Eu Amo Você?

4 Capítulo IV


Notas iniciais
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Yuu chegou em casa e se jogou na cama, não conseguia parar de pensar naquela manhã, como ele era lindo, parecia um anjo enquanto dormia, não iria acorda-lo só para dizer que tinha que ir embora, esperava que não ficasse chateado. Mais uma coisa martelava em sua cabeça, havia dormido com um homem, mais o pior, é que repetiria aquilo todo dia se fosse capaz, com Yasu, claro, e isso ainda o incomodava um pouco, afinal, a idéia se que ele era gay não havia entrado em sua cabeça ainda. Gay. Gay? A ficha caiu. Mais era meio tarde para se arrepender...Era? Ele sabia o que fazer, mais teria coragem? Não conseguia acreditar no que havia feito aquela manhã ‘Eu dei meu Cu’ era o pensamento que não saia de sua cabeça. Já havia decidido o que fazer.

Tocou uma vez. Duas. Três. Quatro. Cinco. Ninguém atendia o celular. Yasu já estava impaciente, deprimido, com e mil e um pensamentos em sua cabeça. Onde estava Yuu? Havia se passado quase uma semana depois daquela manhã e eles ainda não tinham se visto. Ele estaria o evitando? Teria se arrependido? sem perceber seus olhos já ardiam em lágrimas, forçou uma luta inútil para não as deixarem rolar, mais logo estava sentado no chão apoiado na cama, escondendo o rosto nos lençóis que aos poucos se molhavam com seu pranto.

Já estava cansado de ouvir Takeshi falar:

- Takeshi, minha flor, para de falar nisso.

- Como pode ser tão burro e preconceituoso a esse ponto, santo Deus, como? – Takeshi parecia muito indignado quando Yuu contou o que havia acontecido, e de que não queria mais ver Yasu depois disso.

- A decisão é minha, me deixe em paz!

- Mais você gosta dele, não gosta?

- Não! Ele não passa de um qualquer, que queria me seduzir desde de o começo e conseguiu.

- É mentira. Vejo em você, você sabe que não consegue mentir pra mim, então por que ainda tenta?

- Err...- Ele estava errado, e mais uma vez, Takeshi certo – E o que você quer que eu faça? Ser gay é uma coisa que não entra na minha cabeça.

- Deveria Ter entrado junto com Yasunori Kunyo.

- Você acha que ele me...?

- Ama? Por que não pergunta isso a ele? Diga que não pretende levar adiante a não ser que tenha sentimento.

- Eu...Vou...Lá....Agora...- Dizendo isso desceu as escadas como o mais rápido que podia, e saiu pela porta à fora, correndo feito um louco. Pegou seu celular e não pensou em nada.

- Alô?

- YASU!

- YUU? Nossa achei que nunca mais iria querer me ver – Ele estava com um voz chorosa, o que fez o moreno se sentir a pior pessoa do mundo inteiro. – O que houve?

- Você está em casa? To indo para ai agora!

- Tá, tudo bem, estarei te esperando. – Yasu não cabia em si de tanta felicidade, ficou sentado na porta de sua casa esperando seu amado chegar.

Yuu corria o mais rápido que podia, e quando virou a esquina, já pode avistar uma linda pessoa senta na porta de casa, correu para abraça-la...

Correu para poder abraça-lo, abraça-lo como não fazia a 5 dias, saudades de ver aquele moreno, sempre tão meigo como ninguém.

- Yasu...Me perdoa por favor!

- Pelo que meu amor?

- Amor? Você me ama?

- Claro que amo, já estava em desespero sem Ter notícias suas...

- Desculpa, por isso, eu fiquei confuso com tudo, e sem querer acabei te evitando...me perdoa?

- Sim...Eu te entendo, acho que fomos precipitados demais...

- Eu não acho mais...- Yuu sorriu maliciosamente, não combinada muito com seu estilo, mais sem dúvidas nenhuma, era lindo.

- Seu pervertido! Não acredito que ouvi isso de você! – Riu o mais velho.

- Nunca disse o contrário, disse? Então não é surpresa nenhuma. – Os dois se abraçaram, mais não queriam se beijar ali no meio da rua, se dirigiam para a porta quando ouviram gritos lá de dentro. Assustado, Yasu correu para dentro.

Seu pai estava com um porta retrato quebrado em suas mãos, que por sinal, sangravam levemente, sua mãe, estava encostada na parede chorando, sem encara-lo nos olhos, era mais uma briga. Sua mãe, não pode deixar de notar Yuu, era muito bonita, tinha algo que sua face que lembrava muito Yasunori, talvez ele havia herdado toda aquela luz dela. O pai, era um homem comum, de aparência jovem, com olhos claros, e cabelos escuros, bem diferente de seu filho. Eram um casal muito bonito juntos, mais aquela cena que estavam presenciando não era das mais felizes do casal.

- Será que você pode repetir tudo que disse na frente de seu filho e do namorado dele? – Sua mãe havia quebrado o silêncio, e apontava para os dois na porta, assustados, confusos.

- Do quê esta falando mãe? –Yasunori corou.

- Acha que somos idiotas? Sabemos que você é bissexual desde o caso que teve com o Takahashi.

- Sua mãe não aceita muito bem a idéia meu filho...

- Mãe...Mais eu posso te

- Não, não pode! – interrompe a mulher, que não parava de chorar – se quer fazer algo para ajudar a encerrar essa briga, suba agora e vá comer a bunda do seu namorado em paz!

- AYUMI! Se seu filho gosta de homens por que não o deixa em paz? Ele sempre foi um ótimo filho, bom aluno, obediente, nunca nos causou problema algum...

- POR ISSO, estava ocupado demais se esfregando com outros homens pela região!

- Mãe! Não é assim! Eu gosto de homens sim, mais não é por isso que saio dando em cima do primeiro barbudo que vejo pela rua! Eu gostaria de no mínimo respeito, já que não quer aceitar a minha escolha!

- Ayumi acalma-se por favor... – Mais a mulher havia subido as escadas como se quisesse destruir as mesmas.

- Yuu, suba na frente, eu preciso conversar com meu pai...- Sem discutir o moreno subiu as escadas timidamente e foi para o quarto do maior – pai...

Alguns minutos se passaram, talvez uns 20, Yuu não sabia dizer, estava deitado na cama do loiro, contemplando algum ponto no teto que nem ele sabia qual era. Assustou-se ao ouvir a porta abrindo e Yasu entrando no quarto, se sentou rapidamente na cama, estava preocupado, o mais velho apenas se sentou ao lado dele e o abraçou.

- O que houve?

- Nada demais, descobri que todas as suas brigas começaram depois que descobriram tudo, minha mãe não aceita, meu pai, intende, mais ele diz que vai ficar tudo bem, que é apenas T.p.m. da minha mãe...

- Vocês está bem? – Yuu acariciava-lhe os cabelos delicadamente.

- Estou...nada que meu mundo acabe por isso...relaxa...- este se vira, roubando um longo beijo do moreno, estava com saudades, e mataria essa saudade absurda naquela tarde, não importa o que acontecesse. – Yuu...

- Sim?

- Eu te amo – Não houve resposta durante alguns segundos.

- Olha...Yasu...eu...

- Não responda – interrompeu-o – Não precisa dizer nada, só diga se quiser, e se tiver certeza. Seria maldade me iludi e depois quebrar meu coração – Nem Yasu o entendia. Nunca fora romântico, nunca fora de se apaixonar, mais estava perdido por aquele moreno, completamente.

- Tá, obrigado pela compressão...

Os dois passaram a tarde ali, juntos assistindo a qualquer porcaria que passava na TV. Não ouviram mais gritos nem nada, seus pais haviam se entendido, o que o deixava bastante feliz. Apenas uma coisa não deixa a mente de Yuu em paz, Takahashi? Quem fora Takahashi? O primeiro homem de Yasu, isso era óbvio, mais por que será que uma pontada de ciúmes tocou o coração de Yuu quando pela primeira vez percebeu um porta retrato com a foto de dois garotos nela. Um era Yasu, e o outro provavelmente...