Notas iniciais
Oii genteee....
Thanks pelos reviews.. realmente me animam a continuar.
To sem ideias pra escrever aqui.. então... só digo
aproveitem...
P.S. Se encontrarem erros de digitação pf me avisem, meu teclado tah falhando... xD
(pobre eh fogo néh uahsuhsuhuaus)

Segunda – feira chagou cedo. Levantei era mais ou menos 10:30 da manha. Pelo barulho dentro de casa, todos já deviam ter levantado.

Levantei animada, ia conhecer minha faculdade e fazer várias coisas hoje. A primeira delas foi abrir a cortina e dar “bom dia para o Sol”. É, o sol estava encoberto pelas nuvens de inverno, mas tinha um sol muito mais interessante e muito mais perto. Era só atravessar a rua.

Perdi alguns minutos observando a mansão da frente. Estava tudo fechado, parecia que Matt e Valary ainda estavam dormindo, já estava virando pra dentro quando notei um movimento na porta da frente. Vi Valary saindo toda emperiquitada pro trabalho. Levantei uma sobrancelha. Quem no mundo ia trabalhar numa segunda feira com maquiagem pra noite calça jeans, moletom e sapato? Comecei a entender por que o Matt usava cala social com tênis e camiseta. Ela entrou num Mercedes preto que estava esperando por ela. Eu achei estranho, mas dei de ombros, eu estava num país estranho mesmo. Então voltei atenção para as minhas coisas.

Vesti meu uniforme de bandas, como dizia Jhess, e resolvi fazer minha unha do pé.

Era quase meio dia quando desci pra fazer um “lunch”.

- Fer, você vai pra University of Southern né? – perguntou Jhessy dando uma mordida no seu Cheese Burger.

- Aham, por quê? – perguntei tomando um gole de suco.

-Ah que ótimo, eu vou passar na frente, se você quiser te dou uma carona e claro, já aproveito e te mostro a cidade. – disse ela sorrindo.

- Ah valeu Jhe... –respondi agradecida – não sei se conseguiria me achar sozinha.

Corri até meu quarto, escovei os dentes, peguei meus documentos, minha mochila de caveiras e fui pra garagem. Jhessy já me esperava dentro de uma X6.

- Quantos carros vocês tem? – perguntei quando sentei no banco da frente.

- Esse aqui era da Betty, papai deu ele pra mim agora que ela está no Brasil. Mas eu queria o Camaro da minha mãe. – ela fez um beicinho.

- Ah! – Cara, se minha mãe me desse um Celta eu tava feliz, e ela reclama de uma BMW?

- Meu pai pediu pra eu descobrir que carro você gosta, pra ele comprar pra você.

- O QUE? – perguntei abismada.

- Fer, carros aqui não são tão caros como no Brasil. – Jhess disse enrugando as sobrancelhas.

- Mas mesmo assim... Eu não vou falar. – falei olhando pra fora, observando Huntington Beach. Até no inverno era bonita.

Minha universidade ficava numa cidade vizinha, que dava 15 minutos de carro. Jhe me explicou como eu fazia para chegar ali de ônibus, caso o pai dela não conseguisse comprar um carro pra mim.

Chegamos em frente a um prédio antigo com revestimento de pedras avermelhadas. – Jhess, você não faz faculdade? – perguntei observando a construção.

- Sim, só que eu faço na faculdade de Los Angeles, mas eu tenho mais uma semana de férias. – ela contou sorrindo.

- Que bom! Mas agora eu tenho que me virar sozinha – falei saindo do carro.

- Você vai ficar direto ai? Até começar sua aula? –ela perguntou.

- Acho que sim, não vale a pena voltar para Huntington Beach depois voltar aqui.

- Então ta, de noite eu venho te buscar. – ela disse sorrindo.

Não adiantou nada repetir, repetir que não precisava e que eu tinha entendido como fazia para voltar de ônibus. Ela quase me deixou falando sozinha.

Respirei fundo e subi as escadas da faculdade. Entrei e me achei em um corredor largo que dava para outros corredores e muitas portas. Eu precisava saber onde ficava a secretaria, mas com aquela imensidão de portas e corredores, fui obrigada a perguntar para alguém.

- Com licença. – parei uma garota loura, pequena e magricela. Fazia o estilo atleta, mas mais parecia uma líder de torcida com marias-chiquinhas. – pode me informar onde fica a secretaria? – perguntei simpaticamente.

A menina me olhou de cima a baixo. Aquilo de deu uma raiva... Até no país do rock as pessoas olhavam torto pros roqueiros. Só por que eu estava com um colar de caveira, uma maquiagem forte, brincos de crucifixos, e um moletom do Sepultura. – É no final daquele corredor. – ela respondeu apontando pro segundo corredor.

- Obrigada. – Respondi e fui andando para a secretaria. Depois de organizar tudo, assinar uns termos, a secretária disse que eu tinha que escolher duas aulas extras que eu teria duas vezes por semana. Achei aquilo ótimo, por que a gente podia desparecer um pouco. Escolhi basquete e musica. Apesar de ter aulas com Synyster Gates, eu queria aprender rápido.

Olhei no relógio eram três e meia, minha aula começava as cinco. Resolvi ir ao refeitório, estava com fome por que não tinha comido muito no almoço. Pedi uma coca-cola e um sanduíche. Sentei em uma mesinha e fiquei observando aquele povo da faculdade.

Era estranho, por que era o primeiro da de aula, e a movimentação já era enorme. Quando olhei no relógio de novo ainda não tinham passado nem 15 minutos, então coloquei meus fones e fiquei ouvindo musica. Começou a tocar Fiction, e eu sorri lembrando-me do Matt tocando para mim.

Coloquei meus braços em cima de mesa, deitei sobre eles e dormi até quinze para as cinco.

Olhei em redor com a cara torcida de sono, quando acordei, a movimentação era maior ainda agora.

Fui ao banheiro pentear meu cabelo e retocar a maquiagem que tinha borrado enquanto eu dormia. Quando entrei dei de cara com a garota que tinha me explicado onde era a secretaria. Ela me olhou com cara de nojo e saiu. Já estava vendo que ela ia criar problemas. Me irritei em pensar que eu imaginara que essas implicâncias infantis eram só no colégio, mas na faculdade, pelo jeito, não era muito diferente.

Saí do banheiro e comecei a caçar minha sala. Quando achei, entrei e o professor alto de cabelos claros e olhos azuis, me cumprimentou.

Achei um lugar perto de uns garotos que eram roqueiros. – Pelo menos uma garota decente nessa sala! – exclamou um deles. Era magro, tinha os olhos escuros e o cabelo meio compridinho e preto. Sorri para ele.

- Olá. – disse sorrindo.

-Prazer eu sou John. – Ele se apresentou. – Esse é o Dave. – Apontou o outro garoto um pouco mais alto, de cabelos castanhos e olhos azuis. Ele vestia um moletom do Avenged. Sorri para ele também.

- Prazer, sou Fernanda. – me apresentei. Dave pulou para carteira da frente, deixando uma carteira entre os dois livre para mim. Ficamos conversando enquanto o professor não começava a aula.

O bom de conversar com roqueiros é isso, você pode ter conhecido os caras há 2 segundos, mas tem assunto como se conhecesse há dez anos.

- Eu não ia falar isso – comecei enquanto falávamos de música – mas sabe quem mora na frente da minha cara Dave?

Eles fizeram uma careta indagadora. – O Matt. – falei sorrindo e apontando pro moletom dele.

- Tá zoando? – eles perguntaram indignados.

- É sério... E o Synyster Gates é meu professor de guitarra.

- Peraí, você chegou do Brasil sexta feira à noite e segunda feira Já tem aulas com Synyster Gates? – Dave falou.

- Para falar a verdade não. – comentei rindo. – Tenho aulas com ele desde sábado.

Nisso a sala já estava cheia, e notei que tinha um grupo de patricinhas que ficavam cochichando e rindo, olhando em nossa direção.

Fiquei encarando a que parecia ser a líder. Me deu vontade de bater em alguém, faziam pelo menos três anos que eu não brigava.

- Hein Fernanda? – John tinha feito uma pergunta e eu não tinha prestado atenção.

- Espera! – falei fazendo o sinal de “PARE” com a mão estaqueada para ele. – Estou travando uma batalha mental com a patricinha ali.

Eles riram. Quando elas começaram a provocar mais e o negocio corria o risco de pegar fogo, o professor pigarreou, elas viraram para frente e nós rimos mais.

O primeiro dia foi moleza, só apresentações e explicações das matérias e suas funções no Design Gráfico.

Na saída eu, John e Dave trocamos telefones.

- Qualquer dia desses, você nos convida pra ir na casa do seu vizinho da frente. — Dave falou sorrindo.

- Pode deixar! Quando eu e a Jhessy formos sair com eles, eu chamo vocês. – falei, despedindo-me deles.

Liguei pra Jhessy. Ela disse que já estava chegando só ia pegar uma pizza numa pizzaria que era ali pertinho.

- Mas aqui não tem entregador? – perguntei indignada.

- Ah! Tem mas meu pai é meio doente. Ele acha que a pizza vai vir toda despedaçada. – nós rimos.

- Então ta. Beijos. – Desliguei. Não esperei nem dez minutos por ela.

- E ai? Como foi o primeiro dia de aula? – ela perguntou dando partida.

- Foi legal! – comentei sorrindo. – Descobri que pelo menos quatro pessoas me odeiam, já arrumei inimizade com o grupinho de patricinhas da minha sala, mas AH! Fiz amizade com dois garotos, o John e o Dave, contei pra eles que o Matt mora na frente da nossa casa, ah sim, o Dave é fã demais do Avenged, eles ficaram loucos, até se convidaram pra ir à casa do Matt... É foi isso.

Jhessyka suspirou. – Acabou? – ela perguntou com um sorriso enviesado.

- Foi mal. Me empolguei. – falei corando.

- Fala sério, sempre achei q você fosse arranjar briga na escola. – disse ela tamborilando os dedos no volante.

Chegamos em casa, jantamos e fomos dormir.

Os dias estavam passando rápidoEu acordava, tomava café e estudava até a hora do almoço. De tarde eu arrumava alguma coisa pra fazer, por que se eu não tivesse a minha diversão, eu ia entrar em parafuso. De noite ia para a faculdade, ficava provocando as patricinhas juntamente com Dave e John, chegava em casa e despencava na cama.

Eu estava ansiosa pra que chegasse quinta-feira. Syn havia marcado aula à 1:30 na casa do Matt, mas eu estava mais ansiosa pra ver o Matt do que ter a aula em si. Não o tinha visto desde o churrasco.

Quarta-feira teve a primeira aula de basquete. Para meu azar, descobri que tinha ficado na mesma turma que a garota da secretaria. O nome dela era Hilory. Quando ela me viu apontou pra mim e falou com as garotas que estavam com ela e começaram a rir.

Graças ao meu bom Deus o treinador não me colocou no time delas, eu podia tacar a bola na cabeça delas o quanto quisesse.

O jogo começou, e elas já vieram com cavalagem pra cima de mim. Eu jogava basquete desde a 5ª série num clube, então não era fraca.

Quando uma das meninas me deu um empurrão quando eu estava com a bola, foi a gota d’agua.

- Vá se foder, garota do capeta! Se você quer cavalagem então vai TER cavalagem! – gritei. Roubei a bola de Hilory dando uma ombrada, sai correndo feito um foguete sem nem olhar o que tinha na minha frente, outra menina tentou me marcar, mas joguei a bola por baixo das pernas dela, desviei de outra com uma giro, já estava quase chegando na cesta, então dei três passos com a bola na mão e pulei. Quando enterrei a bola na cesta, a galera que estava ali na quadra explodiu em gritos. Pude ouvir de um grupinho que estava mais próximo, um garoto dizendo:

- Cara, a garota joga feito Michael Jordan!!

O jogo foi tenso. As garotas não jogavam tão bem, mas nem se importavam com isso, elas queriam era me quebrar. Acho que era justamente por isso que não estavam jogando bem.

Eu estava indo pro vestiário, toda suada e com a maquiagem borrada, quando alguém colocou a mão no meu ombro. Olhei assustada para trás, e meu coração deu um salto. Ali na minha frente estava um garoto idêntico ao meu ex-namorado, Andrey. Os mesmos lhos azuis, o mesmo cabelo louro quase branco e parecia também ter 1,92m.

- Com licença. – disse ele. A voz também era a mesma. – Sou Andrey, líder do time B misto. — não podia ser, Andrey estava no Japão, e era por esse motivo que nós tínhamos terminado. Eu tinha 14 anos, as mesmo assim, era coincidência demais.

- Er... Oi – sorri meio sem jeito limpando o suor da minha testa. Ele franziu o cenho, provavelmente, se fosse ele, teria reconhecido meu sorriso. – prazer Fernanda.

- Prazer! – ele estendeu a mão e eu a apertei. – Então... Dei uma olhada no seu jogo, você joga muito bem... Faz quanto tempo que treina? – perguntou ele.

- Oito anos. – respondi. Corei quando ele levantou as sobrancelhas impressionado.

- Bom, eu vim falar com você, por que estou procurando alguém pra completar meu time, mas sou meio exigente sabe? – ele sorriu. Só podia ser ele, como o mundo é pequeno. –Você quer?

-Vamos lá... As garotas aqui não são muito boas, se continuar naquele time vou acabar desistindo do basquete! – comentei sorrindo.

Andrey sorriu vitorioso. – Voce tem um tempinho? Daí já te levo para conhecer o pessoal. – ele convidou.

- Tenho, mas dá pra esperar um pouquinho? Sério to grudando. – falei rindo.

Ele concordou e disse que me esperaria dali 10 minutos na porta do vestiário.

Fiquei pensando, enquanto tomava meu banho, que a pior coisa era conversar com alguém como se não conhecesse, mas na verdade conhece, e pior ainda, essa pessoa ser seu ex-namorado.

- Caramba! – Andrey disse quando saí do banheiro. – você é a única garota que eu conheço que consegue tomar banho e se maquiar em dez minutos.

- Três anos fazendo isso diariamente, acho que eu tenho o direito de ganhar um pouco de habilidade não? – o garoto riu.

Chegamos onde o time estava reunido. Tinham duas garotas no meu time, Lizzy e Janis, o outro garoto se chamava Derick.

- Gente, essa é a Fernanda a nova integrante do time. –Andrey me apresentou.

- E aí? – falei sorrindo.

- Andrey, eu não acredito que você conseguiu esse Michael Jordan na versão feminina. – Disse Derick sorrindo e estendendo a mão pra mim, reconheci a voz dele como sendo a do garoto que falara isso a hora que eu fiz a primeira cesta. Eu cumprimentei a galera e depois ficamos conversando.

Eu tinha um horário livre, então resolvi ir ao refeitório. Por azar, ou sorte, Andrey também tinha.

- Quer lanchar comigo? – perguntou-me ele.

-Podemos. Eu tenho uma hora e meia pra não fazer nada – respondi.

Eu pedi o de sempre: uma coca-cola e um sanduíche. Sentamos em uma mesinha um de frente pro outro. Ficamos falando sobre basquete, até que eu não agüentei mais ficar na dúvida.

- Andrey – comecei. – como é seu sobrenome? – ele fez uma cara confusa depois sorriu.

- Lass Standley. Por quê? – Era ele! Ele tinha perguntado por que, mas já sabia a resposta.

- O que você está fazendo na Califórnia? – perguntei com um sorriso largo.

- O que você está fazendo aqui Fernanda? – ele também sorriu. – Eu quase desmaiei quando percebi que era você. Fiquei muito nervoso. Mas você mudou muito Fê. – ele não tinha parado de sorrir.

- Você continua o mesmo boysinho de sempre... Que fim deu o Japão? – perguntei.

- Saí de lá quando deu o tsunami, a região que eu morava foi atingida, daí vim morar aqui em Huntington Beach na casa de um parente da minha mãe.

- Hum... – falei dando uma mordida no meu sanduíche. – Tava com saudade de você garoto! — Falei e ele sorriu. Ficamos mais um tempo conversando depois ele decidiu me acompanhar até a minha sala.

Enquanto caminhávamos, ele me olhou de cima a baixo.

- O basquete fez um bom trabalho em você! – disse sorrindo.

- O que quer dizer? – perguntei maliciando.

- Que você ficou com um corpo massa! – ele disse e eu ri.

- Cale a boca Andrey! – dei um tapa no braço dele.

- A propósito, gostei do seu novo estilo. – ele disse indicando minha roupa.

- Ah, tenho que comprar roupas novas... –reclamei.

-Você está linda... Como sempre! – ele passou o braço pelo meu ombro. Nisso apareceu Mary, a patricinha da minha sala, vinda do outro lado do corredor. Ela olhou pro Andrey e depois pra mim. Pude ver a inveja jorrar dos olhos dela. Sorri ao pensar que ela devia ser doida por ele.

Chegamos na porta da sala, ele me abraçou dizendo : — Fê... Bom ver você de novo...

- Eu tava morrendo de saudades também! – falei pra dentro do peito dele. Era engraçado, ele tinha quase dois metros de altura, literalmente me cobria.

Eu levo você pra casa de noite – disse ele – Você está morando em Huntington Beach também né?

- Aham. Ah valeu Dey! – ele fez uma careta. Dey era como eu chamava ele antes. – Até depois. – falei sorrindo e entrei na sala.

Mary e as outras patricinhas da minha sala ficaram me encarando a aula toda. Fingi que nem vi, eu estava feliz em reencontrar o Andrey. Eu realmente o amara, quem sabe não valeria a pena tentar de novo? Afinal, eu teria que trabalhar muito pra separar o Matt da Val e eu decididamente não podia ficar sem ninguém todo esse tempo. Até porque, meu namorado seria uma das armas que eu teria pra provocar Matt.

Quando acabou a aula, fiquei surpresa ao ver que ele me esperava na porta da minha sala.

- E ai garoto? – falei pra ele. Ele me abraçou passando o braço pela minha cintura aproximando meu corpo do dele, depois aproximou meu rosto do dele e me beijou demoradamente. Eu adorava a sua pegada, sempre carinhoso, mas com um toque de malicia.

Ainda estávamos com os lábios entrelaçados quando alguém trombou conosco. Nos separamos contra vontade, olhei pro lado e vi Mary.

- Ai desculpa, a Lori me empurrou, não viu que vocês tavam se comendo aqui. – ela disse com uma voz fingida de desculpas.

- Tadinha, compra uma lupa pra ela. O Andrey é tão pequenininho mesmo... –falei debochando.

- Vamos amor. – Andrey disse puxando meu braço. Ele me conhecia bem o suficiente pra saber que qualquer coisinha fora dos limites, eu era capaz de deformar o rosto de uma só com um soco.

Entramos em um Porshe Cayman S. Mal sentamos e ele já me beijou de novo. Foi um beijo meio urgente e acabamos por nos separar ofegantes.

- Temos que cuidar o que fazemos aqui dentro desse carro. – disse ele ligando o motor. – comprei ele essa semana, não coloquei insulfilm ainda. – eu ri.

- Nossa isso não é frase do Andrey que eu conheci, não conhecia esse seu lado safadinho. – ele riu e colocou a mão na minha perna.

- Você não tinha esse fogo também. – ele falou olhando pra mim. Como eu amara aquele cara, era estranho pensar que quatro anos antes eu achava que ele era o cara mais perfeito do mundo.

Sério, ele era lindo, romântico, muito inteligente e eu tinha gostado muito dele, muito mesmo, mas eu não ia desistir do Matt.

Quando entramos na minha rua, a primeira coisa que eu fiz foi olhar pra casa do vocalista. As luzes da sacada estavam acesas, e eu vi o carro do Syn estacionado na frente.

E indiquei a minha casa, e Andrey encostou.

- O que vai fazer Sábado? – perguntou quando eu estava destrancando o cinto de segurança.

- Não sei. Talvez eu vá sair com alguns amigos, mas não tenho certeza. – falei sorrindo. – quer ir junto? – convidei.

- A principio sim, mas às vezes eu trabalho no sábado. Então eu te ligo qualquer coisa.

- Então tá. – falei passando os braços pelo seu pescoço, e beijando-o intensamente. Quando fui sair do carro ele me puxou de novo.

- Bom sentir você de novo! Sabe que eu nunca te esqueci né? –ele entortou a cabeça de um jeito muito fofo.

- É claro que eu sei, eu também estava morrendo de saudades de você. – respondi. Não conseguia dizer que o amava, por que as imagens do Matt vinham na minha mente o tempo todo. Eu não tinha nada com o vocalista, mas mesmo assim, na minha mente parecia que eu estava traindo ele.

Dei mais uma beijo rápido nele e desci do carro.

- Então eu te ligo sábado. A gente vai se ver ainda, mas enfim... – dei um sorrisinho e bati a porta.

- Hey Fer! – ouvi alguém me chamar da sacada do Matt. Olhei pra lá, era o Syn.

- Oi Syn! – Falei sorrindo e abanei pro Andrey, ele entendeu que não precisava me esperar entrar e já deu partida.

- Quem veio te trazer? – perguntou Syn fazendo um ar malicioso.

- Ah! Meu colega da faculdade, ele mora aqui pertinho. – respondi. Não sabia se o Andrey era ou não meu namorado.

- Nossa, se você trata seus colegas assim, fico imaginando como trata seus namorados. – disse ele provavelmente levantando uma sobrancelha. Era o que sempre fazia quando fazia aquele tipo de comentário, mas eu não conseguia enxergar.

- Vá se foder Syn! –falei revirando os olhos. Ele riu.

- E ai? Vem na aula amanhã? – perguntou mudando de assunto.

- Puxa! Você levou mesmo a sério hein? – falei. – Claro que v... – ouvi alguém chamá-lo lá dentro. Fala sério, a voz da Michelle atingia meus tímpanos daquela distância.

Syn balançou a cabeça num gesto de tédio.

- Aff! Tudo bem que ela tem os lábios grandes, mas eu juro que eles não alcançam até aqui em cima. – Gates respondeu à namorada. Eu gargalhei. Não sabia de onde ele tirava tantos comentários irônicos, parecia que a mente dele só trabalhava pra isso.

- Cara, vou pra dentro. Tô congelando aqui. – falei.

- Então tá. Até amanhã Fer! – disse ele abanando.

Entrei em casa, mas ainda deu tempo de ouvir a Michelle gritar:

- COMO ASSIM ATÉ AMANHÃ, HANER? – eu ri baixinho e fechei a porta.

Quando subi as escadas topei com Jhessy no corredor.

- Caralho! Bem que minha mãe falou que você parecia ser bem mais ligeira que eu! – disse ela com uma cara abobada.

Eu corei, fui até meu quarto e joguei minha mochila de caveiras em cima da escrivaninha, com Jhessyka nos meus calcanhares. Pelo jeito ela não ia sossegar enquanto eu não contasse tudo a ela.

Sentei na cama e dei um longo suspiro. – Ah é uma longa história. – falei.

- Não tem problema. – disse ela sentando ao meu lado na cama. – Eu gosto de Audio-Books. – eu ri.

Contei a ela que eu e o Andrey havíamos namorado durante quase um ano, e que era escondido da minha mãe. Contei também sobre a ida dele pro Japão e o porquê de ele ter vindo pra cá. Jhess ficou impressionada.

- Então tudo indica que vocês vão assumir um namoro firme? – perguntou sorrindo.

- Provavelmente. Mas quatro anos podem mudar muito uma pessoa. – falei brincando com o cadarço do meu moletom. – e você Jhessy? Nada de Garotos? – perguntei.

- Ah! Antes de entrar de férias, eu estava namorando um cara lá da faculdade, mas daí ele viajou pra Austrália pra visitar parentes, daí a gente só se falava pela internet e telefone, não sei se vai voltar a ser a mesma coisa. – disse chorosa.

- É foda. – falei. – Sentimento é uma coisa estranha. – levantei da cama me espreguicei. No meio de uma bocejo eu disse: — Acho que vou tomar um banho.

- Por que, ainda não se decidiu? – perguntou Jhessy. Lancei um olhar de tédio para ela.

- Jhess vai dormir. Sua piadinha não teve a mínima graça. – ela riu, me deu boa noite e saiu do meu quarto.

Tomei um banho depois capotei na cama.

Notas finais
acho que voces não esperavam por isso née??? uahuahaha
reviews?????
Obrigado po leer
kisses *-*