Notas iniciais
Decidi postar o capítulo no Ano Novo da maioria dos estados~~ Aqui em Manaus ainda são 22:00, mas para a maior parte do Brasil já é 2015! Então Feliz Ano Novo para todo mundo que logo logo chega para ao povo amazonense~~ Aproveitem o capítulo, e que 2015 eu termine isso e comece a postar a outra fic Franada, por favor!! Boa Leitura!

Aquela situação foi algo extremamente incomum para o jovem Matthew. Ele nem sonhava que algum dia seu irmão Arthur iria lhe ligar. Mas o que teria feito aquela criatura tão orgulhosa a pedir-lhe aquilo? Ele realmente não queria imaginar o que de tão ruim ocorreu em sua casa para aquilo acontecer.

–- V-Você tem certeza disso? – Matthew ainda não conseguia acreditar.

–- Claro que tenho! E são só alguns dias.

–- Mas, Arthur, no momento eu não posso te ajudar...

–- Hã?? Vai negar o único pedido que eu te fiz em anos??

–- Não é bem assim... eu só-- — Matthew foi cortado.

–- Eu vou passar um tempo com você! Você queira ou não! – então, Arthur desligou o telefone.

Por que aquele pedido tão de repente? Eles tinham tantos parentes... Por que viajar durante algumas horas de trem até ir à casa do irmão mais novo? Sem contar que não fazia sentido ele pedir ajuda de Matthew. Será que foi alguma coisa que aconteceu no colégio? Ou ele tinha se metido em alguma confusão?

Arthur deveria ter explicado melhor a situação. Assim, Matthew poderia avaliar as coisas e chegar numa solução viável.

“Droga, Arthur... O que está acontecendo?”

Matthew só queria deitar e se preocupar com outras coisas. Ou melhor, ele não queria se preocupar com nada! Justo que agora que as coisas estavam andando bem. Ele não queria ter uma preocupação adicional...

~~ TOC TOC ~~

Alguém na sua porta à essa hora? Francis teria retornado? Será que lembrou de alguma coisa?

O sorriso do menor ganhou espaço mais uma vez em seu rosto só de imaginar o mais velho voltando para falar com ele. Então ele não perdeu tempo e saiu em disparada à porta de entrada com o intuito de receber o mais velho com um abraço. E sem cogitar muito, Matthew abriu a porta.

–- Olá, Franc... – ele ficou mudo ao perceber quem estava na sua porta com malas em cada mão.

–- Oi, Matt!

–- Arthur... eu pensei que você só chegaria...

–- Amanhã?? – Arthur deu uma grande risada – Não podia ficar lá por mais um minuto!

–- Mas o que aconteceu??

–- Deixe-me entrar primeiro! E me ajude a colocar essas coisas para dentro.

Matthew encostou as malas do irmão mais velho na braço do sofá, e foi em direção à cozinha para procurar alguma coisa para o irmão comer.

“Mas o que está acontecendo?”

–-- X ---

–-- CASA DOS PAIS DE MATTHEW ---

Era impressionante como a mãe não parava de chorar e o pai não conseguia parar em um lugar só. E tudo isso era testemunhado pelo filho do meio, Alfred. E mesmo que ele soubesse o motivo, ele não parecia tão triste como era de se esperar. Na verdade, ele estava até feliz com o que tinha descoberto no dia anterior.

–- Ele não precisava ter saído de casa desse jeito... para onde será que ele foi? – a mãe começava outra maratona de choro.

–- Como se eu soubesse... Mas ele vai voltar! Isso eu garanto! – falava o pai, tentando ser o mais otimista possível.

–- Você já tentou ligar para ele??

–- Sim... Várias vezes... mas dizia que estava fora de área...

–- Talvez ele estivesse em um trem no momento em que você ligou. – Alfred surge no meio da conversa.

–- Alfie... como assim? – perguntou a mãe com uma grande curiosidade.

–- Ele tinha mencionado Matthew enquanto ele estava chorando... – Alfred abaixou a cabeça ao se lembrar da cena.

–- Matthew? O nosso Matthew?? – perguntava o pai, e Alfred confirmou com a cabeça.

Por um minuto, as duas figuras paternais se acalmaram, mas logo em seguida foram correndo em direção ao telefone fixo para ligar para o filho mais novo. E antes da mãe discar o número, Alfred a deteve segurando seu punho.

–- Acho melhor... deixarmos ele esfriar a cabeça...

–- Mas... Alfie...

–- Será melhor ele pensar melhor sobre o que ele descobriu, mãe. Acho que algum tempo com Matt o faça se sentir melhor.

A mãe estava surpresa com as palavras de Alfred em relação a tudo aquilo. Dificilmente ele tomava essa postura em várias situações. Por que será que ele estava agindo assim?

–- Filho... você está bem com tudo isso? Sei que não era com você, mas parece que a sua reação está tão diferente da nossa... Você pode me contar qualquer coisa... – a mãe falava docemente.

–- Eu... – Alfred encarou o rosto do pai — ... não posso contar agora...

Os pais encararam o filho do meio, mas não conseguiram definir o que estavam sentindo em relação àquilo. Alfred sabia de alguma coisa. Ou ele tinha feito alguma coisa. Mas devido ao fato de Arthur ter saído desesperadamente de casa, eles resolveram que seria melhor pensar com calma antes de fazer qualquer coisa.

Alfred fitava os pais. Ele não podia dizer que não estava feliz com o acontecimento do dia anterior. Por causa disso, ele finalmente pode falar a verdade para Arthur. Tudo o que ele tinha passado e vivido com Arthur como irmão mais velho não se comparava ao que ele sentia. Ele o amava. Não apenas como irmão, mas algo muito maior. E infelizmente, ele sabia que aquilo nunca se realizaria com o fator “ele é meu irmão” no meio daquilo tudo.

Mas parece que o destino resolveu jogar ao seu favor. Após tantos anos guardando aquele sentimento dentro de si, ele finalmente conseguiu contar para Arthur tudo aquilo que ele sentia ao descobrir que o mais velho era adotado.

Agora não existia mais nada que o impedisse de revelar todos os seus desejos. E ele simplesmente o fez!

“Será que eu disse isso... em um momento errado?”

–-- X ---

Matthew estava de boca aberta como que Arthur lhe falava durante aquela noite. Ele não acreditava que seus pais tinham escondido dele, durante 18 anos, que ele era adotado. Isso explica o sobrenome diferente de Arthur, que na época, a mãe tinha lhe dito que era um sobrenome de um parente distante e que eles queriam fazer uma homenagem. E mesmo que o seu sobrenome e o de Alfred fossem diferentes, eles tinham uma explicação. Matthew recebera o sobrenome da mãe, e Alfred os sobrenomes do pai.

Arthur mencionava com calma como ele tinha descoberto aquilo. Ele explicou que no dia de limpeza da casa, ele resolveu dar uma ajeitada no quarto dos pais, e que tinha encontrado um baú que ele nunca tinha visto embaixo da cama. E quando abriu, encontrou vários papéis, cartas e documentos antigos. E que entre eles estava um certificado de adoção com o nome dele escrito.

Ele passou quase dois dias só absorvendo aquela informação e nesse período, ele não conseguia encarar os pais.

–- Arthur... eu sei que isso foi um baque... Mas por favor, repense essa sua saída de casa!

–- Matthew...

–- Só porque você é adotado, não significa que eles não te amam.

–- É que...

–- Você sempre continuará sendo meu irmão! Meu e do Alfred.

–- NÃO DIGA ESSE NOME! – Matthew tomou um susto com o grito inesperado.

Arthur colocou as mãos no rosto. Ele começou a pronunciar coisas inteligíveis que fizeram Matthew se aproximar e sentar-se ao lado do irmão. Ele tinha ficado desse jeito ao ouvir o nome de Alfred. Mas por que? O que Alfred tinha haver com a história toda??

“O que ele fez dessa vez?”

Era a primeira vez na vida que Matthew se sentia importante em relação a Arthur. E pelo visto, Arthur o considerava importante também, pois, para ter saído de casa e passado umas boas horas viajando só para encontra-lo...

Mas o motivo não era o dos melhores.

Por um período de tempo, ele começou a se perguntar o do por quer de seus pais nunca terem falado. Será que seria medo? Rejeição? Mas independente de qual fosse o motivo, isso não justificava esse ato. E Alfred? Por que Arthur estava desse jeito em relação a ele?

–- Matt...

–- Sim?

–- Eu preciso passar um tempo aqui...

–- Bem... de certa forma eu entendo porque...

–- Eu não vou atrapalhar em nada. E você terá companhia.

–- Isso é verdade. – Matthew sorriu.

–- Se quiser eu até cozinho para você.

–- QUE? – o sorriso foi tomado por uma cara de nojo.

–- Irei preparar um dos meus bolos amanhã! Farei isso como agradecimento por ter me acolhido!

–- Eu... – Matthew queria retrucar, mas não conseguiu — ... tudo bem... pode fazer.

Arthur comemorou e foi logo querendo saber onde ele encontrava os ingredientes. Matthew o guiava até a cozinha e mostrava os armários com tudo o que ele iria precisar. Ele sabia que seu irmão não sabia cozinhar, mas isso era melhor do que ele ficar se preocupado a noite inteira sobre aquele assunto desagradável.

E quanto a Alfred? Ele precisava saber o que tinha acontecido. Aquilo o deixava extremamente preocupado. Ele não queria mais ter dor de cabeça naqueles dias.

~~ MENSAGEM! ~~

Ao perceber que alguém o enviava alguma coisa para o seu celular, Matthew o retirou do bolso sem que Arthur percebesse isso, e logo que leu a mensagem ele ficou sem o que dizer. Ele teria que aguentar Arthur por um tempo indeterminado. Mas ele realmente precisava saber do ocorrido por completo.

MENSAGEM!

REMETENTE: Alfred F. Jones

ASSUNTO: Arthur

“Oi Mattie. Eu acho que você já deve saber que Arthur fugiu de casa. Mas acho que ele deve estar com você agora, não é? E deve ser bem provável que ele já tenha contado o motivo dele ter feito isso também... me desculpa. Eu não queria causar isso.

Enfim, tente cuidar dele por um tempo até ele esfriar a cabeça. Eu vou dar um jeito de concertar as coisas por aqui e quando der eu irei vê-lo.

Diga para ele que tudo o que eu disse era verdade!”

Ninguém o explica nada! O que será que Alfred disse para Arthur? Ele não aguentava não saber das coisas, e ele não podia esperar mais. Matthew seguiu em direção a Arthur e logo encostou em seu ombro e perguntou o que Alfred tinha lhe dito. E Arthur, não podendo mais evitar aquele assunto, resolveu responder.

–- Ele disse que me ama.

Notas finais
~CONTINUA~ Pois é... Não teve muito Franada nessa parte, mas teve UsUk (pelo visto, o fandom só se move com Gerita ou UsUk, pelamor!). Mas espero que tenham gostado~~ Tentarei postar outro durante a semana, e espero não ter cagado com o último capítulo de 2014 por ter colocado um UsUk no meio! Até o próximo capítulo~