Eu E Meu Chefe

3 Capítulo 3 - Uma verdade, um aumento.


— Oi Lena – Klaus disse me medindo. – Você está linda. — Elogiou.

— Obrigado Klaus, Caroline. – Eu disse mandando um olhar mortal pra ela que agora sentava do meu lado com cara de cachorro sem dono, dizendo “Desculpa” sem som.

— Trouxe biquíni? – Damon perguntou me olhando sério.

— Por que você está tão preocupa com o meu biquíni? Mais que coisa! – Indaguei irritada e ele permaneceu me encarando na espera de uma resposta. – Talvez. – Respondi revirando os olhos.

— Ótimo. – Ele disse com um sorriso vitorioso nos lábios e dando partida no carro. O caminho foi animado com uma musica alta e eu e Carol berrávamos as letras da música, enquanto Klaus acompanhava nos refrões e Damon cantava sem som. Chegamos rápido lá, peguei minhas bolsas, Caroline as dela, assim como Klaus e Damon, vi ele entregando a chave do carro para um homem, eu ri da cena, Damon quase chorava ao entregar a chave do carro para o moço.

Entramos no Navio e logo na porta a moça entregou uma chave única pra mim dividir com Caroline. Entramos e logo achamos um corredor bem movimentado e longo, olhei os números 299, 300, aqui 301! Parei e abri a porta de vagar, e Caroline atrás de mim dava pulinhos ansiosa.

O quarto era enorme, duas camas de cada lado e tudo em tons de Dourado e Vermelho, tinha um tipo de armário para guardar malas e um banheiro pequeno, mas bem bonito. Mal dava pra acreditar que estávamos em um Navio. Caroline logo colocou o biquíni e me obrigou a colocar o meu, mas preferi colocar com um short e uma regata branca, se eu quisesse entrar eu tirava aquela roupa e entrava. Discuti com ela sobre ela ter ido me buscar com o Salvatore, não queria que soubesse onde eu morava, bastou ele descobrir meu número e passou a me ligar todo dia pra tirar uma com a minha cara, o que ele não faria sabendo onde eu moro? Vou acabar acordando um dia e o prédio vai estar pegando fogo.

Subimos e deitamos em algumas cadeiras que estavam ali, e de repente o sol, sim o sol sumiu! Abri meus olhos de vagar e uma perna branca por de baixo dos óculos, e subi com os olhos de vagar, vendo uma sunga o que me fez morder os lábios, e um peitoral muito forte e sexy, quando finalmente chegou no rosto, era o Damon. O Damon. Da pra imaginar a minha indignação com isso?

— Gostou do que viu? – Damon perguntou sarcástico.

— Não, mas sabe do que eu gostaria? De que você saísse da minha frente, esta atrapalhando o meu sol. – Eu disse me ajeitando na cadeira, virando a cabeça pro lado, e fechando os olhos, senti braços fortes me puxarem abri os olhos no impacto enquanto a pessoa me colocava em seu ombro. Foi rápido de mais para que eu pudesse raciocinar quem era, antes que eu pudesse reclamar senti a água gelada bater contra meu corpo. Subi puxando o ar de forma desesperada, encarei Damon enfurecida.

— Seu Idiota! – Eu berrei demonstrando minha raiva e batendo em seu peito, Damon era um imbecil, um verdadeiro babaca, eu o odiava com todas as minhas forças. Uma risada me chamou a atenção me virei e encarei Klaus e cruzei os braços.

— Vai ficar rindo da minha cara mesmo? — Indaguei de mal humor.

— Desculpa, quer ajuda Darling? — Indagou deixando suas covinhas visíveis. Assenti segurando sua mão estendida.

Klaus me ajudou a sair da piscina, fomos beber um suco e conversamos sobre coisas diferentes, Klaus era um cara legal e eu só não tentava alguma coisa com ele, por que Caroline estava super afim dele. Eu e Klaus demos um jeito de fugir sem que Caroline ou Damon visse e fomos para o quarto dele e do Damon, ele trouxe garrafas de bebidas e bebemos no gargalo enquanto ouvíamos as musicas que seu celular tocava. Eu já estava pra lá de bêbada, assim como Klaus, eu dançava sensualmente perto dele, envolvi meus braços em seu pescoço, segurava a garrafa com uma das mãos. Ele colocou as mãos em minha cintura e acompanhava meus passos bêbados.

— Ei, ei, Lena vai com calma, estamos bêbados, e eu não quero fazer nada de que se arrependa amanhã. – Ele praticamente sussurrou com um sorriso a mostra, como eu adorava aquelas covinhas, sem forçar nada e me entregando ao momento, eu o beijei, e ele correspondeu. Minha cabeça latejava, e meu corpo acompanhava o corpo dele, minha língua travava uma guerra com a dele, e então alguém abriu a porta o que fez a gente parar de se beijar e olhar em direção a porta. Damon estava parado e nos encarando incrédulo. Ainda estávamos abraçados, então nos separamos e eu passei a mão sobre a boca, pegando a garrafa que eu havia derrubado e fui saindo do quarto sem olhar para trás, deitei na cama e apaguei.

Acordei com uma loira chata e escandalosa sentada e emburrada na minha frente, suspirei. Flashes do que aconteceu na noite passada com Klaus foi invadindo minha mente, e eu sabia exatamente por que Caroline estava daquele jeito. Levantei e a olhei, passei as mãos nos olhos e foi só ai que percebi que ela chorava.

— Como você pode fazer isso Elena? Você é minha amiga. Minha melhor amiga. – Ela sussurrava enquanto as lágrimas invadiam seus olhos, minha cabeça estava doendo muito, não me deixava pensar direito.

— Desculpa Caroline, eu estava bêbada, não fiz de propósito. – Declarei me levantando e indo até sua cama, me sentando ao seu lado, ela me abraçou e chorou escandalosamente em me peito.

— Ele gosta de você Elena, eu sinto. – Ela disse entre soluços.

— Shh... Foi só um beijo, não significou nada pra ele, muito menos pra mim. Calma. – Eu a consolei. Ficamos ali um tempo, até ela parar de chorar. Tomei um banho e coloquei um vestido preto, um pouco acima do joelho colado ao corpo, deixei meus cabelos soltos, coloquei um salto preto, peguei meu óculos escuros e logo veio Caroline. Com um vestido rosa claro, acima dos joelhos e grudado ao corpo, um salto branco lindo, e veio em minha direção com um sorriso enorme, colocou os óculos e saímos do Navio, Damon nem si quer olhou na minha cara e Klaus pediu desculpas sem ter feito nada, por que quem o beijou fui eu. Estávamos no carro que Damon alugou, Ele dirigia e Carol e Klaus estavam atrás e eu no passageiro, o silêncio reinava até que Klaus quebrou o silêncio.

— Damon, você contou pra ela? – Klaus perguntou sério.

— Eu iria contar ontem, mas preferi não quebrar o clima. – Disse sorridente.

— Contar o que, pra quem? – Perguntei séria.

— Bom, Elena... – Carol Começou, eu a olhei seria e ela fez uma careta. – Damon, conta você, quem arrumou tudo isso foi você. – Ela disse nervosa.

— Contar o que? – Persisti de mal humor.

— Bom Elena, não surta por que não tem volta. Não tem trabalho em Ohio, Eu acabei de voltar de férias e você sabe que o Chefe não me deixaria sair. Klaus veio comigo por que achamos que se ele visse o pai dele ia ser menos chato.

— Estamos indo para a casa do Damon, Elena. – Carol completou.

— Comemorar os 42 anos de aniversário da mãe dele. – Klaus falou sorridente. Eu não conseguia dizer nada, pior do que viajar a trabalho com o Damon? Viajar com o Damon para a casa dos pais dele.

— Você sabia disso Carol? – Falei quase como um sussurro. Ela assentiu e eu me ajeitei no banco olhando pra frente, Damon me olhou e voltava para a estrada, ele fez isso algumas vezes até soltar um suspiro.

— Qual é Elena, não é tão ruim, é aniversário da minha mãe, eu não podia faltar, e você viu o Chefe falando, se você não viesse eu também não vinha.

— Ah Claro Damon, o que você vai dizer pros seus pais? Que eu sou uma amiga de infância? – Rosnei.

— Não, direi que você é minha namorada e a Caroline é namorada do Klaus. – Eu e Caroline arregalamos os olhos e dizemos um sonoro “não”.

— Qual é Caroline não complica. — Pediu o moreno.

— Eu até posso desistir de ligar para Mikael em consideração com a sua mãe. Mas eu não vou ser sua falsa namorada, eu posso ser a prima do Klaus. – Indaguei, eu não estava ouvindo aquilo.

— Elena, Klaus é meu amigo desde pequeno, minha mãe conhece sua família inteira, desde os distantes até os mais próximos, você quer que eu diga o que? “Ah mãe, ela é prima distante, faz dois meses que eles se conheceram.”. – Ele me olhou como se a frase fosse ridícula, fiz uma cara de “Obvio”. – Não! Por que o Klaus levaria a prima que conheceu há pouco tempo para minha casa? Não faz sentindo, deixa de ser teimosa. – Eu cruzei os braços, e mandei um olhar mortal para Caroline, aproveitei pra tirar um aproveito disso tudo.

— Ta legal, mas eu quero duas semanas de folga, e um aumento quando voltarmos. – Ele assentiu e sorriu vitorioso.

— Quanto de aumento? – Ele disse dividindo a atenção para mim e para a estrada.

— 1.000 Reais. – Indaguei e ele arregalou os olhos enquanto Klaus gargalhava e Caroline segurava a risada.

— O que? Não, 2 semanas de folga e 500 reais de aumento. – Ele respondeu, até parece que eu iria desistir.

— 900! – Falei autoritária. Ele estacionou o carro em uma garagem grandiosa.

— 600.

— Ok, então procura outra namorada falsa Damon. – Gritei e sai batendo a porta do carro e indo para o porta mala pegar minha bolsa.

— Ta bom, duas semanas de férias, 3 horas de almoço e 850 de aumento, ta legal? – Ele sussurrou desesperado.

— Fechado. – Disse pegando em sua mão.

— Eu faria por 1.000 – Ele disse sorrindo sarcástico.

— E eu faria por experiência. – Indaguei sorridente e peguei minhas coisas esperando Caroline, e vendo que ele me observava incrédulo. E lá vamos nós conhecer a família de um Salvatore Folgado.