Eterno

15 Capitulo 15: Seja forte.


Notas iniciais
O visitante misterioso chega!
Quero saber se vocês estão surpresos ou não!

Capitulo 15: Seja forte.

Estávamos em um impasse. Mas uma vez algo nos distanciava, talvez um muro de insegurança de ambos os lados. A quase dois meses nada acontecia. Saímos conversávamos, andávamos juntos, mas nada a mais do que isso.

Olhei para a lua. Ela brilhava celestialmente. Era maior lua do ano, dizem que é um sinal de mal preságio. Tentei conter o riso com esse pensamento, mas não foi possível. Derek olhou para mim e sorriu. Ouvi um barulho vindo dos arbustos. Virei meus rosto rapidamente olhando e procurando algo, mas nada achei.

“Tudo bem?” ele disse de certa forma preocupado. Afirmei com a cabeça e ele olhou para onde eu olhava antes e se irritou com algo que eu não havia visto. Ouvi mais uma vez um ruido estranho, mas não me importei.

“Você ainda não me disse por quê estamos aqui!” eu disse de forma mais afirmativa o possível.

“É que eu gosto muito desse jardim.” ele disse sem olhar para mim olhando para a escuridão tentando enxergar algo.

Olhei mais uma vez para onde ele olhava fixamente e tive a impressão de ver um par de olhos planando não muito alto. Um par de olhos vermelhos. Pensei em apenas uma pessoa poderia estar aqui.

“Vocês não iram se livrar de mim tão fácil assim.” a voz de Catherine ecoou na minha mente.

Olhei para os meu lados e pude ver outros pares de olhos vermelhos vividos olhando em minha direção. Eles se aproximavam sorrateiramente, como se tentasse me pegar por despercebida. Mas já era tarde eu já havia os vistos, mesmo que apenas seus olhos.

A primeira reação que veio em minha mente. Foi correr. Contudo não pude. Derek estava aqui, e eu não podia deixá-lo, ele morreria. E se fosse assim, eu morreria com ele.

Abri meus olhos e olhei mais uma vez para a frente. E vi uma silhueta enorme. Se semelha a de um humano, só que maior. A luz da lua refletiu-se levemente em um deles e pude ver de verdade o que era. Pareciam homens, só que maiores e possuíam a face alongada como um foucinho e o corpo completamente recoberto de pelos. Com certeza não eram vampiros.

Ti a certeza imediata que era uma espécie de lobo. Percorri a minha mente tentando me lembrar de lobos que fossem dessa forma. Mas a única coisa que veio em minha mente foi uma lenda que havia ouvido, não era nada Quileute, apenas um trecho de uma história que uma professora havia contado, não há muito tempo:

“E toda a noite de lua cheia

eles poderão sair de suas tocas.

Não se torne inimigo de tais feras de olhos sangrentos,

pois quando a lua abandonar seu pico,

e deitar-se ao chão embebido de seu sangue,

de sua morte ele não lamentará.”

Tremi, ao me lembrar disso. Abri meus lábios para gritar, mas nada me saia, o desespero era tanto que nem rezar por minha alma, eu sabia mais.

Vi um garoto saindo do meio da escuridão, por meio segundo eu tive pena dele, até que eu viu um sorriso em sua face. Então eu perdi cada sentimento que havia em mim. Ele parecia ser jovem de mais para ser... o “vilão.”

“O que você está fazendo aqui?” Derek se levantou e disse bem alto para o garoto.

“Alenic me mando aqui.” ele disse com um ar prepotente.

“Um fedelho como você?” ele riu sarcasticamente.

“Parece que ela confia mais em um fedelho.” ele disse com um ar zombeteiro. Derek rosnou ferozmente e deu um passo a frente, contudo recuou rapidamente quando viu os outros avançarem.

“Só quero saber que ela ficará bem?” ele disse baixo.

Bem? Eu estava desnorteada, perdida, senti-me morrendo, por alguém que me levaria a morte e eu não sabia por que.

“Sua queridinha ficará a salvo.” ele disse sibilando o salvo.

Vi pelos cantos dos olhos Derik se afastar. Lentamente o garoto se aproximou e sussurrou em meu ouvido.

“Seja uma boa garota que eu prometo não te machucar.” limitei-me a fechar os olhos e deixar que ele me amarrasse e me vendasse.

Fui posta lentamente para me sentar em uma cadeira e meus olhos foram desvendados.

“Desculpa por fazer isso.” ele disse docemente se sentando na minha frente. “Qual o seu nome?” permaneci em silêncio. “Eu sei o seu nome, só quero que você mesmo me diga.”

“Bianca.” eu disse confusa.

“Bia, assim como...” ele se interrompeu. “Sou Allax.”

“Po-por que?” ele fitou seus pés nevosamente.

“Vampiros.” ele sibilou. “Tudo que acontece é culpa deles.”

“O que?” me fiz de desentendida.

“Não precisa fingir que você não sabe.” ele sorriu acalentado, não parecia ser o mesmo garoto do jardim a menos de uma hora. “Mas você ficará bem, não machucamos humanos.” estremeci. Humanidade, algo que nunca me pertenceu. Permaneci em silêncio.

Mesmo tentando ser forte, deixei que a minha cabeça tombasse para frente, esperando que as lágrimas saíssem. Mas nada me ocorreu. Então levantei-a e sorri. Percebi que Allax me olhava curioso.

“É tão engraçado...” iniciei sem pensar.

“O que?” ele disse se levantando e trazendo a sua cadeira para mais perto.

“Você dizer que eu ficarei bem...” eu disse em um sussurro.

“Prometo que eu mesmo te levarei para casa.” ri piedosamente.

“Mesmo se eu fosse humana, o que me aditaria estar lá?” sorri piedosamente.

“Você...não?” neguei com a cabeça. “Como pode matar pessoas como eles?” ele se levantou exaltado. “Como pode ser uma deles?” apenas vi a cadeira se espedaçando em uma das parede emboloradas.

“Eu não mato pessoas.” eu disse meio aturdida com a sua reações. “Ninguém da minha família faz isso.” afirmei. “E eu não sou uma vampira... sou hibrida.”

“Como se o hibridismo fosse possível.” ele olhou para mim e percebeu que eu falava sério e acima de tudo a verdade. “Não é possível.”

“É muito raro, não conheço ninguém como eu e meus primos e ninguém como a minha mãe e a minha tia.” eu disse olhando em volta procurando um modo de me soltar.

“Desculpa, mas isso não vai te salvar, queria poder, mas não posso.” ele disse com dor esbanjando dos seus olhos.

“Tudo bem, apenas faça o que tiver que fazer.” eu disse sorrindo.

Notas finais
E então mereço comentários?