Eu Sei Me Cuidar.

1 Capítulo 1 - Apocalipse.


Notas iniciais
Boa leitura! Quero reviews.

Johanna

Assim que a aula terminou vazei daquele lugar. Ja não esta dando para aguentar os olhares. Eu sou estranha? Sou. Eu sou bonita? Um pouco. Mas tem um monte de gente assim, por exemplo, os góticos, mas parece que ate eles conseguem ser mais normais que eu. Mas e claro que Lana Somerline teve que me parar na porta com as amigas delas, as piriguetes da escola. Eu sou bem mais alta que a Lana, mas parece que ela tem um poder maligno de fazer as pessoas se sentirem inferiores.

— Ora, ora, se não e a ratinha da escola.

— O que quer de mim? — Perguntei. Ela riu.

— Um autografo que não é, sua esquisita. Como vai seu amigo Jason? Eu soube que ele tem 23 anos. — Falou cheia de veneno.

— Não sabe de nada sobre ele. Qual e o seu problema, garota? — Grunhi, querendo ir embora. Desse jeito vou acabar perdendo minha carona!

— Qual e o seu problema! — Devolveu. Parou por um momento e ajeitou os cabelos de barbie dela. Ainda bem que meu meio irmão empurrou a Lana de lado e falou:

— Deixa ela em paz, sua anorexica loura. — Bradou. Ela fez uma careta para ele e saiu andando. Bem, apesar de eu ser a adotada, meu irmão, Albert, e super legal comigo.

— Valeu, Albie. — Agradeci.

— Melhor você ir. Jason ta te esperando la fora.

— Você vai sair com a Jessica? — Perguntei a ele. Ele assentiu e sorriu. — Volte antes das 11 mocinho! — Imitei a mãe dele. Albie riu e se despediu, a namorada dele, Jessie, ja devia estar zangada com ele por estar demorando. Jessie e bem legal, mas as vezes e muito ciumenta. Sai correndo da escola e la estava ele. Jason, em cima de sua moto. Meu melhor amigo, com seus 23 anos e ainda assim e o cara mais bonito que eu conheço.

— Oi. Demorou. Foi a Lana dessa vez, ou a Lauren? — Perguntou.

— Lana. — Subi na moto, e ele acelerou com tudo. Adoro velocidade. A única coisa chata são os meus cabelos voando. Por isso eu sempre mantenho eles amarrados, mas ainda assim, a franja atrapalha. Também gosto muito por que o Jason não se incomoda de usar capacete, e eu nunca reclamo.

— Eu tenho que te contar uma coisa, Johanna. — Começou. — Eu vou ter que ir para o Brasil.

Engasguei.

— Por que?!? — Gritei.

— Assunto famíliar. — Disse sem detalhes.

— Vai me deixar sozinha aqui com a Lana e a Lauren?

— Você tem o Albie e a Jessie.

— Detalhes. Eu preciso de você Jason!!! — Eu so percebi o que eu disse quando ele sorriu.

— Precisa?

— Droga. E-eu...- Respirei para o Jason e pensei em contar para ele que o amava loucamente e que não me importava com a diferencia de idade.

— Precisa de mim? — Perguntou rindo.

— Sim.

— Então diga. ''Eu te amo.'' — Falou.

— E-e-eu-eu... T-t-e-e... A-a-a-am-m-o. — Gaguejei. Jason sorriu debochado.

— Agora eu te beijo, certo? — Assenti. Você consegue Johanna. — Promete que não vai me dar uma surra? — Perguntou. Sorri e prometi. Eu estava suando e tremendo. Não e meu primeiro beijo. Meu primeiro beijo foi com um cara totalmente estranho, num jogo de Verdade e Consequencia. Mas beijar Jason foi uma coisa absolutamente diferente. Quando seus lábios grossos tocaram os meus foi como se a maquina de fogos de artificio tivesse quebrado, e tudo tivesse começado a brilhar. Todos os postes de luz quebraram ao nosso redor, a moto roncou bem alto. O Jason e o Albie são os únicos que sabem do meu estranho poder. Jason se separou antes que eu acabasse quebrando a moto dele e riu.

— O que aconteceria se estivessemos perto de um posto de gasolina? — Perguntou.

— As mangueiras iriam ganhar vida e começar a dançar Macarenha. Mas não pense que se livrou dessa historia de ir para o Brasil! — Sussurrei.

— Eu sei que não me livrei. Mas ainda assim, minha mãe esta com cancer, e esta certo que ela vai morrer. Eu quero estar ao lado dela, Johanna, entende isso? — Explicou.

— Você vai voltar?

— Não. Vou me casar com alguma garota indiana, criar uma família e ir morar no Iraque. Claro que vou voltar. — Falou revirando os olhos.- Você esta muito sexy ai, apoiada nessa moto, com essa saia e essa meia calça preta. — Comentou. Corei e abaixei um pouco minha saia. Eu estava usando a farda da escola, uma saia híper curta preta, com uma meia calça preta e os sapatos podiam ser de qualquer tipo, mas para terminar meu visual de Johanna Vadia, eu resolvi calçar uns saltos altos tamanho 15, e não tênis, como a maioria das rejeitadas. Albie diz que a Lana e a Lauren so me pertubam por que eu sou bem mais bonita que elas. Mas eu nunca acredito.

— Você e mais bonita e natural que elas. — Falava ele. Mas eu sempre corava e negava. A luz da frente da casa da Sra. Andersons piscou e apagou, e então ligou de novo, e eu entendi que aquilo era um aviso para eu largar aquele velhote e entrar em casa. Sorri para Jason e disse:

— E hoje que eu morro.

— A Sra. Andersons vai me odiar para todo o sempre.

— Não sei por que, você e so 5 anos mais velho do que eu. — Murmurei.

— Eu tenho 23 anos, Johanna. — Sussurrou no meu ouvido. — São 6 anos de diferença.

— Grande coisa. — Revirei os olhos. — Você vai embora quando?

— Amanhã.

Engasguei pela segunda vez hoje.

— Amanha?!?!

Ele sorriu. Alguns postes ligaram e desligaram antes de explodirem.

— Ei! Fica calma, quer explodir o universo? Você tem que ir. So mais umas coisinhas antes de eu ir embora. Primeira, adoro a cor da sua pele, e bem melhor do que a daquelas branquelas sem graça. Segundo, você e a garota mais atraente que eu conheço, Terceira, eu também te amo, neném. Agora tchau.

— Espera! Primeiro, você e o branquelo mais bonito de todos, segundo, também e o mais maluco, e terceiro... — Beijei ele novamente, dessa vez menos louca, por que ja conhecia e ja estava dominando a sensação. Abracei ele. — Terceiro, vou morrer de saudades.

Ele sorriu e acelerou a moto. Fiquei sozinha ali, e então me lembrei que esqueci de perguntar por quanto tempo ele vai ficar fora. Bati a mão na minha testa e fui andando ate a casa. Ou melhor, mansão. A Sra. Andersons e escritora, muito rica. Dona de uma casa com 3 andares e uma piscina Olimpica. Bati na porta mordendo o lábio inferior. Ela abriu a porta, abri ela devagar. E a vi andando em circulos.

— Poxa, eu queria deixar essa conversa para outro dia, mas... Jason e muito velho para você!

— So 6 anos, Sra. Andersons! — Ri.

— Primeiro, ele tem 23 anos! Segundo, é mamãe!

Revirei os olhos e pensei: Você nunca sera como minha mãe, Sra. Andersons.

— Terceiro cade o Albie?

— Ele saiu com a Jessica, Sra. Andersons! — Murmurei sorrindo. — Posso subir para o meu quarto?

— So me diga uma coisa antes disso, Johanna. Você e o Jason, ja fizeram... fizeram... — Ela suava. — Ja fizeram aquilo?

Eu emiti um ruido que era mistura de soluço, riso e choro.

— Claro que não Sra. Andersons! Isso ja seria insanidade!

Sra. Andersons suspirou aliviada e eu subi ate meu quarto. Infelizmente não consegui evitar ter uns pensamentos muitos obcenos imaginando a cena... Argh. Vou ter pesadelos/sonhos hoje a noite. Queria ter 18, ou 19 anos. Mas ainda tem chão para eu ter essa idade. Tomei um banho. Meu cabelo estava muito comprido. Resolvi fazer uma loucura. Peguei uma tesoura e cortei-os um pouco, ficando um pouco acima da cintura. Vesti uma blusa regata azul escuro e um short curto. Sentei-me no chão do meu quarto,o menos, por escolha minha.

Quando eu matei minha mãe, jurei nunca mais usar meus poderes, mas as vezes eu tento, so por brincadeirinha mesmo, e as vezes e sem querer. Sobre a morte da minha mãe... Eu tinha 10 anos, minha mãe tinha acabado de brigar com meu pai, e meu pai tinha batido em mim e nela. O ódio falou mais alto que a razão e eu me lembro perfeitamente de quando meus bracinhos fininhos começaram a pegar fogo. E logo era um incendio sem controle. Eu não morri. Infelizmente. Eu sou feita de titanio. Parece que nada me abate. Tentei me matar diversas vezes, e cheguei em casa sem nenhum arranhão. Nenhum fio de cabelo perdido. Nenhum arranhão. Onde você estava, Johanna? Passeando.

Estiquei minhas mãos e as coloquei em conchas. Pensei em fogo, em explosões. As cenas se passando na frente das minha palpebras fechadas como se fosse um vidéo. Abri os olhos, nas minhas mãos, tinha uma pequena chama. Era completamente azul e violeta. Muito bonita. Mas tão perigosa... As cenas do dia em que perdi minha mãe se passaram na frente dos meus olhos, e o fogo aumentou sem minha permissão, a Sra. Andersons bateu na minha porta.

— So um minuto Sra. Andersons! — Pedi tentando controlar o fogo, a porta foi abrindo devargazinho, me joguei debaixo dos lençois, sentindo o fogo se esquentar e se espalhar.

— Oi. Eu so vim dizer que o jantar esta pronto.

— Eu estou sem fome hoje, Sra. Andersons. — Ela assentiu e saiu do meu quarto. As minhas cobertas estavam pegando fogo. Pensei na minha mãe, e no que ela me diria agora.

Ohh!! Que horrivel minha filha. Quer que eu chame os bombeiros, ou acha que pode cuidar disso sozinha?

Eu posso cuidar disso. Me concentrei e consegui parar o fogo.

E por isso que eu não uso muito meus poderes. Eu não tenho controle deles. Decidi que amanhã vou no Buraco. So para dar uma relaxada.

O Buraco e um beco bem comprido, onde varias pessoas se vestem com minisaias, top's, dançam como se o apocalipse fosse amanhã. Eu adoro aquele lugar. O DJ, Petty Ju, e um grande amigo meu. E apesar de eu so ter 16 anos, todo mundo diz que eu ja tenho um corpo bem definido e de mulher, o que me ajuda a entrar la facilmente. E se não der para eu entrar, o PJ me coloca la. Dormi rapidinho, pensando nos meus pais. O verdadeiros.

Acordei bem cedo, me vesti e fui para a escola. Que estava insuportavelmente chata. Dessa vez a Lauren foi me irritar, e o Albie não estava ali para me defender. Resolvi que não ia perdoar a vadia hoje. E eu estava meio bebada ali.

— Imprestavelzinha. Sai da minha frente. -Disse a baixinha.

— Me obrigue. Formiguete. — Devolvi.

Eu tinha bebido um pouco no recreio. No banheiro. Então eu estava mostrando 3 personalidades agora. 1) Corajosa. 2) Provocante. 3)Bebada. Quem me dera o Jason estivesse aqui para me ver.

— Então a Johanna Vadia esta se rebelando... Sai ja da minha frente, rejeitada, ultima chance. — Ameaçou-se. Varias pessoas estava assistindo a briga.

— Se não o que? Vai falar pro seu papaizinho que eu puxei seu cabelo, branquela?

As pessoas riram e fizeram UHHHHH, TOMOU! para a Lauren.

— Vou transformar sua vida num inferno. — Falou em alto e bom som.

— Ela ja e. — Sussurrei ameaçadora. — Agora caso você não queira experimentar viver no inferno, saia você da minha frente. — Ameacei. Ela fez uma careta.

— Você me paga. — Gritou quando eu trombei nela.

— Diga quanto! — Gritei de volta. Albie estava na saida, junto com a Jessie.

— Diga quanto? — Perguntou Jesse.

— Quantas garrafas, Johanna?

— 2. Eu to indo pro Buraco.

Meu irmão piscou, surpreendido pela minha rebeldia.

— Sozinha e bebada?

— O Pj vai me dar uma carona.

E la estava o Pj, na moto dele, que alias era muito mais sofisticada e cara do que a do Jason. Parece que eu tenho uma quedinha por caras de moto. Enquanto andava ate lá, desabotoei a blusa branca da escola, revelando por baixo um top cinza que so cobria o sutia. Tirei da minha mochila um óculos escuro e uma boina. Soltei meu cabelo do rabo de cavalo e pedi para o Albie cuidar da minha mochila. Ele assentiu e sorriu.

— Vai se divertir. Você merece.

Duas coisas sobre o PJ, ele e muito sexy, e é indentico ao Chris Brown.

— JV, sobe ai, gata. — Subi na moto e abracei sua cintura.

JV... Johanna Vadia. Quando ele me conheceu, foi assim que me apresentei.

Eu tava extremamente bebada, tá?

Menores de idade bebados são uma coisa bem diferente. Enquanto ele dirigia e acelerava a mais de 150 por hora, conversavamos sobre qualquer besteira.

— O que você acha que aconteceria se todo mundo começasse a pular ao mesmo tempo? — Perguntou.

— Apocalipse.

— Eu acho que os mortos sairiam do chão e matariam todo mundo. — Falou ele.

— Você e tão louco. Acelera ai. — Pedi. Ele acelerou na velocidade máxima. — AI COMO EU AMO SER VIDA LOUCA!!! — Gritei bem alto. PJ riu. Chegamos no Buraco. O pessoal ja tava lá. PJ foi ate as caixas de som e começou tudo. Dancei como se não existisse um amanhã. Principalmente quando começou a tocar Flo Rida, Good Feeling. Eu, ja muito bebada, subi num pequeno palco improvissado e cantei. Quando acabei de cantar as pessoas aplaudiram e gritaram. PJ me disse que eu cantei super bem, e comentou que minha voz parece a da Rihanna. Quando deu 1h da manhã eu peguei um taxi para a casa da Sra. Andersons. Fui silenciosamente ate meu quarto. Tomei um banho e fui dormir de camisa surrada e calcinha. Tomei uma decisão bem complicada.

Decidi que não podia mais viver essa vida. Mesmo depois da festa no Buraco e da briga com a Lauren, eu tenho que sair dessa.

Vou fugir de casa.

Notas finais
O que acharam? Deixem reviews pelamordoburaco!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.