Eterno
11 Capitulo 11: Entre Família.
Notas iniciais
Capitulo 11: Entre Família.
Entrei por aquela porta já esperando mais uma bronca.
“Annabelle Cullen Black, onde você estava?” a minha mãe berrava.
“Na sorveteria com um amigo.” eu disse baixo olhando para longe dela.
“E você achou que poderia sair, faltar as aulas, ir para a sorveteria e não me avisar?” apenas fiquei quieta. “Eu já tenho que me preocupar com o seu irmão que está doente e você ainda me apronta essa?”
Não disse absolutamente nada pois: ela estava certa e nunca se contesta o que a minha mãe diz.
“Você está de castigo, sem TV, computador, qualquer tipo de jogos ou diversão. Não vai sair de casa a não ser para ir para a escola.” eu apenas assenti. “Agora vai para o seu quarto.” me aproximei da escada onde ela estava e vi ela estender a mão. “Já peguei o seu notebook agora me da o celular.” ela disse com o tom controlado. Apenas entreguei para ela e subi.
Fui encaminhando-me até o quarto. Não me arrependia de ter saído com Nicolas. Nem um pouco.
“Anny, tudo bem?” ouvi a voz de Nathan na minha mente.
“Tudo sim.” menti, estava um pouco chateado do jeito que a minha mãe havia me tratado. Como uma criança de três anos.
“Ela só quer o seu bem!” ele percebeu que era mentira.
“Eu sei.”
“Vem cá, eu to aqui no quarto do Aleph.” ele disse tentando me animar.
“Eu to de castigo.” ele gargalhou estridente.
“Não ouvi a mamãe dizer que você não podia falar com agente! Para de ser chata e vem aqui.”
P.V. Renesmee
“Você não precisava ter falado assim com ela.” Jacob me repreendeu. “Eu sei que ela estava errada, também não gostei da ideia dela estar por ai com um garoto, mas você não precisava ser tão rude com ela.”
“Eu sei, mas o problemas não é nem o garoto. É que eu tenho medo que algo aconteça com ela. Existe muita gente mé nesse mundo.” ele me abraçou.
“Vai lá conversar com ela direito.” neguei como uma criança mimada. “Por favor.” fiquei calada ali abraçada com ele.
P.V. Annabelle
Entrei no quarto de Aleph, eles riam de alguma coisa. Me joguei na cama de casal de bruços.
“Eu quero férias.” eu disse entre as cobertas que estavam no meu rosto.
“E eu quero a imortalidade e não estou reclamando.” disse Aleph.
“Tá sim.” eu disse igual uma criancinha.
“Não mesmo.” ele riu.
“Você tá melhor?”
“Tô sim, amanhã eu já posso ir para a escola.” ele sorriu.
“Eu não quero ir para a escola.” eu disse me sentando.
“Nem eu!” concordou Nathan. “Tem uma menina que fica me perseguindo.” ele sacudiu a cabeça.
“Cassie, Cassie, Cassie.” cantarolei como uma criança. Acho que o mais maduro daqui era Aleph por ele realmente tinha a idade que aparentava. “Ela veio me perguntar de você!”
“Mas ele não quer a Cassie, ele quer a garota que ele está apaixonado.” Aleph o entregou perversamente.
“Quem Nath?” eu disse pulando em cima dele.
“Não estou apaixonado! Ele deve estar delirando de febre de novo.” ele disse com raiva tentando escapar.
“Eu não estava doente ontem, perguntou se eu estava apaixonado, e disse que talvez você tivesse.” ele disse tirando sarro do irmão.
“E você Leph está apaixonado?” eu disse fazendo charme.
“Não.” ele disse secamente. De certa forma aquilo me doeu. Queria que a resposta fosse outra. Mas qual? É obvio que eu queria que fosse sim, mas por quê? “AN, cadê a Bia? Não vi ela ainda.” ele disse tentando quebrar o gelo.
“Não sei, acho que ela saiu com os pais delas.” eu disse fechando os olhos e sendo levada para o mundo dos sonhos.
Abri meus olhos e eu estava sozinha no quarto que não era meu. Lembrei que eu havia adormecido no quarto do Aleph. Mas onde estava ele? Levantei da cama e caminhei pelo corredor até que cheguei perto do quarto de hospedes e ouvi e televisão ligada. Agucei a minha audição e pude perceber que era um programa de culinária. Com certeza era ele. Então bati na porta.
“Entra.” ouvi a sua voz de dentro.
“Oi” eu disse adentrando lentamente. “Ainda não foi dormir? Se quiser pode voltar para o seu quarto.”
“Não, eu já acordei. Eu levanto mais cedo que todos.” ele bateu algumas vezes indicando para que eu sentasse do seu lado. E assim eu fiz.
“Podia ter me acordado e não vindo para cá.” me referia ao quarto de hospedes de ele estava.
“Não tem problema. E você estava dormindo tão profundamente que eu fiquei com dó!” ele sorriu.
“Qualquer dia você cozinha alguma coisa para mim?” eu disse depois de certo tempo em silêncio. Ele me olhou assustado.
“C-claro.”
“Sempre vi você endereçado em canais de culinária mas nunca vi você cozinhar.”
“Nunca tive chances.” ele encerrou com um suspiro. “Nunca ninguém me perguntou se eu queria.”
“Então sábado nós dois vamos para aquela cozinha.” eu disse com voz de intimado.
“E se não ficar bom?” senti ele inseguro de longe.
“Se não ficar bom agente pede uma pizza grande. Mas vai ficar bom sim!” eu disse entre risos. A porta se abriu e eu me virei era a minha mãe.
“Eu posso falar com você?” ela disse sem entrar no quarto.
“Claro.” tentei sorrir amigavelmente. Levantei-me e me virei pela ultima vez para Aleph. “Sábado em!” ele riu.
“Eu queria me desculpar pela bronca que eu te dei.” ela parecia envergonhada. “Foi necessário, mais eu sei que foi de mais.”
“Tudo bem mãe.” eu disse abraçando ela.
“Contudo você ainda está de castigo.” eu apenas ri.
“Que bom que vocês se acertaram.” eu pai se aproximou. Estendi me braço para que ele entrasse no abraço. E assim ele fez, fazendo-me lembrar de quando eu era um criança. De quando eu não tinha problemas, quando tudo era fácil e feliz. Quando eu era apenas Anny, a garotinha cheia de vontades amada por sua família. Mas isso não era mais a minha realidade.
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