Eternos

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Nolan e eu corremos até ela
- O que houve garota?
- A Avril ela...

- A Avril o que? Desembucha

- Ela desmaiou o Zec ta com ela corre por favor

- Onde ela está?

- Na quadra

Nolan correu até ela e nós fomos atrás. Encontramos Zec com ela no carro.

- O que houve Zec?

- Ela estava correndo com as outras garotas quando de repente ela parou e começou a ficar sem ar eu tentei ajudá-la e ela desmaiou.

- E onde você vai?

- Para um hospital. Você pode informar a vó dela?

- Sim deixa comigo, nós te encontramos lá daqui a pouco.

Zec assentiu e foi para o hospital.

Nolan dirigiu até a casa da avó de Avril

- Será que ela está bem_ Nolan disse se referindo a Avril

- Sim, eu posso sentir a respiração dela se acalmando.

- Como assim?

- Eu consigo sentir o que qualquer pessoa está sentindo tipo a avó da Avril está feliz assistindo um filme de comédia.

- Isso é sério?

- É. Agora vira a esquerda, a terceira casa.

Nolan estacionou o carro em frente a casa.

- Você sabe qual é o nome dela?

- Sra. Beilye

- Hum que interessante

- por quê?_ Perguntei

- Namorei uma garota chamada Beilye

- E quando foi isso?

- Há uns 50 anos atrás.

- Que ótimo torce pra não ser a mesma.

- É óbvio que não é a mesma.

Saímos do carro e fomos até a porta da casa.

- Sra. Beilye é a Kelly

Ela atendeu a porta assim que olhou para Nolan arregalou os olhos.

- Sra. Beilye posso conversar com a senhora?

- É claro... Entrem

Entramos na casa ela apontou o sofá para que a gente se sentasse

- Obrigado, mas... Eu vim dizer a senhora que a Avril passou mal na escola e desmaiou...

- Cadê ela?... Cadê minha menina?

- Calma. Ela já está no hospital, Zec levou ela pra lá

- Quem é Zec?

- É o meu irmão e namorado da sua neta_ Respondeu Nolan

- Se a senhora quiser nós te leva até lá_ Disse

- Tudo bem vou me trocar.

Ela subiu para o quarto.

- Kelly lembra o que eu te disse no carro sobre uma garota que eu namorei chamada Beilye?

- Sim. E daí?

- E daí que a garota que eu conheci a 50m anos atrás é a avó de Avril.

- Grr_ Dei um tapa nele_ Seu idiota_ Outro tapa_ Você não deixa passar uma.

- Como eu ia saber, na época nem a mãe da Avril era gente ainda.

- O seu energúmeno já passo pela sua cabeça que você poderia ser o avô da Avril.

- Ai meu Deus eu sou o avô da Avril e agora...

- Cala a boca, eu disse que você poderia ser e além do mais se ela fosse sua neta ela seria imortal.

- Ah é mesmo, mas e se ela for imortal.

- Não fale besteiras.

Beilye desceu a escada, não parava de olhar para Nolan.

- Então vamos?_ Disse abraçando Nolan

- Vamos _ Ela respondeu

Entramos no carro, a velha estava meio tensa, pensativa. Nolan fitava a rua pelo vidro esquerdo do carro.

A minha conversa com Nolan girava pela minha cabeça, será que havia a possibilidade de Avril ser a neta do Nolan. Isso seria estranho por que de qualquer forma eu seria avó dela, mas... Não isso não pode ser possível.

Chegamos ao hospital, à expressão de Zec estava mais tranqüila. Zec ao me ver correu até a gente.

- E então como ela está?_ Perguntei

- Ela está bem, o médico disse que ela teve um enfarto e a pouco tempo eu a perguntei se ela tinha algum problema de saúde e ela disse que não e ficou irritada.

Beilye olhou para Zec parecia o conhecer.

- Zec essa é Beilye sua futura sogra.

- AH Dona Beilye desculpa por me apresentar nessas condições eu sou Eze..

Nolan o interrompeu passando a mão no pescoço para ele parar de falar

- É... Só um instante Sra. Beilye

Zec puxou Nolan e eu para o outro corredor.

- Da pra me explicar o que está acontecendo?_ Zec perguntou

- É que a amela do seu irmão ficou com a avó da Avril no passado.

- Cara você não deixa passar uma... Mas calma ai você pode ser o... Não isso não é possível.

- Talvez seja_ Nolan disse

- Ai que ódio

- Não é minha culpa

- É claro que não a culpa é da Sara por ter te colocado no mundo.

- Já chega, pega uma amostra de sangue da Avril e vamos fazer um exame de DNA

- O tapado você não tem sangue pra fazer exame.

- A é mesmo. Ai e agora como eu vou saber a verdade.

Cara quantos filhos mais o Nolan têm no mundo eu preciso saber a verdade, mas como.

- Perguntando_ Disse Monica se aproximando

- Do que você está falando?_ Perguntei

- Desculpa. Eu não pude evitar de ouvir seus pensamentos.

- Atrevida você hen.

- Já disse desculpa.

- Ta tudo bem, mas por um lado você teve sorte porque com o infarto da Avril acabou esquecendo de te dar bronca.

- Credo Kelly eu preferia ficar surda do que ver a Avril daquele estado.

- Ta é o seguinte eu vou ir conversar com a Sra. Beilye e você fica ai com os meninos

Fui até Beilye ela estava tomando café e pelos batimentos dela ela estava preocupada, era um ótimo momento para relembrar o passado.

- Sra. Beilye posso conversar com a senhora?

- Pode

Me sentei ao seu lado

- é Eu posso te fazer uma pergunta?_ Perguntei

- Claro

- Sra. Beilye quem é a mãe da Avril

- Hum. Era uma amiga minha ela morava lá em casa, ela namorava um cara e acabou engravidando de Avril, foi uma gravidez muito difícil, ela era depressiva e o namorado dela não queria saber da criança. Quando ela foi ter Avril acabou morrendo minutos depois do nascimento.

- Nossa que história triste.

- É, mas... É a vida. E pelo que percebi você também está grávida. Seu namorado me lembra muito um cara que eu conheci no passado.

- Nossa que conhecidencia, mas agora eu vou ver se ele precisa de alguma coisa.

Corri para encontrar ele. Eu sabia o Nolan não era o avô da Avril.

Quando o achei pulei em seu colo.

- Nolan conversei com a Beilye e descobri que ela não é a Avó da Avril isso significa que você não é o avô da Avril.

- Essa é a minha pequena_ Ele disse me beijando.

Zec revirou os olhos.

- Ai Kelly enquanto você lançava a “detetive”. O médico deu alta pra Avril.

- Perfeito e então vamos embora

- Sim. Mas a Avril vai ficar na casa da avó _ Zec disse fitando o chão

- Vai ser melhor_ Disse

Monica foi saindo de fininho, mas Zec percebeu.

- Volta aqui mocinha você não vai pra casa do tomada.

- Não é “tomada” é torrada

- Que seja. Kelly você pode levar a avó da Avril até em casa_ Perguntou Zec.

- Claro_ Respondi.

- Eu vou com você_ Disse Nolan

- Perfeito você dirige.

- Ah sem graça.

Fui buscar Avril e Beilye, elas estavam me esperando no corredor.

- Oi amig que susto você deu na gente.

- É e então nós podemos ir?_ Disse Avril exausta

Assenti quando chegamos ao estacionamento Zec a esperava os dois se beijavam e se abraçavam

- Kelly deixa comigo eu te levo até em casa.

Nolan, Monica e eu fomos para casa, Monica ia dormir lá, estava com medo de Zec brigar com ela. Quando chegamos, Monica foi direto para o quarto de hospedes com certeza ia telefonar para o namoradinho. Nolan se sentou no sofá e eu fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer.

Tudo estava calmo quando de repente sinto um calafrio um medo me tomar, tudo ficou frio a energia ficou pesada. Ouvi um grito ensurdecedor corri para a sala Nolan me olhou

- Kelly que é isso tudo?

- Você também está sentindo?_ Perguntei

- Sim, mas cadê a Monica?

De repente Monica desceu a escada calada, seus olhos estavam brancos e arregalados ela olhou para Nolan.

- Monica, não faz essa cara volta ao normal isso não tem graça_ Eu disse indo para a frente do Nolan.

- Eu... Eu vi eles... Eles disseram que você e sua família pagariam por tudo o que haviam feito que a hora de vocês chegou._ Monica disse tremendo numa voz quase um sussurro.

- Quem são eles?_ Perguntou Nolan.

Monica caiu desmaiada, sua pele estava rígida, Nolan a pegou e colocou no sofá.

- O que foi tudo isso? Do que ela estava falando?_ Perguntei

- Bem de uma coisa eu sei; alguém está usando ela como porta voz e seja lá quem for está querendo briga_ Disse Nolan.

- Calma ai_ Parei tentando lembrar tudo o que ela disse_ Bem ela disse que nossa hora chegou_ Eu disse tremula.

- Faz algum sentido pra você?

- Não.

- Bem ela disse que minha família e eu pagaríamos

- Mas pelo o que?

- Não sei.

O rosto do Nolan era de preocupação, eu podia sentir seus músculos retensados. Suas mãos pegaram a minha me puxando para perto de seu corpo, seus braços me envolveram.

- Meu amor não se preocupe eu não vou deixar que nada e nem ninguém faça mal para você e nem para o bebê.

Me apertei mais a seu corpo, de algum modo isso me tranqüilizava.

Já era tarde. Nolan levou Monica até o quarto de hospedes depois nós fomos para o quarto, mas não consegui dormir ao contrario de Nolan que já roncava.

Não consegui tirar da cabeça tudo o que Monica havia dito. Seja lá quem usou seu corpo para se comunicar não estava brincando dizendo tudo aquilo, mas algo me diz que os conheço.

Nolan colocou seu braço em cima de mim e sua cabeça para perto do meu ouvido.

- Eu já disse não, se preocupe eu e minha família destruiremos qualquer um que tentar nos fazer algum mal.

- Tudo bem

- Eu te amo agora dorme.

Eu assenti

Na manhã seguinte logo cedo Nolan já estava de pé preparou a comida arrumou as coisas. Bem se depois do casamento ele continuar assim será o marido perfeito. Eu sabia que tudo o que ele estava fazendo era para me fazer ficar melhor, mas isso não funciona comigo. Meu jeito negativo nunca me ajudou.

Logo que levantei fui me olhar no espelho, isso já havia se tornado costume depois que engravidei. Nolan me olhou sorrindo.

- O que é meu amor? Esta vendo se a barriga cresceu?_ Disse Nolan.

- É digamos que já estou ficando paranóica com isso.

Nolan veio andando lentamente em minha direção, a forma como ele me olhava me fazia esquecer até o nome, sua boca me fazia girar, seus braços me davam a certeza de estar segura. Fechei os olhos e fiquei imóvel esperando que seus braços me envolvessem se até aos poucos sua mão tocar minha pele e sua boca os meus braços. Nolan me fazia esquecer tudo.

- Dormiu bem pequena?

- Sim

- Que bom, porque hoje o dia vai ser longo.

- Nem me fale.

Monica desceu a escada e foi direto para a cozinha

- Monica_ Gritei

- O que é?_ Ela gritou de volta

- Vem aqui, por favor.

Ela veio correndo sua expressão havia voltado ao normal.

- O que foi tudo aquilo que você disse ontem?_ Perguntei

- Do que você está falando?_ Disse ela meio confusa

- Como do que eu estou falando e...

- Kelly escuta ela não se lembra de nada porque não era ela que estava dizendo tudo aquilo, quero dizer alguém usou o corpo dela para se comunicar.

- Mas quem e por quê?

- Não sei_ Nolan respondeu

- Do que vocês estão falando? Estão ficando malucos?_ Monica disse exasperando.

- Não. É que ontem... Alguém usou seu corpo para se comunicar_ Explicou Nolan.

- Como assim?

- Nolan quer dizer que é porta voz de alguém. Estão usando seu corpo para nos ameaçar;

- Cara. Que loucura. E vocês já sabem quem é?

- Não. E por isso que nós queremos que você tente lembrar tudo o que fez e viu na noite passada.

- Bem eu...

Alguém bateu na porta, pelo cheiro era o esquisito do torrada. Monica correu para atender

- Bom dia mo_ Ele disse beijando-a

- Oi cunhado, Oi cunhada

- Oi _ respondi

Nolan estreitou os olhos e o olhou

- Desculpa... Nolan._ Torrada disse percebendo a reação de Nolan

- Tudo bem._ Nolan respondeu. _ Torrada ainda bem que você chegou, aconteceu algo muito estranho ontem.

- O que houve ontem?

_ O que houve, é que usaram o corpo da Monica para nos ameaçar._ Disse Nolan

- Cara e você esta bem?_ Torrada perguntou a Monica

- Sim. Eu não consigo me lembrar de nada.

Torrada olhou para Nolan e assentiu, eu não entendi nada eles estavam se comunicando mentalmente aquilo já estava me irritando.

- Qual é vocês vão ficar em silencio. E você piralha o que está esperando pra ler a mente deles.

- Não dá, torrada está bloqueando a mente deles.

- Perfeito_ Resmunguei saindo do corredor e indo para o quarto.

Me sentei no canto entre a cama e o criado-mudo, eu estava me sentindo mal. Não de saúde mas por não saber o que fazer.

Nolan entrou no quarto e empurrou o criado-mudo para o meio do quarto e se sentou ao meu lado e pegou minha mãe, pousei a cabeça em seu ombro.

- Cadê a Monica e o torrada? Perguntei

- Já foram para a escola.

Fiquei sem saber o que dizer as palavras fugiram de minha boca. Nolan agora passava os dedos em meu cabelo, tudo estava em silencio, não se ouvia barulho de carro nem passos, só um grande vazio. De repente sinto meu bebe se mexer, fez um certo barulho. Nolan sorriu e colocou o ouvido em minha barriga. Eu não gostava desse tipo de carinho, não gostavaque ninguém tocasse naquela enorme superfície redonda, mas não consegui dizer nada.

- Olha garotão o papai está aqui e não se preocupe com a mamãe ela só esta um pouco triste.

Nolan levantou a cabeça e me olhou nos olhos eu o abracei, seus braços me envolviam. Eu queria muito conseguir chorar, eu percebi que era chorando que os humanos expressavam a dor, a alegria, a angustia e o afeto. Percebi que era a hora de eu tirar toda aquela mascara de mulher durona e enfrentar a verdade eu estava com medo, medo de perder o Nolan a pessoa que eu mais amava no mundo.

- meu amor, por favor, não fique assim eu vou dar um jeito em tudo isso e seja lá quem for que estiver nos ameaçando vai se arrepender de ter falado tudo isso.

- Nolan me promete que não vai me deixar?

- É claro meu amor. Eu nunca deixaria você, a pessoa mais importante pra mim neste mundo.

Eu o olhei nos olhos e ele me beijou.

- Eu te amo, a amo mais do que minha própria vida se é que tenho vida.

- Eu também te amo com todas as minhas forças.

- Eu sei e é por isso que eu estou aqui, você foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida, quando Beth me largou pensei que nunca mais ia amar ninguém, mas quando eu te vi brigando com um vendedor de cachorro quente tive a certeza que você era a mulher da minha vida, Kelly eu te amo.

Sorri.

Nolan e eu passamos a metade do dia juntos abraçados falando dos momentos bons que já vivemos. O sol já estava se pondo, eu estava mais calma, Nolan tomou banho e se trocou.

- Kelly. Vamos lá em casa, eu preciso falar com o Gandet talvez ele saiba o que fazer.

- Não eu prefiro ficar em casa e assistir TV.

- Tem certeza?

- Absoluta.

- Se houver algum problema me liga que eu venho correndo.

- Tá tudo bem.

Nolan me beijou e foi embora.

Eu liguei a TV passava uma novela mexicana, não era a das piores; Comecei a assistir estava interessante. Estava tudo ótimo até alguém bater na porta. Caminhei lentamente eu estava meio fraca, sensível, quando abri a porta...

Notas finais
impossivel num deixar suspense
kkk agora vão ter q esperar até amanhã bjus
comentem