Notas iniciais
'Eternidade', assim como outras estórias do perfil (exceto os contos), serão publicadas até o capítulo 5 para evitar cópias ou plágios. Para quem se interessar e quiser a continuação da leitura, é só acessar o blog oficial: chrissykellerbooks.blogspot.com


Aquilo era uma aparição ou uma simples imaginação sua?

Daniel forçou a vista para ver melhor: era mesmo Fábio. Mas o que ele estaria fazendo ali?

Se ele estava nas redondezas, Aline poderia estar também, Daniel pensou afoito com o coração batendo forte inundado de esperanças.

- O que foi, papai? — Johnata pareceu notar sua inquietação.

- Venha, filho.

Daniel pegou na mão do menino e andou um pouco rápido na direção de Fábio.

Estivera há tanto tempo pensando em variadas maneiras de voltar a encontrar Aline, que agora não iria desperdiçar essa chance. Era tudo ou nada.

- Fábio — Daniel chamou não conseguindo ocultar a aflição na voz.

Fábio, que estava sorrindo e conversando com um menino e sua mãe, olhou para o lado ao ser chamado e seus olhos se expandiram em surpresa ao perceber que era Daniel, o grande amor de sua jovem patroa.

Os olhos de Daniel brilharam num misto de espanto e expectativa, a respiração um pouco alterada. A mão direita dele segurava a pequena mão de um menininho que aparentava ter cinco ou seis anos. A criança refletia confusão no olhar e parecia não entender o que estava acontecendo. Para dizer melhor, nenhum deles parecia entender.

- Daniel — Fábio falou com surpresa na voz. — Como...? O que você está fazendo aqui?

Daniel conseguiu sorrir por um momento.

- Acho que esta pergunta é minha. Eu moro aqui.

Fábio assentiu, ainda surpreso.

- Verdade — Disse.

A mulher carregou o filho no colo e olhou para os dois homens.

- Vocês se conhecem? — ela perguntou.

Fábio olhou para a mulher.

- Sim — respondeu. — Daniel é um velho amigo e ex-namorado da senhorita Aline. Você a conheceu.

- Ah, sim — A mulher assentiu compreendendo.

Ex-namorado, Daniel repetiu pensativo. Nunca pensou que seria "namorado" de Aline, mas algo muito maior. O que aconteceu entre eles era algo para além da vida.

- Fábio, eu preciso falar com você — Daniel falou um tanto inquieto. — Por favor.

Fábio olhou atentamente para Daniel. Os olhos do jovem rapaz refletiam inquietação e desespero misturados com esperança, e Fábio sabia por quem ele estava daquele jeito: Aline. Daniel não parecia tê-la esquecido, mesmo depois do que aconteceu. Fábio ainda podia se lembrar de ver Daniel segurando o filho ainda bebê no colo e a jovem patroa andando na direção do carro, o rosto transfigurado pela tristeza.

Fábio olhou para a mulher e esboçou um leve sorriso.

- Amanhã nos vemos, então — Disse ele e acariciou a cabeça da criança.

A mulher assentiu, mas ainda olhou confusa para os dois homens que pareciam ter um segredo em particular.

- Tudo bem. Até mais.

A mulher se retirou com o filho nos braços e Fábio voltou sua atenção para Daniel.

- Realmente é uma grande surpresa ver você — Ele olhou mais uma vez para o menino. — Ele é aquele bebê, não é?

Daniel assentiu.

- Sim, é ele — respondeu e olhou para o filho. — Johnata, este é o Fábio, ele trabalhou para a sua mãe.

O rosto do menino se iluminou.

- Você conhece a mamãe? — perguntou o menino curioso.

Fábio sorriu e assentiu.

- Sim. Eu era o motorista da família — respondeu.

Era...

Um pensamento um tanto negativo veio-lhe a cabeça, mas Daniel tentou não pensar naquilo.

- Legal — O menino disse animado. — Como ela era? Papai disse que ela era linda por dentro e por fora.

Fábio assentiu.

- Mas era. Sua mamãe era uma pessoa muito gentil — Ele olhou para Daniel. — Não foi à toa que seu pai se apaixonou por ela.

Daniel sorriu. Johnata olhou para o pai.

- Papai, posso brincar um pouco? — O menino perguntou apontando para o parquinho que ficava de frente para a escola.

Daniel assentiu.

- Tudo bem. Mas se comporte.

O menino deixou a mochila com o pai e correu sorrindo alegremente em direção ao parquinho.

Fábio olhou para o jovem rapaz.

- Vamos nos sentar — Apontou para o banco ao lado. — Acredito que você queira muito falar comigo.

- Sim — Daniel respondeu.

Ambos se sentaram e Daniel não perdeu tempo.

- É uma grande surpresa para mim te reencontrar. Pensei que durante todo esse tempo eu nunca mais veria Aline ou qualquer outra pessoa relacionada a ela. Mas eis que você aparece.

O homem mais velho ajeitou-se um pouco desconfortável no banco.

- Também é uma surpresa para mim, Daniel. Mas tenho algo a te dizer.

Daniel o observou, cauteloso.

Ele esperava muito que Fábio não viesse com más notícias, que dissesse que estava tudo bem com Aline. Seu coração se enchia de esperança a cada minuto só de imaginar em voltar a encontrá-la. A vida a havia presenteado, a tomou de volta e agora estava lhe dando uma nova chance de voltar a vê-la. E Fábio era a única linha que podia ligá-lo ao amor de sua vida.

- Diga, Fábio. Você sabe como está a Aline? Ela está bem? — Ele perguntou esperançoso e com grande expectativa.

Fábio encarou aquele olhar suplicante e suspirou frustrado. De fato, Daniel jamais iria esquecê-la.

- Eu não posso mais te responder essa pergunta, Daniel — Fábio disse para o jovem que agora o encarava sem entender. — Eu fui demitido e não trabalho mais para a família da senhorita Aline.

Fábio continuou a olhar pela janela do carro.

Daniel e Aline se despediram, o rapaz com um lindo bebê no colo enquanto Aline virou-se na direção do carro, tentando enxugar as incessantes lágrimas que caíam uma após a outra.

Daniel continuou parado, praticamente sem reação, e o bebê também parecia chorar como se já sentisse falta da mãe.

Fábio abaixou a cabeça, entristecido.

Era triste passar por uma situação como aquela, pois Daniel e Aline desde muito jovens eram apaixonados um pelo outro, eram cheios de esperança de que o amor que sentiam era duradouro e jamais iriam se separar. Ele conviveu com tudo aquilo e torcia pelos dois, mas o cruel destino insistia em separá-los de vez.

Aline abriu a porta traseira do carro e entrou, ainda desorientada, a mão na boca para encobrir os soluços.

- Vamos, Fábio — Ela pediu encolhendo-se no banco, olhando pai e filho pelo vidro da janela.

Fábio suspirou derrotado e infeliz.

- Sim, senhorita — obedeceu e ligou o carro, partindo daquele lindo e tranquilo lugar, os soluços e o choro incessante de Aline preenchendo o ambiente.


Continua...



Notas finais
Obrigada por acompanhar até aqui. ♡ E não se esqueça! ⚠️ Capítulos completos até o número 5. Leitura completa somente pelo blog oficial: chrissykellerbooks.blogspot.com
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.