Notas iniciais
*Minha Aika.

-Como ele deve estar nesse momento Berg? –Ricardo disse aproveitando o carinho que o ruivinho fazia em seus cabelos.

-Não sei... Tomara que bem.

-PAI! PAI! – Rodrigo abriu aporta de uma vez pegando Ricardo nu. Berg estava vermelho como um pimentão.

-Bate na porta garoto. –Eram raras a vezes que Berg gritava.

-De-Desculpa. –Só depois dessa palavra os pais puderam percebem quem estava ali. Rodrigo tinha chegado quando? E porque estava com cara de choro?

-Rodrigo o que você andou fazendo? –O ruivinho disse preocupado.

Rodrigo ignorou a pergunta do Ruivinho e apenas lhe lançou um olhar. Depois ele voltou seu olhar para Ricardo, o mesmo se assustou, mas logo estava olhando nos olhos de Rodrigo.

-Que foi Rodrigo? –Ricardo falou frio.

Rodrigo respirou fundo.

-Vamos acabar com os Vaz. –O moreno falou com tanta fúria que sãs mãos estavam formadas em punhos.

Ricardo sentiu sua cabeça esquentar.

-Como é?

-Vamos acabar com os Vaz! Eu te ajudo, não deveria ter nunca te deixado na mão. Você... Vocês são minha família e eu vi que eles são o que vocês diziam e...

-O que ela fez com você?

-Não importa...

-O que ela fez Rodrigo?

-Ela... Beijou o Felipe.

O moreno disse com as sobrancelhas juntas de raiva. Ricardo saiu da cama e pegou uma cueca no chão, vestiu. Foi até seu irmão olhou nos seus olhos e lhe deu um murro tão forte que fez Rodrigo cair no chão do corredor.

-NÃO ME IMPORTO SE ELA TE TRAIU OU SE TE MAGOOU. VOCÊ ME CONVENCEU A PERDOAR OS VAZ E FOI ISSO QUE EU FIZ... EU OS PREDOEI E NÃO VOLTAREI ATRAS POR SUAS CRIANCISSES. –Ricardo disse fechando a porta do quarto e deixando Rodrigo no chão com os olhos arregalados.

A verdade estava na cara de Rodrigo. Ele estava com raiva de Aika e não dos Vaz, não tinha direito de interferir na paz. O vento passou e revelou uma casa cheia de gente, mas vazia para Rodrigo. Ele estava sozinho, não se encontrava mais parte dessa família. Tudo por culpa dela. O enfeitiçou e o fez ir contra os seus, para seus objetivos... E agora o abandonou para ficar com seu playboyzinho. Rodrigo nunca perdoaria a japinha, ele iria se vingar... Não prejudicando os Vaz, mas iria se vingar.

Rodrigo limpou o sangue da boca com a costa da mão e saiu em direção à porta.

Xxx

Aika andava de um lado para o outro querendo se acalmar. Felipe nem se importou para ele essa situação iria se resolver, mais cedo ou mais tarde.

Ai ai gasa no naka de komotta kanjou mo sunao ni tsutaenai mama ♪

-Alô? –Aika disse rapidamente ao celular.

-Aika... É o Rodrigo.

-Rodrigo. Meu bem me escute não estou com Felipe, foi um mal entendido.

-Claro que foi Aika. Aquele beijo que eu vi foi uma alucinação.

-Você tem que acreditar em mim... Onde está? Venha pra casa eu te explico tudo.

-Eu ir pra SUA casa? Não Aika... Faremos melhor venha me ver.

-Onde você está?

-Na praça de sempre, vou estar te esperando no meu carro e te levo a um lugar.

-Rodrigo mais já são oito e meia da noite eu não posso sair assim.

-Você já veio me ver a meia noite, oito e meia não é nada. Venha rápido.

-Ok.

Imediatamente Rodrigo desligou o telefone. A japinha estava com uma sensação horrível, não sabia o que fazer... Ela confiava em Rodrigo e acreditava que ele nunca a machucaria, mas... E se quando estivesse com raiva ele a machucasse?

Aika respirou fundo, calçou seu tênis e correu em direção a porta.

-Aonde você vai Aika? –Felipe disse, ele estava sentado na escada.

-Tenho que sair.

-Rodrigo?

-Sim.

-Boa sorte.

-Não vai me impedir?

-Você é dele, o que eu poderia fazer?

-Te amo primo.

-Eu também Aika... Eu também.

Deixou um sorriso pra trás com Felipe e continuou o caminho com uma cara de preocupação. Chamou o motorista da tia e pediu para ser levada até a praça nunca esteve tão nervosa.

-Chegamos senhorita. – O motorista disse abrindo a porta do carro para Aika.

Então Aika viu... Rodrigo estava lindo, como nunca esteve. Com uma calça frouxa que mostrava um pouco da cueca preta e o tórax nu, estava com o cabelo desarrumado e uma expressão seria no rosto. Rodrigo estava encostado de costas no próprio carro olhando para frente.

Aika foi devagar imaginando o que Rodrigo poderia fazer.

-Rodrigo? –A pequena menina disse quando chegou perto, especialmente hoje ela parecia mais baixa que ele.

-Aika minha pequena... –O moreno disse chegando perto da menina e a fazendo encostar de costas no carro. Imprensando o pequeno corpo contra o seu, segurando uma das suas mãos pelo pulso e com uma mão na bochecha da japinha.

-Ro-Rodrigo... –Aika tentou dizer, mas foi interrompida por um olhar lascivo do maior.

-Cala a boca... –Ele disse alto encostando a testa na testa da menina.

-Você está me assustando. –Aika disse baixinho.

-Vou te assustar muito mais. – Rodrigo disse com um sorriso perigoso. –Entra no carro Aika!

A menina respirou fundo quando o moreno entrou no carro, ela estava tremendo. A mesma andou lentamente e entrou no carro no banco de trás, no mesmo segundo em que ela fechou a porta, Rodrigo saiu com o carro.

Um silencio dominava o lugar.

Eles chegaram em um prédio e sem muita enrolação subiram até o terraço como Rodrigo queria. Aika nunca teve tanto medo de Rodrigo.

-Chegamos! –O maior disse com um olhar triste.

-Rodrigo... Você me deixaria explicar o que aconteceu? –Aika tentou começar mais foi empurrada com brutalidade no chão.

O pequeno corpo bateu contra o chão frio e Aika ficou paralisada com a expressão de Rodrigo, nunca tinha visto uma expressão tão triste em seu rosto. Ele segurou as duas mãos de Aika em cima da cabeça da mesma e lhe deu um beijo profundo e cheio de sentimentos. Quando finalmente parou o beijo e viu a pequena respirando forte com os olhos semicerrados e a boca entreaberta, ele teve mais raiva ainda, raiva por ela não ser sua. Como num impulso, só com uma mão Rodrigo rasgou a blusa de Aika deixando sua pele branca à mostra.

-Não... Rodrigo... Solte-me. NÃO! PARA!

-Aika... Esse é meu último desejo... Eu prometo que vou sumir da sua vida... –Lágrimas caíram dos olhos de Rodrigo e passaram para o rosto de Aika. –Simplesmente deixe que eu seja o seu primeiro... É só isso que eu te peso... Eu te amo com todas as minhas forças... Não quero te forçar a nada, sei que ama aquele imbecil playboyzinho, mas só por essa noite nessa cobertura... Não me peça pra parar. –Rodrigo falou entre soluções e ao final de suas palavras deu um beijo demorado em Aika e soltou suas mãos do aperto.

Rodrigo estava com tanto medo da resposta da menina, ele chegava a não se importar. Ele a amava mais do que tudo e queria esse momento, já que não poderia tela pra si.

-Eu te amo. –Rodrigo disse beijando as bochechas de Aika devagar.

E então como num sonho Aika cedeu à pessoa que amava e decidiu deixar a explicação pra depois, ela não tinha tempo para falar, não tinha cabeça para falar com aquela situação tão intensa. Ela simplesmente se limitou a arranhar e marcar as costas de Rodrigo.

Quanto mais beijava e tinha aprovação de fazer o que quiser com Aika mais triste Rodrigo ficava, ele sentia que estava acabando, não conseguia sentir que o que Aika queria era mostrar que amava só a ele.

Uma brisa gelada atingiu Aika ao mesmo tempo em que uma luz forte incomodava seus olhos. Aos poucos ela acordou e quando se lembrou de tudo o que aconteceu se percebeu sozinha na cobertura, coberta por um lençol que tinha o cheiro de Rodrigo.

Notas finais
Awn Awn *--*