Eternos

13 Capítulo 13


Notas iniciais
No ultimo cap...
Joguei Kelly nas costas e corri com ela até lá em casa. Kelly dormiu no caminho, já era de manhã.

Quando chegamos Sara estava na sala, sentada no sofá.

- Bom dia Sara onde está o pessoal dessa casa?

- Na rua, quero dizer Monica está com o esquisito do namorado, teu pai e seu irmão estão no hospital.

- Fazendo o que?

- Parece que a namorada de seu irmão teve outro ataque cardíaco.

- Cara que loucura, eu vou levar Kelly até o quarto ela está muito cansada.

- Tudo bem

Levei Kelly até o quarto e a coloquei na cama, ela tinha que tomar um banho para relaxar e poder descansar.

- Kelly, meu amor acorda, já estamos em casa_ Disse a balançando.

Kelly resmungou algumas palavras como “me deixe” e “ E daí.” A sentei na cama, ela ainda estava de olhos fechados.

- Kelly, por favor, acorde_ Falei mais auto

Kelly abriu um dos olhos e olhou por todo o quarto e parou os olhos em mim.

- Me da uma toalha, vou tomar um banho, e tem mais faça algo para mim comer estou “morrendo” de fome.

- Tem toalha no banheiro e a comida pode deixar que Sara prepara.

- Perfeito então, mas se não se importa prefiro que você me deixe tomar banho sozinha.

- Mas por quê?

- Você pode até achar besteira minha, mas não quero que me veja enquanto eu tiver com esse enorme globo terrestre é muito estranho.

- Deixe de besteira, esse enorme globo que você está dizendo te deixou uma graça, o único problema é que você parece ter diminuído.

Kelly atirou um abajur em minha direção, eu desviei

- Calma coração.

- Saia daqui Nolan

- Tudo bem, mas antes eu quero um beijo

- Aproveitador

Beijei Kelly e desci para a cozinha para falar com minha mãe, ela estava fazendo comida para Kelly.

- Ligou para o Zec?

- Sim, ele disse que ela está fazendo uma série de exames para ver como esta o estado dela.

- Ai droga, ainda tenho que contar isso para Kelly

- Relaxa vai dar tudo certo.

Olhei para minha mãe, ela parecia super tranqüila, parecia saber de tudo, nada a preocupava.

- Mãe é...

- O que? Eu ouvi bem ou você me chamou de mãe?

- É acho que sim

Sara sorriu, eu nunca a chamei de mãe, talvez fosse por que ela viajava muito com o Gandet, eu só os via quatro vezes por ano.

- Fico feliz em ouvir você me chamando de mãe.

- É, mas a senhora não está nem um pouco curiosa em saber o que aconteceu lá na casa da Beth?

- Pra que? Se eu vi tudo o que aconteceu

- Como assim viu tudo?

- Desculpe, acabei esquecendo de te contar, mas minha ultima viagem a Jamaica um cara de lá me ensinou a desenvolver meus dons ocultos e um deles é ver o futuro.

- Perfeito, você esqueceu de me dizer que tem visões... Do futuro.

- Desculpe eu me esqueci.

Kelly desceu a escada, estava com uma blusa minha que lhe serviu como um vestido.

- E ai o rango ta pronto?

- Está é só se servir.

Kelly pegou um prato no armário, colocou a comida e começou a comer.

- Sogrinha está de parabéns sua comida é ótima, ao contrario da gororoba salgada do Nolan.

Estreitei os olhos.

- Obrigada, mas como vai o garotão?

- Acho que bem. E onde está o pessoal dessa casa?

- Avril teve outro enfarto, Zec está com ela no hospital, parece que é grave.

- Cara. Eu tenho que ir vê-la.

- Não, você tem que descansar.

- Não, eu tenho que ver Avril.

- Kelly.

- Nolan_ Ela disse imitando minha voz.

- Droga, vai se trocar.

Kelly riu e me beijou.

- Obrigada_ Disse Kelly

- Tá. Vamos subir, eu ainda tenho que tomar banho.

Subimos para o quarto, eu fui tomar banho e Kelly foi se trocar.

- Caramba, como tem roupa minha nesse seu guarda-roupa, tem mais roupa minha aqui do que lá em casa_ Kelly disse no quarto.

- Não se preocupe em breve todas as suas roupas estarão aqui_ Eu disse no banheiro

- Como assim, em breve?

- Depois que nos casarmos, você vai morar aqui comigo.

- Não sabia disso.

- Pois agora está sabendo, Sra. Kelly Wizard de Moncarda.

- Urg!

Sai do banho e fui me trocar, estava um pouco frio o tempo, Kelly me esperava na sala. Desci correndo a escada.

- Bora, quero ver logo Avril_ Disse Kelly

Peguei em sua mão e fomos até a garagem buscar o carro.

***

- Chegamos_ disse a Kelly

- Finalmente

Fomos até a recepção onde encontramos Zec sentado em um banco.

- E ai cara, como ela está?_ Perguntei a Zec.

- Mal, os médicos disseram que o coração dela é muito fraco, ela não agüentaria ser operada.

- Eu quero vê-la_ Disse Kelly.

- Ninguém pode entrar no quarto_ Falou Zec

- Mas eu posso_ Disse Kelly

- A é mesmo, você é tão pequena que ninguém a veria entrar_ Provocou Zec.

- Sem graça.

Kelly deu as costas e foi até o quarto onde Avril estava Zec olhou para baixo.

- Cara, se ela não melhorar você vai transformá-la?

- Não, não quero que ela se torne um monstro, e além do mais ela ainda tem chances de se recuperar.

- Bom. A decisão é sua.

Kelly veio bufando

- Ela quer falar com você_ Disse Kelly a Zec.

- Já vou, com licença.

Zec

Eu estava muito angustiado. Não queria nem pensar na hipótese de perder Avril, o amor da minha vida.

Quando entrei no quarto ela estava de olhos fechados, suas feições estavam estranhas, o rosado de suas bochechas havia sido substituído por uma palidez, suas pálpebras estavam meio roxas e seus lábios estavam ressecados, a dor me dominou ao vê-la naquele estado.

- Zec que bom que você veio_ Ela disse num sussurro.

- Não se esforce meu amor, você esta muito fraca.

- Eu sei, mas antes que eu morra eu queria que você soubesse que eu te amo...

- Shh. Você não vai morrer, eu não vou te deixar, vou estar aqui com você o tempo todo.

Avril começou a chorar, era muito difícil vê-la sofrendo.

- Zec. Não quero te obrigar a nada, mas eu te amo e não quero morrer, me transformar é a única solução

- Isso não é solução, é uma tragédia.

- Zec ouvi o médico dizer que eu tenho menos de 12 horas de vida.

- Meu amor, se você soubesse o quanto eu queria estar no seu lugar, eu daria tudo para não te ver sofrer.

- Não fale besteira.

O médico bateu na porta.

- Sr. Petrick posso falar um instante com o senhor?

- É claro.

Fomos para o corredor o rosto do médico estava sério.

- Sr. Petrick no caso dela não tem como operar. E pensamos que o melhor jeito é levá-la para casa, para ela viver as ultimas horas com a família. Sinto muito.

- Tudo bem, prepare os papeis da saída dela do hospital

O médico assentiu.

Voltei ao quarto de Avril, ela agora dormia, passei a mão em sua testa seu corpo ardia de febre.

Kelly bateu na porta.

- Com licença Zec, Nolan está te chamando

- Tá, acorde Avril e a ajude a se trocar. _ Pedi a Kelly

- Pode deixar_ Disse Kelly

Fui até o corredor encontrar Nolan

- E ai cara, ela vai lá pra casa?

- Sim, Kelly a está ajudando a se arrumar.

- Pensou sobre minha pergunta?

- Sim e continuo achando que é loucura a transformar

- Bom é você quem sabe

Kelly veio trazendo Avril de cadeira de rodas

- Vamos para casa?_ Perguntei a Avril

Avril assentiu.

Kelly me entregou a direção da cadeira, a levei até o estacionamento e a coloquei no carro.

- Te encontro lá em casa_ Disse Nolan saindo com Kelly do estacionamento.

Liguei o carro e fui para casa. Avril não falou nada o caminho inteiro.

Quando chegamos Sara e Gandet nos esperava na garagem,

- Que bom que chegaram_ Disse Sara.

- É digo o mesmo.

Peguei Avril no colo e a levei até meu quarto, ela nada dizia apenas chorava.

- Avril. Eu te amo muito você é a única razão da minha vida. E se a única coisa que a pode deixar viva é a transformação, então a transformarei.

- Não quero que se sinta obrigado a fazer isso.

- Bom se isso vai te salvar e se isso é a sua vontade então não vejo problema.

- Zec eu também te amo e gostaria de pedir mais uma coisa.

- Pode dizer.

- Me beija.

Me aproximei mais dela e a puxei para mais perto do meu corpo, sua pele estava quente, seus lábios quando tocaram os meus pareciam um pedaço de seda em chamas, a abracei seus braços fracos e frágeis me abraçaram.

- Eu te amo_ Eu disse

- Zec o que está esperando?

- Me dê alguns segundos

Avril sorriu

- Deita, antes de fazer isso quero te dizer que é uma dor quase insuportável, seu corpo vai arder de três a quatro dias.

- Isso não importa se for para viver com você pro resto da vida.

A beijei novamente

- Tudo bem então

Virei seu pescoço, senti o seu sangue se acelerar, minha boca encheu de água. O cheiro de seu sangue me embebedou, num impulso cravei meus dentes em seu pescoço, Avril começou a tremer, dei um salto pra trás .

Kelly ficou sem palavras e desceu a escada.

Avril se contorcia de dor

Era horrível a ver daquele jeito, a duvida me dominou será que foi uma boa idéia a transformar? Isso eu só iria saber depois de alguns dias quando a transformação já estivesse completa.

Fim

Notas finais
Odeio despedidas...
bom será que é o fim?
issu só vai depender da bianca...
bjo povo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!