Eu Quase Namorei o Ídolo da Minha Irmã
38 Entrevista
Notas iniciais
Ver minha irmã assinar o contrato foi muito bom, fiquei feliz por ela. Citro parecia feliz com ela mesmo que os outros não fossem tão amigaveis.
O bilhete de Vladimir me deixara meio tensa, ele dizia que eu moraria com ele até o final de nosso trabalho, ele me contava sobre sua decisão de temrinar comigo o que me deixava pior porque não achei que estava tão explicito o que eu sentia por Richard, ele me contou, ainda, que a editora da sua avó entrara em contato com ele para saber sobre mim, queriam me contratar, ela mandara meu testo e pegara informações minhas com o neto e assim ela montou meu currículo e mandou para o RH da empresa, eles adoraram e estavam loucos querendo me entrevistar.
O churrasco com a banda foi engraçado, os meninos eram muito simpáticos o oposto da nova banda para a qual minha irmã está para ir, mas ela consegue se adaptar facilmente, logo ela irá conquistá-los e se isso não acontecer sei que ela dará um jeito.
Nos deixaram no aeroporto, me arrastei até o avião, ainda verificava meu livro, eu nunca quis publicar aquele exemplar em especial, mas se Francisca achava que eu podia e que ele era bom, será que eu não deveria tentar? Deixei para decidir assim que eu chegasse ao Brasil.
Dormi durante boa parte do voo. Ao pousar corri para minhas malas e peguei um táxi.
Desci de fora da casa de Vladimir, entrei. Ele estava no sofá, me cumprimentou e ajudou com as malas. Me entregou o endereço da editora e informou que a entrevista seria no dia seguinte. Agradeci e fui descansar no quarto que seria meu nos próximos meses como tinha sido nos últimos. Sentei no colchão e me toquei que não tinha nenhuma roupa para usar na entrevista. Corri da casa e fui ao shopping, entrei em algumas lojas até encontrar algo que me parecesse bom. Voltei para casa, entrei no quarto e experimentei.
– Vladimir! — eu o chamei.
– O que foi?
– O que você acha dessa roupa? — ele me analisou.
– É perfeita para a entrevista, mas temos um problema — eu o olhei — Você tem aula amanhã.
– Vladimir, eu tive aula nas duas semanas que passamos com o pessoal e não era um problema — falei rindo — Não vai ser a entrevista que vai me prejudicar e depois disso pretendo não viajar mais, preciso seguir normalmente com minhas aulas.
– Você tem razão. — ele espreguiçou — Quer comer algo?
– Estou faminta — falei indo com ele para a cozinha — O que tem de bom aqui?
– Não sei, não olhei os mantimentos desde que cheguei, vivi a base de macarrão instantâneo e café.
– Muito saudavel. Achei! — peguei um saco de pão que ainda estava na validade, no freezer peguei hamburgueres, pedi para ele fritá-los, peguei cebola, tomate, ketchup, maionese e muita mostarda.
– Estou vendo como isso aqui — ele apontou — será muito saudavel — mostrei a língua para ele.
– Acho que não vamos levar muito tempo para concluir tudo — observei as folhas espalhadas, ele ficou trabalhando.
– Eu estava revendo algumas coisas, acho que levaremos menos tempo do que esperamos. — ele espreguiçou — Não é melhor tirar essa roupa?
Olhei a roupa nova, por um milagre eu não a sujei. Aproveitei para tomar banho e colocar o pijama, estava meio cansada e queria dormir, mas minha mente estava acelerada, voltei a escrever, anotei algumas coisas, iria me preparar para a entrevista, adormeci anotando dados para biografia.
Acordei com meu celular apitando bateria fraca, o conectei para carregar, fui tomar banho, me arrumei, desci coloquei café para passar e encontrei Vladimir dormindo no sofá, aproveitei para acordá-lo e mandá-lo para faculdade depois de tomarmos café. Ele me deu carona até metade do caminho de onde peguei um ônibus. Corri para o prédio onde faria a entrevista, mais algumas pessoas estavam ali bem arrumadas para a entrevista. Sentei na poltrona e aguardei por chamarem meu nome.
Duas moças mais velhas estavam sentadas a minha frente, três homens, um calvo e outro começando a ter cabelo grisalho estavam no sofá de quatro lugares que parecia não suportar mais uma pessoa. U aquário embutido na parede com vários Nemos nadando junto de Doris. Um limpa vidro ficava ao fundo. Em um aquário na mesa da secretária tinha um beta que parecia ter congelado, não se movimentava. Ela chamou por mim. Entrei na sala e encontrei uma mulher de meia idade, uma senhora e um homem na casa dos quarenta quase virando para os cinquenta. Pediram para eu sentar e começaram a entrevista...
Saí. Fui para faculdade a tempo de assistir metade da última aula. No almoço comi no restaurante por quilo, eu ficaria copiando a matéria perdida que resultava em uma pilha de papel que me deixava com preguiça.
– Como foi? — Vladimir se sentou a minha frente.
– Não sei, eles disseram que irão ligar e... — meu celular tocou, olhei o número, não o conhecia. Atendi.
A voz do outro lado me fez olhar Vladimir que parecia curioso, ele arrumou os óculos que não estavam tortos, desliguei, ele perguntou o que era, eu o abracei e gritei por ter conseguido o emprego, ele me abraçou de volta. Ele foi para a aula e eu para a biblioteca.
No próximo dia já começaria o trabalho. Então assim que cheguei em casa fui dormir.
Fale com o autor