Notas iniciais
E ai galera? Como estão vocês? Estive muito doente esses dias e com o Nyah fora do ar, ficou meio dificil de postar. Bom, ele está de volta, e em comemoração a isso, resolvi postar esse capitulo em 'Eterno'. Espero que gostem. Eu queria que, quem puder, claro, me respondesse uma pergunta: VOCÊ PREFERE QUE A MAI FIQUE COM O NARU OU O GENE? E POR QUE? Bem, obrigada por acompanharem a fic e aproveitem! ^^

Mai! MAI! – Naru e Gene gritavam, balançando o corpo da garota, que se remexia e os empurrava com força. Ambos já haviam levado chutes e leves murros da garota, que parecia estar sofrendo tremendamente.

Ambos não tinham a menor idéia do que poderia estar causando tal reação. Mai havia simplesmente começado a gritar no meio da noite, chutando e se debatendo na cama, quase como se estivesse lutando contra alguma estidade invisível. Claro que Naru e seu irmão sabiam que aquilo era reação a algum sonho psíquico que a garota estava tendo, mas Naru nunca havia visto Mai reagir tão ativamente assim enquanto ainda dormia. Claro que em muitos sonhos ela acordara chorando ou gritando, mas o desespero sempre começara apenas depois de acordada. Nunca antes.

Naru olhou para a garota na cama, enquanto tentava segurar seus braços, que insistiam em se agitar imprevisivelmente pelo ar. Sinceramente, ele temia que a garota machucasse a si mesma se aquilo continuasse. Depois que esse caso terminasse, ele faria Mai treinar sem descanso como se proteger em seus sonhos. Nem que ele tivesse que obriga-la a isso.

– Noll! – Luella e Martin entram no quarto, ofegantes, sendo seguidos imediatamente por Hoshou, Ayako e Jonh. Todos pararam na entrada do quarto, seus olhos se arregalando em surpresa e terror ao ver o que estava acontecendo. Hoshou correu imeditamente para ajudar, enquanto Jonh começou uma oração silenciosa.

– Matsuzaki-san! – Naru grita, assustando a todos. Ele nunca havia gritado. Nunca. — Faça algo agora!

– E-espere ai! Vou pegar… Vou no meu quarto! – a miko gritou e saiu correndo do quarto.

– Mãe, vá com ela.

– Mas…

– Agora!

– S-sim! – a mulher correu atrás da miko, assustada com a atitude do filho e temendo pela garota na cama.

– Porque ela não para de gritar?! – Hoshou grita acima da voz de Mai, segurando seus braços com força.

– Não sabemos. Ela simplesmente não acorda!

– O que… O que há de errado com ela? – Martin pergunta, ainda em choque e completamente anestesiado com a cena.

– Isso importa agora?! – Gene grita – Mas que droga! Como é que ela tem tanta força?! – ele segura a perna que havia escapado de seus braços, então volta a atenção para o pai – O que você está fazendo ai parado?! Ache alguma coisa para amarrar ela!

– Mai, me escute. – Naru segura o rosto da garota fimemente — Mai, saia do sonho, agora! Você pode escutar minha voz? Mas que droga! Mai!

Mai? – uma voz suave arranca a atenção de todos da garota,atraindo-a para a porta, onde Aydan estava parado, ainda com seu pijama – Mai?

– Tire ele daqui agora! – Gene fala, enquanto seu irmão tentava acordar a garota.

Martin para de vasculhar as gavetas, levantando-se e correndo até o garoto e pegando-o no colo, enquanto ele gritava o nome da garota.

Mai! Mai!! Não!!! Mai!!! – o garoto começou a chorar nos braços do homem que rapidamente encontrou Lilian.

– Aydan! – a garota tomou o garoto no colo, que ainda se contorcia tentando se livrar e correr para Mai.

– Por favor, fique com ele.

Mai! Mai!

– O que está acontecendo? Eu ouvi gritos… Mai… Ela está bem?

– Tudo vai ficar bem. – ele se virou para voltar, quando os gritos começaram a diminuir até cessarem. Ele ficou parado por um instante, antes de correr pela escada e entrar em seu quarto, encontrando Mai dormindo serenamente na cama. A miko havia voltado para o quarto e agora estava em pé ao lado da cama, com Hoshou ao seu lado, ambos olhado para a garota na cama. Naru estava sentado ao lado dela, segurando uma de suas mãos entre as suas, enquanto Gene estava em pé no pé da cama, observando. Suspirando em alívio ao ver que todos estavam bem, ele foi até sua esposa, abraçando seus ombros em conforto e em resposta recebendo um sorriso de agradecimento.

– Ela vai ficar bem? – Martin pergunta.

– Sim. Eu dei a ela um sedativo. Fraco, mas efetivo. O efeito passará em algumas horas provavelmente.

– O que houve, Noll, Gene? – Martin finalmente perguntou, olhando para os filhos.

– Não sei. Nós estávamos dormindo e do nada ela começou a gritar e se contorcer na cama. Nós tentamos acordá-la, mas ela simplesmente continuava gritando.

– Gene, você não sabe como acordá-la? Você já foi seu guia astral uma vez. Faça algo! – Naru olhou para o irmão, furioso com o que estava acontecendo.

– Eu não sei como, Noll. Eu simplesmente mostrava a ela o caminho para os sonhos. Acordar…Não era algo que eu controlava.

– Está tudo bem. Eu ficarei com ela aqui. Vocês podem ir comer e quando ela acordar, vamos para a base. – Ayako diz, sentando-se ao lado da garota.

– Vou ficar aqui com ela. Alguém tem que proteger as duas, não é? – ele piscou e logo estava segurando sua cabeça.

– Posso me proteger sozinha, muito obrigada! – Ayako diz, largando o travesseiro.

– Ai, ai! Essa é a minha cabeça, sua miko velha!

– Velha?! Como ousa seu monge rejeitado!

– Eu escolhi sair da montanha!

– Ah ta, conta outra. – a mulher virou o rosto e o homem bufou.

– Devemos ir. Lin talvez saiba algo sobre como acordá-la. – Martin diz,segurando a mão da mulher.

– Talvez eu devesse ficar aqui para olhar Mai… — a mulher olhou para a garota na cama, seus olhos preocupados.

– Querida, se algo acontecer, você não poderá se proteger. Vamos, ok? Ele nos avisarão quando ela acordar. – Martin sorri, puxando a mulher pela mão e saindo do quarto.

– Noll, você vem? – Gene pergunta, olhando para o irmão que observava Mai cuidadosamente. Então se virou e saiu do quarto. Gene sorriu para os dois adultos e seguiu o irmão.

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– F-foi tã-tão assustador… — a garota soluçou, agarrando-se com mais força ao homem. Agora, ela não estava mais sendo devorada lentamente por aquela massa negra fria e densa. De alguma maneira, havia conseguido sair dali e agora estava nos braços de Yiyan.

– Shh, está tudo bem agora, Mai. Ele nunca vai pegar você. Acalme-se. – ele sussurrava em seu ouvido, o ambiente ao seu redor silencioso e calmo, no qual os animais nem mesmo se moviam, simplesmente cercavam os dois, como se confortando a garota.

– Não quero dormir nunca mais! – a garota solta um grito no meio de soluços e lágrimas, que foi abafado pelas vestes brancas dele.

– Você sabe que não pode fazer isso, Mai.

– Mas eu não quero mais ver ele…aquilo! – a garota murmura, soltando mais alguns soluços.

– Não irá. Não se preocupe. – ele sorri, afastando a garota e lipando suas lágrima – Sorria, ok? Um sorriso a torna muito mais linda do que essas lágrimas.

A garota corou com o comentário, mas falhou em oferecer um pequeno sorriso para ele. Ainda estava muito assustada pelo que havia acontecido no outro plano astral.

– Eu tenho que contar para o Naru! – ela se lembra de repente – É um demônio que está controlando o Damon-san!

– Você pode dizer isso depois, não? Fique aqui mais um pouco. – ele sorri gentilmente para a garota.

– Eu não sei. Naru disse que não gosta quando eu fico muito tempo no sonho porque ai eu não trabalho muito.

– Ou será porque ele tem medo de perdê-la para seus sonhos?

– Eh? Me perder? Não é como se eu pudese dormir para sempre. – a garota diz, confusa.

– Sim, mas ele não sabe o que você verá aqui. Não sabe o que acontece a você aqui. Ele se preocupa pelo seu bem-estar.

– Mesmo? – os olhos da garota brilham em felicidade.

– Sim.

– Oh, Yiyan? Quando eu vou poder contar a ele sobre você?

– Por que?

– Eu me sinto mal mentindo para ele. Não gosto quando ele esconde coisas de mim, então eu não deveria fazer o mesmo.

– Tão pura você é. Como eu sempre soube que minha filha seria. – o homem sorri, acariciando seus cabelos e deixando a garota confusa. Como assim filha? Ele a via como uma filha? – Venha, Mai, há algo que quero lhe mostrar.

– Okay! – a garota segura sua mão, e juntos desaparecem na paisagem.

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– Você acha que ela está bem? – Ayako finalmente pergunta após duas horas em silêncio, olhando para a garota deitada ao seu lado, que respirava calmamente, como se estivesse tendo um dos melhores sonhos. Mas ela sabia que podia ser justamente o contrário.

– Não sei. Mas não se preocupe, ela sabe se virar. Não seria a Mai se não soubesse. – Hoshou sorri, olhando para a garota que considerava uma filha.

– Ainda assim… Ela sempre sonha com coisas tão terriveis. Não sei se eu consegueria aguentar sonhar com minha morte, ou com coisas me perseguindo, ou ver a morte de tanta gente…

– Ela é forte, Ayako. Mai é uma das garotas mais corajosas e resistentes que conheço. Além disso, quando ela acordar, estaremos aqui. – ele segura a mão da miko, dando-lhe um aperto reconfortante.

– Você está certo. – ela sorri para o homem e sem perceberem vão se aproximando, seus lábios quase se encontrando.

– O que diabos vocês estão fazendo? – o casal se separa com se tivessem levado um choque, olhando para a porta e encontrando Ryu, Nick e Aydan.

– C-cuidando da Mai, óbvio! – Hoshou sorri nervosamente, passando a mão nos cabelos.

– Ahan. – o garoto revira os olhos, entrando no quarto — Parece que estavam mais preocupados com os lábios um do outro do que com ela. – Nick resmuga, andando até a cama e parando ao lado da garota adormecida.

– Como ela está, Matsuzaki-san? – Ryo pergunta, ao mesmo tempo que fazia um check-up rápido.

– Tudo bem. Está apenas dormindo.

– Vê, Aydan? Eu disse que ela estava bem.

Mai gritou alto. Não gosto. – ele sobe em cima da cama, acariciando a barriga dela.

– O que está fazendo, garoto?

– Mamãe sempre fazia isso quando eu tinha um sonho ruim.

– Aydan… — Nick olha o irmão, seus olhos de repente imersos em uma tristeza que poucos poderia entender ali.

– Hmm…

Todas as cabeças se viram, preocupados e ao mesmo tempo esperançosos com o despertar de Mai. Primeiro ela abriu os olhos lentamente, mas logo os fechou por causa da luz. Então ela levou a mão ao seu rosto, esfregando a mão em seus olhos e Ryu sorriu. Ela parecia uma criancinha acordando.

– Hm… — Mai abriu os olhos e se sentou na cama, bocejando e então percebendo as pessoas ao seu redor – O que estão fazendo aqui? – ela os olhou confusa.

– Você…teve um pesadelo. Tive que sedá-la para acalmá-la.

– Oh… é mesmo! Naru! Onde está o Naru?! – a garota olha ao seu redor, e ao constar que ele não estava ali, levanta-se e corre para fora do quarto, fazendo todos lhe seguirem.

– Mai, espere!

– Urgh, como alguém pode estar tão energético depois de acordar? Espere, Mai! – Ayako tentava em vão chamar a garota e fazê-la parar.

Poucos segundos depois, Mai estava abrindo a porta para a base, ainda em seu pijama, com a respiração falhando e seus cabelos bagunçados. Todos dentro da base observavam a garota supresos, sem saber exatamente como reagir.

– Naru! É um demonio! É um demonio! – ela entrou na sala, andando até o garoto e parando na sua frente, tentando recuperar o fôlego.

– Acalme-se, Mai. Respire e vá lavar o rosto. Escutarei o que tem a dizer após ter feito sua higiene e ter comido sua refeição.

– Mas…

– Vá.

A garota abriu a boca para retrucar, mas então percebeu que ele estava certo. E caramba, ela estava só de pijama na frente dele! Completamente envergonhada, a garota correu para fora da sala, passando por Ayako, Hohsou, Ryu e Nick, que tinha Aydan em seu colo. A mulher de cabelos vermelhos parou imediatamente e correu de volta atrás de Mai, xingando a energia da garota. Naru iria matá-la se ela deixasse Mai sozinha por um segundo sequer.

Após lavar seu rosto e trocar de roupa o mais rápido que podia, Mai correu de volta para a base, ignorando a dor em seus musculos. Os ferimentos que havia sofrido no caso ainda não tinham sarado completamente. Pensando bem, contando com o dia de hoje, faria exatamente uma semana desde que chegaram ali. Nossa, eles nunca tinham demorado tanto para resolver um caso assim. Naru deveria estar irritadíssimo com isso. Melhor não irritá-lo hoje.

Sorrindo levemente, ela entrou na base e foi recebida com olhares preocupados e ansiosos.

– O que? O que aconteceu? – ela perguntou, olhando para todos e ficando aliviada ao ver que estavam todos ali, sem nenhum arranhão.

– Nada, Mai. Aqui está sua comida. – Ryu sorriu para a garota, batendo no lugar ao seu lado no sofá, indicando-o para a garota sentar.

– Sim. – ela sorriu para o homem, sentando e devorando sua comida em poucos minutos.

– Agora que acabou, conte-nos o que sabe.

– Eu tive um sonho… pesadelo. Eu estava no plano astral e como nada aparecia, eu resolvi andar para ver se descobria algo. E-então eu vi… — ela olhou para baixo, suas mãos fechando em punhos – Damon-san sendo… meio que devorado por uma massa preta.

– Como o que aconteceu com Sakauchi-kun? – Masako pergunta, seus olhos levemente arregalados.

– Eu não sei. Foi parecido.

– Só isso?

– Não. Antes dele ser devorado… ele me viu.

– Ele viu você?! – Gene se levanta, furioso – É isso. Você não vai mais dormir de jeito nenhum!

– Aniki, acalme-se.

– Seu irmão está certo. Não podemos simplesmente impedi-la de dormir.

– Vocês não entendem! Isso não é para acontecer!

– Ele está certo. – Ryu diz – No plano astral, nada nem ninguém interage diretamente com o medium. A não ser que o próprio medium queira.

– E ela disse que ele a viu!

– Talvez ela tenha desejado interagir com ele, salvá-lo da massa preta. – todos a olharam.

– E-eu não s-sei. Eu estava assustada demais. M-mas eu tenho certeza de que ele me olhou. E ele estava com tanto medo.

– Bem, se tivesse uma coisa me devorando, acho que ficaria com medo também. – Ayako diz sarcasticamente.

– Mas não era por ele. Era por mim. Ela me olhava como se… como se soubesse algo sobre mim que o fazia ficar com medo por mim. E ele gritou para eu correr. E então a coisa o devorou e veio atrás de mim.

– De você? – Naru levantou uma sobrancelha.

– Sim. Me pegou e estava subindo pelas mihas pernas e…e… — a garota colocou as mãos no rosto, tentando abafar suas lágrimas e soluços.

– Shhh, está tudo bem agora, Mai. – Gene abraçou a garota.

– Como você saiu?

– Noll! – Luella olhou para o filho indignada — Não pode ver que ela está assustada?!

– Sim, posso. Mas quanto mais eu sober sobre essa entidade, mais rápido saimos dessa casa.

– Está tudo bem, Luella-san. Ele está certo. – ela sorri fracamente, então olha para o chefe – Yiyan me tirou de lá.

– Yiyan? O que é isso?

– Meu guia no plano astral.

– Você quer dizer Ying e Yang, não? – Hoshou pergunta.

– Não, o nome dele é Yiyan. Ele é muito gentil comigo. Apesar de não me explicar muito as coisas. Igual você. – ela lança um olhar para Gene, que sorri.

– O que ele fez?

– Não sei. Em um momento eu estava gritando por ajuda e tentando correr, e no outro eu estava nos braços dele.

– Entendo. – ele ficou em silêncio por alguns segundos – E como é esse Yiyan?

– Ele é muito bonito! – ela colocou as mãos na boca, embaraçada – D-desculpe.

– Ohhh, parece que alguém aqui tem uma quedinha pelo guia dos sonhos. – Hoshou brinca com a garota, que fica mais vermelha.

– Não é verdade! – Mai grita – Ele é muito legal comigo. Ele sempre me leva para um monte de lugares bonitos. Ah, é mesmo! Naru, você está com aquele desenho que encontramos no livro que lhe dei?

– Sim, por que?

– Mostre-me. – ela pede e o garoto tira um papel velho de seu bolso, dando-o a garota. – Aqui! Yiyan parece muito, muito mesmo com ele. O cabelos longo, as vestes, a aura de poder… Pode até mesmo ser ele aqui.

– Esse é Deus de todas as coisas, Mai.

– Eh?

– Preste atenção. No livro de Jonnhy Roll, em algumas páginas, ele descreveu uma espécie de batalha no mundo do além. Forças do mal que queriam tomar o controle de tudo no universo. Segundo ele, esse homem de vestes seria o Deus que liderava as forças do Bem e esse bebê em seu colo seria a salvação de todos nós.

– E isso quer dizer que… — o garoto suspira ao ver o olhar confuso no rosto dela.

– Quer dizer que esse homem é um Deus e esse bebê significa toda a esperança, o amor e a paz no universo.

– Então se houvesse uma hierarquia no mundo, Yiyan e o bebe estariam no topo de tudo. Abaixo os anjos e demonios, os espiritos e nós na base da piramide. Isso de acordo com Jonnhy Roll – Gene comenta.

– Bem legal, Mai! Você deveria pedir para ele acabar com esse demonio por nós. – Hoshou sorri.

– Yiyan… é um Deus?

– Me deixe ver isso. – Ryu toma o papel das mãos de Mai e seus olhos se arregalam.

– Filho de uma mãe! – Ryu se levanta furioso, andando de um lado para o outro da sala, de repente se virando para Mai, seus olhos com um brilho perigoso – Não fale com ele. Você está me escutando, Mai? Nunca mais fale com ele. Não acredite nele. Não veja ele. Ele é perigoso. Se você vê-lo novamente, corra para longe. Tente acordar, mas não converse com ele.

– M-mas… Por que?

– Ele é perigoso. Ele vai tentar de tudo para fazê-la acreditar no que ele diz. Mas você não pode escutá-lo.

– Mas ele nunca tentou nada contra mim. Ele sempre me mostrou as coisas e me protegeu. Ele sempre me confortou quando eu via algo ruim. Ele não é mal, Ryu-san.

– Ve?! Ele já fez sua mente! – o homem agarra Mai pelos braços, levantando-a – Não acredite nele! Ele não é confiável!

De repente, Ryu foi empurrado para trás e Mai estava protegida atrás de Naru, que olhava perigosamente para Ryu. Os homens se encaravam com ferocidade, como se fossem animais selvagens e estivessem brigando pela mesma femea.

– Se tem alguém aqui que não é confiável, esse alguém é você, Ryu-san. – Naru diz, como se estivesse cuspindo veneno – Se Mai acha que seu guia astral está nos ajudando e não transmite perigo, é decisão dela continuar vendo-o ou não. E eu não quero vê-lo tocando minha assistente a não ser que ela permita. Estamos claro?

– Você não sabe o que está fazendo, Oliver! Se ele decidir levá-la…

– Eu vou estar lá para protegê-la e trazê-la de volta. – Naru interrompe, fazendo Mai o olhar surpresa com a declaração. Deus, será que ele sabia o quão feliz ela estava apenas por escutar essa frase? Com um sorriso no rosto, ela encostou sua cabeça nas costas do chefe, agradecendo silenciosamente.

– N-noll, Ryu, acalmem-se. – Martin se levanta, parando entre os dois – Sem brigas, ok? E Ryu, por que diz que esse guia é tão perigoso assim? Ele fez algo a você?

– Não, à minha filha.

– Sua filha? – Luella se levanta, chocada – Por que ele iria querer fazer algo a ela?

– Sim, esse idiota quer levá-la para longe de mim. Por isso, Mai, por favor, seja bastante cautelosa. Se ele insistir em falar com você, me diga, ok?

– Okay. Se é tão importante para você, Ryu-san. – a garota concorda, ainda atrás de Naru. Todos então suspiram aliviados pelo clima de tensão ter desaparecido. Mas as questões ainda não tinham chegado ao fim.

– Mai? – a garota se vira para Masako – Quando viu Damon-san e o demônio… eles estavam falando algo? Qualquer coisa que indicasse que Damon-san foi acorrentado a ele por uma especie de contrato?

– Sim! Como você sabe? – a garota olha surpresa para Masako, que de repente fica pálida.

– Naru, nós temos que destruir o contrato primeiro se quisermos que o demônio se vá. Se não, mesmo que o exocisamos, ele permaneçerá preso à terra por causa desse contrato.

– Entendo. Bou-san, você entende algo sobre o assunto?

– Você pirou? Fantasmas, objetos amaldiçoados e espiritos vagado, eu encaro. Agora demonios? Não é a minha area, garoto. Se eu tentasse, provavelmente acabaria piorando as coisas.

– Matsu…

– Desculpe Naru, também não sei nada sobre como mandar os demonios pro outro lado. Além disso, aqui não tem muitas árvores saudáveis.

– Shibuya-san? – Jonh chama timidamente e todos na sala se viram para ele, esperançosos – Eu sei um pouco sobre como nos… ver livre dessa entidade.

– Quão certo você está disso?

– Sabendo tudo que ele fez nessa semana e durante todos esses anos… 30% de certeza, talvez menos. Esse demonio parece ser mais forte do que os que eu já lidei antes.

– Entendo. – o rapaz ficou em silêncio por alguns segundos, fazendo Mai olhá-lo nervosa e então perceber seus olhos. Eles pareciam imersos em uma batalha inteiror. Então ela olhou para Gene e viu o mesmo nos olhos do garoto.

– O que vocês estão falando? – ela perguntou, recebendo um olhar neutro de Naru e um surpreso de Gene.

– O que quer dizer?

– Vocês estão conversando pela mente.

– Como você sabe disso, Mai-san? – Jonh pergunta levemente surpreso.

– Pel… — ela é interrompida por batidas na porta, que fazem todos se virarem e observarem Nick e Aydan entrando.

– Mai, telefone para você. – Nick diz, libertando Aydan que corre para os braços de Mai.

– Eh? P-para mim? Tem certeza? – a garota o olhou confusa. Ela nem sabia o número da casa, como alguém poderia estar lhe ligando?

Telefone! Telefone! – Aydan sorri.

Disse que o nome dela era Madoka Mori.

– Eh?! – Mai olhou para o garoto mais chocado ainda, enquanto Lin se virava e encarava os dois sem expressão alguma – Agora você com certeza está errado. Ela provavelmente quer falar com o Naru ou o Lin.

– Não errei. Ela disse que queria falar com você.

– Hmm… Okay. Lin, você quer vir comigo? Talvez ela tenha se atrapalhado com os nomes…

– Está tudo bem. Ela provavelmente quer lhe falar sobre a recomendação que nos pediu.

– Ah meu Deus! A recomendação!!! – a garota sai correndo do quarto o mais rápido que suas pernas podiam lhe levar, esquecendo completamente que não era para ficar sozinha de jeito nenhum. Mas Naru não havia esquecido.

– Jonh, vá com ela.

– Sim! – o garoto correu atrás dela, e após alguns segundos parou a alguma distância de Mai, dando-lhe privacidade.

– … bem. E você, Madoka? – Mai sorria de orelha a orelha, segurando o telefone com as duas mãos.

– E-eu não sei se estou tão bem assim, Mai. – a voz da mulher veio em um tom tão diferente do normal que Mai imediatamente notou que algo havia acontecido. E não era coisa boa.

– O que houve? Você se machucou? Quer que eu chame o Lin? – ela olhou para Jonh, que se preparou para obedecer dependendo do que tivesse acontecido.

– Eh? Não, não! Não chame o Lin! – a mulher quase gritou no telefone, fazendo Mai afastá-o de sua orelha – Por favor, não o chame.

– Okay. Mas me diga o que aconteceu, Madoka.

– E-eu… Eu estou assustada, Mai.

– Com o que? Tem um fantasm…

– Não. Nada ligado ao paranormal. Mas… tem alguém com você ai? – ela sussurrou, como se já estivesse contando um grande segredo.

– Jonh. Naru não quer que eu ande sozinha porque o demonio está atrás de mim.

– Demônio?! Me conte agora o que isso quer dizer, Mai!

– Mas você…

– Agora! O Lin está bem? Ele está machucado? Mai! – a mulher fez pergunta atrás de perguntas, deixando Mai completamente confusa.

– Mad…

– E o Noll?

– Madok…

– e o Gene? Luella? Lin! Oh meu Deus! Ele está bem, não é?

– MADOKA! – Mai gritou no telefone, fazendo Jonh dar um pulo para trás, assustado e fazer algumas pessoas dentro da base se olharem curiosamente. – Lin está bem! Todo mundo está bem.

– E você? Você está bem, mai?

– Só com uns arranhõs, mas já estou muito melhor.

– Mai… — a garota tremeu por dentro, já conhecendo aquele tom de voz.

– É sério! Estou ótima! – ela sorriu ao ouvir a mulher suspirar.

– Então me conte direitinho sobre essa história de demonio.

E então Mai explicou tudo. Sobre Daniel, sobre Damon, sobre Catherine e sua história de amor com Ethan, o que arrancou alguns suspiros apaixonados das duas garotas, sobre a mascára e sobre os diários. E então falou sobre a mais recente descoberta.

– E vocês tem certeza de que é um demonio?

– Sim…

– Então vocês já podem terminar o caso, não?

– Ainda não. Naru deve estar discutindo agora sobre como se livrar dele, mas temos primeiro que quebrar o contrato dele com Damon-san.

– Contratos com demônio são bem simples. Basta oferecer seu corpo e alma.

– Quem iria fazer isso?!

– Mai, demônio são bem astutos. Eles conseguem o que querem facilmente se a pessoa não for esperta. Eles podem fazer você vender sua alma e a de sua famila inteira sem você sequer perceber.

– Mesmo? – a garota pergunta chocada – Bem, ainda bem que o Naru está aqui.

– Por que? – Madoka pergunta, um sorriso já se espalhando em seu rosto.

– Ele é mais esperto que qualquer demônio. – a garota sorri confiante.

– É mesmo. – as duas riem, até Mai finalmente lembrar o motivo da ligação.

– Madoka, o que você queria me contar?

– Eh? Ah… Eu… Minha menstruação está atrasada.

– Eh? Só isso? – a garota suspirou aliviada – Não se preocupe. Já aconteceu comigo antes. Está tudo bem.

– Mai, está atrasada por quase dois meses. – isso ganhou a atenção da garota.

– E… você só notou agora?

– Foi! Eu estava tão ocupada com o trabalho, e então Lin me pediu em casamento e…

– O que?! – Mai grita, dessa vez fazendo Madoka afastar o telefone – L-lin… pediu você… em casamento? – ela sussurra, surpresa.

– Foi, mas por favor, é um segredo! Saiu sem querer. Estavamos planejando contar quando esse caso estivesse acabado.

– Isso é tão legal, Madoka! Parabéns!

– Obrigada. Mas por favor, mantenha segredo.

– Não se preocupe! Minha boca é um túmulo!

– Mai! O Jonh ainda está ai! – a mulher lembrou de repente.

– Ah! – ela olhou para o rapaz que sorriu timidamente – Está tudo bem. Acho que ele não escutou. Então? Então?! – ela perguntou, animada – Você está usando o anel?

– Sim. É lindo. Ele disse que era o anel de sua mãe.

– Ahh, que fofo! Não sabia que o Lin era tão romântico. Mas parabéns de qualquer jeito. Estou muito feliz por vocês.

– Obrigada, Mai. Considere-se convidada para o casamento.

– Mesmo? Obrigada!

Elas ficaram em silêncio por alguns segundos, cada uma em seus pensamentos até Madoka finalmente falar.

– Mai? Eu também estou tendo enjoos pela manhã.

– Oh! Você não acha que está… grávida, acha?

– Eu… Eu estou assustada, Mai!

– Madoka, acalme-se. Você já fez algum teste?

– Eu marquei um horario com o medico hoje, daqui a algumas horas. Estou tão assustada, mai. E se o medico disser que eu estou gravida?

– Isso é bom, não? – a garota pergunta, sem entender o medo da mulher.

– Eu não sei! E se Lin não quiser o bebe? E se ele terminar tudo comigo? Ou pior… Mandar eu retirar o bebe?! Eu não sei se vou aguentar, Mai. Estou tão assustada com como ele pode reagir…

– Madoka, Lin nunca faria isso! – a garota a repreende – Ele pode ser meio quieto e sério, mas ele nunca, nunquinha faria algo tão terrivel assim!

– Mas Mai, e se ele não gostar de crianças?

– Oh, eu não tinha pensando nisso. Agora que você falou, no caso da igreja, Lin não pareceu gostar quando um dos garotos foi possuido pelo Kenji-kun e ficou chamando ele de papai.

– Oh meu deus! – Madoka começa a se desesperar no telefone e Mai se arrepende imediatamente de ter dito aquilo.

– M-mas pode ter sido porque o garoto era japones!

– Eu sou metade japones! Ele vai odiar nosso filho!

– Madoka, por favor, não chore. Vai ficar tudo bem, okay? Você ainda nem tem certeza se está mesmo grávida.

– E se eu estiver?!

– B-bem, tenho certeza de que Lin vai amar o bebe tanto quanto ama você. Você só precisa dar um tempo a ele, para se acostumar, sabe?

– Você acha? – a mulher funga e a garota sorri.

– Tenho certeza!

– É, você está certa! Lin não é esse tipo de homem. – a mulher diz, se animando – Mai? Por favor, não conte nada sobre isso para ele.

– Eh? Mas você…

– Não tenho certeza ainda e não quero preocupá-lo com isso.

– Okay. Mas prometa me ligar quando tiver o resultado. Enquanto isso vou pensando em uns nomes legais para o bebe.

– Mai! – a garota riu.

– Mas Madoka, por que quis falar sobre isso comigo? E luella-san?

– Oh! Eu amo a Luella, ela é uma amiga maravilhosa, mas ela iria ficar tão… excitada com isso que iria acabar falando para alguém.

– Mas Madoka… E o Naru?

– O que tem?

– Ele sempre sabe quando eu minto ou escondo alguma coisa dele!

– Ah, se ele descobrir só vai dizer que não é assunto dele. Não tem chance dele contar para o Lin ou para o Gene.

– Se você acha...

– Ah, tenho que ir! Deseje-me sorte!

– Okay! Boa sorte! — as duas se despediram.

– Está tudo bem com a Mori-san? – Jonh pergunta sorrindo ao notar a garota desligando o telefone.

– Melhor impossivel! – Mai sorri alegremente, segurando o braço de jonh e o puxando de volta para a base – Vamos jonh!

– Ah, ah, Mai-san… — o garoto foi tropeçando ao lado dela, tentando acompanhá-la.

– Ah, Mai! – Gene sorri ao ver a garota chegando – O que Madoka queria?

– Nada! – ela sorri alegremente

– Ela não queria nada? – Ayako perguntou surpresa – Então para que ligar?

– Ela só queria saber se todo mundo estava bem. – então ela andou até o homem chinês e o abraçou com força, sussurrando – Parabéns, Lin. Não se preocupe, tudo vai ficar bem, okay? – ela o beija suavemente na bochecha, fazendo o homem ficar ainda mais confuso do que já estava.

Mai balança a cabeça e sorrindo, afasta-se e senta no sofá, começando uma conversa com Jonh e Hoshou sobre demônios e perdendo o olhar trocado entre Naru e Lin.

– Mas Mai – hoshou começa após ter explicado tudo sobre demônios para a garota – E sobre aquela tal de recomendação que o Lin-san falou?

– Ah! – ela coloca a mão na boca, supresa por ter esquecido completamente – M-madoka disse que o r-reitor estava…hm, a-avaliando ainda.

– Entendo. Mas se ele aceitar, isso significa que você vai ficar aqui na Inglaterra?

– Yep! Eles tem dormitórios na universidade e como eu vou estudar por bolsa, não preciso pagar por eles.

– Qual a universidade?

– Cambridge.

– Ohh! Foi onde Noll conseguiu seu PhD aos 11 anos. Ele ensinava lá, antes de ir para o Japão. – Luella se junta a conversa.

– Aos 11 anos?! – Hoshou olha chocado para a mulher – O Gene-bou também?

– Não. Gene queria ter uma vida colegial normal.

– Eu não repeti! – Gene de repente grita, olhando para o irmão.

– Gene? – Mai olha para o garota, sem entender.

– Eu não repeti a 6ª série! Noll, você é um idiota!

– Não fui eu quem repetiu a sexta série. – ele responde calmamente.

– Você repetiu a sexta serie, Gene? – Mai olha para o garoto, que fica vermelho.

– Não! Noll está mentindo! Eu só tive que refazer os testes!

– Porque suas notas não foram o suficiente. – Naru completa.

– Oliver! Pare de envergonhar seu irmão. – Luella o repreende – Você não precisa ter vergonha, filho. – ela diz, virando-se para Gene — A sexta série é mesmo muito dificil.

– Para uma rocha. – Naru diz e Gene o olhar furioso.

– Você é…!

– Bonito e inteligente. – Naru o olha, seus olhos pareciam sorrir satisfeitos por ter conseguido irritar o irmão.

– Eu sou mais velho! Você tem que me respeitar!

– Diga isso quando conseguir completar a sexta série. – isso e a expressão de Gene foram o suficiente para fazer Mai e todos cairem na risada.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.