Eu E Meu Chefe
26 Capítulo 26 - Emily
Notas iniciais
Nove meses já se passaram, Caroline teve seu filho de 8 meses, o garotão é bem agitado, da um trabalho danado, vira a noite acordado e passa o dia dormindo, ta deixando Klaus e Caroline malucos. Eu me resolvi com ela logo depois que fomos para casa do Damon, no inicio foi estranho dividir a casa com Caroline, Klaus e Damon, mas apesar de tudo eles eram bem atenciosos, uma vez de madrugada para não acordar Damon levantei e ia comprar a Pizza de abacaxi que me enchia os olhos, eu estava com apenas 4 meses foi logo depois de descobrirmos que meu bebê era uma menina, Damon surgiu sabe-se lá da onde e brigou comigo e foi atrás da minha pizza. Klaus atendia os desejos de Caroline com muito medo, eu tinha muitos desejos de comidas estranhas como Purê com Ket Chup e Mostarda ou Pizza de Abacaxi um vez cheguei a comer Pudim de Jaca e apesar do gosto horrível eu ainda sentia a necessidade de continuar comendo, Caroline já era diferente de mim, no começo não comia nada, depois passou a comer coisas estranhas, tinha vontade de comer papel, o que obrigou Klaus a ir atrás de papel comestível, ela chegou a querer comer pedra temperada... Claro que Klaus arrumou uma forma de tirar aquilo da cabeça dela transformando essa vontade em uma mais leve... e com um gosto melhor. Eu me sentia insuportável, brigava com Damon a toda hora, por qualquer coisa, a casa de fato parecia que ia explodir, era Caroline chorando e eu brigando com todo mundo, pelo jeito essa menina que esta dentro de mim é bem estressadinha. Assim que voltamos decidi contar para minha tia que estava grávida, ela ficou tão feliz como nunca havia visto antes.
— Está pronta Senhorita Gilbert? – O médico perguntou me tirando dos pensamentos que me rondava, assenti com a cabeça, lá estava eu, prestes a ter minha filha, Damon segurava minha mão firmemente e muito nervoso, bem mais que eu, apesar de ser meu primeiro bebê eu não sentia dor nem nada do tipo, eu só vim parar aqui por que Caroline insistiu disse que não era por que eu estava grávida que fazer “xixi”na calça era normal, eu não tinha noção de que era minha bolsa rompendo.
— Ta tudo bem Damon, eu, você e Emily vamos ficar bem. – Sim o nome da nossa filha iria ser Emily, para chamar de Emy. Acariciei sua mão que estava sobre a minha e ele sorriu nervoso.
— Eu sei que sim. – Sorriu de volta, os médicos ficaram em volta de mim e o momento seguinte foi o momento mais angustiante da minha vida, apertava firmemente a mão de Damon sabendo que poderia estar machucando ele, até que o chorinho fino encheu a sala fazendo toda aquela dor do parto valer a pena.
— Parabéns Mamãe, é uma linda garotinha. – Sorriu a Enfermeira com ela nas mãos me entregando já limpa e enrolada em um cobertozinho rosa, sentir minha filha em meus braços era algo mágico, uma lágrima escorreu dos meus olhos, minha filha estava ali, nos meus braços. Damon também deixava algumas lágrimas escaparem apesar de tentar esconder.
— Oi Emily, Eu sou sua mamãe, e esse é seu papai. – Falei com a voz embargada de choro. – Mamãe e papai te amam muito. – Falei sentindo as lágrimas escorressem dos meus olhos descontroladamente.
— Tenho que levá-la. – A Enfermeira informou esticando os braços e a levando embora de mim. Damon agachou para ficar na minha altura e me deu um selinho.
— Eu te amo. – Declarou e eu sorri feliz.
— Eu te amo. – Respondi.
[...]
Eu não tinha parado para pensar, agora eu voltaria para casa, para a nossa casa, diferente dos últimos 9 meses seriamos só Eu, Damon e Emy. Caroline havia se mudado para o apartamento de Klaus e a minha casa agora era a de Damon, ele já havia feito as mudanças e informou que a casa estava uma bagunça ainda, mas era a nossa bagunça e só isso bastava. Olhei para minha filha que mamava com certa tranqüilidade de olhinhos fechados. Me perguntava qual era a cor de seus olhos? Era o azul fantástico de seu pai? Ou era o meu Brigadeiro cativante? Ela era branca e seu rosto apesar de amassado lembrava um pouco a mim, mais sem dúvida seus poucos fios de cabelo era idêntico ao de seu pai, escuros e lisos.
— Lena? – Ele chamou adentrando no quarto chamando minha atenção para ele. – Vamos? – perguntou olhando a nossa filha, assenti e a olhei, estava tão distraída que não reparei que ela já havia parado de mamar. Levantei-me e a dei para Damon enquanto eu me ajeitava e pegava as bolsas, Damon tinha um dom único, ela chorava em meus braços, mas quando ele a pegava no colo? Era momento único, ela parava de chorar quase que instantaneamente. – Ta com fome? – Perguntou para mim enquanto descíamos a escadaria do Hospital.
— Ansiosa. Seria a palavra certa. – Respondi sorrindo. – Começaremos nossa vida hoje, não está com medo? – Perguntei pegando-a de volta para que ele entrasse no carro para dirigir.
— Assustado, mas não estou com medo, tenho certeza de que vai dar tudo certo, é só ela não começar a namorar cedo. – Sorriu brincalhão, Damon só sabia falar isso desde que descobrimos que era uma menina, já pensou até em mandá-la para um colégio para mulheres, acredita que tentou me convencer a torná-la freira?
— Não começa, nossa filha tem 1 dia de vida e você já ta querendo mandar na vida amorosa da Emy? – Revirei os olhos e ele sorriu torto. Assim que chegamos em casa Klaus e Caroline nós esperavam com o mais novo Mikaelson, Alexandre que já tinha 3 meses.
— Deixa eu ver minha afilhada linda. – Começou Caroline dando Alex para Klaus e vindo em minha direção esticando os braços para pegá-la. – Oi Emy, a Dinda Car vai te encher de presentes, e quando você for mais velha? Nossa! Vou te dar os melhores conselhos sobre os garotos! – Comentou e olhou sorrindo para Damon que a encarava de canto de olho. – A Dinda te ama tanto Emy! – Comentou passando o polegar por seu rosto, Damon pegou Alex no colo e Klaus se envolveu com Emy por trás de Caroline.
— Olha como sua Madrinha é linda Alex. – Damon comentou vindo pra perto de mim, eu o olhei e sorri.
— Olha como seu Padrinho é exagerado Alexandre. – Entrei na brincadeira, dando um selinho no Damon que logo se tornou um beijo com carinho.
— Ei! Vocês dois, meu filho não tem idade para assistir a essas coisas não! – Brigou Caroline fazendo a gente se afastar rindo. Logo Klaus e Car foram embora, vieram somente conhecer Emily e se foram, assim que fechamos a porta Damon me olhou sorrindo.
— O que foi? Conheço esse sorriso, ta aprontado o que Damon? – Perguntei curiosa e ele gargalhou.
— Te preparei uma surpresa, vem. – Me chamou e eu o acompanhei pelas longas escadas até alcançar o corredor com os quartos, de frente para o nosso quarto tinha um porta branca com o nome escrito em rosa “Emily G. Salvatore” Sorri e senti meus olhos arderem somente de ler o letreiro, ele abriu a porta cauteloso e na hora que eu entrei surtei, era tudo muito fofo, o quarto era totalmente decorado em rosa e branco feito especialmente para uma princesa.
— Damon... – Tentei falar, secando minhas lágrimas com uma das mãos livres que tinha, enquanto a outra segurava Emy. – É lindo!
— Eu sei. – Me abraçou por trás. – Essa é nossa vida agora Lena, e eu estou feliz com ela assim. – Comentou apoiando o queixo em meu ombro enquanto eu admirava Emy em seu berço que eu acabei de colocar. Aquele medo que eu tinha não existia mais, eu me sentia completa e feliz, me sentia protegida e me sentia amada, me virei para Damon e o beijei cautelosamente e apaixonadamente, aquele momento era nosso.
— Eu te amo Damon Salvatore. – Falei passando a mão por seus cabelos escuros, enquanto encarava seu mar de olhos azuis.
— Eu também Lena, e é por isso que... – Ele parou de falar e ajoelhou bem em minha frente. Meu coração acelerou e eu senti meus olhos encherem de lágrimas no mesmo instante. – Eu, Damon Salvatore, sou o homem mais feliz por ter você em minha vida, e eu quero que você seja minha para sempre Lena. Sempre minha! Então, Elena Gilbert, aceita ser minha esposa? Casar-se comigo e ter uma vida plena e feliz ao meu lado como seu único e apaixonado marido? – Perguntou, eu já chorava e sabia que estava vermelha como sempre ficava quando chorava.
— Posso pensar? – Perguntei secando as lágrimas e ele assentiu tristonho pronto para se levantar quando eu ajoelhei em sua frente ficando de sua altura. – Já pensei, é claro que sim! Eu aceito ser sua esposa, eu aceito que você seja meu único e apaixonado Marido e aceito ser sua e para sempre sua! – O abracei chorando de felicidade, ele sorria intensamente e me deu uma caixinha de veludo vermelha escuro, assim que a abri, chorei mais ainda. – Damon... é lindo! – Observei voltando a olhá-lo. O anel era simples dourado com uma pedrinha que dava um toque meigo e único, perfeito para mim.
— É lindo como você. – Comentou colocando no meu dedo anelar, dei-lhe um selinho e levantamos, ele me levantou pela cintura enquanto eu tinha meus braços em volta de seu pescoço, ele me girou no ar e assim que me pós no chão nos beijamos, carinhosamente, tinha amor, carinho, ternura, fogo, paixão, tinha um pouco de mim, e um pouco dele, eu poderia amá-lo dessa forma para sempre, esse era o meu Damon, o meu homem!
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