar banho, passar perfume e tudo mais, eu ainda sentia o cheiro de Dionísio impregnado em meu corpo... Deve ser só impressão minha...
Não estava com fome então fui direto pra sala de aula esperar a aula começar, mas ai me lembrei que os dois primeiros horários seria de química, o que não era uma boa idéia, pois eu não estava com vontade de encarar ele tão cedo depois dele me ver chorando que nem um bebê.
-Bom dia!!- disse Camila , me dando um dos seus abraço de urso
-Bom dia
-O que houve? Você ta tristonha? Quer alguma coisa? Você tomou café? É por que tipo o Edgar disse que você não tava querendo comer ontem na hora do almoço e...- tive que interromper ela, é muito pergunta pra uma pessoa só
-Calma Camila, eu to bem não se preocupe ta?
-Ta bom, vou tentar
Assim que ela falou isso o sinal bateu e então todos foram para os seus lugares e o professor entrou...simplificando Dionísio...
Quando ele entrou apenas deu um leve sorriso em minha direção, isso fez com que eu ficasse um pouco vermelha e pelo olhar dele parece que ele gostou de fazer esse efeito comigo.
Alguns minutos depois Nicolas entra na sala e senta-se na fileira ao meu lado. Quando eu o vi uma raiva e dor percorreu minhas veias.
-Bom dia- ele disse quando se sentou
-Só se for pra você- disse friamente
-O que ouvi meu anjo?
- Não é da sua conta. E para de me chamar de anjo!
-Algum problema Lucia?- perguntou Dionísio que estava apoiado na frente da sua mesa.
-Nada que precise se preocupar. É só esse elemento que esta me perturbando, mas acho que ele não vai, mas fazer isso. — disse com uma ponta de raiva na voz apontando pra Nicolas.
-Espero que os permaneçam o resto da aula quieto, pois se não terão que se retirar.- tive uma leve impressão de que quando ele falou isso foi mais pra Nicolas do que pra mim.
Depois disso Nicolas permaneceu em silêncio. A minha raiva diminuiu, mas a dor não queria passar.
Fui almoçar com minha tia ela parecia estar preocupada comigo, mas não fez nenhuma pergunta. Achei melhor assim. Então quando já estava saindo da casa dela Nicolas apareceu
-Posso falar com você?- ele perguntou
-Você não tem o que falar comigo- então saí fui para as próximas aulas.
No final da tarde fui para a sala de musica. Periciava relaxa um pouco, precisava tocar violão. Fique algumas horas tocando, não sei quanto ao certo, só sei que quando fui para o dormitório já tinha escurecido. Não havia nuvens no céu, e só se ouvia de longe o barulho dos grilos.
Entrei no quarto tomei banho vesti um pijama e fui para o terraço. Fazia tempo que não ia ali. Fiquei um tem lá e nada da pessoa misteriosa apareceu, então fui para o quarto. Enquanto descia ouvir alguém bater na porta, então rapidamente fechei a passagem e coloquei a cadeira que tinha posto em cima da cama para subir no lugar. Quando abrir a porta uma dor começou a surgir, era Nicolas. Ele estava com um olhar um pouco tenso. Então sem pedir entrou no quarto e começou a falar:
- Olha, você vai me ouvir querendo ou não- fez uma pausa,... Acho que era para ver se eu o iria escutá-lo ou não, como eu não falei ele continuou- Tudo bem que a gente fica um provocando o outro, e que eu acho que você não gosta muito de mim. Mas achei que poderíamos esta tranquilos, que ate poderíamos ser amigos. Mas eu não entendo, por que você senti tanta raiva de mim. O que eu te fiz? Fala por que eu não consigo entender. Se você quer realmente que eu me afaste de você então falei agora. — Ele falou tudo isso serio, mas eu acho que vi naqueles olhos indecifráveis um pouco de tristeza.
Estava tentando entender aquilo, pois não sabia o que dizer. Mas eu sabia que ele não poderia saber que eu estava começando a gostar dele.
-Você nunca vai saber- murmurei sentando-me na cadeira e apoiando os braços na perna e abaixando a cabeça, então eu olhei para ele e final mente disse- Não sei se um dia iremos ser amigos. Então por agora saia daqui, pois nos dois estamos de cabeça cheia. Conversar não vai adiantar agora, então vai pro seu quarto Nicolas.
Quando terminei de falar ele foi embora sem disse uma só palavra. Foi melhor assim eu não queria ter explodindo toda minha angustia. Acabei descobrindo hoje que seu muito sentimentalista.
Depois que ele saiu, eu fui abrir a janela e então vi que ele estava lá em baixo. Como na noite anterior Dionísio estava debaixo uma de árvore lendo um livro. Ainda estava um pouco confusa, então meio que sem pensar troquei de roupa, vestir uma calça e um casaco, e desci para encontrá-lo. Parei na frente dele, ele tirou o olhar do livro e então fez sinal para que eu sentar ao seu lado.
-Sabia que você viria minha pequena — ele falou com um pequeno, mas sedutor sorriso.
-Como?
-Simplesmente sabia- ele fechou o livro e então me olhando de forma hipnotizante, continuou- Foi aquele garoto que machucou seu coração não? Não precisa me enganar eu vejo isso nos seus olhos- não precisa perguntar que era o garoto, eu sabia que ele estava falando do Nicolas.
- Foi, mas ta tudo bem eu vou superar isso. É meio difícil descobrir que eu também tenho sentimento.
- É normal ter sentimento
-É eu acabei de percebe isso.
-Relaxa minha pequena tudo vai passa. Confie em mim- falando isso ele acariciou meu rosto. Então por impulso me afastei, então com um pouco de magoa nos olhos ele voltou a encosta-se na arvore e ficou olhando as estrelas.
- Eu só queria esquece isso. Esquecer esse sentimento dentro de mim.- então sem pensar completei- Acho que não vou conseguir sozinha.- foi ai que senti ele segurar minha mão.
-Eu nunca deixarei você sofre minha pequena. Vou sempre estar ao seu lado para te fazer feliz.
Então com isso ele foi chegando mais perto e mais perto ate que não existia distância entre nossos lábios apenas uma fina linha de ar, mas ai ele acabou com toda a distância e me beijo de forma suave com se eu fosso uma boneca de porcelana, mas não demorou muito para que o beijo intensifica-se um pouco mais. Quando eu afastei minha boca da sua estava ofegante, não só eu mas ele estava, pouco mas estava.
- Você não deveria ter feito isso.
-Mas você queria isso. Eu sei que sim- Ele falou dando um leve sorriso
-Eu... eu....é...- eu não sabia o que dizer, pois no fundo eu acho que queria isso, não sei-...Droga
Então ele riu.
-Você é muito meiga minha pequena- então me puxou para que eu deitasse no seu peitoral, e ficou mexendo no meu cabelo- Esse vai ser nosso segredinho minha pequena. E sabia que nunca mais vou deixar você derramar uma lagrima de tristeza. Quero sempre ti ver feliz. — então ele deu um beijo em minha testa.
Com isso não sei o que aconteceu eu acabei dormindo nos braços de Dionísio.
Fale com o autor