Eterno

23 Capitulo 23: Só eu e você.


Notas iniciais
Boa tarde minha delicias, hoje tem um capítulo meio atrasado, mas ele é fofo!
Beijinhooos

Capitulo 23: Só eu e você.

Seth segurou minha mão docemente. Sorri para ele, que retribuiu o gesto com ternura. Talvez não fosse mentira o que todos estavam me dizendo... ele me olhava diferente.

Contudo, eu não me importava, era de uma forma boa. Algo que eu gostei, realmente agradável ter seus olhos sempre em minha volta. Me sentia bem em qualquer situação que ele estivesse ao meu lado.

“Preciso ser sincero com você.” ele disse parando perto do mar, onde as ondas batiam levemente em nossos pés descalços.

“Tudo bem, pode falar!” eu disse encorajando-o. Ele pegou a minha mãe e levou ela até seu peito. Assustei-me com a velocidade com que seu coração batia. Mas talvez fosse algo que acontecesse com todos os transfiguradores, como ele.

“Meu coração fica sempre assim.” ele disse sorrindo. “Só de ouvir sua respiração, ele se acelera.” afastei-me assustada.

“Não, não tenha medo.” ele acariciou meu rosto com as costas de sua mão. “Nunca faria mau a você.” ele disse de forma sorridente. “Ele nunca reagiu assim perto de uma garota.” recoloquei a minha mão em cima do seu coração. Se eu quisesse, poderia ouvi-lo de longe, mas eu preferi sentir. “Talvez seja por causa do Imprinting.” ele disse deixando sua cabeça tombar.

“Imprinting?” eu indaguei.

“Coisa de lobo. Sabe?” ele disse sem me olhar

“Não sei o que é isso.” eu disse meio rindo. “Acho que nós lobisomens não temos isso.”

“Acho que não.” ele olhou para mim e parecia sério. “Imprinting...é quando uma pessoa vê a outra, e para essa nada mais importa, só aquele indivíduo. É como se a pessoa fosse feita sob medida e nenhuma outra fará o o que sofreu Imprinting ser feliz.” ele olhava nos meus olhos de forma tença. “É um feitiço, uma maldição e um presente.”

“Então você está dizendo...” não sabia o que falar naquele momento.

“Que eu tive um Imprinting por você!” ele disse olhando longe. “Mas você não precisa se preocupar.” ele disse fechando os olhos. Sua face se contorceu em dor. Senti meu coração se apertar. “Você não tem nenhuma... obrigação comigo.”

“Não sei se vai se para sempre, mas eu gosto de ficar aqui.” eu disse tocando seu rosto. “Não posso te prometer que eu vou te amar...”

“Você não precisa.” ele olhou nos meus olhos.

“É muito cedo. Tudo muito cedo.” eu disse encostando a minha testa do seu peito. Ele me abraçou e suspirou. “Mas eu gosto de você.”

Ficamos ali abraçados por muito tempo, até que eu peguei sua mão e caminhamos até a frente da casa, onde eu me sentei entre as pernas dele e ele me abraçou por trás. Ficamos ali sentados olhando a lua sem dizer nada. Apenas nos acariciávamos, nos olhávamos e sorriamos.

Abri os olhos e o sol estava nascendo. Olhei para Seth que ainda me abraçava como antes.

“Achei que você perderia o amanhecer.” ele disse carinhoso.

“Você deveria ter me acordado. Você vai ficar doente aqui fora.” ele riu.

“Sou feito do mesmo matéria que você. Não precisa de se preocupar.”

Então ele me beijou. Um beijo doce e amoroso. O nosso primeiro.

Nos desvincilhamos e abrimos juntos um sorriso. Virei-me deitando a minha cabeça em seu ombro enquanto ele beijava levemente meu pescoço.

Ficamos ali, falando sobre coisas bobas até que o sol estava brilhando bem forte. Voltamos para a casa e parecia que todos estavam acordando.

Fui para o meu quarto e tomei um longo e demorado banho. Fiquei ali pensando, o quanto Seth conseguia ser perfeito, carioso, gentil, compreensivo, amoroso e tantas outras qualidades que eu nem conhecia ainda.

Talvez ele fosse o cara certo. Feito especialmente para mim, e para ninguém mais.

Mas eu conseguiria amar ele como ele me ama? Corresponderia ao seu Imprinting? Só o tempo responderá isso.

Sai do banho e me vesti. Esperei um tempo e fui para fora do quarto. Mais especificamente para a cozinha. Allax estava lá preparando algo do fogão.

“Devo chamar os bombeiros ou você quer que eu espere toda a floresta estar desmatada?” eu disse puxando uma cadeira e me sentado. Ele se virou e mostrou a língua para mim. Peguei um elástico e prendi o cabelo deixando a franja solta.

“Sou um ótimo cozinheiro.” mentiu.

“Allax, eu já experimentei suas gororobas!” afirmei. Nesse instante Seth entrou na cozinha e beijou minha bochecha.

“Está com fome?” fiz uma careta e afirmei que sim. “Não precisa ter medo eu cozinho bem!” ele disse se gabando.

“É o que eu digo para todos também.” disse Allax se intrometendo.

“Pelo menos eu não minto.” todos nós rimos.

Allax colocou sua mistura boca e engoliu com dificuldade.

“Droga! Está horrível mesmo.” ele disse se levantando e jogando tudo no lixo. Eu fiquei sentada rindo enquanto o Seth preparava algo.

“Lisa, prepara o suco de laranja, por favor?” ele disse olhando docemente para mim.

“Claro.” fui fazendo o suco enquanto ele colocava três pratos e três copos na mesa. Despejei o suco do espremedor eletrônico em uma jarra e levei até a mesa.

“Espera só um minuto que eu vou chamar aquele paspalho.” ele disse rindo e sacudindo os cabelos que ainda estavam meio molhados.

“Não fala assim dele, tadinho.” eu disse fazendo bico.

“Tudo bem.” ele disse me abraçando pela cintura para trazê-lo para mais perto dele e depois beijando minha testa.

Ele se afastou e foi em direção dos quartos. Não demorou muito para que os dois viesse. Cada um sentou de um lado meu. Seth nos serviu de sua omelete de frios. O cheiro estava realmente muito bom.

Direcionei meus dedos até o garfo mais Seth me interrompeu.

“Faço questa que o primeiro pedaço, eu te dê.” ele disse cortando um pedaço. Ouvi Allax bufar atrás de mim, mas o ignorei. O queijo estava completamente derretido, alongando-se enquanto ele puxava. Então ele pois na minha boca. Estava uma delícia.

“Nossa muito bom.” eu exclamei.

“Cara, está bom mesmo.” Allax concordou esfomeado atacando o prato.

Terminamos de comer em silêncio e quando terminamos Allax foi lavar a louça – a contra gostou – enquanto eu e Seth fomos para a sala vê se tinha algum filme. Haviam muito filmes antigos, alguns clássicos, documentários sobre medicina. E blá, blá, blá. Escolhemos um dos filmes antigos, já que a TV era em português e nós não entenderíamos nada mesmo.

Seth se sentou e eu me deitei no colo dele. Ele se abaixou e me deu um selinho.

“Roubei.” ele disse rindo.

“Bobo.” ele começou a fazer cocegas em mim fazendo com que caíssemos no chão com as gargalhada.

Com Seth tudo parecia fácil. Ele me fez esquecer de todos os problemas, como se eles não existissem. Fazia parecer que eramos só nós dois no mundo, e que sempre foi assim. Só eu e ele para sempre.