Eterno
29 Capitulo 29: Essencial
Notas iniciais
Esse é o penúltimo!
Então engulam ele e vomitem comentários!
Pra quem ainda não viu:
http://fanfiction.com.br/historia/260108/A_Garota_Errada
Capitulo 29: Essencial.
Coloquei o óculos preto e saí do carro. Bella e Edward se puseram ao meu lado, como todas as vezes que saíamos da ilha e vinhamos para a cidade. Haviam passado seis meses depois de... tudo, e nós treinávamos meu autocontrole passeando nas noites do Rio.
A cada vez estava mais fácil de me controlar com a presença de humanos, mas eu não queria vacilar. Por mais que eu soubesse que o sangue dela não era tão doce por causa das misturas... ela ainda o possuía, o que me tornava perigoso.
“Você nunca faria nada com ela!” disse Edward lendo meus pensamentos. “Por mais forte que a sede seja, sei que você é forte o suficiente para aguentá-la.” ele disse pondo a mão no meu ombro.
“Só não quero errar.” e isso me preocupava muito.
A cada mês que se passava eu sentia meu coração de marfim se inflar com meu amor por Annabelle. Como algo tão... insignificante havia se tornado tão grande?
Bella havia me explicado que era por que quando nos transformamos, todos os nosso sentimento se expandem.
Não via a hora que eu poderia estar ao seu lado! Passava boa parte do meu dia entendiado no quarto que foi seu nos dias que ficara nesta casa. No inicio o seu cheiro era vivido aqui, mas a cada dia ele se dissipava.
Eu sentia vontade de chorar, mas não possuía lágrimas para isso, o que parecia fazer a minha dor aumentar.
Meu celular começou a tocar. Emmett vinha em minha direção curvado. Desviei dele fazendo com que caísse de cara no chão e atendi o celular.
“Bom dia meu amor.” Anny disse com a sua voz doce.
“Boa tarde.” eu disse me preparando para ser atacado novamente pelo brutamontes. Levei um soco no estomago que me fez ir contra uma arvore que rangeu e por pouco não caiu.
“Está tudo bem?” ela disse com uma voz preocupada.
“Tudo meu amor.” eu disse com a voz falha.
“Não parece.” ela disse controlando o riso.
“É que eu to levando uma surra do Emm.” eu disse me levantando antes que ele me atacasse novamente. “Eles me disseram que eu sou um vampiro muito preguiçoso e que tinha que treinar.” expliquei.
“Mais justo com o tio Emmett?” pude imaginar ela fazendo o biquinho mais fofo do mundo.
“É, eu deveria ter escolhido alguém mais fraquinho.” eu disse tentando dar um soco nele que desviou rapidamente me dando uma rasteira e fazendo com que eu caísse de cara, causando o riso de todo mundo. “Não sou mais tão forte quanto antes.” eu disse em um gemido.
“Sinto a sua falta.” ela disse baixinho.
“Também sinto a sua.” eu disse me virando de barriga para cima e continuando deitado. “Mas só falta quatro meses! E seremos apenas eu e você.” ela soltou uma pequena gargalhada.
“Eu, você, nossos pais, nossos avós, nossos bisavós, nosso tios e tias, nossa prima, nosso irmão, o Seth e a Elisa.” ela disse provavelmente contando nos dedos. Eu ri.
“Achei que o Seth fosse tio também.” falei confuso.
“É estranho chamá-lo assim, agora que temos praticamente a mesma idade.” eu respondi apenas 'hm' e ficamos em silencio.
Sorri com o vi no espelho: o vermelho dos meus olhos se mixavam com a cor ocre, provavelmente sendo imperceptível para humanos. Em algumas semanas eu deixaria de ser um recém-criado e poderia voltar para casa.
O nervosismo era recorrente, pois essa era a primeira vez que eu ia ao continente desacompanhado. Completamente só. Era como um teste. Se eu passasse, poderia começar a fazer a minhas malas pois eu poderia voltar. Contudo se eu fracassasse, ficaria preso aqui, até meu corpo estar completamente livre do sangue humano, e eu ter capacidade de tentar de novo.
“Está pronto?” ouvi a voz de Rose na porta.
“Sim.” eu disse colocando o Ray-Ban escuros. Ajeitei a jaqueta de couro e sai em direção a praia onde a lancha – pilotada por Edward — já me esperava.
A viagem era longa um pouco longa – cerca de quatro horas — e eu estava impaciente e irritado por minha chegada não ser instantânea.
Imaginei como seria bom se Daniel estivesse aqui, facilitaria tudo. Contudo, seria incontavelmente melhor se Annabelle estivesse aqui. Não conseguia imaginar um momento da minha vida, em que eu quisesse passar sem ela do meu lado. Nesse pouco tempo, aquela garota com que eu cresci, havia se tornado mais do que necessária, essencial. Não precisava mais do ar para viver, apenas ela.
Edward virou para mim e sorriu de forma compreensiva.
Meu pés bateram na madeira do caís com um baque quase imperceptível. Se fosse a meses atrás provavelmente eu teria afundado um dos meus pés na frágil madeira. A cada dia estava se tornando mais fácil agi como um humano e não quebrar as coisas.
Ri com esse pensamento. Agora eu entendia um pouco o que meus dois irmãos passavam. Sempre tentando não quebrar-me, como se eu fosse um boneco que porcelana.
Caminhei pela longa fileira de lanças e iates luxuosos. Não prestei atenção em nada. Hoje era o dia de saber se eu era forte o suficiente, se eu conseguiria me conter.
Fui até um barzinho que sempre íamos quando vinhamos para o continente. Sentei-me em uma das banquetas perto da bancada e pedi uma das únicas coisas que eu sabia falar em português: caipirinha. Apenar de não beber, eu fingia, pois isso era parte do teste.
“Oi.” uma menina se sentou no lugar do meu lado e falou em fluente português.
“Sorry... but I don't speak portuguese...” eu disse meio envergonhado. (Desculpa... mas eu não falo português...)
“Alright, I speak English!” ela disse sorrindo abertamente. (Tudo bem, eu falo inglês!)
“This is great.” eu disse retribuindo o seu sorriso entusiasmado. (Isso é ótimo!)
“I'm Daniela.” ela disse estendo a mão para cumprimentar-me. Remexi meus dedos antes de fazer contato com os delas. (Eu sou Daniela.)
“I'm Aleph! Nice to meet you.” eu disse surpreso por ela não estremecer com o toque da minha mão. (Eu sou Aleph! Prazer em conhecer.)
“Nice to meet you too!” a minha bebida chegou e ela pediu algo que eu não compreendi. (Prazer em conhecer você também!) “Então de onde você é?” ela disse em seu perfeito inglês.
“Eu sou do Canadá, mas faz um ano que eu estou morando aqui.” eu disse encurtando a história. “E você? É daqui mesmo?”
“Eu sou de São Paulo, só estou passando as férias...” ela disse e depois bebeu o refrigerante que acabara de chegar. “Conhece São Paulo?”
“Não eu não cheguei a sair do Rio, e se tudo der certo eu vou poder voltar para casa.”
A palavra casa me fez entrar em êxtase.
Todos me olharam assustado quando eu passei pela porta com os lábios vermelhos e a blusa manchada de vermelho sangue. Um sutil vislumbre de decepção passando pelos olhos de Bella. Mas logo a risada de Edward invadiu a sala quebrando todo o silêncio.
“Parabéns.” ele disse e depois me abraçou.
“Obrigado.” eu disse contente. Todos olharam para mim contusos. “Eu não ataquei ninguém, isso é só suco de groselha com vodca que a minha mais nova amiga Dani me fez tomar.”
Todos me abraçaram e caminharam saudando o mais novo vegetariano da família.
Notas finais
Tive um ajudinha básica do meu melhor amigo, Trans! ele fala várias linguas!
Obrigada Google Translate!
Beijinhoos
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