Eterno Amor
13 O confronto começou
Meia-noite...
Ikki chegou à frente do local do encontro acompanhado de Seiya e Shiryu, mas somente ele entrou no cemitério. Ikki sentiu a presença de alguém e indagou:
– Estou aqui. Apareça quem quer que seja!
Sentado em uma tumba, Durval respondeu acompanhado de uma grande gargalhada:
– Estou aqui, caro Ikki. Prepare-se, pois você não “viverá” depois desta noite.
– Durval! Pensei que estava eliminado! – disfarçou.
– Jamais “morrerei” tão facilmente. – afirmou se colocando a frente de Ikki.
– Porque você resolveu aparecer só agora?
– Tudo é questão de momento. Mas eu sempre te seguir, meu cara. Sabe quem denunciou as amiguinhas para a inquisição? Eu...
– Quer saber? Tenho pena de você, pois é seco por dentro. Nunca sentiu o amor de ninguém, nem da Esmeralda. É por isso que tem ódio de mim, pois eu e ela nos amamos intensamente, bem pertinho de sua vista. Ela foi, na verdade, mim e não sua.
– Cale-se! Acabarei com você.
Assim, surgiram dois vampiros e seguraram Ikki que começou a apanhar de Durval.
Shiryu e Seiya “entraram em ação” para ajudar Ikki e “compraram” a briga, fazendo a luta ficar de igual para igual.
Neste momento, Geist, Shina, Hyoga e Shun estavam em frente de uma casa de construção antiga e aspecto sinistro. As garotas sentiram uma grande energia saindo da casa.
– Está sentindo, Geist?
– É a energia delas, Shina.
Dentro do cativeiro as irmãs também sentiram algo.
– Eu estou sentindo meu corpo vibrar, Marin.
– Vem lá de fora, é uma força que nos chama!
– Deve ser aquelas garotas.
– Então vamos nos unir. Dê-me sua mão, June.
Do lado de fora da casa, as amigas fizeram o mesmo.
Os pensamentos das quatro se juntaram. Elas evocaram juntas, pela primeira vez seus poderes.
– Mãe Natureza humildemente te invocamos. Venha sobre nós. – pediu Geist – Poder da terra. – gritou.
– Poder do fogo. – gritou Shina.
– Poder da água. – gritou June.
– Poder do ar. – gritou Marin.
– Elemento da natureza nos dê o poder. – gritaram todas.
Com isso, o céu relampejou, raios caíram, o chão tremeu e os vidros da casa se quebraram e as madeiras que revestia o quarto onde as irmãs estavam e elas se soltaram. Os vampiros que estavam dentro da casa não entendiam o porquê aquilo estava acontecendo, então saíram para a rua. As irmãs também saíram. Hyoga e Shun ficaram boquiabertos com o poder das vampiras.
No cemitério...
– O que está acontecendo? – perguntou Durval – O que é isso?
– São “minhas crianças”. Estão usando seus poderes. – respondeu Ikki sorrindo – Veremos do que elas são capazes.
– Não se sinta tão feliz, pois nada vai impedir meu grande objetivo: matar-te.
Os vampiros, que brigavam com Shiryu e Seiya, também se assuntaram. Enquanto Seiya vibrou:
– É isso ai, garotas, mostrem que ninguém pode com a gente.
Porém essa distração rendeu-lhe um soco na face que jogou ele longe. Seiya se levantou revoltado, limpou o canto da boca que escorria sangue e pulou encima do adversário enchendo o rosto dele de socos.
Em frente da casa, os seis vampiros súditos de Durval tentaram segurar as duas prisioneiras, mas não conseguiram, pois Hyoga e Shun se aproximaram para resgatar de vez suas amadas. Shun derrubou um vampiro com um empurrão de ombro, enquanto Hyoga torceu o pescoço de outro.
– Garotas, saiam daqui. – mandou Hyoga.
Marin e June se afastaram no mesmo momentos em que os outros quatro vampiros ilesos atacaram os dois amigos. Geist e Shina se aproximaram das irmãs. E Shina falou com um sorriso lago, demonstrando sua excitação:
– É, chegou a hora de testa me pode total.
– Manda ver! – apoiou Geist.
Shina se consertou em uma vampira que atacavam seus amigos e desejou que ela ardesse e em chamas, na mesma hora a criatura começou a gritar em desespero e a rolar no chão.
– Socorro!
Todos pararam para ver o que acontecia com ela e então seu corpo virou a tocha de fogo. Shina sorria triunfante:
– Quem quer ser o próximo?
Outra vampira pulou em sua direção e a jogou longe. Então Geist criou uma ilusão em que varias serpentes percorriam o corpo da inimiga que se despertou.
– Tira essas coisas de mim.
Aproveitando a distração da vampira, Geist perfurou o peito dela e rançou seu coração.
Hyoga, Shun, Marin, June, Shina e Geist se juntaram enquando os outros vampiros inimigos os rodearam.
– Chegou a hora de acabar com esses caras de vez. – disse Marin.
Marin e June se juntaram com Giste e Shina. As quatro bruxas formaram um circulo e o poder que elas emanaram era maior e mais poderoso que o anterior.
– Eu nunca senti uma força tão grande, Hyoga.
– Eu também, mas já imaginava que seria assim.
As quatro bruxas evocaram mais energia e assim conseguiram fazer o sol surgir. Elas fizeram uma barreira de proteção para elas e para Shun e Hyoga. Assim conseguiram destruir o resto dos inimigos que as cercavam. Logo após a noite ressurgiu.
Marin e June olharam seus amados e não perderam tempo: os abraçaram com força. Eles receberam-nas com a mesma intensidade e colaram seus lábios num beijo desesperador de saudade e amor. Geist limpou a garganta e afirmou:
– Eu entendo a saudade e alegria de vocês, mas a luta ainda não acabou.
– O Ikki, o Seiya e Shiryu devem estar precisando de nossa ajuda. – completou Shina.
Assim os seis vampiros se dirigiram ao cemitério.
Lá encontraram os amigos em uma luta sem fim com seus adversários.
– Shun, temos que fazer alguma coisa.
– Claro, vamos ajudar o Shiryu e o Seiya a dar um fim nestes dois malditos.
Hyoga foi ajudar Shiryu e Shun foi ajudar Seiya.
– Shun, deixa que eu acabo quem esse miserável.
– Como uma ajudinha, fica mais fácil. – falou o vampiro dando uma voadora no inimigo, jogando-o no chão – Da logo o fim nele, Seiya.
Então Seiya correu e antes que o adversário reagisse, ele arranco dele coração e jogou longe. O inimigo virou cinzas.
– Hahaha... Acabei com você, idiota. – ironizou com um sorrisinho de triunfo – Valeu, Shun!
Ao lado Hyoga pulou em cima do vampiro que lutava com Shiryu e mordeu o ombro dele.
– Ah!!! – gritou o inimigo enquanto o sangue escoria pelo seu braço.
Aproveitando este momento de fraqueza, Shiryu penetrou a mão no peito do adversário e arranco o coração dele que virou cinzas.
Agora os oito vampiros estavam juntos.
Vendo Ikki e Durval travando um duelo de estadas que misturava força e habilidade, June disse:
– Nós precisamos ajudar o Ikki.
– Não, June. – retrucou Shiryu.
– Mas se nós quatro nos juntarmos e evocarmos os nossos podemos ajudar o Ikki derrotar Durval.
– Eu sei Shina. Mas o próprio Ikki quer está luta. Quer vencer sozinho. Quer vingar Esmeralda e se tiver que “morrer”, ele “morrerá”.
– Quem é Esmeralda?
– Depois explicamos isso a você, June. – afirmou Hyoga.
– Não importa quem é Esmeralda. O que importa é que o Ikki não pode “morrer”.
– Marin, olhe você mesma para os olhos do Ikki. – pediu Shun.
Todos olharam e puderam perceber o como Ikki queria vencer e não morreria nunca sem vingar a “morte” de sua amada.
– É, Ikki, você está de parabéns. – ironizou Durval – Que força você adquiriu! Tenho que admitir que estou com dificuldade em te eliminar.
– Antes de eliminar-me, eu te destruirei e vingarei a “morte” de Esmeralda. Custe o que custar, pois assim você não fará mal para mais ninguém.
– Veremos.
Durval virou-se, abaixou-se perto de uma tumba e com uma grande velocidade, atirou um punhal em direção ao peito de Ikki que foi atingido e caiu ajoelhado.
– Vocês juram que eu tenho que assistir a isso sem fazer nada para ajudar o Ikki? –indignou-se Geist virando o rosto.
– Se interferimos Ikki não perdoará. – afirmou Hyoga.
Vendo Durval aproximando-se de Ikki “ferido”, com uma espada na mão, Shina responde:
– Depois eu me entendo com Ikki.
A vampira concentrou seu poder na estada de Duval fazendo-a esquentar. Então ela a jogou no chão.
– O que é isso? O que aconteceu com minha espada, esta queimando?
– Foi eu. – revelou Shina bastante irônica – Você acha que eu iria deixar você fazer alguma coisa para o Ikki?
– Garota insolente. Quem você pensa que é para me desafiar assim? — Durval olhou com ódio para a vampira.
– Nós somos superiores a você que um verme asqueroso. Você pensa ser importante, mas não sabe o que é o amor e por isso você não merece o respeito de ninguém. – ponderou Geist.
– Cale-se. – ordenou Durval.
– Tem coragem de nos enfrentar, Durval? – perguntou Shina. – Venha.
– Vocês não sabem como que estão lhe dando. – avisou Durval.
– E você não sabe a força que temos. – rebateu June.
Shiryu, Hyoga, Shun e Seiya não fizeram mais nada para deter as quatro vampiras, somente se afastaram quanto elas se uniam e evocavam o poder da natureza.
Quando o conflito começaria, Ikki gritou:
– Não, “minhas crianças”! Fiquem fora disso. Rapazes detenham-nas.
Durval virou-se e viu que Ikki estava em pé e o ferimento no peito já estava previamente fechado.
– Durval, esqueceu que a luta é comigo?
Os quatro vampiros se aproximaram das vampiras e impediram-nas de fazerem qualquer reação.
A briga de Ikki e Durval continuou com a força toda, mas agora em corpo a corpo. Durval levou mais uma vez vantagem, atacando seu adversário, que só se defendia, mas um dos golpes foi diretamente no peito de Ikki. Durval tentou arrancar o coração do vampiro, mas não contava que ele faria o mesmo com ele.
Os dois vampiros tentaram impedir que seus corações fossem arrancados, contraindo seus órgãos.
Desesperada, mais uma vez, as vampiras retrucaram e Marin, mesmo sendo segurada por Hyoga, conseguiu ajudar Ikki, dando-lhe mais energia.
Então Ikki, arrancou o coração de Durval. Mas mesmo assim o coração do líder foi retirado do seu peito.
Durval caiu no chão e virou cinza.
Ikki ainda tinha um pouco de energia dada por Marin. Ele olhou para cada um de seus amigos com os olhos cheios de lágrimas. Trazia um olhar tranquilo e meigo, um agradecimento sincero por toda a amizade e carinho que tinham por ele. O líder tinha um leve sorriso.
As vampiras começaram a chorar enquanto Ikki caia no chão virando cinza também.
Os vampiros somente deixaram lágrimas rolarem de seus rostos, menos Shiryu que se aproximou das cinzas de Ikki. Vendo o anel de seu líder, pegou-o e colocou-o no seu dedo anelar.
– Parem de chorar. Sem tristeza. O Ikki fez o que seu coração pedia. – ordenou Shiryu.
– Mas é tão triste.
– Eu, Marin, meu coração esta em pedaços, mas temos de ser fortes, é o que esperava Ikki. – disse Shiryu – E aproveitando o momento, quero comunicar que a partir de agora sou o novo líder. O meu primeiro pedido é: catemos as cinzas de Ikki e vamos jogá-las no mar, assim, de certa forma ele estará livre.
O dito foi feito e no cais da praia todos jogaram um pouco das cinzas de seu eterno líder. Logo após foram embora para casa. No mar formou-se o rosto de Ikki sorridente. Realmente ele estaria livre para sempre.
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