Eu Sempre Te Amarei
1 Capitulo Um
Notas iniciais
Eu fiz essa história pela falta de opções do meu shipp favorito kkkkk Espero que gostem. Eu pretendo continuar escrevendo mais historias sobre os dois, sempre em formato de pequenos contos.Então, se gostam deles, fiquem atentos que vem mais coisa por ai.
Boa Leitura!! Obrigada por lerem.
P.S: Eu usei os nomes da versão dublada. Eu cresci vendo assim, então, por favor, não me matem por isso rsrsrsrs
Boa Leitura!! Obrigada por lerem.
P.S: Eu usei os nomes da versão dublada. Eu cresci vendo assim, então, por favor, não me matem por isso rsrsrsrs
A leve brisa soprava na floresta, fazendo as folhas farfalharem, chamando a atenção dos poucos animais noturnos que ali viviam, tirando-os de suas tocas para apreciar a Lua.
Kikyou estava sentada na beira do rio, seus pés tocando suavemente a água, na tentativa de se refrescar da noite quente.Apesar da sensação boa, que há muito não sentia, ela não conseguia se concentrar totalmente naquele momento. Sua cabeça estava em um local muito mais distante, onde não deveria estar.Mesmo com seu corpo tremendo de ódio sempre que se lembrava de tudo o que ele fizera, ela simplesmente não conseguia deixar de pensar nele, ou deixá-lo para lá. Isso a deixava com raiva. Não apenas dele mas, principalmente, de si mesma.Enfurecida, se levantou, entrando na floresta em busca de um local para passar a noite.Enquanto caminhava, ouviu vozes, claramente conhecidas. Vozes das últimas pessoas com quem ela gostaria de se encontrar no momento.Escondeu-se atrás de uma árvore e esperou, se mantendo em uma posição que pudesse ver os passantes.— Será que ela ficou chateada? Não deveríamos ter deixado ela sozinha... — A voz realmente era de Sangô, como Kikyou supunha. Apesar de nunca ter tido contato direto com ela, conhecia sua reputação o suficiente para se manter em alerta sempre que ela estava por perto. Apurou os ouvidos na tentativa de conseguir alguma informação.— Acredito que não — Ela ouviu a voz do monge, do qual ela raramente lembrava o nome, respondendo à pergunta — Argome não ia deixar se abalar por isso. Afinal, a gente sabe que ele sempre faz isso mesmo, não é!?Sangô bufou. — Vocês, realmente, não têm um pingo de tato.Kikyou ouviu Sangô andando na frente, os passos apressados e o monge logo atrás, gritando: — Mas o que eu fiz agora?Ela se manteve parada, absorvendo o que tinha ouvido. E acima de tudo, refletindo sobre o que tinha acabado de acontecer. Se Sangô e o Monge estavam ali, tão próximos dela, isso significava que...O barulho de um galho se quebrando acima de sua cabeça aconteceu no mesmo momento que a clareza atingiu sua mente.Inuyasha.Apesar de seu coração ter disparado imediatamente, ela manteve a feição tranquila, se recusando a demonstrar o quanto a presença dele a afetava.Levantou a cabeça para encará-lo.— O que você está fazendo aqui, Kikyou? — Ele disse, a cabeça levemente de lado, como um cachorrinho confuso. Certos hábitos não mudavam. E Kikyou poderia descrever cada um deles. Ela não conseguiria esquecer, nem se quisesse.— Eu poderia te perguntar o mesmo.Ele desceu da arvore, tão rápido quanto um gato e pousou perfeitamente ao seu lado.— Você anda espionando pela floresta agora, é?Ela não respondeu, apenas o observou, enquanto pensava. Era sobre isso que a caçadora e o monge falavam? Será que a menina tinha ficado com raiva porque o Inuyasha tinha ido procura-la?— Vai ficar ai, parada? – Ele parecia impaciente, como sempre. Por dentro, ela riu.— Mesmo que estivesse, isso não seria da sua conta... Inuyasha. Ela manteve sua voz o mais fria possível.— Aquele miserável do Narake está te perseguindo de novo? Porque se ele estiver...— Eu posso perfeitamente cuidar dos meus assuntos sozinha.— Mas que droga Kikyou. Porque sempre age desse jeito? O Narake é assunto de todos nós!— Eu não tenho o menor interesse em me envolver em seus assuntos, independente se nossos objetivos seguem a mesma direção. E espero que você faça o mesmo, Inuyasha.Ela se virou, indo embora, antes que acabasse se traindo. Mas Inuyasha a segurou pelo braço.— Kikyou...Ela se manteve de costas, ouvindo a respiração acelerada dele enquanto procurava manter a sua própria respiração estável.— Kikyou... — Ele disse novamente, soltando seu braço e tocando em seus cabelos. A fita branca que usava prendendo-os soltou-se, fazendo seu cabelo cair sobre os ombros, voando com o vento em direção ao seu rosto.Lagrimas se formaram em seu olhos, mas ela segurou-se, evitando que elas escorressem.— Você precisa voltar, Inuyasha. Tenho certeza de que tem alguém que está te esperando. Alguém que está viva.— Como pode dizer isso — Ele gritou, irritado. Ela não se virou, com medo que ele visse a umidade em seus olhos. — Como ousa dizer isso Kikyou. Você sabe que eu...Finalmente se entregando ao que sentia, ela virou-se, olhando fixamente em seus olhos. Ela sabia o que ele ia falar, e não queria que ele falasse. Ao mesmo tempo, desejava ardentemente ouvir. Ela precisava ouvir.— Você o que, Inuyasha?Ele balançou a cabeça, irritado.— Por mais que você me odeie, e que nunca me perdoe, e que eu nunca consiga reparar todo o mau que fiz, eu... Eu sempre te amei Kikyou. E continuo te amando. E nada do que você fizer vai conseguir mudar isso.Ela se aproximou, respirando fundo, procurando a todo custo manter seu autocontrole.— Isso é mesmo verdade... Inuyasha?Ela colocou a mão em seu rosto, sem esperar pela resposta. Ele, surpreso por seu gesto, também não respondeu, deixando um silencio pesado no ar.
Ela não se importou, aproveitando para dizer o que realmente queria desde que a trouxeram de volta a vida.— Tudo o que eu desejava, quando estava viva, era que você se tornasse humano, e pudesse ficar comigo...Ela passou as mãos pela pele da face dele, analisando cada detalhe, como nunca tinha feito antes. — Eu deixaria tudo, se significasse que eu ficaria com você, para sempre. Você faria o mesmo, Inuyasha?Ele a analisava, os olhos brilhando. Ela gostava do que via. Mesmo quando era viva, não conseguia tirar aquela reação dele. Ela nunca ousara tanto, julgando ter tempo de sobra para ficarem juntos.— Você... Você sabe que sim. — Ele respondeu, a voz falhando.Ela riu, uma risada sem humor, tirando a mão do rosto dele, mas sem se afastar.— Não é irônico? Nós dois queríamos viver para sempre juntos, numa vida mortal, e agora, que somos imortais, podemos ter o para sempre, mas não juntos.— Ainda temos uma chance... — A voz dele era quase um sussurro.— Eu estou morta.— E ainda assim, continuo te amando.— Inuyasha...Ele quebrou o resto da distância que havia entre eles e a beijou. Ela retribuiu, beijando-o de volta, não da maneira como fizera quando o beijara pela primeira vez, cheia de ódio e vingança. Mas se deixando sentir o que, mesmo em vida, ela não tivera coragem.Ele puxou-a pela cintura, trazendo-a para mais perto, e ela não impediu. Pôde sentir as mão dele deslizando pelo seu pescoço, onde a manga de sua veste havia deslizado frouxamente para os braços, deixando seus ombros a mostra, causando-lhe um arrepio pelo corpo.Num piscar de olhos, ela se viu carregada em seus braços. Ele a colocou deitada embaixo do carvalho, onde a pouco havia estado escondida, e se deitou a seu lado. Ele a olhou, os olhos fixos no seu, como se pedisse permissão.Ela não arriscou falar, temendo que sua própria boca a traísse. Sem se preocupar em dizer nada, apenas o beijou, deixando que todo o resto do que precisava ser argumentado fosse dito com seus próprios corpos.Quando acordou, viu-se aninhada nos braços de Inuyasha, que descansava a cabeça na raiz do carvalho, a expressão tão serena no rosto que fez o peito de Kikyou doer.Com movimentos lentos, para não acordá-lo, se levantou, e deu um último beijo em seus lábios, suavemente. Em seguida, cobriu seu tronco nu com a capa de rato do fogo, da qual ele gentilmente havia cedido como cobertor, para aquecê-la. No momento seguinte, ouviu passos e correu floresta adentro, temendo ser vista. Ainda assim, permaneceu perto o suficiente para continuar o observando.— Inuyasha, acorda! Inuyasha.Ela o observou levantar, assustado, olhando em volta à procura de algo. Procurando por ela.— Nós estávamos preocupados — Disse o filhote de raposa que sempre andava com eles. — Porque você não voltou ontem?— Isso não é da sua conta, Shippo. – Ele respondeu, irritado. Ainda olhava ao redor, preocupado.— Inuyasha, não seja tão grosso com ele. Estávamos todos preocupados. Você deveria pensar mais nas outras pessoas ao invés de si mesmo.A menina discutia com ele, procurando não demonstrar o alivio que sentia ao encontrá-lo. Mas Kikyou podia lê-la como a ela mesma. Afinal, eram parte uma da outra, ela gostando ou não.— Inuyasha, onde está o resto de suas roupas?Kikyou viu o rosto de Inuyasha ficar vermelho diante a pergunta da raposa, e riu. Aquele era um segredo que apenas ambos compartilhavam. — Cala a boca, Idiota!Kikyou viu Inuyasha subir na arvore, olhando ao redor. Ela sabia que ele estava procurando por ela. Antes que ele sentisse seu cheiro novamente, tão próximo como estava, ela partiu, sabendo que, apesar de Inuyasha nunca ter certeza se o que aconteceu fora real ou um sonho, ela jamais se esqueceria daquela noite.
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