Notas iniciais
Eu tenho que parar de fazer esses capítulos pequenos. Nenhum tem mais de 1.000 palavras :'(

--Arthur – gritei, sem me preocupar com mais nada. Fui correndo até ele, com uma mistura de sentimentos. Ódio por ele ter me deixado e saudades. Infelizmente, ou felizmente, a grade me impediu de ir até ele.

--Roberta, meu amor. – ele veio até a grade e tocou minha mão. – Eu senti tanto a sua falta.

Nesta hora provavelmente eu já estava em lágrimas. Eu não queria demonstrar o quanto eu sofrera sem ele. Por mais que eu fosse tão frágil, dificilmente eu demonstrava isso. Apenas para Mariana, que me conhecia desde bem pequena. Então eu evitava esconder alguma coisa dela, já que ela sempre descobriria.

--Sentiu mesmo, jura? – tentei parecer não ressentida, apenas irônica. – Não foi nadinha o que pareceu. Desapareceu sem falar nada, apenas com uma droga de e-mail.

--Roberta, fala baixo. – não tinha reparado que havia me exaltado – Eu não vou poder ficar aqui por muito tempo, mas eu quero muito conversar com você, te explicar tudo que aconteceu, mas não pode ser aqui.

--Hoje a minha mãe vai trabalhar 3 horas. Você sabe onde é a minha casa. É no morro mas é a melhor lugar. – o sinal tocou – Tenho que ir agora. Até daqui a pouco.

Saí para a aula, pensando naquilo. Minha escola não era fácil de entrar, nem de sair. Era uma escola particular de cidade pequena, menos de 200 pessoas, então todos conheciam todos.

Passei o resto da aula imaginando no meu reencontro com o Arthur. Depois de tanto tempo e ele me aparecia assim, apenas um pouco cansado, mas com a mesma alegria. Ousava dizer que ele estava até mais alegre, mas espantei esse pensamento assim que ele chegou. Saí da escola e fui direto pra casa. Almocei e tomei banho, tentando não transparecer meu nervosismo para minha mãe. Depois de um pequeno cochilo, acordei, sobressaltada. Arthur estava sentado em uma cadeira do lado da cama, me olhando.

-- Seu maluco, minha mãe vai te ver.

--Ela já saiu. Faz alguns bons minutos.

--E como você entrou aqui?

-- Fácil, está no meu sangue.

Não entendi mais nada. Meu pensamento sobre o que poderia ter acontecido no tempo que ele estava longe voltou. Tentei espantá-lo, mas ele voltava. Houve um silêncio quase constrangedor depois dessa fala. Ele ficava me olhando, como se quisesse guardar cada pedacinho de mim em sua mente. Foi quando eu quebrei o silêncio:

-- Você veio aqui se explicar não foi? Pode começar.

Notas finais
Até amanhã >< Gostaram?