Eterno
8 Capitulo 8: Uma boate chamada La Denser.
Notas iniciais
Capitulo 8: Uma boate chamada La Denser.
A pista de dança borbulhava de pessoas amontoadas dançando, descompassadamente e sem ritmo algum. Tudo se baseava em movimentos que um dançarino – não eu – não consideraria como dança. As luzes pulsavam no ritmo da musica que a cada batida parecia que seria capaz de ensurdecer-me.
Sentamo-nos em uma mesa que ficavam um pouco mais distante da pista de dança, assim poderíamos conversar. Olhei por todos os lados procurando meus irmãos e aquele menino que eu havia reparado, mas nenhum sinal deles. Será que Nathan o conhecia? Provavelmente não.
Logo eu imaginei que Seth, da sua forma comunicativa, já deveria ter falando com a metade da escola, principalmente as garotas. Ri sozinha com o meu pensamento.
Não demorou muito tempo e Adam foi até a nossa mesa convidar a Melanie para dançar. Ela quase surtou, mas eu fiquei confusa. Até meia hora até ele estava dando em cima da minha mãe, na frente do meu pai. Agora... Bem que deveria estar exagerando, se bem que era só dançar não era?
“Vem Anny.” Bianca se levantou e me puxou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa.
“Para onde?” eu disse tentando me livrar do seu aperto sem chamar atenção.
“Dançar! Onde mais?” ela riu de forma diabólica.
Desisti de lutar e deixei que ela me levasse até o meio da pista de dança.
P.V. Nathan
Ela dançava e sorria lindamente no ritmo de What The Hell. Não havia ninguém mais ali, apenas ela sorrindo por dançar uma das suas musicas preferidas.
Do nada – mas foi realmente de repente – uma menina que eu havia visto na entrada se sentou do meu lado e começou a puxar assunto.
“Oi, prazer eu sou a Cassie.” Ela estendeu a mão para mim.
“Nathan.” Tentei achar a menina na pista de dança novamente, mas não tive muito êxito.
“Então, quer dançar Nath?” ela prolongou o meu nome de forma sedutora. Assustei-me quando formulei na minha mente que ela estava me convidado para dançar.
“Nossa estou impressionado!” eu disse eu alheio a ela. “Você é corajosa e eu admiro isso, mas não.” Terminei secamente.
“Você vai se arrepender.” Ela sussurrou na minha orelha e beijou a minha bochecha perto do canto dos meus lábios.
Ela saiu se requebrando, provavelmente ela esperava que eu me levantasse e corresse ao seu encontro, agarrasse-a e beija-se seus lábios.
“Cara o que deu em você?” Aleph me tirou dos meus devaneios.
“O que deu o que?” eu disse procurando ainda aquela garota.
“Você nunca disse não para uma garota.” Olhei para ele que estava perplexo. Era tão difícil acreditar que eu estava apaixonado?
Um estralo ocorreu na minha mente assim que eu assimilei o que eu acabara de questionar a mim mesma. Eu estava apaixonado! Havia passado tanto tempo pensando nela achando que era errado tudo que eu sentia. E agora eu estou aqui descobrindo uma paixão.
Talvez não! Disse desta vez o meu lado racional. O que eu sabia sobre paixões? Nunca havia me apaixonado por ninguém, sempre fui de ficar com várias garotas. Mas agora eu me sentia diferente, não tinha vontade de ficar com mais nenhuma, de estar apenas com ela. Isso era paixão?
Vasculhei a minha mente procurando exemplos de paixões e pessoas apaixonadas. Nada. Meu pai não era apaixonado pela minha mãe, ele a amava. Tio Embry também. Todos os homens que eu conhecia, não estavam apaixonados, mas sim amando. Havia diferença? Acho que sim, senão não existiriam dois termos. Ou sim?
Voei com meus olhos mais uma vez pelos cantos do amontoamento e eu a vi.
“Aleph...” tirei coragem do fundo do meu ser e perguntei algo que eu nunca diria. “Você já se apaixonou?” eu disse diretamente.
“Não.” Ele respondeu se pensar. Demorou um tempo e ele afirmou: “Não, nunca. Por que você está apaixonado?” ele disse em um tom zombeteiro.
“Talvez.” Eu disse olhando mais uma vez e admirando o seu sorriso sem medidas.
P.V. Annabelle
Bianca começa a reclamar que não gostava da musica que estava tocando, dance in the dark, relutei em sair da pista de dança, mas no fim cedi, pois não ficaria dançando sozinha.
“Você vê como você é egoísta?” reclamei me sentado. “Enquanto estava...” me calei quando eu o vi vindo em minha direção.
“Oi.” Ele disse se encostando ao barzinho. “Vocês estudam no E.P.J.?” Era no nome ‘carinhoso’ que nós – alunos em geral – demos para a escola.
“Sim.” Eu disse sorrindo, pois ele me conhecia.
“Também, prazer Nicolas.” Seu nome ecoou por meio do som ensurdecedor de uma musica que se esvoaçava perante todo o ambiente.
“Eu sou Annabelle e essa é Bianca minha prima.” Ela sorriu e acenou calorosa para ele.
“Você quer dançar?” ele disse se aproximando. Não pensei duas vezes assenti e aceitei a sua mão quando ele me estendeu. “Então, você não era daqui?” ele continuou conversando enquanto agente dançava.
“Eu e a minha família morávamos nos Estados Unidos.” E ficamos assim, batendo papo, por muito tempo.
P.V. Bianca
Fiquei sentada completamente sozinha por muito tempo, procurando alguém que me conhecia. Não encontrei ninguém, parecia que eu havia sido transportada para um lugar onde todos eram alienígenas.
Ri sozinha com esse meu passamento. Se alguém poderia ser considerada alienígena era eu!
Fui tirada do meu mundo de Alies e dragões quando vi uma pessoa bem conhecida, Cassie. Ela era meio que afim do Nathan. Mas ela parecia que era afim de qualquer um, pois naquele momento ela estava andando com um menino alto de cabelos bem escuros.
Depois de certa proximidade reparei que ela vinha em minha direção.
“Bia te deixarão aqui?” quis bufar mas me controlei, a falsidade dela era demais. “Esse é meu amigo Derek, ele também estava sozinho, então eu trouxe ele até você.” Revirei os olhos. Ela se levantou, mandou beijo e saiu.
“Não sei como você aguenta!” ele disse.
“Não aguento.” Rimos nós dois juntos.
“Sabia que eu já tinha reparado em você no E.P.J.?” ele disse tentado ser sedutor, eu acho. Arqueei uma sobrancelha. “É sério. Mas você sempre estava cercada de pessoas que nunca pude me apresentar.” Ele se levantou. “Mas agora é a minha chance. Prazer, Derek ao seu dispor.”
“Bianca e o prazer é todo meu.” Eu disse entre risos abobados.
“Vem, vem dançar”. Ele disse segurando a minha mão.
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