–O que foi isso? – eu pergunto

Alec tinha ido me deixar em casa, eram duas da manhã e a rua estava deserta.

–Acho que estão fazendo manutenção na rede, fazem isso de madrugada por que a essa hora não teria ninguém precisando de energia.

–Hm. — digo ainda olhando pras luzes esperando elas acenderam para me tranquilizar, o que não aconteceu.

–Bom, mocinha, já está entregue agora vai lá entra eu vou ficar aqui olhando. – ele me beija na boca e depois na testa. – Boa noite!

– Boa noite! – sigo de costas sorrindo pra ele. Encosto no portão, e viro para abrir, olho para o breu que está La dentro e surgi uma ideia. – Alec? – ele já estava pronto para ir.

–Oi.

–Você não quer ficar? – ele sai do carro com um sorriso malicioso, mas lindo, no rosto.

–Você está me convidando pra dormir na sua casa, senhorita Mindle?

–É, estou. Por que, vai recusar?

–Não ele diz rápido. — só estava curtindo o momento. Por um segundo eu quis que seu irmão estivesse aqui pra ele ver que não sou eu que te levo para o mau caminho.

Eu sorrio, e sigo em direção a ele.

–Quer que eu ligue pra ele, ou prefere entrar logo comigo? – ele sem perder tempo me agarra pela cintura me beijando.

As luzes estão apagadas, o silencio é a única coisa que existe.

Nos beijamos devagar mas logo a intensidade aumenta, sinto uma necessidade enorme de sentir mais dele, mais do seu beijo, do seu corpo, quero mais dele. Ele me encosta na parede e sinto seus músculos tensos contra o meu, minha vontade aumenta. Empurro ele até cairmos no sofá, ele está cada vez mais quente.

–Eu nunca gostei tanto de um apagão. – ele diz e eu rio.

Levanto e pego no colar que ele usa e saio andando pela casa arrastando ele até meu quarto, o empurro na cama e ele deita me esperando. Saio andando e vou até a cozinha.

– Aonde você vai Kate?

Volto com uma vela acessa, e coloco sobre a mesa de estudos iluminando todo o ambiente.

–Quero que veja uma coisa.

Ele senta e espera eu começar a falar, mas eu me calo. Começo a descer o zíper do meu vestido devagar, Alec abre a boca espantado o que me faz rir. Tiro as alças uma de cada vez segurando apenas com os braços, depois os levanto deixando o vestido cair ate meus pés. Minha roupa de baixo se vai em um minuto.

–Hoje, Alec Jones eu quero ser sua, por inteira.

Ele se levanta se aproximando sem me tocar, o que me deixa insegura será que ele foi proibido pelo medico de fazer isso?

–Você já é minha, desde o dia em que ti vi tive certeza que você seria minha pra sempre. – ele finalmente me pega pela cintura e suspiro aliviada enquanto ele me consome com veracidade.

...

O sol me acorda, e eu levanto assustada. Alec está bem relaxado em seu sono profundo ao meu lado. Ontem foi maravilhoso, ele é maravilhoso e eu não tenho palavras pra descrever. Me levanto devagar, são sete da manhã e ainda temos uma hora até estar na hora de ir pra faculdade. Preparo um café da manhã até que bem equipado, usei tudo que tinha na dispensa. Depois do que rolou ontem acho que ele precisa de um café reforçado.

–Bom dia meu amor! – digo sussurrando em seu ouvido, ele sorri.

–Repete. – ele diz com voz sonolenta

–Bom dia meu amor! – repito e ele se vira me beijando.

–Bom dia meu anjo.

–Vamos, acho que depois de ontem você deve estar com fome? – ele ri e me abraça por trás, andamos juntos até a cozinha.

–Você caprichou hein? Acho que vou cortar a energia mais vezes.

–Você fez aquilo? – me viro olhando para ele espantada.

–Não, mas sou muito grato por quem fez. – ele ri e me beija antes de se sentar.

Ele come de tudo um pouco, estava realmente com fome. Eu fico só no café com pão.

–Temos meia hora pra sair, vou tomar banho. – eu digo.

–Quer companhia?

– Acho que tem alguma roupa do Jack no quarto da Amy, se você achar pode vir. – eu rio e saio andando pro banheiro.

– O idiota só deixou uma cueca. – ele grita na porta.

–Que pena, não! – eu abro a porta e o vapor sai, sorrio enquanto ele me olha dos pés a cabeça. Estou enrolada na toalha com cabeço molhado. Ele me segue com os olhos enquanto vou pro meu quarto.

–Vou trazer meu guarda-roupa depois dessa, ouviu? – ele grita quando a porta se fecha, e eu rio.

...

O sol já está baixo, eu lavo minha calçada. Estou de shorts e uma camiseta bem velha, que tinha usado no carnaval passado então ela estava pela metade e cheia de tiras na ponta.

–Minha nossa senhora das moças bonitas, essa você fez certo. – um homem grita de um bando de pedreiros que estão passando na frente. Eu não dou bola, continuo esfregando a calçada. De repente o carro do Alec para em frente minha casa, não da nem tempo dele sair do carro, outro dos homens grita.

–Queria essa massa corrida na minha obra hein! – todos riem.

–Ow, ela é minha! – ele grita, mas eles continuam a rir. – Essa massa corrida é minha! – ele fala num tom mais baixo mas logo se vira pra mim, com cara de poucos amigos me encarando dos pés a cabeça.

–Kate, que roupa é essa?

–Hã?

–O que você tá fazendo aqui fora com esse micro short e metade dessa blusa?

–Lavando a calçada. – digo sem entender o que estava errado.

– Lavando a calçada quase sem roupa enquanto aqueles caras te olham e mexem com você, francamente Kate achei que você não fosse assim.

–Ei! Você está me ofendendo.

–Então me diz se não é verdade?

–Não, não é! – eu grito. – A verdade é que você é um idiota possessivo, totalmente sem razão.E se você achava que eu não era assim, meu querido se enganou, eu sou exatamente assim. Uma garota simples, que lava a calçada e não tem empregados. – me viro saindo.

–Kate. Espera. – ele me segura pelo braço, mas logo solta. – Me desculpa, eu sei que fui meio idiota.

Pego o balde que está no chão e viro sobre a sua cabeça, ele me encara agora molhado.

–Meio não, um completo idiota. Alec, se você vai ficar me controlando não vai dar certo. Aprende: eu uso a roupa que eu quero, na hora que eu quero. — me viro e saio portão adentro.

Eu fecho a porta, mas espio pela janela ele fica lá um tempo do parado olhando pra dentro esperando eu sair, mas logo ele começa a pular que nem um doido e gritar.

–Que merda! Merda! Merda. Seu idiota. – eu rio, ele era fofo até sendo um idiota. Aquele idiota era apaixonante, e eu estava completamente apaixonada por ele.

Saio pela porta e ele para me olhando, ele se prepara pra dizer algo mas antes que ele diga eu o beijo.

– Você é um idiota! – encosto ele no carro, ele estava gelado por causa da água mas seu beijo ainda é quente.

–Eu sou seu idiota. – ele ri e me beija. – Prometo me controlar quanto a suas roupas.

–Acho bom.

–Passei antes de abrir o bar, achei que você poderia ir lá mais tarde.

–Ok, mas acho que dessa vez você poderia não ir ao estoque.

–Sem estoque. – ele faz um gesto com os dedos. – Palavra de escoteiro.

Eu sorrio.

–Mais tarde eu apareço.

–Te espero. – ele me beija antes de entra no carro.

Alguma hora mais tarde sai do quarto com uma saia de cintura alta bem justa, uma blusa Pink presa no pescoço e um salto não muito alto.

Chego no bar e os olhares se voltam pra mim, mas meu foco é no Alec. Ele ainda não reparou minha presença por estar fazendo uma conta para um casal. Chego perto do balcão e o casa sai, ele sorri e levanta para me beijar. Perto no balcão ele olha para trás e provavelmente os caras ainda estavam olhando, então ele olha pra minha roupa.

–Que roupa..- ele para no meio da frase e eu o olho esperando sua resposta. – maravilhosa meu amor. – ele finalmente diz depois de tomar fôlego.

Eu sorrio e agradeço. Ele tava melhorando, ou pelo menos se esforçava pra isso. Ele não era perfeito, tinha segredos, e seu passado era dos piores mas por algum motivo ele me inspirava a confiar nele. Por algum motivo ele valia a pena.