Eu E Meu Chefe
1 Capítulo 1 - O celular é seu?

Estiquei o braço e bati no despertador que fazia um barulho tão alto que ecoava pelo quarto, sentei sobre a cama e olhei para a fonte do barulho irritante que mesmo com o tapa que eu dei não havia parado e desliguei.
— Droga. – Suspirei, enquanto levantava e ia em direção ao banheiro. Tomei um banho rápido para não me atrasar, e me enrolei na toalha. Começou a tocar Barbie Girl, fiz uma careta e comecei a procurar da onde vinha aquele barulho irritante, até que o som foi ficando mais alto no quarto e pra ser exata, debaixo da montanha de roupas que estava em cima da minha poltrona azul, joguei tudo para o chão e peguei uma bolsa vermelha extremamente extravagante que eu havia usado ontem no jantar que fui com Damon, Klaus e Caroline, que me obrigou a usar a bolsa piriguetada. Depois de remexer toda a bolsa achei um celular que tocava sem parar.
— Que merda é essa? – sussurrei pra mim mesma e atendi o celular. – Alô? – Questionei um tanto quanto curiosa.
— Elena? Ah, Graça a Deus, pensei que tivesse perdido meu celular. – aquela voz era da... Caroline?
— Então o celular misterioso é seu? – Perguntei aliviada e colocando na viva-voz, enquanto me vestia.
— Não é exatamente meu... – Ela sussurrou.
— De quem é então? – perguntei com medo da resposta.
— Do Klaus, Elena pelo amor de Deus, toma cuidado com esse celular, se você perder ele, eu perco meu emprego. – Ela pediu um tanto quanto nervosa.
— Caroline... Por que o celular de Klaus está com você? – Perguntei maliciosa.
— Eu sei que tenho um chefe lindo, mas infelizmente não é o que você está pensando. – Ela deixou escapar um suspiro, deixei meu cabelo solto após terminar de me pentear, peguei minha bolsa, e o celular, tirei da viva-voz descendo as escadas. Eu estava sem paciência pra esperar elevador, nem maquiagem conseguir passar, eu tinha 20 minutos para pegar o café no Starbucks e atravessar a cidade para ir trabalhar. – Ele bebeu de mais ontem, e deixou o celular cair, eu coloquei na bolsa que eu te emprestei, esquecendo que tinha emprestado. — Resmungou.
— Então está explicado. – Falei procurando na “pequena” bolsa preta a minhas chaves do carro. – Cadê essa porcaria? – Sussurrava para mim mesmo segurando o celular com o ombro direito.
— Perdeu a Chave do carro de novo? – Ela perguntou rindo.
— Não é nada engraçado Caroline. – Respondi com um pequeno sorriso nos lábios.
— Procura no bolso de fora. – Ela disse e eu revirei os olhos.
— Eu já procurei Caroline, e não está. – Falei procurando novamente. – Acha mesmo que sabe mais que eu da minha própria bol... Achei, Achei! – Gritava dava pequenos pulos de alegria sabendo que ela não estava ali para ver. – Caroline Forbes! O que eu seria sem você? — Perguntei entrando no carro.
— Ah amiga, estaria totalmente perdida sem mim. – Falou convencida.
— Te vejo no trabalho? — Perguntei.
— Aham, não se esquece de levar o meu celular, quer dizer o celular do Klaus. – Ela tentou consertar.
— Em falar nisso, viu meu celular? – Questionei.
— Acha que eu to ligando da onde? – Pude imaginar Caroline revirando os olhos. — Elena Gilbert! Está dirigindo com o celular na mão? — Indagou com uma raiva falsa (ou não).
— Ah... Como você sabe? – Perguntei surpresa. Eu sabia dirigir com o celular na mão, sabia dirigir super lento com o celular na mão, mas sabia.
— Adeus, antes que se mate. – Ela disse e desligou, joguei o celular no banco ao lado, e o cara atrás de mim começou a buzinar, meti o pé no acelerador e vi o celular da Caroli... Do Klaus ir parar no chão.
— Merda! – Disse, eu tinha que pegar aquele celular de lá, um arranhão na tela e Klaus poderia fazer da vida da Caroline um inferno, apesar que isso não era muito a cara dele, e sim do Damon. Ah se aquele celular fosse do Damon, já tinha jogado ele no asfalto e passado por cima, só por que ele tinha aquele par de olhos claros, verdes, azuis, tanto faz. É por causa deles que ele acha que é o gostosão da parada, e que todas, TODAS, as mulheres tem o dever de cair aos pés dele. Só que eu diferente das outras vadias com quem ele sai me valorizo e não vejo a menor graça em dormir com um homem que de manhã vai te expulsar da cama com pontapés. Estacionei o carro na frente do Starbucks e peguei o celular que estava com um grande arranhão na tela.
— Droga, droga, droga! – Sussurrava enquanto saia do carro passando a mão na tela esperando que como um milagre aquilo saísse ou que fosse apenas sujeira, eu não esperava que Klaus reclamasse, ele é uma ótima pessoa e podre de rico, ele pode muito bem comprar dez daquele Iphone que estava na minha mão, estava preocupada com a bronca que Caroline me daria ao ver esse risco enorme. Passei na frente de todo mundo e assim que Matt me viu, trouxe o pacote com um grande sorriso no rosto.
— Atrasada, de novo? – Ele disse sorrindo e me entregando, Assenti.
— Pior que isso? Só a tela do celular do seu segundo chefe arranhada. – Falei mostrando pra ele a tela do celular e ele deu um sorriso leve e balançou a cabeça em desaprovação. Ouvia as pessoas reclamando por eu ter passado na frente, mas nem ligava muito, estava mais preocupada com o celular que agora eu sacudia no ar e implorava mentalmente por um poder divino que ajeitasse a tela. Voltei pro carro e fui para o meu trabalho, antes olhei pra hora. – Calma eu tenho 10 minutos para... Ótimo, 9 minutos para atravessar a cidade. – Suspirei e meti o pé no acelerador.
Entrei no elevador e peguei minha maquiagem, passei o rímel, o lápis e quando ia passar o batom uma mão empurrou o meu braço fazendo o batom passar da minha boca e alcançar a orelha.
— Mais que merda! – Berrei me virando pra ver o babaca que tinha feito aquilo e me deparei com um Salvatore sorrindo igual um idiota.
— Atrasada de novo Eleninha? – Ele disse sarcástico e antes que eu pudesse dizer alguma coisa, a porta abriu, eu sai do elevador e puxei o seu braço, entregando o pacote do café, senti alguém puxando meu braço.
— Ai, está você, Elena eu preciso do... Que merda aconteceu na sua cara? – Ela disse já gargalhando, Damon piscou pra mim, tirou o copo do pacote e saiu bebendo o dele enquanto o meu permaneceu em cima da mesa de alguém que eu não me importei de olhar quem era, mas sabia que estava me olhando assim como o resto das pessoas naquele local. Também com o grito da Caroline, ouviram até no polo norte. Quando ela terminou de me ajudar a limpar, Klaus veio em nossa direção.
— Caroline, por favor, diz que achou um celular por ai. – Klaus perguntou impaciente.
— Ah... Elena... – Antes que ela terminasse de falar Damon apareceu e colocou a mão em seu ombro.
— Elena, preciso de você lá na sala, não estou achando uns papeis, Klaus você pegou meu celular ontem? – Damon perguntou e o máximo que eu conseguia fazer era rir, na verdade gargalhar, tirei o celular da bolsa e entreguei o celular na mão dele. Caroline me olhava surpresa, assim como Klaus. Damon encarou o celular por um segundo e arregalou os olhos.
— Puta que pariu Elena! – Ele berrou enquanto eu quase rolava no chão de rir, Caroline e Klaus o olhavam assustado – O que você fez? Isso... Isso é um arranhão?
Até que fazia sentido, Damon não havia me ligado hoje, lógico, por que ele estava sem celular. E só assim pra ele não me acordar ou de madrugada ou de Manhã cedo.
Assim que me recuperei apoiei uma das mãos no ombro de Klaus e o encarei ainda ofegante de tanto rir.
— Se o celular fosse seu, eu iria implorar desculpas, por que realmente foi sem querer. – Eu falei sincera e passei por ele.
— E pra mim? Não vai pedir desculpas? – Damon gritou me virei para trás e o encarei.
— Vai pedir desculpas pelo sorriso de curinga que fez na minha cara? — Indaguei cruzando os braços.
— Não! – Ele respondeu fazendo uma careta.
— Então não vou pedir desculpas também. – Disse me virando e voltando para minha sala, mas antes gritei. – "Borá" gente, acabou o espetáculo. Voltem ao trabalho. – A verdade era que eu e Damon nunca fomos bons amigos, a gente vivia brigando e discutindo por qualquer coisa, desde que nos conhecemos era assim. Não por opção, mass por que ele era extremamente chato. Qualquer conversa se torna briga no final. Não importa onde estávamos... Ás vezes me pergunto como a gente conseguia viver na mesma sala... Esse era o fato, não conseguíamos!
Depois do almoço Damon saiu da sala meio estressadinho, aliás, ele ficou durante o dia inteiro estressadinho, também pudera, o celular dele tocava a cada dois segundos e toda vez que ele tirava o celular do bolso ele soltava um grande suspiro e passava a mão na tela como se tivesse dó, eu apenas ria com a cena. Até que Melissa apareceu na porta avisando que Sr. Mikaelson o chamava em sua sala. Melissa não era muito alta, tinha um corpo lindo e um rosto um pouco oriental, os cabelos longos e escuros com uma pequena franja. Ela era bem comportada, claro por que eu escolhi, por Damon escolheria uma mulher como ele diz “Gostosa” só para poder ficar admirando, mas eu estava feliz sendo a Melissa, estava ótimo do jeito que estava. Antes que eu chegue à minha sala e ele esteja bem... Complicado com uma secretária qualquer.
Logo Melissa voltou a minha sala avisando que Sr. Mikaelson me queria em sua sala também. Achei estranho porque quando Sr. Mikaelson chama Damon em sua sala é sempre para uma reunião particular e importante. Bati na porta e a abri de vagar.
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