Eu Queria Que Você Estivesse Aqui
4 Tarde com sorvete
Notas iniciais
--Quer tomar um sorvete?
Eu gelei na hora, estava paralisada. Aquilo era um convite pra sair? Era só um sorvete, mas era com o cara que eu gostava. Hesitei por uns 2 minutos e respondi:
--Sorry, não tinha visto que tu tinha me chamado. Quando?
--Sexta, aquela sorveteria na praça, 4 horas, bora??
--Partiu então.
*Arthur está offline*
Meu coração estava a mil. Sim, era exagero, mas eu estava muito alegre. Era uma quinta-feira, então eu já estava escolhendo a minha roupa, eu estava muito empolgada.
No outro dia, nós fomos para a sorveteria.
--Sorvete de chocolate é o meu favorito, sempre como chocolate com meia bola de leite condensado e três disquetes vermelhos. Mania de infância, se não for assim eu não como.
--Nossa, que estranho. Eu como qualquer um, mas meus preferidos são de menta e morango. Se tiver cobertura de morango, melhor ainda. —Disse eu, com uma carinha animada, me servindo e rindo, junto com ele.
Enquanto eu procurava meu dinheiro no bolso, ele me repreendeu e falou que ele tinha me chamado, ele ia pagar. Se eu quase morri naquela hora? Sim ou claro? Um perfeito cavalheiro, coisa que ele nunca demonstrara em nossas conversas. Mesmo estando completamente impressionada com a atitude, não podia deixar essa oportunidade passar:
--Nossa, virou um cavaleiro agora é? Deixa que eu pago o meu sorvete.
--Se eu convidei, eu pago. Moça, ela não vai pagar nada tá bom? Eu que pago!
--Chatoo
--Insuportáável
Rimos muito, já era o nosso costume implicar um com o outro. Mas eu estava encantada com ele, com sua risada, com o jeito que ele comia o sorvete, com o jeito que ele me tratava, com tudo.
--Nossa, mas meu sorvete acabou tãão rápido. Acho que eu nem percebi que as horas passaram. Foi muito divertido.
-- Nossa, as horas passaram voando mesmo. – Disse ele, olhando para o relógio da igreja. – A gente tem que combinar de sair de novo.
--Quando? E eu vou pagar da próxima vez, valeu?
--Nunca! Damas não pagam a conta.
--Eu, uma dama? –eu ironicamente, rindo- Até parece que você não me conhece.
-- É, você é uma linda dama.
Corei na mesma hora e ri, coisa que eu sempre fazia, nervosa ou não.
--Uma linda dama suja de sorvete. – debochou ele e riu junto, limpando meu rosto.
Com o nervosismo do momento, deixei meu celular cair e, quando eu fui levantar, acertei minha cabeça na mesa.
-- Cê tá bem? Parece nervosa.
--Eu? Nervosa? Nunca. – desconversei.
-- Você pode não estar nervosa, mas eu estou.
--Por quê? – Desconversei, meu coração à mil. Aqueles olhos me hipnotizando como sempre.
-- Por que eu estou com você, por que eu finalmente tomei coragem de te convidar pra sair.
-- Finalmente? Não acha que tu é muito apressadinho não? A gente tá conversando faz um mês só!
-- Não importa, meu coração não liga pro tempo.
--Seu coração? Você tá dizendo que... – meu coração quase saltando pela boca.
--... Que... Que eu te amo.
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