Eu Devo Estar Sonhando.

1 Capítulo único.


Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=iIQH6Uvv5uk
Ouçam enquanto leem. Ou não. Fica por conta de vocês.
Percy super carente e apaixonado; somente e abraços. Espero que gostem (:

Annabeth pensava que eu era louco.

Pelo menos era isso que julgava devido às caras que ela fazia sempre que eu brindava com alguma ideia. Era adorável e eu ficava hipnotizado.

Seus lábios prensados em uma linha fina. O cenho franzido. E os olhos; cinzas tempestuosos como o céu do acampamento quando Zeus sentia-se ofendido.

Eu achava-a linda. Em todas as formas e situações. O dourado dos seus cachos banhados a luz de um por do sol era, de longe, minha visão favorita. Seu sorriso travesso em um entortar sutil daqueles lábios provocantes, quando sabia de algo no qual eu me via mergulhado na ignorância, me conduzia a ser um idiota apaixonado; e seu cheiro. Uvas, livros, uma mistura no qual me deixava inebriado em seu próprio desconhecimento.

Mas isso era somente uma pequena parte das suas atribuições no qual eu me via fascinado.

Ela sussurrava em meu ouvido:

– Querido Cabeça de Algas – quando me esperava na saída do seu internato as escuras.

Eu amava o jeito no qual ela estava sempre lá em minha espera ao anoitecer.

Sua boca moldando um sorriso discreto antes de enlaçar os braços em meu pescoço e me conceder os melhores beijos de cumprimento. Seus dedos encontravam os meus mesmo antes de nos separar. Era de uma forma intensa, inadmissível não nos tocarmos.

Annabeth sempre era a única coisa para meus olhos. Eu já havia experimentado, de formas sutis e outras não tão sutis assim, a maneira na qual ela sempre atraia minha atenção. Chegava a ser idiota na forma mais representativa do eufemismo o jeito que eu era vidrado naquela garota.

E eu sabia que tudo ficaria bem somente com isso.

– Eu te amo – ela sempre me dizia quando via uma sombra de perturbação sobre mim.

Ela sentia, simplesmente do mesmo modo que eu sentia, quando minhas emoções se encontravam conturbadas. Era algo mútuo. E funcionava como o melhor dos remédios. De uma forma simples, éramos o gatilho do bom humor um para o outro.

“Eu estou pensando em você”

Sua mensagem favorita. Minha mensagem favorita.

Sempre de noite posteriormente ao termino das suas ou minhas aulas. E sempre eu inda até ela; em qualquer horário, em qualquer situação.

E ela ficava lá, me aguardando mesmo após o anoitecer.

Já havia dito o quando eu adorava isso? Essa rotina viciosa na qual eu não vinha inclinado para uma cura?

Eu precisava dela mais do que qualquer coisa que almejei em minha vida; meus poderes, a aprovações de Poseidon, até a imortalidade no qual recusei por ela. E ela precisava de mim, apenas da mesma maneira.

Não que ela houvesse admitido. Quando se tratava de nós, no entanto, era recíproco. Ela me olhava e eu simplesmente podia saber por aquela afeição exalada quase que palpável que tudo era compartilhado.

E isso não iria parar. Não poderia parar. Eu, com ela, vivia sempre em um sonho digno de Deuses.



Uma noite Annebeth se aproximou demais. Eu sentia seus seios roçando em meu braço e a boca úmida soprar seu hálito quente contra a minha nuca. O arrepio involuntário percorreu toda a extensão do meu corpo.

Ela sussurrou com uma voz rouca transbordando malícia:

– Eu te disse – antes da minha ereção se tornar mais óbvia.

Annebeth se referia a uma aposta que havíamos feito, na qual consistia em quem ignorava o outro por mais tempo.

Minha mão simplesmente precisava da dela e conte-la foi algo impossível. Pelo sofá ela havia percorrido, escorregando em caça. Ela encontrou, se acalmou, e enlaçou seus dedos com os delicados de Annabeth.

Eu havia perdido com um sorriso no rosto.

Mas eu só havia percebido que Annabeth persistia em jogos quando sua mão livre correu pelo meu cabelo, traçando um caminho até minha nuca e delineando com o dedo os contornos do meu rosto.

Ela estava perto demais.

Eu estava perto demais.

Nós íamos fazer aquilo; e minha mãe estava com Paul em uma viajem de casamento.

Quem ligaria se fizéssemos aquilo?

– Brinque comigo – seu timbre era doce no sussurro.



Nossas roupas estavam ao chão. Nossos corpos se encontravam próximos, quase como um. Annabeth sorria em seu habitual entortar de lábios.

– Você me ama? – disparei enquanto fitava-a deitada sobre mim, com o queixo apoiado em meu peito para conseguir me olhar.

– Eu achei que havia te dito – murmurou calma me atraindo com o cinza.

– Você pensa em mim?

Sua risada foi suave e ela se moveu cortando nosso contato visual para se aninhar melhor sobre mim.

– Eu estou deitada em você. Nua. Em um sábado – seu indicador acariciou meu peito ao fazer desenhos invisíveis – O que você acha? – seu hálito brincava com a minha pele de uma maneira errada.

Minha mão acariciava seu braço e meu queixo se apoiava em sua cabeça, permitindo-me ficar à vontade para cheira seus cabelos.

Uvas.

Eu precisava tanto dela que era errado.

Annabeth se remexeu e eu depositei um beijo em sua testa.

– Isso nunca pode parar – disse-me.

– O sexo?

Quando ela bufou e beliscou a pele nua do meu peitoral eu segurei a risada que coçava minha garganta.

– Isso não vai parar – assegurei rodeado na mais completa convicção.

– Lembra quando isso começou?

As pernas de Annabeth estavam enlaçadas as minhas e eu não me via inclinado a mudar nossas posições.

– Claro, você riu de mim.

Ela pareceu ofendida.

– Eu não estava rindo de você!

– Eu estava tentando me declarar e você lá rindo de mim. Foi meio deprimente.

Ela bufou audível e fez gestos de que se afastaria. Antes, no entanto, eu havia a prendido pelas pernas e passado meus braços em torno de sua cintura em uma atitude autoritária.

– Não – choraminguei pressionando seu corpo mais ao meu do que antes.

– Me solte Cabeça de Algas – sua voz procurava soar séria embora o sorriso pendendo eu seus lábios destruísse essa visão.

– Não – murmurei novamente – Preciso de você perto de mim.

– Seu pervertido – ela havia brincado enquanto reencostava a cabeça na curva do meu pescoço.

– Se você afastar eu posso acordar.

– Você acha que isso é um sonho?

– Eu só posso estar sonhando.

Annabeth levantou a cabeça e o cinza se encontrou com o verde. Transportou toda aquela intensidade da qual denunciava toda a sua feição quase que palpável perante a mim.

– E isso não vai parar – findou me beijando.

Eu só podia estar mesmo sonhando.

Notas finais
Blerg, romance. Percy me deu nojo, mas sou dessas. Abraços e beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!