Notas iniciais
Olha Bonecas! Tudo bem? Sorry, sorry, a demora :c Tava sem criativiadade e sem tempo! But, I'm hereeeee now! o/ Vamos ler? Esse tá grandinho u.u

Dois dias se passaram depois da noite do jantar de despedida de Alice. Desde a pequena, porém difícil, discussão entre irmãos.

Emmett não fora até o aeroporto se despedir de Alice, apenas ligara desejando boa viagem e deixando Emmelie se despedir já cheia de saudades da tia.

Alice ficara sentida sim pelo irmão não ter ido, mas sabia que isso era culpa sua. Culpa de sua língua grande demais, de sua impulsividade. Ela não queria falar aquilo por mal, não queria magoar. Talvez, se tivesse colocado as palavras de outra forma o efeito surtido não seria o mesmo. Mas agora já estava feito.

Agora era só deixar as coisas se ajeitarem com o tempo, que sempre cicatriza tudo mesmo que deixem marcas.

[...]

Na manhã de terça-feira Emmett acordou para ir trabalhar. Como sempre fazia, tomou banho, se arrumou e desceu para preparar o café. Deixando a mesa do café da manhã pronta, Emm subiu para acordar Emmelie e deixá-la prontinha para esperar apenas Sue a babá.

Ele entrou devagar no quarto da pequena e foi primeiramente abrir as cortinas, querendo prolongar o máximo possível o soninho tranquilo de sua menina. Depois se ajoelhou perto dela e acariciou os cabelos bagunçados que caíam sobre o rostinho de boneca.

–Emmelie, acorda bonequinha. – chamou baixinho, passando o dedo pela orelhinha dela. Emmelie se remexeu resmungando.

–Papai assim faz coquinha, não pode.

–Então vamos levantar se não o papai vai fazer muitas cócegas por todo seu corpinho. – Emmett falou, puxando de leve o cobertor de perto do pescoço dela.

–Não papai, soninho ainda. – A pequena negou.

–Vamos Emmy, daqui a pouco a tia Sue chega e o papai tem que ir trabalhar. – ele pediu.

Com relutância Emmelie se espreguiçou, terminando de afastar o cobertor que a cobria. Emmett a pegou no colo e beijou a testinha notando que ela estava um pouquinho mais quente. Pensou que talvez fosse por estar enrolada com os cobertores.

Pai e filha desceram as escadas rumo à cozinha. Emmelie com a cabeça apoiada no ombro do pai. Emmett fez o que pode para colocá-la na cadeirinha para comer, mas ela não quis sair de seu colo.

–Porque você tá assim, bonequinha? Está se sentindo bem? – Emmett perguntou preocupado, tentando afastá-la para olhar no rosto, mas Emmelie não quis levantar a cabeça de seu ombro se prendendo mais ao pescoço do pai.

–Não quelo cadeila, papai. Quelo colo do papai, assim. – ela falou dengosa se aconchegando melhor a ele.

–Mas como você vai poder comer assim? Senta no colo do papai direitinho, meu amor. – ele pediu apertando a cinturinha dela para fazê-la soltar. –Vamos Emmelie, você tem que tomar o café da manhã, bonequinha. Está gostosinho, vamos. – insistiu.

Contra vontade dela Emmett separou seus bracinhos de seu pescoço e a virou de lado para poder comer. Emmelie apertou os lábios e negou com a cabeça quando o pai tentou dar uma fatia de bolo de fubá em sua boca. Emmett tentou lhe dar leite com chocolate num copo cor de rosa com canudinho, mas ela também negou.

–Vamos Emmy, come. – ele insistiu, em vão. Emmelie negou com veemência outra vez, encostando a cabeça no peito do pai para esconder o rosto do copo com achocolatado que ele tentava a todo custo fazê-la beber.

–Não quelo comê, papai. Não quelo.

–Porque não, Emmy? Conta para o papai, sua barriguinha tá doendo? – pediu, passando a mão nos bracinhos dela.

–Não papai, baliguinha tá doeno não. – ele confirmou negando com a cabeça.

–Então qual é problema com a bonequinha do papai? Você tem que contar se não o papai não vai poder ajudar bonequinha. – ele pediu, agora acariciando seu rostinho.

Emmelie levantou a cabeça para encará-lo. Sua carinha estava emburrada, as bochechas mais avermelhadas. Ela sempre era animadinha pelas manhãs e estar toda manhosa agora deixava Emmett preocupado.

–Quelo tia Lice, papai. – Emmelie pediu.

–A tia Alice está viajando, Emmelie. Daqui alguns dias ela chega, não fica assim não bonequinha. Está com saudades dela, não é? – ele perguntou já sabendo a resposta. Emmelie era muito apegada a tia e antes da mesma viajar já dava sinais que sentiria extremamente sua falta.

–Muita, papai. Tia Lice não chega apidinho. – Emmelie balançou a cabeça negativamente, coçando o olhinho. Já ameaçava a chorar e Emmett não queria que isso acontecesse.

–O papai avisou que ela não ia chegar rapidinho assim, meu amor. Mas não vai demorar tanto. Já conversamos sobre isso, Emmelie. Agora, você tem que tomar seu café da manhã direitinho, Imagina se a tia Alice chega e descobre que a sobrinha dela não tomou todo chocolate que o papai fez? O que acontece, hein bonequinha? – Emmett perguntou, querendo desvia-la do assunto Alice, para que ela não chorasse.

–Titia Lice fica tiste, né papai? Fica muito tiste. Não quelo titia tiste. – ela respondeu.

–Então tem que comer se não quer que a titia fique triste. E o papai também fica triste quando a bonequinha dele não come direitinho.

–Diculpa papai. Fica tiste não, vô comê tudinho, tá bom? Olha vô comê, papai. – Emmelie esticou os bracinhos pegando o copinho cor de rosa sobre a mesa. Logo começou a beber e Emmett beijou a cabeça dela a fazendo sorrir com o canudinho do copo ainda na boca.

Emmett ficou ali a enchendo de beijos e carinhos enquanto a via comer. Emmelie comeu metade da fatia de bolo que ele havia cortado e não tomou todo chocolate até o fim, alegando que até ali já bastava para titia e o papai ficarem felizes.

Depois de terminarem o café da manhã, Emmelie ficou deitadinha no sofá assistindo desenho animado enquanto o pai checava alguns documentos na pasta de trabalho tendo certeza que não se esquecera de nada. Em menos de dez minutos Sue chegou deixando Emmett livre para ir trabalhar.

–Papai não demola igual tia Lice, tá bom? – Emmelie correu até ele para se despedir. Emmett a pegou no colo e beijou a bochechinha vermelha.

–Papai não vai demorar meu amor. Vou chegar ao mesmo horário de ontem, tá bom? Agora dá um beijo no papai, dá bonequinha. – ele pediu esticando o pescoço. Emmelie fez um biquinho, segurou o rosto do pai entre as mãozinhas fofas e depositou um beijinho na bochecha do pai.

Ela sorriu satisfeita para ele, devolvendo o sorriso de covinhas que Emm lhe direcionava. Depois bocejou se remexendo para descer do colo. Emmett a colocou no chão e a pequena correu para o sofá, pegando a cobertinha de havia deixado ali e se enrolado todinha. Emmett riu, achando graça de ela estar coberta sendo que a temperatura dentro de casa podia quase se considerar quente.

Ele se despediu de Sue e saiu de casa, pronto para encarar mais um dia de trabalho.

[...]

Na sala de estar da casa dos Cullen, Esme olhava algumas tabelas de cores para pintura de casa. Estava empenhada num novo projeto de decoração para aérea de piscina da casa de uma amiga. Eleazar estava na empresa e apenas quem lhe fazia companhia era Norma, a empregada.

O telefone da residência tocou, desviando a atenção de Esme das várias plaquetas de cores, a fazendo olhar na direção de Norma que atendia ao telefone.

–Senhora Esme, é a Sue. Ela disse que precisa falar com a senhora urgente. – Norma esticou o telefone para Esme, que o pegou já preocupada.

Há algumas horas depois da saída de Emmett, Sue notara que Emmelie estava quietinha demais no sofá. Foi vê-la e se deparou com a garotinha dormindo. Era quase hora do almoço e estranhou, já que a pequena geralmente tirava um cochila durante a tarde após a comida. Sue colocou a mão debaixo do pescoço dela e na testa notando o quão quente a menina estava ficando. Suas bochechas vermelhas denunciavam isso. A babá não quis ligar para Emmett e preocupá-lo sabendo que poderia ser apenas uma gripe ou algo assim. Então achou melhor ligar para Esme, uma vez que acordara Emmelie e esta se recusara a tomar qualquer tipo de remédio ou almoçar.

–Alô, Sue? – Esme chamou ao atender ao telefone.

–Dona Esme, me desculpe incomodar. – pediu assim que começou a falar.

–Nada de ‘dona’, Sue, por favor. O que está acontecendo, querida?

–Certo, me desculpe. Bem, é a Emmelie... – o coração de Esme falhou uma batida ao ouvir menção do nome da neta. Interrompeu Sue antes mesmo que pudesse completar a frase.

–O que a Emmelie tem? O que aconteceu com minha netinha, Sue? – a preocupação em sua voz era mais que perceptível.

–Eu acho que ela está ficando doente, Esme. Ela ficou deitadinha no sofá desde que seu filho Emmett saiu para o trabalho e até dormiu. Ela está quente, com as bochechas vermelhinhas e não quer comer nada. – Sue explicou aflita, mas tentando não assustar Esme.

Esme respirou fundo tentando não deixar a preocupação tomar conta. Sabia de todos os problemas que Emmelie já tinha enfrentado e superado desde que nascera devido à Bronquite Asmática, mas conhecida como Asma. Ela sabia o quanto a netinha sofria com as crises respiratórias e qualquer mudança sem eu estado de saúde preocupava a todos.

–Sue, você tentou dar algum remédio a ela? – Esme perguntou.

–Sim Esme, já, mas ela se recusa a comer ou tomar o remédio. Não quero preocupar o Emmett e achei que você fosse à única pessoa pra me ajudar agora.

–Tudo bem, eu estou indo até aí. Cuida da moinha netinha pelo amor de Deus, Sue.

–Claro Esme, com o maior carinho possível. Estou aguardando. –Sue terminou e as duas encerraram a ligação.

Esme vestiu um casaco leve rapidamente, pegou sua bolsa, avisou a Norma que estava saindo e entrou no carro. Dirigiu com cautela pelas ruas de Port Angeles até a casa do filho. Nem precisou tocar a companhia, tinha a cópia das chaves na bolsa.

Assim que entrou foi direto ao quartinho da neta, encontrando Sue sentada na beirada da cama acariciando a cabecinha dela.

–Emmelie? Meu amor, a vovó tá aqui. – Esme se ajoelhou próxima da cama, pegando na mãozinha dela. Emmelie parecia dormir um sonho um tantinho conturbado pelo visto, já que falava algumas palavras, mas nem Esme ou Sue entendiam. – Netinha linda, acorda. Fala com a vovó. – insistiu Esme.

–Titia? Tia Lice, você já chego? – Emmelie murmurou sonolenta, abrindo os olhinhos devagar.

–Não amorzinho, é a vovó. – Esme se sentou na cama a trazendo pra seu colo.

–Vovozinha, titia Lice tava aqui. Tava sim vovó, tava. Cadê ela? – Emmelie perguntou, coçando o olhinho.

–Titia Alice está viajando, meu bem. Quem está aqui é a tia Sue e a vovó. – Esme falou, tirando os cabelos da neta do rosto. Notou que ela soava um pouco.

–Cadê o papai, vovó? Quelo colo, quelo colo do papai. – Emmelie pediu escondendo a cabeça no peito de Esme querendo chorar.

–Seu papai está trabalhando amorzinho. De tardezinha ele chega. Fica no colo da vovó, meu bem. – Esme embalou Emmelie, passando a mão por suas costinhas querendo acabar com o choro contido de sua pequena. –Sue, faz uma sopinha de legumes pra Emmelie. Vou fazê-la comer um pouquinho.

–Não vovó, não quelo sopa. Não góto. – Emmelie negou fungando.

–Vai comer só um pouquinho, meu bem. – Esme insistiu e Emmelie não questionou mais.

Sue desceu e preparou uma sopa quentinha de legumes bem picadinhos para Emmelie. Ela levou até o quarto da pequena e assistiu Esme, com sua facilidade de avó, dar a sopa par Emmelie. A pequena negava sempre a primeira colherada, mas logo abria a boca quando Esme insistia alegando que a deixaria assistir vários desenhos animados na TV se terminasse logo.

No momento que Sue descera para preparar a sopa, Esme pegara um termômetro para verificar a temperatura de Emmelie. O termômetro marcou um pouquinho mais de 37 graus, determinando o começo de uma febre, nada muito alarmante, mas mesmo assim se coração de avó não deixava de se preocupar.

Assim que terminou, Emmelie quis descer para sala e ver televisão. Esme concordou e foi com ela. As duas passaram a tarde juntinhas no sofá. Emmelie rindo dos desenhos e Esme sorrindo apenas por ver uma melhora na aparência da neta. As bochechas não estavam mais tão vermelhas e Emmelie suava um pouco, mostrando que a febre estava abaixando.

Eleazar ligara no celular de Esme para avisar que não almoçaria em casa e ela explicou que estava na casa de Emmett cuidando de Emmelie. Ele se preocupou de imediato com a neta e Esme pediu a ele que chamasse Emmett para ela lhe contar o que acontecera.

Emmett quase que largou todo restante do trabalho e o almoço de negócios que iria com o pai, para poder voltar para casa e ver com seus próprios olhos como estava sua bonequinha. Esme tratou de tranquilizá-lo, dizendo que Emmelie já estava bem, a febre havia baixado e ela havia tomado uma sopinha. O coração do pai preocupado só sossegou um pouco quando Esme passara o celular para Emmelie o deixando falar com a filha.

–Bonequinha, como você está? Está se sentindo mal, meu amor? O papai ficou preocupado com você. – ele pediu preocupado.

–Papai, a vovó deu sopinha pá mim. Eu to bem, papai, to sim. To assistino desenhinho com a vovó, papai. Desenhinho da ‘Vila Sesmo’, papai. – Emmelie falou apontando para TV, achando que o pai poderia ver o desenho Vila Sésamo que passava no canal infantil.

Esme riu do jeitinho inocente da neta e beijou o dedinho dela. Emmelie o recolheu rapidamente, sorrindo para avó que lhe soprava um beijo enquanto escondia o dedinho atrás das costas.

–Tá bom filha, assiste o desenho com a vovó. Mais tarde o papai está aí com você, meu amor. Agora passa o celular pra vovó, bonequinha.

–Tó, vovó. — Emmelie estendeu o celular para avó que pegou e agradeceu.

Esme ficou de pé e foi andando até a cozinha, olhando para trás só para se certificar que Emmelie prestava a atenção na TV.

–Viu filho, a Emmy está bem. Eu acho que isso é apenas saudade da Alice, quando eu chegue ela estava sonhando e achou que a Lice estivesse aqui. Sabe como crianças são sensíveis, lembra-se do Edward quando você foi para o acampamento de verão do colégio? Ele chorou dias dizendo que o irmão dele o abandonou. – Esme e Emmett riram de leve se lembrando do episódio.

–É horrível vê-la assim, mãe. Não quero que minha bonequinha sofra até Alice voltar. Hoje vou ligar para Lice e ver se consigo falar com ela para que Emmelie também possa. Pelo menos mata um pouquinho a saudade, não é?! – Emmett falou, querendo o fazer o possível para sua princesa se sentir melhor.

–Isso mesmo filho. Alice e a Emmelie ficarão muito felizes. Agora vá trabalhar e eu vou cuidar da Emmy. Até mais tarde Emm. – Esme encerrou a ligação após Emmett se despedir.

Esme voltou a se sentar com a neta no sofá, aconchegando a pequena em seu colo. Emmett, mais tranquilo, porém não completamente, voltou ao trabalho ansioso para poder chegar em casa e abraçar sua menina e enchê-la de beijos e carinhos.

Emmelie era o pequeno e mais precioso tesouro dos Cullen e Hale. De toda sua família. Todos que a cercavam queriam seu completo bem e se preocupavam tanto com ela. Sua mãe não diferente. De sua maneira angelical estava lá, do ladinho da filha, cuidando e a protegendo sempre. Jamais deixaria que alguém lhe fizesse mal, estaria sempre lhe velando o sono e vez ou outra lhe fazendo uma visitinha no mundo doce e mágico dos sonhos

Notas finais
Então, ficou bom? Minha bonequinha tá com saudades da tia dela, quem quer dar dengo pra ela? Comentem e Recomendem se quiserem (: Beijos da Joi :33