Eterno Amor.
1 OneShot
Notas iniciais
Já era madrugada em Konoha, mas eu não me importava de estar trabalhando no escritório do Hokage. É... eu finalmente havia conquistado meu maior sonho, eu era o sétimo Hokage. Eu era considerado um Herói do mundo Shinobi, meu nome viajou os quatro cantos do planeta e eu tinha respeito e admiração de todos. Eu tinha conquistado meu sonho..., mas agora isso não me deixava feliz.
Atolado em relatórios para esquecer-me do mundo afora, atolado no trabalho para não deixar brecha alguma para os meus pensamentos... Inútil. Era só a noite chegar que eu me pegava mirando a lua, resplandecente no céu. Aquela lua que me lembrava tristemente dos olhos perolados da Hyuuga. Aquela lua que me fazia sentir o vazio dentro do meu peito. Já fazia tanto tempo...
Era durante a noite que eu mais sentia a sua falta. Não só por causa da lua, que me lembrava de seus olhos, mas por ter sido durante a noite que eu passei os meus melhores momentos com ela. Os melhores momentos de minha vida. Lembrar-me dos beijos, das carícias, da sua pele em contato com a minha, das sensações que ela me causava, do sentimento que eu ainda não conhecia, mas que crescia dentro de mim com tamanha brutalidade. Dói pensar que nunca mais verei seu sorriso, sentirei seus lábios sobre os meus, que nunca mais irei escutar sua voz melodiosa sussurrando e gemendo meu nome durante nossas cálidas noites de amor. Dói pensar que nunca mais a terei ao meu lado, não poderei construir uma família com ela. Mas o que dói mais é saber que eu nunca pude retribuir totalmente o seu amor e devoção por mim, saber que ela nunca escutou dos meus lábios a frase que eu mais escutei dela, e a frase que mais importa. Eu te amo.
Parece ridículo descrever todos esses sentimentos que tenho no momento e afirmar que nunca disse essas meras 3 palavras para a pessoa mais importante da minha vida. Tudo foi tão rápido. Tudo aconteceu de maneira tão rápida...
Ela sempre me observou, sempre me admirou e sempre me amou, e eu? Bem, eu nunca conheci o amor, e na infância é fácil se enganar. Foi isso que aconteceu comigo, eu me enganei com o primeiro sentimento que senti. Amor? Não, eu não amava a Sakura como eu pensei um dia. Era amor, mas era um amor fraternal, um amor de amigos, não um amor entre um homem e uma mulher. Eu demorei a perceber isso. Mas ela não, ela sempre me amou e seu amor sempre foi verdadeiro, crescendo cada vez mais com o passar dos anos. Ela me salvou 3 vezes e eu nunca pude retribuir isso a altura.
Com o fim da Quarta Guerra eu me senti em dívida com ela, e talvez esse tenha sido o impulso para eu ter ido até ela. Eu a prometi que iria protegê-la e que iria estar sempre ao seu lado e que iria fazer dela a mulher mais feliz do mundo. Eu não menti, essa era realmente a minha intenção, mas naquele momento eu não disse que a amava. E ela era esperta o suficiente para perceber isso. Mesmo assim ela aceitou meu pedido e começamos um namoro.
Ela sabia que não era uma relação equilibrada. Não que eu tivesse sentimentos por outra pessoa, não! Eu era devoto a Hinata assim como ela devota a mim, mas eu nunca disse que a amava assim como ela já havia me dito. Ela nunca pareceu se importar demasiadamente com esse fato. Mal eu sabia naquela época que já a amava. Mas como eu disse... eu não sabia o que era o amor, eu nunca o conheci. Erro meu, eu conheci o amor com ela. Ela me ensinou a amar, mas não me ensinou a esquecê-la.
E então veio o ataque surpresa. Uma nova organização criminosa, que se assemelhava a antiga Akatsuki invadiu Konoha. Eles eram bons. Os melhores Shinobis da Vila foram lutar para defender nosso lar e não era de se admirar que Hinata estivesse entre eles. E assim como começou rápido, terminou rápido. Eu me distraí durante o combate e o inimigo aproveitou a brecha com sabedoria. Seu ataque era fatal e eu não pude reagir ao ver aqueles cabelos azuis voarem a minha frente e ver Hinata receber o golpe em meu lugar. Consegui apenas segurá-la em meus braços e impedir que caísse violentamente ao chão. Não me preocupei mais com nada, o combate, os sons de luta, tudo era alheio perante aquele momento. Lembro-me exatamente das nossas últimas palavras.
Hinata, por que você fez isso? Era para mim o ataque, você não podia... você... – Eu estava descontrolado, sabia que aquele ataque fora fatal e que a menos que um milagre acontecesse..
- Eu...não podia deixar... você morrer, Naruto-kun. – Ela disse com um meio sorriso enquanto eu tentava limpar o sangue que escorria de sua boca.
- Mas, Hinata, você.... – Eu não pude completar a frase, não conseguiria dizer que ela iria morrer, aquela frase parecia impossível para mim, mas a realidade se mostrava de maneira diferente.
- Eu sei, Naruto-kun, mas se eu deixasse você morrer, eu morreria por dentro. Eu não posso viver sem você... – ela tossiu e mais sangue saiu de sua boca. – Naruto-kun, por favor, seja feliz e eu ficarei feliz por você... – Mais uma vez ela pensava em mim primeiro.
- Não diga isso Hinata... – Ela me silenciou com o indicador sobre meus lábios.
- Por favor, me prometa que será feliz! – Ela pediu e eu senti minhas lágrimas descerem pelo rosto. – Por... favor... Naruto-kun.
- Eu... eu prome..to, Hinata. – Disse aquelas palavras contra a minha vontade, como eu poderia ser feliz sem tê-la ao meu lado?
- Arigatou, Naruto-kun. – ela sorriu e proferiu novamente as palavras que eu nunca disse. – Eu te amo. – E com isso seus olhos se fecharam. Eu gritei com toda a força que meu pulmão me disponibilizava e apertei seu corpo inerte contra o meu. Eu chorava compulsivamente e a dor que se instalava em meu coração era mais forte que qualquer outra que já tivera sentido antes. Era mais forte até que a dor que senti ao receber a notícia da perda de meu Sensei.
- Não me deixe, Hinata, por favor, por favor! Não me deixe! Eu te amo, eu te amo... eu te amo...- não fazia sentido proferir aquelas palavras agora. O remorso por nunca ter dito essas palavras antes me arrebatou de tal maneira que eu não sabia mais onde ficava o chão ou o céu. Eu precisei perdê-la para perceber qual era o nome para os sentimentos que eu nutria pela Hyuuga. Amor. Eu a amava e só pude dizer isso a ela agora. Ela morreu e não soube disso. Eu havia perdido a pessoa mais importante da minha vida.
Sai do meu escritório já sentindo as lágrimas banharem meu rosto. Isso já havia virado rotina... eu ficava até tarde no escritório e as lembranças me dominavam. Eu então saia de lá e ia para o cemitério, onde ela havia sido enterrada. Quando cheguei lá, ajoelhei-me perante a lápide e baixei a cabeça em oração. Ao final eu levantei meu rosto ainda embargado pelas lágrimas.
- Perdoe-me, Hinata. Não posso cumprir minha palavra. Eu não posso ser feliz sem você ao meu lado. Eu sempre vou te amar. Por favor, me espere. Eu sei que um dia ainda iremos nos encontrar. – Dito isso levantei e pus-me a caminhar e senti uma pequena brisa balançar meus cabelos. Sorri com a sensação agradável que preencheu meu coração e fui para casa.
- Eu continuo ao seu lado, Naruto-kun. Eu vou te esperar, por toda a eternidade se for preciso. Eu sempre irei te amar. – O espírito de Hinata estava ali, seguindo seu loiro para onde quer que ele fosse, sempre o protegendo, sofrendo junto com ele, mas sempre ao seu lado. Há mais coisas entre o céu e a terra que nós reles mortais podemos saber. E o amor... esse é eterno.
Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/309699/E_Uma_Guerra_Poderia_Mudar_Tudo/
Bem, obrigada novamente por terem lido! Comentem e recomendem se acharem que essa one merece! kkkkk
Beijão (:
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