Eu Provocarei Você Feito Um Furacão
13 Enlightenning, or not.
Notas iniciais
Beijos
Aproveitem aii
acho que vão rir com esse
Beijos
Na manhã seguinte, quando abri os olhos, Syn ainda estava de conchinha comigo. Tentei virar o pescoço para ver se ele ainda estava dormindo, mas devia estar acordado porque percebeu o movimento e soltou minha cintura.
– Bom dia – disse quando me virei pra ele.
– Bom dia. – sorri e dei um selinho. – Eu ronquei? – perguntei preocupada e ele riu.
– Claro que não.
– Eu morro de medo disso. – falei encostando a cabeça em seu peito.
Ficamos abraçados por um tempo enquanto ele fazia carinho nas minhas costas. Então me dei conta de uma coisa. Me separei dele e olhei séria em seus olhos.
– Você me pediu em namoro certo? – perguntei e ele concordou um pouco confuso. – Mas e a Michelle?
–Eu me esqueci de te contar. – disse sorrindo. – Até foi bom que voces não foram no Zacky no domingo. – Eu levantei as sobrancelhas numa careta indagadora. – Eu terminei com ela. Terminei terminado. – contou. – Não vou voltar com ela, como sempre acaba acontecendo.
Eu sorri e passei as mãos pelo seu pescoço, tinha mania de fazer isso. — Só tenho uma coisa a dizer. – falei escorregando as mãos para seus ombros e empurrando-os de forma que ele ficasse de costas no colchão. Sentei em seu abdômen enquanto ele segurava minha cintura, sorrindo também. – Estou orgulhosa de você Brian... – sorri e me inclinei para beijá-lo, mas ele me impediu dando um sorrisinho malandro.
– Que direito você acha que tem de subir em cima de mim? – perguntou. Fiquei sentada e apoiei as mãos em seu peito.
– Quando eu era pequena, ouvia meu pai falando para minha irmã mais velha, que não era pra ela deixar o namorado dela subir em cima dela e desonrar a família. Então resolvi fazer isso antes de você. – falei levantando as sobrancelhas e ele riu.
– Ah! Desonrar por desonrar, eu já fiz isso duas vezes. Então...- ele me olhou com aquela carinha maliciosa segurando meu pulso. Por sorte não era o que ainda estava machucado do assalto. Levantei uma sobrancelha sorrindo, esperando o que quer que fosse fazer.
Segurando meu pulso, ele me fez ficar de costas na cama e subiu em cima de mim, forçando os dois braços contra o colchão. Eu ri.
– E agora? – Perguntou e eu mordi o lábio. – Você adora me provocar não é?
– Por que? – perguntei com uma carinha de inocente.
– Fica fazendo essa cara de safada, mordendo os lábios. – eu ri de novo. – Mas agora você não tem escape. – disse ele olhando para os meus dois braços presos.
– Em quem disse que... – não cheguei a completar a frase e alguém bateu na porta. Cobri-me rapidamente, enquanto Syn resmungava indo até a porta.
– Bom dia pai. – disse ele com certeza não desejando isso.
– Ah! – ele levantou as sobrancelhas quando me viu. – você está... Depois conversamos. – Papa Gates virou as costas e foi se afastando.
– PAI! – Syn gritou. – Você me atrapalha só pra dizer que depois conversamos?
– Brian, a gente não estava fazendo nada. – falei divertida e ele me encarou com uma cara que dizia “você entendeu.”
– Não era nada importante Syn – disse ele. Gates revirou os olhos e fechou a porta.
Ele pegou minha camiseta que estava atrás da porta, olhou pra ela e depois pra mim com uma sobrancelha levantada. Sorri e sentei na beirada da cama. Ele se aproximou me deu um beijo na testa deixando minha camiseta cair no meu colo e sentou do meu lado.
– Safadinho. – falei e dei um beijo no rosto dele. Syn pegou meu braço e se jogou pra trás me puxando junto. Começamos a nos beijar, mas logo meu estomago deu um ronco e nós começamos a rir.
– É eu acho que está na hora da gente levantar. – disse ele levantando e dando um tapa na minha perna. Peguei meu celular na mesinha de cabeceira olhei a hora. Eram dez e meia. Suspirei e me joguei de costas na cama de novo.
Syn olhou pra minha barriga branca. – Esconde isso. – apontou pra Ela. – me dá vontade de ... – ele se aproximando e pressionando meus joelhos entre os dele.
– Nem vem Brian. – falei tampando a barriga com as mãos. – Eu odeio cócegas. Então ele pegou minhas mãos e me ajudou a ficar sentada. Meu pulso machucado doeu com o puxão.
Para esconder minha cara de dor, eu abracei a cintura dele e encostei a cabeça na barriga dele. – Mmmmh. To com preguiça. – fiz uma vozinha mimada.
Fiz um esforço para levantar. Coloquei minhas roupas de novo e depois descemos para comer alguma coisa.
– Nossa. Que pai desnaturado que eu tenho. – disse ele abrindo a porta da geladeira. – Vamos ter que ir no mercado buscar alguma coisa. – ele já ia pegando as chaves do portão.
– Seria mais correto dizer que você é desnaturado, já que a casa é sua. – brinquei enquanto descia as escadas da frente da casa.
– Vendo por esse lado sim, mas ele passa o dia em casa coçando. Custava? – perguntou.
O dia estava claro e ensolarado, mas tinha uma brisa fresca do mar, então fomos a pé mesmo.
– Você vai andar cinco quadras a pé Brian? – perguntei com uma imitação da voz da Val.
– Eu gosto de caminhar quando tenho boa companhia. –disse me dando a mão. Atravessamos uma avenida movimentada.
– Mas olha só, dentro do carro com boa companhia se pode fazer muito mais coisas... – comentei rindo.
– Depois eu que sou o safado... – disse passando a mão pelo meu ombro.
– Claro que é. – eu disse e ele me deu um beijo.
* barulho de câmera*
Malditos.
Olhamos para o lugar de onde viera o som, e uma menina que não aparentava mais do que quinze anos abriu um sorriso largo para nós.
– Sempre soube que a Michelle era uma corna. – foi a primeira frase dela.
– Disse certo. ERA. – Brian falou sério. – Mas a Fernanda é minha namorada agora.
Ela olhou para ele com uma cara incrédula.
– Ta zoando? – perguntou ela sorrindo mais ainda. A boca dela ia rasgar a qualquer momento. Syn deu de ombros e me deu um beijo na bochecha. – Tesão.
Ela tirou uma foto com ele, e depois mais uma de nós dois, até pediu pra uma mulher que passava, tirar uma foto de nós três. Depois ela se despediu, e nós fomos pro mercado.
Depois de comprarmos comida, fomos pra parte de CD’s, ele queria ver se tinha um álbum do Rammstein. Ficamos uns minutos procurando, então ele disse pra eu continuar procurando que ele ia comprar um cigarro.
Fiquei ali até que uma mão tocou meu ombro. Olhei pra trás e quase tive um ataque epilético de raiva. Andrey sorria pra mim.
– O que você quer? – perguntei como se ele fosse um estranho.
– Falar com você.
Eu revirei os olhos. — Avá? Parece que você só tem essa frase.
– Fernanda... – ele começou colocando a mão no meu ombro. Eu dei um tapa no seu braço e fechei a cara.
– Tire as mãos de mim.
– Por que você tá com tanto ódio de mim? Eu já te pedi desculpas, não pedi? Sabe que eu te...
– Andrey vá se foder. Já não está claro pra você que eu não quero mais olhar pra sua cara? – ele fez menção de responder, mas eu o calei levantando a mão. – Olha que não quero confusão com o Syn, ta legal? Ele já deve estar voltando e se ele te ver aqui me atormentando, ele vai arrebentar a sua cara, e se duvidar minha. Então vaza. – falei. Brian nunca encostaria uma mão em mim. Eu tinha convicção disso. Mas eu falei, por que sabia que o Andrey, apesar de ter feito aquilo comigo, não queria que o Gates me batesse.
– Eu te amo. – disse ele virando-se e saindo do corredor.
– Ama o Caralho. – murmurei, voltando à busca pelo CD.
Syn não demorou a voltar. Nós achamos o álbum, e depois fomos para casa. Comemos qualquer coisa, então ele me levou em casa. No caminho contei à ele que estava pensando em arrumar um emprego, mas que queria algo relacionado com a minha faculdade, ou qualquer coisa do tipo.
Ele me sugeriu participar de um processo seletivo que tinha pra professor de Arte num colégio de Huntington Beach. Eu achei uma boa idéia.
– Quando fecham as inscrições? Ou abrem? – perguntei.
– Acho que hoje ou amanhã. – disse. – Se você quiser eu te levo lá.
– Se não for incômodo, eu agradeceria.
– E se for? – perguntou divertido.
– Não enche o saco Brian. – falei e ele riu.
Cheguei em casa e fui tomar banho. Syn combinou de me pegar dali quatro horas para fazer minha inscrição, depois íamos jantar no Zacky.
Saí do banho, vesti um short jeans e uma regata do Slipknot, um all*star preto, passei uma maquiagem básica preta, depois coloquei uma pulseira de pinos para esconder o pulso que estava arroxeado.
Enquanto descia as escadas, Jhessy vinha subindo. Passei por ela e disse: — Oi Jhessyka. – A menina passou por mim sem responder e terminou de subir as escadas batendo os pés, depois bateu a porta do quarto. Revirei os olhos e fui pra cozinha pegar algo pra beber.
Achei um vinho branco aberto e foi aquilo mesmo. Peguei a garrafa e uma taça e levei pro meu quarto. Liguei o Parelho de som, deixei tocando Lynyrd Skynyrd numa altura razoável e liguei meu Notebook.
Enquanto esperava inicializar, dei uma organizada nos meu livros da faculdade e coloquei meu Ipod pra carregar.
Abri as cortinas e dei um tchauzinho pra Val que estava na sacada, pra variar, no telefone. Decididamente tinha algo errado com ela. Só Matt não percebia, ou fingia não perceber, o que me deixava louca.
Voltei minha atenção para o computador. Abri meu email, e eu tinha uma caixa de entrada hiperlotada de emails dos meus amigos e parentes que estavam no Brasil. Comecei a ler e responder cada uma deles, vi que iria ter bastante passatempo para o fim de semana que não tínhamos marcado nada.
O tempo passou rápido, ri muito e chorei muito com os emails. Sério eles tinham o Dom. Quando deram cinco horas, meu celular tocou e era o Syn avisando que estava ali na frente me esperando.
Desci correndo, pelo jeito Jhessy já tinha saído. Tranquei a porta e guardei a chave, me certificando de que ia conseguir encontrá-la depois.
Entrei no carro e cumprimentei Syn com um selinho. Ele acelerou e nós seguimos para o centro de Huntington Beach.
Fiz minha inscrição rapidamente, o cara que organizava essas coisas, ficou surpreso com a minha idade, mas disse que se eu passasse, os alunos iam me adorar. Fiquei contente.
Quando chegamos na casa do Zacky, todos os quatro carros conhecidos estavam lá,e mais um monte.
Desci do carro, Syn deu a volta no carro e me deu a mão com um sorriso fofo no rosto. Eu quase seria capas de afirmar que ele estava apaixonado, mas ele era Synyster Gates, isso me tirava um pouquinho da certeza.
Mal entramos na porta da sala e Gena veio nos receber contente.
Jhessy que estava com Val, mais Michelle e Lacey no sofá, parou de contar alguma coisa e lançou um olhar venenoso para nossas mãos entrelaçadas. Michelle me olhou com aquela costumeira cara de quem tem bosta embaixo do nariz e Val e Lacey nos deram tchauzinhos sorrindo. Pressenti que não era bem vinda na rodinha.
– Gen? – chamei a “anftriã” – Precisa de alguma ajuda?
– Que é isso menina, aproveita aí... – ela disse enchendo nossas taças com alguma bebida.
– eu faço questão de te ajudar, eu falei explicativa.
– Deixa eu ver se entendi... – ela disse dando um olhar sutil para a Michelle.
– É claro que entendeu. Desde quando não entende alguma coisa? – perguntei divertida e ela riu.
– A Leana está na sala de jantar com o Johnny e o Arin... – disse ela indicando uma “porta-sem-porta”, que dava para sala de jantar.
Syn já tinha se perdido numa conversa sobre as cervejas que o Zac oferecia, com ele e mais o Matt, então nem me importei de avisá-lo.
Era a primeira vez que eu ia na casa do Zac. Era bonita, mais colorida que a do Matt ou do Syn, tinham algumas paredes vermelhas, sofás que não eram de couro, detalhes em amarelo envelhecido e algumas coisas em verde musgo. A casa era enorme, então o ambiente não ficava carregado.
Fui andando com cuidado pra não esbarrar em ninguém, é, tinha muita gente ali. A principio era pra ser só um jantar, mas já tinha virado festa. Eu não duvidava que tinham alguns penetras por ali.
Por sorte a sala de jantar estava menos povoada, e por consequência menos calor.
– Fer... – Leana levantou da cadeira com um sorriso quando me viu. – Quanto tempo garota. – disse me dando um abraço.
– Pois é... – falei. — E ai garotos? – Cumprimentei Joh e Arin com beijos no rosto. – Tem lugar pra mais uma? – perguntei puxando uma cadeira e aceitando uma tequila que a Gena oferecia.
– Claro. Nós estávamos revezando, agora podemos jogar truco de duplas. – disse Arin contente. Resolvi fazer dupla com ele, pra quebrar um pouco o gelo, já que era com quem eu menos tinha conversado até aquele dia.
Jogamos umas duas ou três partidas, depois eu e a Lea resolvemos ir pra sala.
– O que a Michelle tá fazendo aqui? – perguntou ela. – Eu nem vi essa idiota chegando. – Eu ri.
–Achei que era só eu que não ia com a cara dela. – comentei.
– Eu não sei o que deu na Val de trazer ela junto sabendo que você está com o Syn, Fer. – disse Gena se juntando a nos. Parecia que finalmente ela resolvera participar da festa e largar o serviço de garçonete.
– Eu não me importo com isso, desde que ela não fique fazendo comentários infantis. – falei olhando em direção a ela, que agora conversava com uma garota qualquer da festa. Nosso olhar se cruzou, e como a menina não estava lhe dando muita atenção, ela me deu um sorrisinho afetado e foi para onde Matt e Brian ainda conversavam.
– Eu não acredito que ela vai fazer isso. – disse Gen quando Michelle colocou as duas mãos no ombro do Syn e apoiou o queixo nelas.
Brian colocou a mão na cabeça dela fazendo carinho em sua cabeça. Aquilo me deixou puta, eu até dei um passo a frente, mas a Leana me segurou.
– Aí. Acho que ele não reparou que é ela. Olha a cara do Matt. – ela falou. Eu olhei pra ele, e realmente estava fazendo uma careta intrigada, então nosso olhar se cruzou, e ele curvou as sobrancelhas num: “Você vai deixar?”
Eu bufei e dei de ombros, mas então acho que Syn viu que o Matt estava “falando” com alguém, e virou o rosto e se deparou com a Michelle. Brian deu um pulo, e empurrou a biscate pra longe, falando alguma coisa rispidamente, limpando a mão na calça.
Eu e as meninas caímos na gargalhada vendo a cara de decepção da Michelle. Syn olhou pra mim com uma expressão nervosa, e eu dei uma piscada pra ele dizendo que estava tudo bem. Ele sorriu e atirou um beijo.
Matt deu uma risadinha e nosso olhar se encontrou de novo. Dei um gole na minha tequila e me meti no meio de um povo que dançava.
Enquanto dançava, vi que Gates olhou intrigado pra Jhessy que ainda conversava e gesticulava com Lacey. Depois de um tempo Matt falou alguma coisa e eles brindaram rindo.
A musica mudou e eu me empolguei num ritmo mais agitado. Meu olhar encontrava o de Matt a todo o instante, que agora dançava com a Val. Certa hora quando nos encarávamos, Brian me abraçou pelas costas, colocou as mãos na minha cintura acompanhando meus movimentos.
Eu olhei pro Matt e mordi o lábio inferior levantando o braço que eu segurava a taça. Sorri quando Brian me deu um beijo no pescoço ainda olhando pro vocalista que observava nossa dança meneando a cabeça e sorrindo amarelo. Virei-me de frente pro Syn e ficamos dançando.
Logo chamaram pra comer, baixaram o Som e todo mundo parou de dançar. Fomos sentar à mesa, e por incrível que parece, Jhessy estava do nosso lado. Michelle tinha sumido, e as outras meninas sentaram com seus namorados, inclusive, o que me surpreendeu, a Lea sentou com o Arin. Não era novidade, mas eu achei que eles só tivessem se pegado aquela noite da festa, porém, pelo que eu entendi tava sendo sério o negócio.
Quando Jhessy começou a cortar um pedaço de carne no prato dela, Syn olhou intrigado de novo pra ela. Na verdade, pro braço dela.
Tinha uma enorme mancha roxa, e o pulso estava inchado. Tentei disfarçar a cara de “fodeu”, mas sem sucesso.
– Jhess. – chamou. Ela olhou pra ele sem dizer uma palavra. – O que houve com o seu braço? – perguntou ele apontando. Eu abaixei a cabeça e cocei a cabeça, mas não deixei de notar a cara curiosa do Matt para ela.
– Não te interessa Haner. – disse a menina grosseiramente.
Todos os que ouviram se mexeram nas cadeira assustados.
– Tá bom. – disse Brian levantando as mãos como se tivesse encostado em alguma coisa que a choque. Ele se virou e cochichou pra mim: — O que deu nela? Sabe quando me chamou pelo sobrenome? NUNCA. – Eu dei de ombros.
Matt ainda a encarava curioso do canto da mesa, quando seu celular começou a tocar. O Cantor levantou da mesa para ir atender, e quando voltou estava com a cara ainda mais intrigada.
– Jhess... – chamou baixinho, com medo da reação.
– Diga. – respondeu ela sorridente.
– É, o problema é comigo mesmo. – Syn resmungou pra mim.
– Você está escondendo algo de mim? – perguntou Matt à ela.
– Não por que?
– Acho que tá hein?!
– Matthew, qual é o seu problema? – perguntou ela. A mesa estava em silencio olhando de um pro outro como num pingue-pongue.
– Cadê a sua X6?
– Ãhnnn ta na revisão...?
– Tem certeza?
– Mas que porra Matt! – explodiu ela.
– Não foi isso que seu pai me disse. Além disso, você e a Fer sumiram o domingo inteiro e quando aparecem, você está com um braço roxo e a Fer mudou o lado da pulseira. – ele disse olhando fixamente em meus olhos. Eu corei e instintivamente baixei os olhos pra minha pulseira.
Era o único que tinha percebido. Era impressão minha ou ele estivera prestando atenção em mim?
Jhessy deu um suspiro. – Matt, nós fomos assaltadas. – revelou. Eu olhei abismada para ela. Porra. Se fosse pra soltar assim de boa, eu teria me esforçado menos pra esconder.
– E que isso tem a ver comigo? – resmungou Syn. Ele estava indignado.
– Cale a boca Syn. – falei sacudindo a mão.
– Tá tudo errado nessa merda. – reclamou.
– Muito errado! – Jhessy se meteu.
– E eu não falei com você. – Brian falou ressentido.
– EU FALEI, SEMPRE SEI QUANDO VOCE ESTÁ ESCONDENDO ALGO DE MIM JHESSYCA! — Matt gritou.
– Ah quer saber a cor da minha calcinha também, Sanders? – disse ela.
– Ela está com a síndrome Dos Sobrenomes, qual é porra? – Brian murmurou.
– Desde quando você se importa com o jeito que eu te chamo Brian? – Jhessy voltou a discutir com ele.
– Eu nunca precisei você me chamou de Syn a vida toda.
– Pois é, mas você não foi esse cara idiota a vida toda.
Eu não sabia o que era mais engraçado. Se era o Matt furioso, ou a discussão dos dois.
– O que eu fiz pra você Jhessyka? – Syn perguntou amuado.
– Quem eram os caras que assaltaram voces? – Matt perguntou e eu revirei os olhos.
– Matt se contenha. Você acha que os caras não iam estar encapuzados? – falei com cara de tédio.
– Não interessa o que você fez ou deixou de fazer Haner, você...
– JHESSYKA! – Matt berrou.
– MAS O QUE QUE É? – ela berrou também. Gente que escândalo.
– Seu pai acabou de dizer que seu Camaro chegou.
– Que? – ela perguntou se metamorfoseando de um dinossauro pra uma borboleta no cio.
– Seu pai disse que seu Camaro chegou. – repetiu.
– AHHH Matt! – ela pulou da cadeira. – Eu não quero nem saber, você vai me levar lá agora mesmo. – impôs e menina. O vocalista riu e se levantou também.
– Eu não sei por que o Matt faz todas as vontades dela. – Gates grunhiu.
– Brian relaxa, ela deve estar naqueles dias. – falei.
– É, deve ter tomado um Gardenal por engano, que fez o efeito contrário. – eu ri com aquilo. – Diz pra mim que você não fica desse jeito quando está de TPM.
– Na verdade acho que TPM não afeta meu estado emocional. Só meu estomago. Sério, viro chocólatra. – contei.
– Então quer dizer que quando você come Chocolate, a noite não é...
– Isso mesmo. – não deixei ele terminar, sabia que vinha besteira pela frente. Syn me beijou, mas alguém interrompeu colocando a mão no meu ombro.
– Fer se eu não me engano, é pra você vir junto. – disse Matt sorrindo.
– Eu levo ela. – disse Syn prontamente se levantando. – Não vou abandoná-la com aquela despirocada.
Matt e eu nos entreolhamos e levantamos as sobrancelhas.
Despedimos do pessoal, então Joh chegou pra mim: — Cuida pro Syn a Jhess não se matarem. Não sei até que ponto o Shadz é amigo do Brian quando se trata da Jhessyka.
– Deixa comigo Joh. – falei me divertindo. – Aí, vem com a gente. – convidei.
– Tá, vou achar as chaves do meu carro. – disse ele já indo atrás delas.
– Vamos no meu carro anão. – Gritou Brian.
Jhessy passou por nós seguindo o Matt e a Val, e esbarrou propositavelmente no Syn que olhou pra cara dela resmungando pausadamente:
– What-the-fu-ck? – olhou pra mim apontando-a com o polegar. – Essa garota cheirou as meias do Zacky, só pode.
Lacey riu e colocou a mão no ombro dele.
–Cara, ignore-a. Ela tá fora da casinha hoje. – disse ela pegando uma garrafa de tequila e levando por carro.
Eu aproveitei pra estrear o CD do Rammstein. Era engraçado que como era em alemão, ninguém sabia cantar, só dava o coro de nós quatro em:
RAMMSTEIN!
RAMMSTEIN!
Quando chegou uma parte de solo, eu e Johnny começamos a pular dentro do carro acompanhando a batida.
– Parem. – Gates pediu rindo. Eu olhei pra ele sorrindo, coloquei o indicador em seus lábios e aumentei o volume. Lacey se juntou a nós pulando também. É, eu devia estar bêbada. Por que normalmente não fazia essas coisas. Também quase tinha entornado a garrafa de tequila que a Lacey surrupiara.
Mesmo fazendo folia, chegamos antes do Matt em casa. Ele devia estar torturando Jhess, num sermão sobre o assalto. Sei lá.
Não conhecia o Matt tão bem, mas pra mim, era a cara dele dar sermões.
Na rua não tinha Camaro algum, ou melhor, só o Camaro da mãe dela, e a BMW do pai.
– Ah fala sério que é só o Camaro da mãe dela. — falei desapontada. – por que ele tava mesmo na revisão.
Syn encostou o carro, e nós descemos, Logo o Dodge estacionou atrás e desceu uma Jhessy super empolgada. Porém, sua empolgação morreu quando ela não avistou nenhum carro novo. Eu só não tinha entendido o por que de eu ter q ter vindo junto.
– Aí Jhessyka. Gostou do seu Camaro? – Syn perguntou debochado tomando o últimos goles da tequila.
–Vai pro inferno Haner. – esbravejou a menina. E ele riu.
Com isso as luzes da sala se acenderam, e nós prestamos atenção na garagem.
Tinham estacionados, um Camaro Amarelo, e uma Nissan 350Z preta.
– Ai Pai! – ela falou pulando de alegria.
– Gostou dos meu carros Haner? – ela fez uma careta para ele.
– Bonitos. – ele disse me puxando pela cintura me dando um beijo na cabeça. Mal sabia ele que isso só a deixava mais furiosa ainda.
– Nada de Seus. – disse Edward vindo de dentro com um sorriso e dois molhos de chaves. – A Nissan é pra Fernanda. –eu me soltei de Syn boquiaberta.
– Ah... – Jhess suspirou desapontada.
– Egoísta. – Matt chegou atrás dela e esfregou os nós dos dedos na cabeça dela.
– Que tesão seu carro amor, — Brian provocou.
Jhessyka girou os calcanhares me encarando com uma numa expressão impassível. Tudo bem que até eu estranhei dele me chamar de amor, mas se eu não fosse o motivo da rixa dos dois, estaria rindo horrores dessa briguinha.
Bem, como a educação mandava, fui agradecer a Edward e Margareth.
Quando fui falar com Margareth, Jhess chegou na frente e abraçou-a feliz, mas nesse momento a mãe dela me viu de mãos dadas com o Gates.
– É, ela foi mais ligeira. – disse ela séria.
– Mas que diabos, até você mãe! – pestanejou a garota. Syn olhou assustado pra cena. Por sorte não tinha reparado no que tinha havido antes.
– Eu não to entendendo porra nenhuma. –disse ele. – Mas parece que você sabe de algo, que tal me dar uma luz hein? – ele perguntou fazendo carinho no meu cabelo.
– Decididamente não. – respondi – essa sua rixa com ela está me rendendo boas risadas.
– É melhor você não saber cara. – Matt chegou e piscou pra mim. Sério, eu achei que ele estivesse me odiando, mas pelo contrário, parecia também estar se divertindo com a situação.
Deixei o Syn reclamando com o Matt, e fui falar com a mulher. Depois de agradecer a ela, Margareth me encarou seriamente.
– O que aconteceu com seu namorado Andrey? – perguntou. Era óbvio que tomaria as dores da filha.
– Ah. Terminamos, ele é um babaca. – respondi.
– Eu gosto do Brian. – Disse pensativa. – sempre pensei que um dia pudesse chamá-lo de filho. – aquilo me ferveu o sangue. Porra queria me falar alguma coisa, falasse na lata, agora ficar dando letrinha? Então uma idéia me veio à mente. De onde eu tiraria tanta falsidade? Não me pergunte.
Forcei um sorriso mais convincente possível.
– Sério? Que legal, realizou seu sonho né? Agora que sou sua “nova filha” – fiz aspas com os dedos e me afastei. Margareth deu um sorrisinho amarelo e abanou. Por sorte eu raramente via ela.
Não sei de onde eu tinha tido aquela idéia de me fazer de idiota. Eu era péssima pra me desvencilhar de saias justas.
Voltei pro Syn que agora conversava sobre meu novo carro com o Joh.
Passei por eles balançando as chaves e entrei no carro. Liguei o motor deixando a porta aberta. Joh, Brian e Lacey se empoleiraram ali. Deixei em ponto morto e acelerei. Aquele ronco me fez arrepiar, 350Z era meu sonho de consumo.
Saí do carro sorrindo e Matt me chamou. Eu e Brian fomos até a frente da casa, onde ele e Jhessyka estavam. Ela revirou os olhos quando viu Brian e eu.
– Escute, ela tá me dizendo que a mãe dela disse, que ela não vai precisar por tala nisso. É verdade? – perguntou segurando o braço dela.
– Sinceramente Matt, não sei dizer, eu acho que...
– Ela tava no telefone comigo Matt, por isso não ouviu, mas eu escutei pelo celular a mãe dela dizendo que ela tem que por SIM. – Gates provocou rindo. Ela fuzilou-o com o olhar e mandou um dedo do meio.
– Então vamos levar você agora mesmo num médico. – disse Matt.
– Sanders, se você colocar eu vou tirar, entendeu? – ela ameaçou. Tava porreta mesmo.
– Mas o que há com você garota? – Syn explodiu. – Não ganhou hoje?
Ela olhou com raiva pra ele.
– Se eu disser que não você vai fazer o que? Vai dar pra mim? – perguntou ironicamente.
Eu e Matt nos olhamos e caímos na gargalhada. Enquanto Gates ficou sem resposta.
– É Syn... Tem certeza que o problema é com você? – perguntei ainda rindo. – Sério Matt, acho que se ela não colocou até agora, não vai mais adiantar colocar. – falei tentando amenizar a tensão.
Matt deu de ombros.
– Sabe... A Amy vai adorar saber que você se fodeu. – disse rindo.
– Que quer dizer? – Jhess perguntou um pouco mais amena.
– Bem ela vai chegar sábado. – contou.
– Argh! Mas que ótimo, minha vida vai ficar perfeita agora. – grunhiu mal humorada. O que tinha de errado na irmã de Matt estar chegando?
– Nunca entendi por que essas duas se odeiam tanto. Aliás, não entendo mais nada ultimamente. – Brian reclamou.
– Cara, eu só fui ficar sabendo meia dúzia de dias atrás, então acho mais do que justo você demorar um pouco mais pra saber. – respondeu Matt. – se é que você for ficar sabendo. – continuou olhando pra mim.
– Aaaah. – grunhi quando entendi o problema.
Notas finais
e aii? gostaram???
Reviews, muitos????
Beijos
Ok pessoal 27 leitores e 11 favoritos, se não tiver pelo menos os 10 reviews dos favoritos em cada cap vou demorar a postar de novo hein??? hehehe
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