Notas iniciais
Bateu a porta atrás de si. Jogou-se na cama.

Como eu odeio!

Afundou o rosto no travesseiro, chorando.

Odeio gostar de você!

A porta se abriu.

- Tá chorando, Helena?

- Sai! – gritou, jogando o ursinho, inutilmente, pois ele fechou a porta antes de ser acertado, abrindo-a novamente em seguida. – Não acertou, criança!

E fechou.

* * *

Deu uma última olhada no espelho e deixou o quarto.

Na escada, enquanto ela descia, seu irmão subia. Ignorou-o.

Ele a segurou pelo pulso e perguntou:

- Aonde vai?

- Não interessa.

Soltou-se e desceu um degrau, quando ele a segurou novamente.

- Não fala assim comigo! Aonde você vai?

- Só devo explicações ao papai, me solta!

- Ah, é? Então venha se explicar a ele.

Desceu a escada, puxando-a pelo pulso.

- Eu já falei com ele.

Gerard ignorou-a, continuou puxando-a até a cozinha.

- Olha, pai, essa menina mal criada vai sair. O sr. sabe para onde?

- Sim, ela vai ao cinema.

- E o sr. sabe com quem?

- Com o filho do sr. Iero.

- Pode me afirmar que eles vão ao cinema?

- ...

- Ela disse coisas feias para mim agora de pouco, quando eu subia a escada.

- É mentira!

- Ah, o sr. sabia que ela morre de amores pelo Frank Iero?

- E se eu gostar dele? O problema é meu!

A campainha tocou. Helena livrou-se da mão forte de Gerard e deu alguns passos, pronta para sair.

- Não vai, não! – gritou o irmão, puxando-a novamente.

- Bom, mocinha, vou dizer ao Frank que a srta. não pode ir.

- Pai! O sr. vai dar ouvidos a ele? Nós já tínhamos conversado sobre isso!

- Pára de gritar com o seu pai, menina! — disse Gerard, bravo.

O sr. Way deixou a cozinha.

Helena começou a chorar.

- Idiota!

Correu para seu quarto.