Eterno
1 Capítulo 1: O primeiro adeus.
Notas iniciais
Capitulo 1: O primeiro adeus.
“Você tem certeza que quer fazer isso?” Abracei ele forte.
“Na verdade eu não tenho, mas já faz muito tempo que nós estamos aqui, e todos desconfiam. Vou sentir saudades mas é o melhor a se fazer.” lágrimas cairão dos meus olhos.
“Deixar tudo para trás? Para sempre?”
“Eu também não quero sair daqui, pois é o lugar em que eu nasci, mas já não dá mais. Eu sei que vai ser difícil da gente deixar o que ainda resta das nossas famílias e dos nosso amigos, mas você tem que saber que um dia isso ia acontecer. É o preço de ser Eterno.”
“Mas e Annabelle, o Aleph e o Nathan? Como eles vão reagir.”
“Eles são crianças e precisão ter vida de crianças. E agora que Anny e Nath estão crescendo normalmente eles pode viver..” me agarrei mais forte a ele.
“Porem e se meus pais não quiserem ir?” ele riu.
“Ness, nós podemos cuidar do nosso filhos sozinhos, e quando ele tiverem no ensino médio nós vamos também. Ficaremos bem!”
“Te amo.” beijei seus lábios.
“Vem.” ele me puxou da cama. “Daqui a pouco vai amanhecer, e já sabe.”
“O galo canta, a Anny acorda.” rimos. “Sabe nós poderíamos ver se a Lissie e o Embry, não querem vir conosco. Não gosto de viver sozinha.”
“Como se não tivéssemos bagunça o suficiente.” ele me abraçou por trás e beijou meu pescoço.
“Não vai ser muito difícil, quatro adultos contra três crianças de nove anos e uma de sete.”
“Não é tecnicamente quatro..” fuzilei ele com os olhos. “Tudo bem, to queto. Não importa a sua idade eu te amo minha criança.”
“Vamos.” puxei ele pelo corredor da nossa casa.
Depois que tivemos certeza que estávamos seguros, a minha família nos deu essa casa feita sob medida para nós. Temos vivido aqui por três curtos anos, mas temos que partir por mais triste e difícil. Sei que não posso ser inconveniente e só pensar em mim, mas confesso que não quero ir.
“Vamos ficar bem.” disse Jake passando a mão pela minha cintura.
“Bom dia.” disse Anny da ponta da escada.
“Não era para você estar dormindo?” eu a repreendi e ela deu de ombros.
“Eu tive um sonho!” ela disse sorrindo.
“Serio querida?” ela assentiu que sim. “Me conte.” Jake pegou na sua mão enquanto eles iam para a cozinha. Fui atrás silenciosa. “O que você vai querer?” ele disse assim que ela se sentou.
“Eu quero carne de leão.” Anny – talvez pelo seu lado lobo – tem um gosto peculiar por carne, principalmente fresca e crua.
“Isso não é café na manhã.” me sentei ao seu lado. “Que tal cereal com leite?”
“Pode ser bolo com refrigerante?” acenei que não. “Então tá.”
“Sabe hoje nós vamos ver o vovô e a vovó.” ela fez cara de feliz.
“Podemos levar a Bianca?” ela se referia a filha de Embry e Melissa.
“Ela estará lá!” Jake se sentou ao meu lado.
“Você vai acordar os meninos e eu ligo para o Embry?” concordei com a cabeça.
Levantei-me e corri pelas escadas. A nossa casa não era muito grande como a mansão era do tamanho que nós precisávamos. Ela tinha quatro quartos, três banheiros, um escritório, sala de brinquedos, sala de jantar, cozinha, sala de estar, e uma garagem.
Entrei no quarto do Aleph que era antes do Nathan. Ele dormia se remoendo pela cama como todos os dias. Me aproximei da cama e dei um leve sacolejo nele. No demorou muito para que ele abrisse os olhos.
“Bom dia dorminhoco.” ele sorriu
“Bom dia mamãe.” ele disse a mim mentalmente, ele adorava se comunicar assim comigo.
“Ótimo dia, dormiu bem?” respondi da mesma forma.
“Bem.. o Nathan já acordou?”
“Não, eu estava indo chamá-lo para irmos na casa da Bella e do Edward.” ele não os chamava de avós.
Abri o quarto e ele não estava mais lá. Provavelmente ele deve ter acordado quando eu estava com Aleph.
“É ele já acordou.” voltamos para a cozinha em completo silêncio. “Bom dia.” disse quando vi Nathan.
“Bom dia.” ele disse emburrado.
“O que foi?”
“A Anna me acordou gritando na minha mente de novo.” olhei feio para ela que fingir estar aleia a conversa.
“Annabelle, eu já não te falei para não fazer isso com ele?” Anna e Nath possuem uma ligação mental, ou seja eles podem se comunicarem de deixarem que uns aos outros acessem seus pensamentos ou memórias, mas as vezes a Anny usa para ser má com o irmão.
“Desculpa Nath.” ela disse com cara de boazinha.
“Hoje você vai ficar sem a sobremesa.”
“Isso não é..” ela ficou quieta pois sabia que se falasse seu castigo iria piorar.
A porta já estava aberta nos esperando. Era sempre assim quando a tia Alice começava ter visões turvas. Toda vez em que eu vinha aqui eu tinha nostalgias boas de quando eu vivia aqui. De quando eu e a Melissa enlouquecíamos a todos da casa correndo, gritando, quebrando e bagunçando, tudo por ai.
“Filha.” disse Bella assim que eu entrei. “Que saudade que eu sinto de você.”
“Todos sentem.” disse tio Jasper.
“Então a que devo a visita das minha duas netas?” disse Esme.
“Ah, nada de muito importante.” menti.
“Não minta para a sua vó, Ness.” disse meu pai.
“Claro que não, papai.” me sentei ao seu lado. “A questão é, eu e o Jake decidimos que está na hora de nós nos mudarmos. Eu sei que pode parecer meio de improviso, mas já é a hora de partir, vivemos tempo de mais aqui. Fork é a minha casa, a dos meus filhos a do Jake. Contudo todos nós temos que partir.”
“Não vocês não podem.” minha mãe se impôs.
“Eles estão certos Bella, a anos eu venho te dizendo que voltar foi um erro e a hora de partir chegaria. E é agora.” ele passou o braço pelo seu ombro a confortando. “Então para onde vão?”
“Não sabemos.” disse Jake. “Ainda falta muita coisa para arrumar.”
“Vão voltar para a escola?” disse tio Emmett com cara de repulsa.
“Não no começo, pois não podemos nos passar por adultos e estudarmos, mas quando as crianças chegarem no ensino médio, voltamos para a escola. Por isso que queremos fazer duas proposta.” Jake disse para mim dando a deixa para mim.
“Queríamos convidar o vovô e a vovó para 'cuidarem' da gente quando formos para a escola.”
“Por que eles?” disse a minha mãe.
“Porque tecnicamente mamãe você também é uma adolescente.” ela deu de ombros. “E a segunda proposta é de Embry, Melissa e Bianca, vir conosco.” eles olharam entre si.
“Claro.” disse Embry.
“Enquanto a nós Nessie, pode contar quando precisar!” disse meu avô.
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