Eu, Alice

3 Flash Back 1 - Alice


Notas iniciais
Esse é um flash back do que aconteceu entre o Nick e a Alice antes de ele ir para o exécito... mais esclarecimentos ao longo dos capítulos seguintes

Eu estava sentada/jogada no sofá dos Scott numa maratona de terror em plena sexta feira a tarde, porque minha mãe não quer que eu frequente casa de meninos a noite. Mesmo que esses meninos sejam nossos vizinhos de porta e meio gays da minha parte. Na boa, pra eles eu sou quase um mano. Eu tava bem na minha assistindo aquele filme pela milésima enquanto o Danny se borrava de medo. Ele deu um pulo e pra disfarçar virou e me perguntou se eu ia na festa.

– E aí? Vai na festa do Torres?

Marlon Torres não dava festinhas. Ele dava A FESTA. E ia dar uma essa noite. Era um idiota repetente de marca maior, mas era do time e estava no ultimo ano. Todo mundo andava com ele, e queria ser ele ou dar pra ele. Até os caras gays do coral. Só tinha 3 caras num coral de sete pessoas, um tinha namorada. Enfim, acontece que o Nick ia. Ele tinha se formado ano passado, e era amigo do Torres ( para ser mais desprezível, claro). E eu não gosto do Nick. Ele age como se fosse superior a nós, daquele jeito todo certinho de irmão mais velho e correto. Eu também não gosto desse tipo de festa. Logo, eu não ia. Mas não queria dar assim na carra um NÃO.

– Cara, acho que não. Tu sabe que minha mãe não curti essas paradas. Ele nem deixa eu vir aqui a noite, ou tu acha que é muito top assistir terror de dia?

– Mas aí tu diz que vai na casa da Camila.

– Eu não falo com a Camila. Ela me trocou pelas líderes e deixou bem claro isso com o macarrão com carne que eu ainda to tirando da minha orelha.

– Para de fazer cú doce. Quando tu quer tu consegue.

– Ta genio, mas tu quer que eu vá como? A cavalo?

E nesse momento o Nick desse pela escada como um enviado do demônio.

– O NICK! — O retardado do Danny tinha que gritar — Tu pode dar carona pra Alice?

Olhei pro Nick e fiz não com a cabeça. Ele ergueu a sobrancelha em interrogação.

– Não, eu vou sair hoje. — Aleluia, DEUS seja louvado.

– Festa do Torres? — Danny simplesmente não aceitou o não.

– É

– Pra lá mesmo que ela vai?

– Sério? Achei que gnomos não gostassem de festa. — Ele olhou pra mim divertido. Isso não ia dar certo. Ele usou a palavra errada. Gnomos.

Existem três coisas que me fazem mudar de ideia, as duas primeiras eu não suporto. 1) ser desafiada. 2) Referências ao meu tamanho. 3)Comida.

Primeiro erro de Nicholas Scott: referência ao meu tamanho.

– Vai à merda- Mostrei o dedo pra ele.

– Quer saber, eu dou carona sim. Mas DUVIDO que ela vá. — Nick fez essa declaração e subiu escada acima com um sorrisinho da vitória.

Ele. Não. Fez. Isso.

Ele quer um desafio? Ta bom, vai ter. E vai sair DESTRUÍDO. Além do mias, costuma-se ter comida em festas.

Esperei meus pais dormirem e levantei. Coloquei um vestido preto colado demais pro meu gosto, que ia até minha coxa e todo brilhante, soltei o cabelo e passei base, pó, rímel e batom. Era o máximo que eu sabia de maquiagem. Peguei saltos pretos e fui pela janelinha do sótão. Andei até uma árvore na beira da cada e desci por ela. Atravessei o jardim e a rua com os sapatos na mão. Nick estava com o carro estacionado na rua, duas casas depois da minha. Entrei e não vi o Danny.

– Cadê o Danny?

– Pegou no sono e não quis acordar. — ele olhou bem pra mim, de cima a baixo, parou na minha coxa e voltou pro meu peito.

– Dá pra parar de olhar pro meu peito por favor?!

– Hã? Eu não...

– Dá logo a partida nesse carro, pelo amor de Deus.

Nick ligou o carro irritado e resmungou até chegar lá. Estacionou e olhou pra mim, meu peito de novo.

– Sério que você vai assim?

– Não, vou pelada mesmo. Claro que sim. Algum problema?

– Problema nenhum. Só que se voce fosse minha namorada eu não ia gostar que outras caras vissem... tudo isso. — Ele apontou pro meu corpo pra deixar claro do que tava falando.

Olhei carrancuda. Quem ele pensa que é pra me dizer o que vestir?

– Ainda bem que não, né.

Os olhos dele brilharam, ele se aproximou e me beijou. Odeio ele de verdade, mas o que eu posso fazer de ele beija bem? Retribuir, é claro. De repente senti a mão dele no meu vestido. Dentro do meu vestido. Procurando alguma coisa que não tava lá. Aí acendeu uma lampada na minha cabeça e eu lembrei com que eu tava de amasso. A proxima coisa que eu senti foi minha mão na cara dele num belo dum tapa.

– PORRA! — Primeiro ele me olhou assustado depois desacreditado, achei que ia brigar pelo tapa. — Alice, tu tá sem calcinha.

COMO É QUE É? Depois do tapa ele vem e fala isso. Quer ganhar outro.

– nossa premio do ano pra ti, gênio.

Tentei me arrumar, a baixar o vestido e tudo mais enquanto um Nicholas Scott muito frustado me olhava sem acreditar. Desci do carro e fechei a porta. Olhei pra ele e resolvi deixar uma coisa bem clara.

– Esquece isso aqui. Eu ainda te odeio.

E saí. A festa claro tava bombando, mas eu tava muito entediada e aquela coisa do carro não me deixava pensar em mais nada. Fui no bar tomar alguma coisa. Aí a festa toda começou a ficar meio embaçada e umas pessoas que eu não consegui ver rosto por que tava tudo azul me rodearam.

Tinha certeza que era um polvo. Mas como ele tava respirando eu não sei. Deve ser de Antlantis e ter algum poder especial. O polvo começou a passar as mãos em mim, não sei da onde vinha tanta mais aí do nada começaram a gritar e o polvo tava brigando com o batman. Acho que o polvo era gladiador. HAHAHAHA. Tenho que falar pro Torrez que o Batman veio na festa dele. E ficou tudo escuro.

A próxima coisa que me lembro é de estar em um sótão muito igual ao meu, e do Nick estar do meu lado me mandando dormir. Acordei 4 horas da manhã, o Nick tava apagado do meu lado e eu tava vestindo uma camisa muito larga que não era minha. Tinha cheiro de Nick.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.