Eu Sempre Vou Amar Você

15 Capítulo 15 – Destinos se Cruzando


Notas iniciais
Olá dolls! Voltei rapidinho dessa vez, né?! Espero que gostem desse capítulo. Tá fofinho e com surpresinha no final. (: Bora lá..

Naquela noite Emmett adormeceu rapidamente. Não chegou nem terminar o capítulo do livro que começara, adormeceu com ele na mão. Por mais que não deixasse aparentar, a rotina de levar Emmelie quase sempre ao hospital o deixava cansado. Imagine como não ficava a pequena? Ele só queria fazer com que isso se tornasse cada vez menos frequente, assim como todos da família.

Na manhã seguinte, Emmelie acordou mais cedo que o normal. Estava completamente feliz e animada, pois tinha sonhado outra vez com Rosalie. Era incrível como mesmo sem conhecê-la, Emmelie a amava mais que tudo, assim como à Emmett.

A pequena, com um esforço que chegava a ser até engraçado, desceu da cama levando consigo o pequeno cobertor lilás com que dormia grudadinha. Era um de seus xodozinhos de quando ainda era um bebê, assim como o ursinho caramelo de pelúcia que o pai havia dado.

Emmelie saiu arrastando a mantinha lilás, os cabelos completamente bagunçados, ate o quarto de Emmett. Esticou-se na pontinha dos pés para poder alcançar a maçaneta e girá-la, abrindo a porta. Com mais um esforço de sua parte, subiu na cama do pai. Emmett nem se mexera. Emmy engatinhou pela cama para bem pertinho dele.

–Papai acóda. – ela falou baixinho, dando um beijinho na bochecha dele. – Acóda papai, por favô.

A pequena cutucou a bochecha de Emmett com o dedinho. Ele se mexeu um pouquinho, mas não acordou. Emmy riu achando graça e fez de novo. Outra vez Emmett se mexeu, mas dessa vez abriu os olhos lentamente, um sorriso sapeca se formando no canto da boca.

–Papai, você acodô. – Emmelie constatou, passando a mão desajeitadamente pela testa, tirando o cabelo do rosto.

– Você me acordou sua sapeca. – Emmett a puxou para o peito dele, fazendo cócegas nela. Emmelie dava uma gargalhada gostosa que enchia os ouvidos do pai, o deixando encantado com o tesouro que tinha ali. Emmelie chegou a tossir pelo tanto que riu. Então Emmett parou e encheu seu rostinho de beijos.

– Papai, eu sonhei com a mamãe. Ela góta de mim, pulque ela sempi cuida de mim no meu sonho, papai.

– Ela te ama, Emmelie. A Rose sempre vai cuidar de você, meu amor, pode ter certeza. E o papai também. – Emmett beijou o topo da cabeça dela. Emmelie remexia o cobertor entre as mãozinhas encostada ao peito do pai. – Você sonhou com a historinha de novo?

–Foi, papai. Colendo meu nome. Eu tava na baliga da mamãe igual na foto. – ela levantou a cabeça e olhou para o pai. Os olhos castanhos iguais aos dele.

– Você ama mesmo essa história, né pequena?! – ele riu de leve. – Vamos levantar agora pra tomar café da manhã? — Emmelie assentiu.

Os dois desceram juntos de mãos dadas, ainda de pijama, para cozinha. Emmett preparou leite com chocolate para Emmelie e café para ele, além de vários pãezinhos doces que tinha ali.

Tomaram café, pai e filha, entre conversa e risadas. Era engraçado ver Emmy comendo, toda lambuzada e sujando a mesa, sem contar o pijama, que Sue teria que lavar quando chegasse para tomar conta dela. Emmett achava tudo uma graça. Ficava encantado com cada movimento da filha. Por ele, ela poderia sujar a casa toda, ainda sim ficaria a menina mais fofa do mundo. Coisa de pai babão.

Depois Emmett deu banho em Emmelie, deixando pronta para quando Sue chegasse, e foi se arrumar para trabalhar.

A tarde foi tranquila em casa. Sue cuidou de Emmelie como se cuidasse da própria filha. No trabalho, Alice ainda animada com sua viagem trabalhava o máximo que podia para não acumular muita coisa para quando voltasse. Eleazar apareceu na sala de Emmett o visando que teria uma reunião importante durante a noite e precisaria dele junto. Seria em um restaurante com um novo advogado contratado pela empresa. Emm não ficou muito animado, teria que deixar Emmelie na casa dos pais, mas o que queria mesmo era passara a noite brincando com sua bonequinha.

Logo a hora de ir pra casa chegou.

Emmelie não ficou muito feliz em não poder ficar com seu papai, mas logo se animou em saber que ficaria na casa da avó com Alice. Esme havia ido à casa de uma amiga começar um noivo projeto de decoração e Edward, como sempre, mais na casa de Isabella do que na própria.

De mochilinha pronta, com pijama, chupeta (coisa que ela raramente usa, só quando chora muito ou está manhosa) e as inseparáveis bonecas, Emmelie foi para casa da avó com o pai. Dali Emmett seguiu com o pai para um restaurante chique no centro de Port Angeles, deixando sua boneca sob os cuidados da irmã.

XXXXX

Alice estava entretida vendo roteiros por Paris em seu notebook, sentada no sofá da grande sala dos Cullen. Emmelie brincava com suas duas bonecas das Monster High no tapete, próxima a tia. Logo o som de ‘I Knew You Were Trouble’ da Taylor Swift tomou conta do ambiente. Era o celular de Alice tocando. Emmelie logo virou para encarar a tia que atendia o aparelho de capinha cor de rosa brilhante.

–Alô?! — Alice falou atendendo sem nem olhar na tela pra saber que era.

–Alice! Já se esqueceu das amigas antigas né?!– a voz falou do outro lado da linha.

–Amiga! Claro que não, né?! Quanto tempo. Como você tá?!

–Estou bem, mas aposto que você está melhor. Vi na sua rede social que vai para Paris. OMG! Como isso?– a voz soou animada fazendo Alice se empolgar pra contar.

–Pois é. Cidade das Luzes, aí vou eu. Meu irmão me deu a passagem de Natal. Estou super empolgada, você não faz ideia. — Alice quase quicava no sofá.

–Foi o papai que te deu de pesentinho, né tia Lice?! — Emmelie interrompeu a conversa ao entender que Alice falava do presente que Emmett lhe dera.

–Foi sim, meu amor. — ela respondeu piscando pra sobrinha.

–Alice? — a voz a chamou.

–Desculpa amiga. É que eu estou cuidando da minha sobrinha aqui. Estava falando com ela. Você iria amar conhecê-la. — Alice pegou o bracinho de Emmelie como se pedisse pra ela se aproximar. A pequena foi até Alice e se sentou no colo da tia.

–Que fofo, Alie, você cuida de crianças. — a amiga dela riu. — Olha, por que você não vem jantar aqui comigo? Só estamos eu e minha mãe, você pode me contar mais sobre a viagem. Pode trazer sua sobrinha– sugeriu.

–Hmm, não vai incomodar? — Alice ficou com o pé atrás. Fazia tempo que não via essa amiga e estava com saudades. Mas deveria ir, ainda levando a sobrinha pequena?

– Claro que não, né! Estou com saudades e com certeza vou gostar de conhecer sua sobrinha. Caso você não saiba, eu adoro crianças, ok?!

Alice riu.

–Ok, então. Em 30 minutos chego aí. Bye. — Elas encerram a ligação.

– Emmy, a gente vai jantar na casa de uma amiga da titia, tá bom?! — Alice virou a sobrinha de frente pra si.

– Tá bom, tia. Ela é uma amiguinha legal, é?

–É sim, meu anjo. Eu a conheci ano passado e faz tempo que não nos vemos. Ela vai adorar te conhecer, bebê. – beijou a bochecha da sobrinha.

Alice levantou e colocou Emmelie no chão. As duas subiram de mãos dadas para o quarto de Alice, para que ela trocasse de roupa.

Vestida em uma blusa de malha bege, sobretudo vinho, calça jeans e botas preta com salto fino não muito alto, Alice desceu as escadas. Emmelie segurando na barra do sobretudo da tia, enquanto ela procurava as chaves do carro na bolsa.

Finalmente as achou e as duas puderam sair rumo à casa da amiga de Alice.

O carro de Alice não tinha cadeirinha, então ela prendeu Emmelie ali da melhor forma possível com o cinto de segurança. Rezando para que nenhum guarde aparecesse. Mandou uma mensagem para Emmett avisando que estava levando Emmy para jantar junto com ela na casa da colega.

Então foram em direção ao endereço que Alice poucas vezes visitara, mas ainda se lembrava de cor.

As ruas não estavam apinhadas de carros, então não demoraram muito a chegar.

Alie tirou Emmelie do banco, segurou em sua mãozinha e travou o carro com o controle. Caminharam até a porta e Alice tocou a campainha esperando.

Emmelie se escondeu atrás das pernas da tia quando escutou a porta sendo destrancada.

– Não fica com vergonha não, Emmy. A amiga da tia é boazinha.

Emmelie esticou o pescoço para ver a tal amiga de Alice que abrira a porta.

– Shi! — Emmelie correu até a conhecida abraçando as pernas dela com seus bracinhos pequenos.

– Emmelie?! Meu Deus, que mundo pequeno! — Shay se abaixou pegando Emmy no colo e beijando a bochecha dela.

A mesma Shay do hospital que Emmelie e Emmett conheceram dias antes estava ali com a pequena no colo. Realmente esse mundo era pequeno demais.

Coincidência ou não, mais uma vez os caminhos de Emmelie Meghan e Shay Houston se cruzaram. E as duas haviam gostado muito dessa brincadeira, ou intenção, do destino.

Notas finais
Amores, curtiram? Comentem please! Brigadinho