Eu Sou Um Semideus
3 Conheço meu meio-irmão
Notas iniciais
Estava na hora da Captura da Bandeira. Os campistas gritaram e aplaudiram quando Annabeth e dois de seus irmãos (um era um garoto loiro de olhos acinzentados e o outro era a garota que eu tinha visto ao lado de Annabeth na fogueira no dia anterior) entraram no pavilhão carregando um estandarte de seda. Tinha cerca de três metros de comprimento, reluzindo a cinzas com a pintura de uma coruja.
Do lado oposto do pavilhão, Clarisse filha de Ares e suas amigas entraram correndo com outro estandarte, do mesmo tamanho, mas vermelho-berrante, com a pintura de uma lança sanguinolenta e uma cabeça de javali.
Virei-me para Percy e perguntei.
– Aquelas são as bandeira?
– Sim.
– Ares e Atena sempre lideram as equipes?
– Nem sempre. – disse ele. – Mas como os dois são deuses da guerra, frequentemente eles lideram.
– Estamos do lado de Atena? – Perguntei.
Que pergunta boba que eu fiz é claro que estamos do lado Atena. Já que Annabeth é namorada do Percy.
– Eu sempre faço uma aliança com Atena. Tiraremos a bandeira de Ares. E você vai ajudar.
As equipes foram anunciadas. Atena tinha feito uma aliança com Apolo, Hermes, Iris, Nike, Hécate e também com Poseidon e Hades. Já que Percy e eu somos os únicos pressentes nesses chalés.
Ares tinha se aliado a todos os outros: Dionísio, Deméter, Afrodite, Hefesto, Hipnos, Hebe e Tique. Pelo que eu tinha visto, só havia um filho de Dionísio. Os filhos de Deméter tinham vantagens em habilidades na natureza e atividades ao ar livre, mas não eram muito agressivos. Como os filhos e filhas de Afrodite eu não estava preocupado. Eles não eram muitos de fazer atividades. Já que são filhos da Deusa da beleza, ficam mais preocupados com o seu reflexo do que com o inimigo. Os de Hefesto não eram bonitos, mas eram realmente fortes de tanto trabalhar na oficina de metal o dia todo. Os filhos de Hipnos também não me preocupavam muito, pois a cada 5 minutos eles acabavam caindo no sono. Os de Hebe não se sabia muito deles. Os de Tique você só tem tomar um pouco de cuidado, pois eles são trapaceiros e malandros. Como isso, só restava o chalé de Ares: uma dúzia dos maiores, mais feios e mais perversos garotos e garotas do acampamento.
Quíron bateu o casco no chão.
– Heróis! – anunciou. – Vocês conhecem as regras. O riacho é o limite. A floresta inteira esta valendo. Todos os itens mágicos são permitidos. A bandeira deve ser ostentada de modo destacado e não deve ter mais de dois guardas. Os prisioneiros podem ser desarmados, mas não podem ser amarrados. Não é permitido matar nem aleijar. Servirei como juiz e médico do campo de batalha. Armem-se!
Ele estendeu as mãos e as mesas subitamente se cobriram de equipamentos: espadas de bronze, lanças, escudo de couro de boi recobertos de metal.
Quíron então veio em minha direção. Pelo que me parecia ele queria me dar alguma coisa. Parecia que ele carregava um celular na mão. Mas o que ele queria fazer com um celular na mão?
– Ryan. Aqui. Tome isso.
– Um celular? – perguntei. – Por que você me deu um celular?
– Não é um celular comum. – disse Quíron – Aperta esse botão aqui.
Eu apertei o botão que o Quíron falou. E então o celular se transformou em uma espada. Ela tinha a aparência de um instrumento que combina as características de foice e espada.
– Fique com ela. É sua de agora em diante.
– Uau. Que espada maneira. – falei sem jeito. – Qual é o nome dela?
– Se chama Harpe. Cuide bem dela. Ela pertenceu a Perseu. Ele a usou para matar a Medusa.
E lá estava eu com uma espada nova. Utilizada por Perseu em épocas mitológicas. Meu escudo era do tamanho de uma tabela de basquete, com um caduceu no meio. Meu capacete, como todos os capacetes ao lado de Atena, tinha um penacho de clina azul no topo. Ares e seus aliados tinham penachos vermelhos.
Annabeth gritou:
– Equipe azul, para frente!
Aplaudimos e agitamos nossas espadas, e a seguimos para baixo, pelos caminhos para os bosques do sul. E enquanto a equipe vermelha seguia em direção ao norte.
Consegui alcançar Percy correndo.
– Ei Percy.
Ele continuou marchando.
– Então qual é plano? – Perguntei. – O que é pra eu fazer?
– Você e eu iremos à frente tentei capturar a bandeira da equipe vermelha. Annabeth e uma das irmãs dela irão ficar na Patrulha da fronteira. – disse Percy. – Hã, e antes que eu me esqueça. Tome cuidado com a lança de Clarisse. Você não vai querer que aquela coisa toque em você.
– Certo. – murmurei.
Percy e eu seguimos na frente, com alguns campistas do chalé de Hermes. Lutando com vários campistas. Os restos dos campistas de Hermes ficaram atrás lutando com os filhos de Deméter e Hefesto. Em nossa frente estavam os filhos de Hipnos caídos de sono no chão, não tinha muito com que se preocupar. Até que apareceram os filhos de Tique e alguns de Ares. Investi a Harpe em um dos campistas de Tique, derrubando-o no chão. Os campistas de Tique tentaram me atacar por traz. Mas eu fui mais rápido que eles, me esquivei e golpeei um por um. Não acreditava no que eu estava fazendo, como eu podia estar fazendo tudo isso. Era loucura, eu sou só um garoto do Queens. O que eu fazia na esgrima não era nada comparado com isso. Aquilo era pra valer. Mas era uma sensação boa, que não dá pra explicar. Era uma sensação de poder, de liberdade.
Só sobraram alguns campistas de Ares pra nós derrotar. Percy começou atacar os filhos de Ares, era incrível ele era realmente muito bom. Apareceram mais dois filhos de Hefesto e um de Dionísio. Eu fiz a besteira de atacar os filhos de Hefesto, eles eram realmente muito fortes. Mas não eram tão rápidos como são fortes. Consegui acertar um com o cabo da espada, e dei um chute no seu estomago, que o fez ficar um pouco sem respiração. Seu irmão foi me dá um golpe com a sua espada. Fui mais rápido que ele. Abaixei-me e dei uma rasteira, que o fez virar um pequeno mortal no ar. Depois disso. Veio o filho de Dionísio me atacar. Nossas espadas se chocaram uma na outra. Dei um chute na perna dele. E fiz uma técnica de como desarmar o oponente que aprendi em um filme que vi. Minha lâmina atingiu a base da do meu oponente e eu a girei, pondo todo meu peso em um golpe para baixo.
Plem!
A espada do campista reuniu contra as pedras. A ponta da minha lâmina estava a dois centímetros do seu peito desprotegido. Abaixei minha espada e dei uma escudada no garoto deixando-o para traz. Fui ajudar Percy contra os filhos de Ares.
– Vai na frente. Pega a bandeira. – disse Percy. E toma cuidado.
Deixei-o lutando contra os filhos de Ares. Enquanto fui à direção da bandeira do inimigo. A bandeira estava desprotegida. Achei estranho, pois devia ter alguém ali vigiando. De repente de traz de uma arvore surgiu Clarisse La Rue a filha de Ares e líder da equipe vermelha. Com sua grande lança na mão, com um olhar frio e sanguinário.
– Achou que ia ser fácil. Garoto de Hades. – Disse com olhar frio. – Que ia conseguir pegar a bandeira tão facilmente.
– Nunca disse que seria.
De repente não estava mais sozinho com Clarisse. Apareceram mais quatro campistas de Ares me cercando. Eu estava ali sozinho com os feiosos de Ares. O feioso de N° 1 veio em minha direção. Desviei o golpe de sua espada. Dei um golpe em suas costas com o cabo da espada, e deixei o mesmo no chão. O segundo feioso veio por trás de mim. Virei-me com o escudo e Pá! No rosto dele. O terceiro feioso veio do meu lado. Ataquei com minha espada ele se defendeu. Esquivei-me de seu ataque e dei um golpe com minha espada em seu rosto. Dei um chute em sua barriga deixando-o no chão. O quarto feioso veio por cima de mim. Defendi-me com minha espada. E rolei-me no chão. Levantei-me e o ataquei de frente. O feioso foi me atacar. Então me abaixei e dei uma rasteira nele com minha espada. Só sobrava Clarisse para derrotar. Mas não ia ser uma tarefa fácil. Percy me disse para ter cuidado com sua lança. Pelo que me parecia ela, era realmente perigosa.
– Bom. Agora só sobrou você para eu derrotar. – disse para Clarisse.
– Não conte com a sorte. Seu moleque. – disse nervosa. – Não vou facilitar para você. Só porque é filho de um dos Três Grandes.
Clarisse veio em minha direção para me atacar. Ela era realmente muito rápida. Se eu não fosse um semideus já estaria morto. Fiquei dez minutos me defendendo da lança de Clarisse. Fui um pouco descuidado, e então Clarisse me acertou no rosto com a ponta de sua lança. Descobri o porquê de Percy me disse para tomar cuidado com sua lança. Era uma lança elétrica. Levei um pequeno choque na cara. Ataquei a mesma com a espada. Acertei o seu rosto. Foi um desconto por ter levado um choque na cara. Percebi que a deixei um pouco mais irritada do que já estava por tê-la feito uma cicatriz em seu rosto. Ela me atacou de novo. Defendi o golpe com meu escudo. E a ataquei de frente. Clarisse deu uma recuada para traz. E me atacou. Defendi seu ataque com a Harpe. Nossas armas estavam se chocaram uma na outro. Clarisse deu um passe para traz e sua lâmina atingiu a base da minha espada e a girou, pondo todo o peso do seu corpo em um golpe para baixo. Minha espada voou a dois metros para o lado. Eu estava desarmado. Clarisse me deu um chute forte que me fez cair no chão.
– Eu te disse que não ia facilitar para você. Moleque. – Disse Clarisse, vindo em minha direção girando a lança na mão.
Eu estava caído no chão. Desarmado. Sem nenhuma proteção. Mas então uma voz soou em minha cabeça. Era a voz do meu pai. Que dizia: O chão. Faça um buraco no chão com seus poderes. Entenda sua mão. Você pode derrotará. Fiz o que meu pai disse. Estendi minha mão.
Bum!
O chão se abriu e Clarisse tinha caído no buraco que eu fiz. Não acreditava no que fiz. Eu derrotei Clarisse. Logo depois chegaram todos os campistas. Levantei-me do chão peguei minha espada e meu escudo. Atravessei o riacho, e enfim peguei a bandeira inimiga. A equipe azul tinha vencido a Captura da Bandeira. Todos os campistas da minha equipe gritavam e aplaudiam nossa vitória. Clarisse levantou do buraco furiosa, achei ela ia me matar. E então ela me disse:
– Parabéns, filho de Hades você conseguiu me derrotar. – disse sem vontade.
Ninguém acreditava nas palavras de Clarisse. Ela reconheceu a minha vitória. Um pouco irritada, mas reconheceu. De repente no meio da multidão surgiu a voz de um garoto.
– Quem é filho de Hades? – Perguntou.
O garoto tinha a aparência pálida, cabelos negros, curtos e lisos, e com olhos escuros iguais aos meus. Vestia roupas pretas, jaqueta e uma camisa preta com uma caveira no meio. Era o meu meio-irmão Nico Di Angelo. Ele é realmente meu irmão, se veste até igual a mim.
– Sou eu. Eu sou seu meio-irmão. – disse. – Ryan. Ryan Bellic.
– Mas como? – perguntou. – Como isso aconteceu? Achei que meu pai não tinha quebrado o juramento.
– É uma longa história. Depois eu te conto.
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