Eternos
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Avril
Nunca fiquei tão nervosa como agora como estou conversando com o menino mais fofo da escola e o que é “pior” estou sozinha na sala com ele. Fiquei perdida em meus pensamentos durante alguns segundos percebi que Zec falava comigo:
- Avril você é a menina mais incrível que eu já conheci..._ Eu estava olhando nos olhos dele e ele nos meus- você é linda e muito atraente.
- Obrigado. Mas aonde você esta querendo chegar?
- Aqui_ Zec segurou em meu rosto e me beijou no momento fiquei um meio sem reação, mas o que eu podia fazer beijá-lo era o que eu mais queria. Quando Zec me soltou fiquei sem reação e então ele disse de cabeça baixa:
- me desculpe eu não devia ter feito isso. Me desculpa foi mal...
-Zec escuta. Eu amo você dês da primeira vez que eu te vi.
- Sério?
-Sério. Você é uma das melhores coisas que aconteceu em minha vida.
- Avril eu..._ele olhou pra baixo segurando minhas mãos-... a gente não pode ficar junto.
- como assim, você não gosta de mim?
- Não. Não é isso você não entende.
- Então me explica.
- Não, não quero você correndo risco.
- risco de que?
- Avril para de perguntar, por favor.
- Tá Zec quando você resolver me fala o que esta acontecendo você me procura.
Sai da casa de Zec aos prantos só deu pra eu escutar a voz de Zec me chamando. Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto,só tive força para fechar a porta depois desabei no chão. Por que nós não poderíamos ficar juntos? E o que ele não podia me contar? Do que eu estaria correndo risco se descobrisse? Muitas perguntas nenhuma resposta, a essa altura a rua inteira já havia escutado meus soluços.
Acabei dormindo. Quando acordei mal conseguia abrir meus olhos de tão inchados. Fui tomar um banho pra ver se minha aparência melhorava. Coloquei uma calça jeans, uma camiseta preta e prendi meu cabelo num rabo de cavalo meio frouxo. Desci pra tomar café, mas parecia que nada passava por minha garganta. Então resolvi ir pra escola nem passei na casa de Kelly. Quando cheguei à primeira coisa que procurei foi o carro de Zec, mas não o vi estava sendo um dia muito estranho, nem o Zec nem o Nolam muito menos a Kelly havia vindo, pareciam estar me evitando. Depois de um torturado dia de aula fui para casa, nada fazia sentido eu queria acreditar que à tarde de ontem nunca havia existido que era apenas minha imaginação nem um pesadelo, tudo tinha sido real. Kelly bateu na porta de meu quarto, mas as palavras fugiram de minha boca então levantei para abrir a porta Kelly entrou de cabeça baixa e depois disse:
- fiquei sabendo do que aconteceu ontem.
- A é_ disse desanimadamente
- É e eu sinto muito
- Não sinta. Eu não entendo por que não podemos ficar juntos.
- Calma. Miga ele deve ter uma ótima explicação pra tudo isso relaxa.
- você acha?
- Sim. E se eu fosse você iria a casa dele agora e tentaria conversar com ele quem sabe vocês não se entendem...
- você deve ter razão. Vou lá agora mesmo.
- Certo garota é assim que se fala
Coloquei um vestido xadrez vermelho e fui pra casa dele quando cheguei lá soltei os cabelos e bati na porta, mas parecia que ninguém havia ouvido então entrei parecia tudo muito silencioso. Quando derrepente escutei alguém gritar parecia ser uma mulher, e então subi a escada correndo vi que Zec estava todo ensangüentado e ao lado dele havia uma moça com uma mordida no pescoço; fiquei em estado de chock. Zec olhou pra baixo e disse.
-Agora me entende por que não podemos ficar juntos.
- Zec. Deve ter alguma explicação pra isso.
Zec se levantou do chão e furiosamente disse:
- É claro que tem, sou um maldito vampiro movido por sangue.
- Não. Sei que não é assim.
- Para de dar uma de besta Avril, você não esta vendo essa moça?
- Sei que não fez porque quis.
- Será. Pensa nesse momento poderia ser você a garota no chão.
- Mas não sou eu e..._ Eu me aproximei mais dele meio tremula depois completei dizendo- Sei que não me machucaria.
- Como tem tanta certeza?
- Fácil. Se quisesse me machucar não teria se afastado de mim.
- Avril você não entende se você ficar do meu lado estará correndo risco de vida.
- Não importa.
- Como não importa é a sua vida.
- Não tem sentido minha vida sem você.
- Olha o que esta falando; você é nova tem muitas paixões pela frente.
- Zec me escuta, eu te amo quantas vezes vou ter que repetir isso?
- Eu também te amo. Mas a ultima coisa que eu quero é te machucar.
- Me machuca você ficar se torturando pelo que nunca vai acontecer.
Eu o abracei com toda minha força e ele retribuiu com um beijo, nem liguei pro sangue que me sujava, nem do gosto de sangue que saia de seus lábios.
Nolan chegou e viu a garota no chão e disse:
- O que aconteceu?
- Eu a mordi, mas não esta morta apenas desmaiada.
- É melhor levarmos ela para o papai ver.
- Papai já chegou?
- Sim
Zec a olhou por um longo segundo depois a pegou no colo e levou pro quarto de hospedes. Nolan olhou para Zec e disse:
- Sabe o que vai acontecer não é?
- Sei e estou muito arrependido.
Eu o olhei, mas não entendi o que estava acontecendo e então lancei a perguntar.
- Do que estava falando, o que vai acontecer com ela?
- Quando a mordi meu veneno entrou em contato com o seu sangue a contaminando com o vampirismo a tornando uma de nós.
- Você quer dizer vampira?
- Sim. É melhor você não ficar perto dela. Ela pode acordar e te atacar.
Zec desceu para falar com seu pai. Eu fui para seu quarto deitei um pouco. Quando acordei o sol já lançava seus primeiros raios de luz que penetravam pelas cortinas do quarto de Zec, me virei pro lado e percebi que Zec dormia no sofá que não cabia nem metade de seu corpo.
Desci lá pra baixo, na sala e vi Kelly e Nolan conversando. Kelly olhou pra mim e disse:
- Estava aonde?
- No...
Nolan me interrompeu dizendo:
-No quarto do Zec
Kelly riu e disse:
- O que rolou?
- Nada pra sua informação
- Tá e como você parou no quarto dele?
- O que aconteceu foi que eu acabei dormindo na cama dele.
- Junto com ele.
- Não, ele dormiu no sofá.
- Tá agora mudando de assunto. A garota já acordou?
Eu olhei pra Kelly e pensei como ela sabe? Será que o Nolan falou? E por que ela está tão tranqüila não faz sentido eu tinha que perguntar:
- Como você sabe?
- É que Nolan me disse que ela havia se machucado e eles a trouxeram pra cá.
Nossa que susto pensei que ela sabia da verdadeira identidade. Quando olhei pro lado percebi que Zec descia as escadas só de calça e seu peitoral totalmente de fora e seus cabelos lindamente bagunçados. Eu só faltei entrar em transe com aquela paisagem, ele se aproxima de mim e pergunta:
- Avril você ta bem?
- É eu acho que sim
Zec me beijou depois disse:
- Vamos comer to morrendo de fome.
Zec me levou pra cozinha e eu sentei na cadeira esperando ele trazer a comida, mas só que ele se sentou ao meu lado e olhou pra geladeira, pro fogão e para o microondas e depois fez um movimento com a mão como se tivesse puxando algo com a mão e depois sem mais nem menos um copo saiu do microondas com leite e a geladeira se abriu saindo de La um bolo de chocolate e o forno também se abriu e saiu uma torta; ambos flutuaram até a mesa. Zec olhou pra mim e disse todo convencido:
- Bom apetite
Olhei ainda de boca aberta e depois falei:
- você se acha muito né?
- não apenas gosto de usar meus dons para o bem.
- E os dentes pro mal.
Zec fechou a cara e seu rosto alegre havia desaparecido, me arrependi na hora seus dentes trincavam e seus músculos se retensavam, Zec num salto já estava com a boca em meu pescoço, mas antes que Zec pude-se encostar os dentes no meu lindo pescoço Nolan e Sr.Gandet chegaram e o levaram para a sala. Fiquei paralisada por uns 30 segundos depois continuei a tomar meu café.
Zec
Eu sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Sorte que o Nolan e meu pai chegaram e me seguraram, mas e se eles não estivessem por perto a essa hora ela estaria se contorcendo com o veneno. Mas o que eu posso fazer eu a amo e sei que ela sente o mesmo por mim e acima de tudo não quero machuca – lá. Nolan me chamou para a cozinha de volta Avril queria falar comigo. Quando cheguei lá Avril estava de costas para mim fui me aproximando aos poucos de repente Avril seu um auto suspiro depois disse:
- Andei pensando no que houve ontem e hoje cheguei a conclusão que você não pode namorar uma humana.
Eu olhei pra baixo desapontadamente e disse:
- Eu entendo vai se melhor pra você se afastar de mim
- Eu disse que não pode namorar uma humana e não que não poderia ser meu namorado.
- Como assim eu não entendi...
Nolam me interrompeu e disse
- Ela está querendo que a transforme para que vocês possam namorar.
Eu a fitei com os olhos depois eu disse:
- Não. Eu não vou te transformar. Você esta louca.
- Mas Zec tenta pensar comigo ou você me transforma ou eu me mato.
- Você não é louca
- Você acha?
Avril me olhou com cara de desespero e depois pegou uma faca e começou a passar na mão eu tentei pegar a faca, mas acabou que ela se cortou, eu tentei fugir, mas não consegui me segurar, a sorte é que Kelly me segurou não sei a onde ela ganhou tanta força ( deve ser porque ela é uma vampira) mas quando ela olhou pra mão da Avril ela olhou pro Nolan e falou:
- Desculpe eu não vou agüentar.
Ainda olhando para Nolan eu percebi que Kelly tinha se transformado eu tentei segurar ela, mas ela se soltou no momento em que ela se soltou eu fui pra frente da Kelly e ela acabou me atacando, e com ela me atacando eu nem pensei nela ser minha cunhada nem nada me transformei e ataquei ela; quando ela levantou nós dois nos curvamos e quando pulamos para atacar o estraga prazeres do meu irmão pulou no meio. O legal é que agora ele ta com duas cicatrizes enormes e não é no pescoço é na cabeça. Kelly:
- Nolan desculpa... É que foi culpa da sua cunhada.
- Não fala assim da Avril você que não sabe se controlar. Eu disse
- Dá pra parar de brigar vocês dois, eu que estou com essas cicatrizes enormes.
- Tá, mas vê se controla a sua namoradinha.
- Grrr!
Do nada eu vejo Kelly pulando no meu pescoço de novo. E essa nossa briga além de dar vários prejuízos na cozinha durou a tarde inteira.
Notas finais
e faça uma autora feliz
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