Notas iniciais
Ameei os reviews do cap anterioor....
Ahahah Podem matar a Fer, eu deixo.
AHhaha
Beiijos
[Narrado por Matt]
Quando notei todo mundo saindo com uma cara assustada, larguei minha bebida no balcão do bar, junto com uma nota de 50 dólares e fui ver o que estava acontecendo.
Cheguei lá fora e vi a X6 da Jhessy saindo em disparada. Então notei que alguém se aproximava de mim rapidamente, olhei pro lado e vi a mão fechada daquele idiota vindo na direção do meu rosto.
Só deu tempo de segurar o soco, e torcer o braço do Andrey.
- Ficou maluco, seu idiota? – gritei.
- Filho da puta, mais uma vez que tocar na minha namorada eu arrebento sua fuça imbecil. – Andrey gritou dando de dedo na minha cara.
Eu respirei fundo. Não tinha medo daquele cara só porque ele era alguns centímetros mais alto que o Rev. Se ele estivesse aqui, provavelmente Andrey já estaria no chão há muito tempo.
Então vi que ele me encarava, e tremia de ódio. Eu não podia perder o controle da situação, estava acostumado a mandar em tudo e todos ali. Não era por um babaca que eu ia me rebaixar. Um babaca que se achava no direito de falar assim comigo só por que pegava a Fernanda. Não cara, não mesmo.
Eu dei uma risada sarcástica. – Olha cara, eu gosto muito da sua namorada, mas não sou o tipo de homem que precisa roubar a mulher dos outros. Além disso, — falei levantando uma sobrancelha, com um sorrisinho maligno. – Eu sou casado. Mas se você tem uma mulher bonita e gostosa e não dá conta da concorrência, o problema é só seu, amigo.
Ele ficou sem palavras com o que eu disse, trincou os dentes, entrou no carro e saiu fritando. “Como se fosse macho”.
Olhei pro pessoal e perguntei. Meio mal humorado.
- Cadê todo mundo porra? – confesso que eles não tinham nada a ver com a minha discussão com aquele pivete, mas eu era assim quando ficava com raiva.
- Leana, Val e Michelle estão lá dentro, a Fer e o Syn saíram juntos com o meu carro. – Jhessy falou emburrada. Ficou mais que claro ali pra mim, que ela gostava do Brian. Eu já tinha notado algumas coisas, mas ali eu tive certeza.
- Ah gente, pra mim a noite acabou. – falei indo pra dentro buscar a Valary. As três estavam podres de bêbadas. Peguei a Val no colo e levei-a pro carro.
Ofereci carona pro Emmet e pra Jhessy e eles aceitaram.
Fomos até a casa de Emmet em silencio, Val dormia no banco do carona, e Jhess e o namorado, curtiam os últimos minutos juntos.
Depois de ter largado Emmet, Jhessyka me perguntou porque eu estava tão quieto.
- Sei lá. Fiquei chateado quando soube que o motivo da Fer brigar com o Andrey foi eu. – respondi dando de ombros.
- Ah Matt, nada a ver, ela me contou que eles já brigavam por sua causa antes mesmo de vocês pensarem em dançar juntos. – contou Jhess – e quer saber? Eu acho que eles voltam, por que o Andrey é louco por ela, só ficou puto porque morre de medo de perdê-la pra você.
Tamborilei os dedos no volante e sorri. Se ele tinha esse medo, é porque tinha alguma possibilidade. Eu nunca pensei que aquela garota pudesse ser minha. Primeiro, por que eu era casado. Segundo, porque ela me tratava como se eu fosse uma pessoa qualquer, mesmo tendo deixado claro que era minha fã, mas ela agia de forma completamente contraria as outras mulheres, muitas vezes até mais velhas que ela, que faziam tudo para me bajular.
- Sei lá... Ela é uma garota diferente... Não sei muito sobre ela. – comentei. Talvez fosse eu quem não sabia interpretá-la. Lembrei-me do dia que ela abriu meu guarda-roupa. Realmente não conhecia aquela menina.
- Mas você também ficou estranha quando o Brian saiu com ela. – falei rindo.
- Cale a boca Matt! – resmungou Jhessy.
- Eu sei, eu sei... – dei de dedo pro retrovisor por onde ela me encarava. Ela se emburrou no banco de trás – Ah qual é Jhess, sou seu melhor amigo, não vou contar à ele. – a menina deu de ombros com um meio sorriso estampado.
- O que eu posso fazer? – perguntou. – Mas é que... – ela suspirou.
- Relaxe, eu acho que não vai rolar nada entre os dois. – tranqüilizei-a mas acreditando mesmo no contrário.
- Por favor, Matthew. Até parece que você não conhece Synyster Gates. – ela disse indignada. – Até hoje nenhuma mulher resistiu a ele. E a Fer de mal com o namorado, é um alvo fácil...
- Você contou a ela que é afim dele? – perguntei encarando-a sério.
- Contei por quê? – ela me olhou com uma expressão confusa.
- Então relaxa que não vai rolar nada. – Cara, sempre dizem que verdadeiros amigo não iludem, mas eu não podia chegar pra ela dizendo : “ esquece o Gates, ele não presta pra você.” Ela era minha melhor amiga, e gostava do Brian há pelo menos oito anos. Não podia magoá-la dessa forma.
- Ah tá. Matt você viaja mais que a Fer quando diz que vai pegar o Jensen Ackles! – disse ela mal humorada. Eu ri.
- Sério que ela fala isso? – perguntei ainda rindo.
-Ela vive falando que queria ser um demônio pra ele correr atrás dela. – comentou rindo.
Ela queria ser? Ela mexia com as minhas emoções sem ser um demônio. Porra, imagine se fosse...
Chegamos em casa, eu olhei pra garagem de Jhessy, o carro dela não estava lá.
- A Fernanda não está. – A garota bufou. – Se acontecer algo com o meu carro, eu juro que mato ela. Boa noite Matt! – ela disse atravessando a rua.
— Boa noite – falei enquanto pegava Val no colo. Levei-a para dentro e a coloquei na nossa cama, tirei minha roupa, e deitei ao seu lado. Fiquei acordado até quase 4:00 da manhã, imaginando o que a brasileira poderia estar fazendo. “ Por que estou pensando nela? Matthew pare com isso você é um homem casado. Mas a minhas mulher não faz sexo comigo fazem quase dois meses. Valary só está trabalhando demais...” Em meio a pensamentos como esses adormeci.
[Narrado por Fernanda]
Acordei sentindo meu rosto subir e descer em uma superfície não muito confortável. Minha bochecha ardia e uma claridade desgraçada atrapalhava meu sono.
Abri os olhos e tudo o que eu enxerguei foi um tecido preto que subia e descia no mesmo ritmo da minha cabeça. Foi então que eu lembrei que tinha adormecido no peito do Syn e ele vestia uma camiseta preta.
Sentei com dificuldade, porque tinha dormido em cima de um dos braços, e ele estava adormecido. O sol entrou no meu campo de visão e eu fechei um dos olhos. Olhei caolha para o Syn. Ele respirava calmamente e tinha o braço direito sobre os olhos para defender-se do sol da manhã de primavera.
De repente tive consciência do barulho das ondas, da brisa matinal que carregava um pouco de areia que grudava na minha pele e fazia coçar.
Levantei devagar, e caminhei até a água, molhei meus pés e quase não resisti à vontade tirar meu vestido e entrar no mar de calcinha e sutiã.
A praia estava deserta, deviam ser umas sete da manhã. Molhei meu rosto, mas por causa da desidratação da pele a água logo já secou.
Voltei onde Gates dormia me ajoelhei ao seu lado e sorri. Não acreditava que tinha ficado com aquele homem.
Eu sabia que não ia demorar muito e a culpa ia pesar na minha consciência, eu fizera uma tremenda sacanagem com a Jhess. Faria de tudo para ela não descobrir, apesar de ser obvio.
Perdi alguns segundos observando a respiração pausada de Brian, então aproximei meu rosto do dele e lhe dei um selinho.
- Hey! – sussurrei. Ele tentou se mexer, mas eu dei mais um selinho, e me afastei.
- Bom dia! – ele disse estendendo mão para eu ajudá-lo a ficar sentado. Ajudei-o, mas então com o mesmo braço ele já envolveu meu pescoço e me beijou. Por que esse cara tinha que beijar tão bem? Eu não conseguia resisti-lo.
- Desculpe. – disse ele se afastando. Eu ri.
- Não, tudo bem. – falei sorrindo. – Nossa, tipo, você tá parecendo uma zebra. – Apontei pros olhos dele. (momento inventar assunto pra evitar constrangimento) – O rosto todo vermelho só com uma faixa branca na altura dos olhos. – contei e ele riu.
- Não estou pior que você. – retrucou. – Que está um lado vermelho e outro não, sem contar os seus pés que estão parecendo bife à milanesa. – Syn apontou pros meus pés que estavam cheios de areia. Nós dois gargalhamos.
- Cara que maluquice foi essa de dormir na praia? – perguntei observando o mar.
- Ah sei lá, mas foi bom.... – ele disse tirando a camisa e jogando no meu rosto. – Que tal um mergulho? – perguntou, mas eu estava perdida contemplando o peito tatuado dele. – Fer? – ele falou se sacudindo de um jeito muito hilário em frente aos meus olhos vidrados.
- Hã? Como? De que jeito? – perguntei quando sai do meu devaneio e apontei pro meu vestido. Ele fez uma cara de tédio.
- Fer, vai me dizer que vai à praia de maiô? – ele perguntou sério.
-Não! – respondi fazendo uma careta confusa.
- Então me explique a diferença entre biquíni e sutiã. – ele falou dando aquele sorrisinho travesso.
- Hã... Sei lá, deve ter alguma... – falei dando de ombros.
- A única diferença é que alguns sutiãs têm rendinhas. – ele falou puxando meu braço me deixando de costas para abrir o zíper do meu vestido.
- Tá sabendo demais pro meu gosto... – falei jogando meu vestido em cima da camiseta dele que estava amontoada na areia. Fui andando para o mar, e quando passei por ele, dei um tapa em sua bunda. Ele riu.
- Quantas vezes você já ouviu a expressão: “caralho, você é muito gostosa”? – perguntou ele me olhando de cima a baixo com uma expressão faminta.
- Vix... Perdi as contas. –falei quando ele entrelaçou seus dedos nos meus.
- E que é muito convencida? – perguntou rindo.
- Essa foi a primeira vez.
Quando pisamos na água, Syn me pegou e entrou no mar, quando a água já estava acima de seus joelhos ele me soltou e eu bati as costas na água, fazendo minhas costas arderem.
Me recuperei do tombo e empurrei-o de costas na água. Ele se deixou cair, mas puxou meus braços me fazendo cair por cima fazendo nossos corpos ficarem muito próximos. Ele me beijou embaixo da água, mas não foi uma boa idéia, porque ele veio com tanta avidez que acabou engolindo água. Levantamos e eu ria da cara dele enquanto tossia.
Quando se recuperou, foi nadando mais para o fundo e eu o segui. Syn me abraçou e assim ficamos um tempo. Então novamente ele segurou meu rosto com as duas mãos e me deu um selinho demorado.
- Seu namorado fez uma grande bobagem... – ele disse enrugando as sobrancelhas numa expressão inconformada.
- A Michelle fez uma grande bobagem em ficar bêbada ontem. – falei passando os braços pelo seu pescoço.
- Esquece ela OK? Vamos curtir esse momento só nosso. – disse me beijando e acariciando meu corpo. Quando as mãos dele pararam no fecho do meu sutiã e eu percebi o que ele ia fazer, eu interrompi o beijo.
- Syn, nada mais que isso tá? – falei séria e ele obedeceu sorrindo e passando a mão das minhas costas para a minha cintura.
Ficamos mais um tempo na praia brincando de jogar água um no outro.
- A gente tá parecendo recém casados. – Falei rindo quando ele me empurrou, mas continuou segurando meu braço me puxando pra mais um beijo.
Até que começaram a chegar pessoas na praia.
- Syn, é melhor nós irmos antes que de confusão. – falei e ele concordou me pegando pela mão e puxando para a areia.
- A Jhess mantém duas toalhas no porta-malas. – informei quando ele foi colocar a camiseta por cima do corpo molhado.
Fomos até o carro, pegamos as duas toalhas e no secamos, depois as usamos para forrar o banco do Syn porque a calça dele estava encharcada.
- Onde é que a gente vai esconder essas toalhas? – Ele perguntou. Se Jhessyka visse que as toalhas estavam molhadas, ou simplesmente desaparecessem, ela com certeza ia se tocar.
- Já sei. – falei ligando o motor. – Podemos ir ao mercado e comprarmos duas toalhas iguais a essas. Eu sei onde foi que ela comprou.
- Brilhante! – Brian falou pegando o celular no porta-luvas e suspirou. – Ah! Imagine se a Jararaca da Michelle não ia ter me ligado e noite toda... – Eu ri.
Estacionei em frente ao mercado. Abri a porta, e quando fui descer o Syn me puxou para um beijo. Meu Deus esse homem tava carente?
- Vai ficar aqui? – perguntei.
- Não. – ele falou desprendendo o cinto.
Entramos no mercado de mãos dadas e fomos direto para a estação têxtil. Achei uma pilha de toalhas brancas como as da Jhessyka.
Brian resolveu comprar algo pra comer.
- Desde que não seja ovos com bacon... – falei dando de ombros.
- Pode ser batas fritas? – perguntou e meu estomago revirou. – Ah eu esqueci que brasileiros se subnutrem de manhã cedo. – ele disse sorrindo maldoso.
- E 70% dos americanos são obesos. – respondi a altura.
Fui pra panificadora, chegando lá uma cabeça loura vagamente familiar nos esperava.
- Olhe! – Syn apontou. – Acho que é a Gena. – Ele falou alto demais. Porque a loirinha se virou de súbito, e nós dois mais do que depressa separamos nossas mãos.
- Onde diabos vocês se meteram a noite toda? Tentamos ligar pra vocês a noite inteira. – Gena se aproximou falando alto.
- Bom dia pra você também. – Syn retrucou sério, ela revirou os olhos e nos cumprimentou com beijos no rosto.
- Syn sua calça tá encharcada! – ela exclamou com cara de nojo. Então olhou pra nos com uma expressão apavorada. – Vocês não estavam...
- Estávamos. – Falei mas olhei séria para ela. – Não abra o bico tá legal? – Ela sorriu e assentiu. Eu gostava disso nela, era a única a não ser, talvez Jhessy, que sabia sobre o Matt, não ia falar nada.
- OK. Mas acho bom vocês arrumarem uma boa desculpa, por que tem almoço no Zacky hoje. – informou sorrindo.
- Eu não vou. – falei. – Tenho um trabalho para fazer.
- Fê... Voce tem o domingo todo. – Gates choramingou.
- Não. Eu vou para casa. – Falei com veemência.
- Gente, vou indo... O Zac tá me esperando no carro. – Ela disse se afastando. Eu e Syn nos entreolhamos preocupados.
- Acho que ele não nos viu. – falei pegando um pão de forma.
Fomos para o caixa, não tinha o que fizesse Syn deixar eu pagar. Odiava essa coisa de cavalheirismo nessas situações. Era constrangedor pra caralho.
-Pra onde fica sua casa? – perguntei quando entramos no carro.
- Ande cinco quarteirões para a direita, depois vire à esquerda. – indicou enquanto escolhia um CD. – Caramba. Não sabia que a Jhessyka gostava de Motorhead. – ele comentou quando viu o disco.
- Ele é meu. – falei sorrindo.
Quando entrei na rua do Syn, descobri que ele morava de frente pro mar, em uma enorme casa verde de dois andares com vidraças espelhadas.
- Não liga a bagunça, meu pai tá morando comigo, estão reformando a casa dele, então tem uma porrada de coisas dele espalhadas pela minha casa. – Syn explicou quando entramos na garagem que estava cheia de caixas.
Quando descemos do carro, Papa Gates apareceu na porta com um robe branco, e uma caneca de café preto.
- Oi Pai. – Syn cumprimentou. – Essa é a Fernanda, a garota que eu falei que está morando com a Jhessyka.
- Olá prazer. – ele disse sorrindo e estendendo a mão.
- Prazer. – respondi sorrindo. O cheiro de café quase me fez tontear. Faziam quase dois meses que eu não tomava café. – Cara, existe café aqui também, que orgulho! – falei rindo.
— Só na casa de fumantes. – Papa Gates disse indo pra dentro.
- Ah nem dá nada, eu fumo de vez em quando. – falei dando de ombros.
- Fer, seja bem vinda. Acho que meu pai faltou essa aula de boa educação. – Syn sorriu e passou o braço pelos meus ombros me conduzindo para dentro.
De repente uma bolinha branca apareceu pulando e latindo na sala.
- Oi Pinkly — falei me abaixando pra pegar a cachorrinha no colo. — Own que fofinha, sempre quis conhecer essa cadelinha.
- Como assim? — perguntou Syn confuso. — Como sabe o nome dela? — Eu revirei os olhos.
- Não sei... Tenho uma leve impressão que vocês só são famosos por causa dela. — respondi.
- Junior, você faz cada pergunta idiota... – O Papa Gates falou me entregando uma caneca de café. O Syn fez uma careta enfezada.
- Nossa obrigada! – Falei e tomei um gole do café forte. Estava perfeito, do jeitinho que eu gostava.
- Pai, eu já não te falei que odeio quando você me chama de Junior? – Syn rateou.
- Você quer que eu te chame de Brian? – Gates papai perguntou arqueando a sobrancelha.
- Eu não tenho culpa se você quis colocar seu próprio nome em mim. – Syn respondeu irritado.
- Mas eu também quis colocar Junior, então tenho o direito. – Aquilo tava parecendo pingue-pongue, eu olhava de um para o outro, meio atordoada.
- Mas o nome é meu, eu tenho mais direito de escolher como é que me chamam. – Syn estava puto.
— Acho que vou me sentar. – Falei me jogando no sofá e soltando Pinkly.
- Desculpa Fer. Mas meu pai adora me irritar. – Syn falou sentando-se ao meu lado.
- Ó irritadinho... – provoquei dando um selinho nele. Ele sorriu e bagunçou meu cabelo.
- Nossa, tenho que ir pra casa lavar meu cabelo. – falei envergonhada, meu cabelo tava parecendo dreads.
- Fer, você não pode ir pra casa, todo mundo vai saber. Se você quiser, pode tomar banho aqui. – ele disse indicando a porta do lavabo. – Só que aqui não tem água quente, só nos banheiros de cima.
- Ah nem dá nada, tá um calor insuportável mesmo. – eu disse levantando e me dirigindo ao banheiro.
Meu Deus, não tinha nem chegado o verão e eu já estava achando que ia derreter, por conta disso fiquei um bom tempo embaixo da água gelada. Quando desliguei o chuveiro, pude escutar Syn e pai dele conversando na sala. Pensei ter escutado meu nome, então fiquei prestando atenção.
- De todas as suas namoradas – Papa Gates falou. – essa é a que parece menos gostar de você.
- É, e acho que é por isso mesmo que eu gosto tanto dela. – Syn respondeu. Meu coração acelerou. Eu não podia acreditar que ele estivesse levando isso a sério, eu não era namorada dele e ele sabia disso. – Todo mundo diz que eu só quero comer as meninas, mas com a Fer – ele fez uma pausa, e voltou a falar em tom mais baixo. – Vou ficar o tempo que for preciso, para provar que não é essa a minha intenção. – Fiquei pasma ao ouvir aquilo. Minhas mãos começaram a tremer, mas quando eu achei que ele fosse falar mais o celular dele começou a tocar.
Terminei de me secar rapidamente, me vesti e saí do banheiro ainda com tempo de ouvir ele terminar de discutir com a Michelle.
- Na casa do Zacky a gente conversa. – disse ele. – E passe na casa do Arin e pegue o meu carro, é mais perto pra você. Tchau. – desligou.
- Achei que você já tivesse resolvido a sua situação com essa garota Brian. – disse Papa Gates me lançando um olhar sugestivo.
- Não, eu que sou a intrusa aqui mesmo Sr. Haner. – falei sentindo minhas bochechar corarem.
- Olhe, eu simpatizo muito mais com você. Sinceramente, não vou com a cara da Michelle, nem da irmã dela. – ele comentou. Mais um pro meu Fã Clube. – Quer comer alguma coisa, Fernanda? – perguntou oferecendo um lugar à mesa. Eu aceitei o convite e Syn sentou do meu lado.
- Vou fazer um teste – Syn começou. – Vou me subnutrir como você, para ver como eu passo o dia. – eu ri.
Tomamos café animadamente, Syn contou ao pai que estava me ensinando a tocar guitarra, e ele não perdeu a oportunidade de fazer um comentário venenoso.
- Eu conheço meu filho bem o suficiente pra saber que a intenção dele não era só ensinar você. – nós rimos.
- Pai, o que ela vai pensar de mim? – Syn fez uma careta chorosa. – Que eu sou um canalha?
- E não é? – perguntei rindo. – Afinal, você não terminou ainda com a Michelle.
- Vendo por esse lado, você também não pode falar muito. Não terminou oficialmente com o Andrey. – rebateu ele.
- Mas a gente brigou, e você que está de bem com ela? –retruquei levantando uma sobrancelha.
- Eu decididamente não sei discutir com você. – ele disse levantando as mãos em gesto de derrota.
Eu ri e dei um beijo cheio de farelo de pão na bochecha dele, que limpou com as costas da mão e me fitou com uma expressão maligna.
Ele largou o pão no prato e pegou meu queixo e virou pra si. Quando vi que ele ia me beijar mesmo comigo de boca cheia, eu fiz uma cara de sofrimento, ele riu e me deu um beijo mesmo assim.
- Mmmhff – empurrei-o com força. – Syn! Isso é nojento, eu estou comendo. – falei com uma mistura de cara fechada e um sorriso. Ele riu.
Papa Gates assistia tudo com uma cara de desaprovação. Eu terminei de comer e disse pro Syn que eu tinha que ir.
Quando já estávamos indo pra porta o celular dele tocou de volta.
- É a Val. – informou ele. Meu coração deu um salto. Matt não podia saber. – Alo? – ele atendeu. Eu conseguia ouvir a voz dela pelo telefone, como se estivesse no meu ouvido.
- Oi Syn, por acaso a Fer está com você? –Eu fiz freneticamente que não.
- Não, ela saiu daqui era antes das oito ainda. – ele piscou pra mim, devia ter pensado em uma desculpa.
- Ela dormiu aí? – A voz dela era meio incrédula.
- É foi, mas ela não dormiu comigo, relaxa. – disse ele.
-E por que o celular dela dava na caixa postal a noite toda, e o seu não atendia? – perguntou.
-Por que nós fomos caminhar na praia e eu deixei meu celular dentro do carro, depois me esqueci de pegar e o celular dela acabou a bateria. – contou. Isso não era cem por cento mentira, meu celular tinha mesmo acabado a bateria.
- Syn fale a verdade vocês...
- Não. Eu não fiquei com ela tá legal? – ele respondeu com veemência.
- E onde ela está que não chegou até agora?
- Eu não sei, eu não vi ela sair, só deixou meu celular em cima da mesa com um bilhete pedindo pra avisar que o celular dela tinha acabado a bateria, caso alguém ligasse. – nós sorrimos com a mentira.
- E por que ela não dormiu em casa?
- Caralho Val, eu não sei, a gente foi na praia, depois ela veio me trazer em casa e acabou ficando por aqui. Agora deixa eu desligar por que tenho que me trocar pra ir na casa do Zacky.
- Como você sabe? Ninguém tinha conseguido falar com você...- eu fiz uma cara de “fodeu” e ele uma de “deixa comigo”.
- Eu encontrei a Gena no mercado. – contou e eu fiz uma cara de pavor.
- É? Ela disse que viu a Fer no mercado. – protestou Valary.
-Isso mesmo, eu encontrei as duas lá, mas não falei com elas, só ouvi elas falando sobre o almoço lá. – eu tapei a boca para esconder o riso.
- Você andou 5 quadras a pé Brian? – Val perguntou incrédula e ele revirou os olhos.
- Não, eu fui com o carro do meu pai. Agora, posso desligar? – perguntou bufando.
-Tá, me convenceu. – disse ela e nós sorrimos. – Tchau, até depois.
- Até. – ele desligou suspirando.
Nós gargalhamos.
- Quantas vezes já teve que fazer isso? – perguntei ainda rindo.
- Algumas. Foi a Michelle que mandou ligar, tenho quase certeza, ela sempre faz isso. Mas eu já aprendi a lidar com a Val.
- Se não tivesse aprendido né. Depois não quer que eu ache que você é um canalha... – falei rindo.
- Calada... – ele disse me abraçando.
Nos despedimos com alguns beijos. Entrei no carro e liguei o motor. – Você não vai mesmo? – Syn perguntou se encostando na janela.
-Se der tempo, eu dou uma passada lá. – falei.
- Então tá. Se você não for posso te ligar? – perguntou sorrindo.
- Claro. – Eu dei mais um selinho nele e sai da garagem.
Procurei um CD que tivesse musica mais calma, afinal eu estava feliz queria algo que combinasse com meu estado de espírito, mas não achei nada mais calmo que The Offspring então deixei aquele mesmo.
Cantarolei She’s Got Issues até chegar em casa. Eu tinha problemas mesmo.
Coloquei o carro na garagem e entrei e casa. Um silencio mortal assolava o lugar. Edward e Margareth sempre passavam os domingos inteiros fora, e Jhess devia estar dormindo.
Fui para o meu quarto que e troquei de roupa. Coloquei meu celular pra carregar e depois sequei meu cabelo.
Então fui tocar violão relembrando a noite passada.
Sorri lembrando o porquê tinha brigado com o Andrey, e mais uma vez pestanejei a existência da Valary.
Logo Jhessyka apareceu com uma cara de sono no meu quarto.
- Bom dia. – falei sorrindo.
- Oi – ela murmurou. – Onde esteve? – eu entendia o mal humor dela, e com razão.
- Ah desculpa não ter voltado, eu precisava esfriar a cabeça. – falei colocando de volta o violão no suporte.
- Ah sim. Num motel com Synyster Gates parece um ótima maneira de fazer isso mesmo. – Ela falou com um ódio mortal. Eu ri.
- Claro que não Jhess, você acha que eu ia fazer isso? – falei ficando seria. – Sente aqui. – Fale batendo no colchão a meu lado. Ela sentou fazendo uma cara emburrada. – Olhe, eu fui à praia ontem, Syn ficou junto comigo, me fez rir um monte e me acalmou. Mas não fiquei com ele. – falei calmamente, como se estivesse explicando para uma criança. – Depois fui levar ele em casa, daí fui lá dentro lavar meu rosto que estava cheio de areia, então a gente começou a conversar e eu acabei dormindo lá. Mas ele num sofá e eu em outro. – Nossa, eu estava me sentindo muito mal de estar mentindo para Jhessy, mas na verdade eu sabia que ela me entenderia, o problema só estava em deixar o Matt saber, porque com essas coisas estranhas acontecendo com a Valary, minhas esperanças tinham aumentado.
- Nossa Fer... sério. – ela falou desconfiada. – Vou me arrumar pra gente ir fazer seu trabalho.
- Você vai no almoço na casa do Zacky? – pergunte aliviada.
- Ah a gente dá uma passada por lá se der tempo. – ela disse já saindo pela porta.
- OK.
Notas finais
Brian tbm... safadenho
auhauha
Beeijos
reviews.... não se esqueçam
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