Eu Não Pretendia Me Apaixonar - 2° Temporada
2 2x02 Esclarecimento de fatos
Notas iniciais
harry_gatinho@hotmail.com acabou de entrar
É claro que Gina não o chamou. Afinal, ele é que queria falar com ela. Abriu seu msn e riu com ela mesma ao ver osubnick de Harry.
”Apanhar de uma garota, perder a memória e levar uma frigideirada... Não é para os fracos.”
Então, um sorriso ainda maior apareceu em seus lábios e seu coração pareceu disparar. Uma janela começou a piscar.
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
* ooooi meu amoooooor! *-*
Ginny Weasley :)
* Oi.
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
* noossa, vlw (y)
Ginny Weasley :)
* que isso, foi nada. :)
* a propósito, fala logo que eu fiquei de ligar pra um amigo.
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
* amigo? quem? eu conheço? SÓ AMIGO MESMO?? :@
Ginny Weasley :)
* É, um amigo. Por enquanto, haha! ;) E não te interessa quem é, vai lá com a sua Chonga, vai! :*
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
* Chonga?
* AAAAH SAQUEI!
* UAHUSHAUSAHUSHASUAHSUAHSUAHSUAHSAUSHAUS EU RI ALTO
* mas é sério ow, não dá pra ficar longe de você :/ não consigo :/
Ginny Weasley :)
* percebi. Ouvi sua risada daqui. ._.
* Haha, eu sei que você me ama ;)
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
* amo e eu odeio isso.
* sl... é tipo... eu nunca pensei que gostaria de você assim mas agora eu só to me sentindo um troxa por ter te deixado brava ou ter beijado outra enquanto tava com vc... talvez você nem me dê outra chance, mas eu precisava te contar. Eu te amo e amo mtmtmtmt ):
Ginny Weasley :)
* hum...
* legal.
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
* af ¬¬´ dá pra sair um pouco da defensiva?
Ginny Weasley :)
* não =)
* Harry?
* Harry? Tá aí ainda?
* Haaaaaaaaaaaaaaaaarry?
Harry – CC 2x0 MW CHUPAAAAA!
*só... abra a porta.
Gina releu aquelas palavras por alguns minutos, não entendo absolutamente nada. Ele havia parado de responder e então manda um “abre a porta”.
— É SÉRIO GINA, ABRE A PORTA, TO COM MUITO FRIO! – Ela ouviu ele dizer do corredor.
Ela revirou os olhos e tirou o notebook de seu colo. Levantou-se junto com o cobertor, passou-o pelas costas e foi até a porta, destrancando-a e finalmente, abrindo-a.
Harry estava lá parado apenas de samba canção. Dois vergões no estomago dele que haviam sido resultado dos socos que Gina havia distribuído. Em seu rosto, acima da sobrancelha estava roxo e sua boca com um pequeno corte.
Atrás dele, ela viu a sala escura com apenas a TV ligada. Um cobertor no chão e ligado a tomada estava um fio esticado que ia até o notebook, que estava próximo da porta.
— Oi. – Disse ele, apenas.
Gina apenas cruzou os braços e se apoiou no canteiro da porta. Bocejou e não respondeu – apesar de sentir que a qualquer momento seu coração iria sair pela boca.
Não precisa dizer nada. – Começou ele – Apenas balance a cabeça positivamente, ou negativamente, ok?
Gina balançou a cabeça negativamente, mas ele riu.
— Ginny... Sabe quando seu coração dispara só de você lembrar do beijo de alguém? – Ele perguntou, e a menina balançou a cabeça positivamente – Ou então como... É bom lembrar-se das tardes em que você passou com essa pessoa e um sorriso abrir em seu rosto, assim, espontaneamente...
Novamente, ela balançou a cabeça positivamente. Ele continuou, dando pequenos e curtos passos até ela:
— Sabe quando a gente sente que tem obrigação de fazer uma outra pessoa sorrir? Quando queremos apenas fazer com quê ela deite em nosso colo enquanto acariciamos seu cabelo e seu rosto, sem nenhuma maldade, apenas por ternura...
Mesmo que ele não tivesse perguntado, mesmo que ele já estivesse tão próximo dela que seu hálito chegasse a bater no rosto gélido da garota, ela concordou com a cabeça.
— Se você sabe, quero que saiba também que é exatamente assim que eu me sinto em relação a você. Eu fui fraco, a carne falou mais do que a razão e sei que você pode ligar pra esse seu amigo e esquecer de mim... Mas, eu tenho que correr atrás de quem eu amo, não é mesmo? – Ele sussurrou.
Gina riu.
— Harry, você é perdidamente apaixonado por mim e me ama mais do que tudo, vai, confessa! – Ela riu novamente, segurando o rosto dele com as mãos suavemente.
— Ah, vai nessa. – Ele revirou os olhos antes de puxá-la pela cintura e juntar seus lábios ao dela.
No momento em que os lábios de Harry tocaram os lábios da garota, ela se esquecera completamente porque estava brava.
Era sempre assim. Gina poderia estar soltando fumaça pelas orelhas de tão brava, mas era só Harry tocar nela ou dizer alguma coisa que ela amolecia. Que a raiva dela se transformava em carinho.
Seu corpo reagia aos toques dele da pior forma; ele devolvia as carícias.
Ela queria muito acabar com aquilo e dizer que iria castrar Harry, mas era mais forte que ela. Era algo inexplicável que derretia quando Harry chegava.
Ela passou as mãos envolta do pescoço dele e o puxou para mais perto.
Se ela não tinha capacidade de resistir, teria de aproveitar cada parte de Harry.
Ele fechou os braços envolta da cintura dela e pediu passagem com a língua e foi aceito, tornando o beijo mais sensual do que antes.
Harry não entendia essas coisas dentro dele. Ele nunca havia corrido atrás de uma garota desse jeito, apenas de Cho mas não queria lembrar-se dela naquele momento.
Gina tinha algo que deixava Harry tão bravo e tão nervoso que ele sentia que seu corpo tinha de estar junto ao dela. Era exatamente como dois imãs.
Por mais distante que eles estivessem, ele sempre seria atraído por ela. Ele sempre iria atrás dela, mesmo com as brigas e mesmo detestando-a.
Ele parou de beijá-la e ainda de olhos fechados, sussurrou:
— Eu te odeio vinte quatro horas por dia, 59 minutos e 50 segundos. Nos últimos dez segundos eu te amo, e é isso o que prevalece no final das contas.
Harry juntou novamente seus lábios nos dela, mas foi apenas um selinho.
— Eu estou com frio. – Sussurrou ele novamente, fazendo com quê os dois dessem risada.
— Vai guardar o notebook, pega uma roupa e dorme aqui, comigo, hoje? – Pediu ela, fazendo um bico e depois rindo.
— Tudo bem. – Disse ele e lhe deu mais um selinho.
...
— Ah, mas ela tá se achando demais com o Vitinho, não é? – Perguntou Ron das escadas para a entrada da grande AH3 no primeiro dia de aula, junto de Gina, Luna, Draco, Harry e Simas.
Hermione estava descendo da moto junto com Vítor enquanto novamente, os olhares curiosos acompanhavam-nos.
— Ron, eles estão namorando! Na-mo-ran-do! Quer o quê? Que ela venha a pé quando pode vir de moto? – Perguntou Gina, suspirando.
— Mas ela não era assim, ela tá muito metidinha com aquele ogro. – Retrucou o irmão – Mas... O que é aquilo? – Ron arregalou os olhos.
Hermione havia cumprimentado Cormac com um pequeno selinho, que não pareceu ser surpresa para o garoto e nem para Vítor.
— Eles terminaram, não te contei? – Perguntou Harry à Gina.
— Não... Mas que droga! Ela é minha melhor amiga! – Bufou Gina e nada contente com aquilo, deu as costas e entrou no colégio.
Gina! – Falou Harry, indo atrás da menina.
— Será que o Colin já chegou? E Neville? – Perguntou Luna e sem esperar resposta, também adentrou a escola.
Draco foi atrás dela.
— Vamos entrar. – Murmurou Ron para Simas.
Hermione sorriu com aquilo. Ron havia olhado para ela de um jeito que ela se sentiu até quente com a raiva que havia no olhar dele.
Ele estava morrendo de ciúmes.
— Obrigado, Cormac. – Agradeceu Hermione.
— Não há de quê. Sempre que precisar que eu a beije... Sabe... – Ele lhe jogou uma piscada e saiu em direção aos seus amigos.
Hermione se virou para Vítor, que parecia um pouco irritado.
— Ainda estamos “namorando”, não é? – Ela perguntou.
— Sim, estamos. – Disse ele, indiferente. – Mas, não entendi essa sua história de querer que o ruivo veja você na “ativa”.
Hermione riu enquanto andava em direção as escadas do colégio.
— Eu sempre fui muito difícil. Principalmente com Ron. E eu quero que ele veja como eu estou melhor sem ele. Como eu estou ótima sem ele. Quero que o coração dele doa tanto quanto o meu doeu. – A voz dela não era normal. Não parecia ser Hermione que estava dizendo aquilo.
Vítor ficou quieto e passou o braço envolta da cintura dela, enquanto eles entravam no colégio.
...
Luna descia rapidamente as escadas quando trombou com alguém, logo que olhara pra cima percebeu quem era.
-Não deixe nada de suas coisas comigo tudo bem?- Ela falou de lado olhando Draco. A verdade é que ela tentava ignorar ele desde o ultimo encontro deles. Uma nova irmã, Luna e Lucy. Tudo isso tinha a confundido. Ela só queria esquecer ele.
-Podemos conversar?- Ele falou entregando os cadernos a ela.
-Na verdade, não.- Ela falou em sussurros e saiu dali.
...
Hermione passava pelos corredores quando passo o olhar para as escadas.
Ao lado da escada, estava Ron e Simas conversando com Lavander e mais duas garotas. Hermione conhecia apenas uma, a outra parecia ser mais nova. Com certeza estava no primeiro ano. Ron olhava particularmente para essa garota.
Ela tinha cabelos bem cumpridos e muito claros, quase branco; um belo corpo e olhos bem azuis.
Alguns de seus traços eram iguais aos de Lilá, provavelmente eram parentes.
Hermione desviou o olhar sinal bateu e como mágica, o corredor ficou vazio.
Ela andava apressada para o segundo andar, na sala de química.
Até que na sua frente, parou Ron e ele parecia decidido.
— Precisamos conversar. – Disse ele.
— O que... Me solta! – Ela gritou assim que ele a puxou pelo braço para dentro de uma sala vazia.
Ele levou Hermione até uma das mesas e depois voltou, trancando a porta.
— Me deixa sair. – Disse ela levantando-se da cadeira e indo até a porta, tentando abri-la.
— Não até nós conversarmos. – Ele cruzou os braços e empurrou a porta quando Hermione a abriu.
— Se você não me deixar sair eu... Eu vou gritar. – Ela cruzou os braços também.
— Hermione, nós precisamos esclarecer os fatos! – Insistiu ele.
Hermione nada disse. Ela apenas gritou.
— SOCORRO! SOCORRO!
— Hermione, cala a boca! – Disse ele, parecendo atordoado e tentando colocar a mão na boca dela.
— ME PRENDERAM AQUI! SOCORRO! TEM UM TARADO COMIGO! SOCORRO! – Ela ainda gritava, parecendo entediada com toda aquela situação.
— Hermione, por favor! – Pediu ele.
— AH! SOCORRO! ME AJUDEM! – Fingiu ela, abrindo a blusa e segurando o riso. Depois soltou seu cabelo e o bagunçou.
Ron se perguntou se mandaria ela calar a boca ou a agarraria. Então, ela pegou no braço dele e deu muitos tapas.
— Sua louca, para com isso! – Pediu ele, tirando o braço.
— MEUS PEITOS, TIRA A MÃO DOS MEUS PEITOS! SOCORRO! – Ela gritou novamente, depois soltou algumas risadinhas.
Ron abriu a boca para falar, mas a porta atrás dele fora arrombada, fazendo com quê ele caísse no chão embaixo da porta de madeira. Hermione fingiu-se desamparada e ofegante. Correu para Simas que havia arrombado a porta.
— Você está bem? – Ele perguntou, abraçando-a.
— Sim... Se você não tivesse chegado... Ah! – Fingiu ela, e fez uma expressão chorosa.
Ron estava totalmente coberto pela porta abaixo dele, e isso não ajudou a Simas a reconhecê-lo.
— Quem foi? Por que está de baixo da porta? – Ele perguntou para Hermione, passando a mão envolta da cintura dela.
— Não interessa quem foi, me tire daqui, por favor. – Pediu ela, empurrando Simas para fora da sala e então, olhou para a porta. – Você pode voltar daqui a cinco minutos para vê-lo. – Ron, mesmo totalmente machucado e meio tonto, sabia que aquilo havia sido um aviso para que ele saísse de lá.
— Mas... E se ele voltar a tentar agarrar você? – Perguntou Simas, olhando novamente para a porta.
— Eu tenho certeza de que você aparecerá como o Super-Homem para me salvar. – Brincou ela – Quer me acompanhar até a sala da química?
— Claro, é minha aula agora. – Ele deu de ombros e dando uma última olhada para o que quer que fosse que estivesse embaixo da porta, os dois saíram.
Ron esperou até não ouvir mais passos e com muita força saiu de baixo da porta – murmurando alguns palavrões horríveis –, levantou-se e limpou a roupa.
— Aquela... Urgh! – Bufou ele e abaixou-se para levantar a porta.
No momento em que a porta foi erguida, ela caiu novamente. Fora da sala, estavam McGonagall e o zelador Filch.
A vice-diretora parecia muito nervosa com aquela situação, tanto que parte do seu rosto estava vermelho e seus olhos estavam contraídos.
Filch sorria com satisfação, provavelmente por ter pegado um aluno no “flagra”.
— Na minha sala. Agora. – Disse a mulher e esperou até que muito atrapalhadamente Ron colocasse a porta encostada na parede. – Filch, arrume essa porta. Weasley, venha comigo.
Ron não disse absolutamente nada, apenas a seguiu.
Fale com o autor