Eterno

5 Capitulo 5: Mortais.


Notas iniciais
Gente, não me matem! Eu sei que eu fiquei muito teeeempo sem postar, mas eu estou fazendo curso de moda *---*
Não ta dando tempo nem para mim escrever! Sorry, sorry sorry!

Capitulo 5: Mortais.

“Annabelle, vamos.” Chamou chamou Aleph na porta do banheiro.

“Já vou, estou terminando a maquiagem.”

“Não dá para ser mais rápida, é o primeiro dia de aula.” ele disse batendo mais forte na porta. “Ta querendo que todos os nerds se apaixonem por você?” sai de dentro do banheiro.

“Não, dessa vez eu quero que pessoas mesmos humanas se apaixonem por mim.” ele me olhou com cara de desgosto e chateação. Então foi que eu percebi a besteira que eu havia dito, Aleph era humano. “Aleph..” ele se virou e começo a andar.

“Não, é normal que você queira pessoas imortais na sua vidinha perfeita de hibrida.” ele disse com desdem. Uma lágrima caiu do meu rosto, eu odiava brigar com meus irmãos principalmente Aleph. E ainda havia um fato:

“Não é certo que eu seja imortal.” me tranque no meu quarto deixando que as lágrimas fluíssem. Essa era a pior parte da minha humanidade parcial, chorar.

P.V. Aleph

Ela estava chorando? Então era verdade? A Anny e o Nath não eram imortais? Desde pequenos eu sei que há uma possibilidade que eles não sejam, mas nada comprovado, pois eles são os únicos existentes dessa nova raça. Mas se eles morrerem o que serão de nossos pais que sempre deram a vida por nós três, abandonaram tudo?

“Anny.” ouvi soluços. “Desculpa.”

Sentei-me perto da soleira da porta, esperando que ela abrisse. A hora se passava e nada de Annabelle responder aos meus chamados.

“Annabelle Cullen Black, se você não abrir essa porta, eu vou derrubá-la.” ouvi ela rir de lá de dentro, um riso baixo mais descontraído.

“Você nem chega perto de ser forte o suficiente.” ela gritou.

“Eu vou tentar até quebrar o meu braço.” ouvi a porta destrancar-se e abrir lentamente.

Entrei devagar, ela estava de costa para mim deitada na cama com as pernas para fora da cama. Me aproximei e puxei ela pelos braços fazendo com que ela ficasse em pé e, a abracei forte. Vi uma pequena lágrima e solitária rolar dos seus olhos.

“Anny, se você morrer eu morro junto de você, fechado?” estendi a mão para ela.

“Pra com isso, Aleph, não tem graça.” ela bateu na minha mão. “Retire o que você disse.”

“Tudo bem, eu retiro o que eu disse.” mostrei a língua para ela, sei quão isso foi infantil. “Também não gosto da ideia que eu não sou mortal em uma família em que todos viveram felizes para sempre.”

“Por que você você não fala com a vovó Bella sobre isso?”

“Não quero parecer ingrato depois de tudo que fizeram por mim, não quero que pareça que eu estou exigindo mais do que eu já tenho.” ela passou a mão nos cachos do meu cabelo.

“Você apenas quer ser igual como todos nós.” ouvimos um uivo.

“O tio Embry voltou?” Anny parecia assustada.

“Não é o tio Embry, eu não o ouço e nem reconheço o uivo.” suas garras e pressas começaram a crescer em questões de segundos. Ao contrario do meu pai e meu irmão e o resto da matilha, ela não se transforma, apenas as garras e presas de lobo aparecem, e seus olhos ficam vermelhos. “Aleph, fica aqui.” arqueei as sobrancelhas e ela bufou.

Ela correu pela casa em com a velocidade que se aproximava a de vampiros, só que um pouco mais lento. Quando cheguei lá fora, o lobo já estava muito perto da casa.

“Ele me parece familiar.” eu disse quando cheguei perto da Annabelle. Ela rosnou para ele.

“É melhor que você apareça em sua forma humana antes que eu te ataque.” o lobo ganiu como se fosse uma risada, o que pareceu mais familiar ainda. Ele correu para longe, mas não demorou muito para que ele voltasse com uma bermuda.

“Valente como a mãe.” disse ele rindo. “De verdade que você ia me atacar?”

“Eu não posso acreditar.” tentei me aproximar, mas a Anny segurou me braço. Olhei para ela que estava temerosa, apenas assenti e prossegui, olhei bem de perto. “Não acredito que seja você?”

“Pois é eu voltei.” ele me abraçou. Ouvi um rosnado atrás de mim.

“Anny, tenha calma, esse é o tio Seth não se lembra dele?” ela o encarou desconfiada.

“Acho melhor não confiarmos.” ele disse ficando na defensiva.

“Você era muito pequena quando nos vimos a primeira vez.”

“Tio Seth agente tinha 9 anos.”

“Mas a Annabelle já era linda desde pequena.” ele disse piscando para ela que ficou vermelha. Fingi não me importar, mas sim, eu me importei como o que ele disse.

Nunca gostei quando garotos chegavam perto dela ou davam em cima dela, é uma coisa de irmão, eu sentia que deveria protegê-la.

P.V. Annabelle

Lindo. Era a primeira palavra que eu achei para descrever aquele homem que estava ali. Homem não garoto porque ele não parecia ter mais de 17 anos, mas se for mesmo meu tio ele deve ter a mesma idade do meu pai, quase trinta.

Mesmo se ele tivesse cem anos ainda seria perfeito se tivesse esse rostinho sereno, sorriso faceiro. Eu sei que ele pode ser uma ameaça, por isso eu tenho que manter o foco, não posso permitir que o seu porte atlético de lobo tire a minha atenção, como agora.

“E então garoto, ainda querendo ser da matilha?” ele riu de uma forma que qualquer humana desmaiaria.

“Não, já tirei isso da cabeça faz tempo.” Aleph disse envergonhado. “Vem vamos entrar.” ele andou do meu lado. “Anny limpa aqui.” ele passou a mão no canto do meu lábio. “Você tá babando.”

“Nossa que engraçado.” eu empurrei ele que caiu no chão. Quando ele bateu ouvi um 'crec.' Instantaneamente ele começou a gritar de dor. “Aleph.” me ajoelhei perto dele “Não foi por querer, desculpa.” peguei o braço dele que estava levemente entortado. As lágrimas de culpa vieram aos meus olhos.

“Nós temos que levar ele para o hospital.” disse Seth.

“Não eu posso, por no lugar.” Tentei pegar o braço dele.

“Nem pense nisso.” Aleph disse com raiva desviando. “Tio Seth, você pode me levar no hospital?” ele apenas assentiu.

“Eu também vou.” Aleph fez uma enorme careta de dor.

“É melhor que você fique para avisar a mamãe caso ela chegue.” ele disse sem olhar para mim. Ele entrou no carro que o tio Seth já estava dentro, o carro do Aleph.

Senti tão mal por machucar Aleph. Havia sido sem querer, as vezes eu não conseguia controlar a minha força. Mas aquilo estava me perturbando tanto. E ele achasse que foi de proposito e ficar com raiva e nunca mais falar comigo.

Eu já estava ficando preocupado, até que ouvi o barulho de um carro, pelo hora que era agora, provavelmente não era meus pais. Olhei do lado de fora e eu vi Aleph saindo do carro com o Seth. Corri até a porta e fiquei esperando.

“Está tudo bem?” perguntei, Aleph passou direto por mim sem me responder. “Aleph.” eu fui atrás dele. “O que foi? Me desculpe.”

“Sabe o que foi?” ele disse já no meio da escada. “Eu vou ficar com isso por duas semanas, sabe o que significa? Que se o teste de futebol for essa semana, eu passei as férias inteira treinando pra nada.”

“Leph, eu posso..” ele me interrompeu.

“Annabelle, pare de tentar concertar tudo, você não pode.” ouvi a porta do quarto dele batendo.

P.V. Aleph

De verdade, eu não estou chateado com a Anny, sei que a culpa não foi dela, não foi de ninguém. Só que o que me chateou foi ter sofrido tanto para nada. Sem mencionar o fato que ela sempre quer concertar as coisas que faz.

Quando pequenos me lembro vagamente de Anny correndo pela sala, chorando tentando concertar o brinquedo do Nathan que ela havia quebrado. Sempre me recordo de ela tentando concertar tudo, mesmo que não fosse possível.

Ouvi alguém bater na porta, olhei para a janela e já estava escuro. A porta se abriu e a minha mãe Renesmee. Ela se sentou na cama do meu lado.

“Tudo bem?” ela pois a mão no gesso do meu braço. Apenas assenti. “Vem jantar.”

“Não to com fome.” Eu disse olhando para o gesso.

“Querido não fique bravo com a Anny.” eu bufei.

“Eu não to, sei que não foi culpa dela. Só to chateado.” ela beijou a minha testa.

“Se for pelo futebol, você vai ter outras chances.” ela saiu sem dizer mais nada.