Notas iniciais
'Eternidade', assim como outras estórias do perfil (exceto os contos), serão publicadas até o capítulo 5 para evitar cópias ou plágios. Para quem se interessar e quiser a continuação da leitura, é só acessar o blog oficial: chrissykellerbooks.blogspot.com


Aline ria contente, cavalgando em seu cavalo, Daniel atrás dela segurando a guia corretamente.

Ouvir a risada contagiosa da garota que amava o fazia sorrir também e, e certa forma, estar no paraíso.

- Isso é tão bom! — Disse ela levantando os braços e sentindo o ar fresco tocando sua face.

Daniel achegou-se mais à frente, perto do ouvido dela.

- Eu sabia que você iria gostar — disse ele.

Ao sopé de um monte em frente à um pôr do sol esplendoroso, Daniel puxou a guia do animal, fazendo pará-lo e desceu, logo estendendo os braços para que Aline fosse ajudada a descer.

Os pés dela mal haviam tocado o chão quando Daniel parou e a olhou intensamente, ela ainda em seus braços. O vento tocou seus cabelos enquanto ambos trocavam olhares apaixonados com partes de seus rostos iluminados pelo brilho do entardecer.

Ambos eram adolescentes e quase nada sabiam da vida ou do futuro. Mas naquele instante souberam que seu amor era maior que tudo e nada jamais os separariam.

Eles nada disseram. Apenas sustentaram olhares intensos e, ainda com ela suspensa em seus braços, Daniel mostrou todo o amor que sentia num beijo apaixonado.

•♧•

Johnata sorriu alegre montado no cavalo Pompeu enquanto seu pai o acompanhava, segurando a guia do animal. Daniel sorriu contagiado pela alegria do filho.

- E aí, está gostando? — Perguntou ao menino.

Johnata olhou para o pai.

- É muito bom andar a cavalo, papai.

Daniel tomou cuidado para segurar o bracinho do filho. Não queria que ele caísse.

- Sim, é bom demais — Disse Daniel fechando os olhos ao sentir o vento no rosto. — Uma das melhores coisas que existem.

- Eu aprendi a andar direitinho — Disse o menino alegre.

Daniel achou graça.

- Calma aí, rapazinho, você ainda é muito pequeno e tem um longo tempo pela frente até, de fato, começar a aprender de verdade.

- Com quantos anos você acha que eu vou aprender? — perguntou o menino.

Daniel se pôs a pensar.

- Bem, eu aprendi com doze, treze anos. Talvez você aprenda com quarenta — brincou sorrindo.

Johnata fez cara feia.

- Quarenta? — o menino perguntou alarmado. — Isso é muito tempo — reclamou sendo alvo de risadas do pai. — Papai!

- Tudo bem — Daniel falou forçando seriedade. — Talvez você aprenda andar a cavalo com a mesma idade que eu aprendi. Tudo vai depender de você.

- Eu vou treinar todos os dias! — Disse o menino em determinação.

Daniel olhou para o filho.

- Todos os dias? Esqueceu que você tem aula?

- Talvez eu possa andar com ele quando o sol já estiver indo embora. Por favor, papai — o menino pediu.

Daniel suspirou.

- Vamos ver isso até lá. Por enquanto, vamos colocar Pompeu de volta no canto dele, pois o sol já está ficando forte. E nós temos que almoçar.

O menino sorriu e se abaixou para abraçar o pescoço do cavalo.

Daniel tomou um breve susto, preparando-se para protegê-lo caso o menino caísse, mas notou que estava tudo bem e que Pompeu havia gostado da criança.

Daniel sorriu com o gesto bonito e inocente do filho.

O tempo não havia passado rápido ou devagar demais, mas normalmente.

Daniel e Johnata haviam almoçado, cuidado da horta do rancho e feito as mesmas coisas que incluíam tarefas, entretenimentos e compras num mercado próximo de casa.

Não havia qualquer tipo de tecnologia para entreter pai ou filho, mas eles gostavam daquela vida pacata.

À noite, após jantarem e tomarem seus banhos, Daniel, estava deitado em sua cama, pensativo, a cabeça apoiada no braço sobre o travesseiro. Johnata estava deitado acima do corpo do pai. O menino tinha sua própria cama e dormia sozinho, mas às vezes gostava de estar junto do pai. Daniel também gostava.

- Papai — Chamou o menino.

- Hum...?

- Como era a mamãe?

Daniel se pôs a pensar por um breve instante.

- A mulher mais linda, tanto por dentro quanto por fora.

- Por dentro? — estranhou o menino.

- Ela era uma pessoa bondosa, altruísta, sincera — explicou Daniel. — Ter qualidades boas é ser bonito por dentro.

O menino olhou para o pai.

- Eu sou bonito por dentro? — indagou.

Daniel sorriu e passou a mão pelo cabelo despenteado do menino por conta do vento do ventilador.

- Você é muito bonito, por dentro e por fora.

- Obrigado — agradeceu a criança. — Acho que puxei a você.

Daniel achou graça.

- Obrigado. Você puxou a mamãe também — ele disse ao filho.

- O que eu tenho dela? — o menino perguntou curioso.

Daniel inclinou a cabeça, analisando o rostinho do filho.

- Bem, algumas coisas. Seu sorriso é idêntico ao dela.

O menino sorriu e voltou a deitar no peito do pai.

- Eu queria ter conhecido a mamãe.

Daniel engoliu em seco e olhou para o teto. Ele podia sentir o choro entalado na garganta.

Não se lembrava da primeira vez que Johnata havia dito aquilo antes, mas desde aquele momento sentia-se mal e incapaz de fazer qualquer coisa.

Aline havia ido embora por uma razão importante e era exatamente essa razão que os impossibilitavam de ficarem juntos e dela conhecer o filho. É mesmo que eles pudessem estar juntos, onde a encontraria?

- Eu também queria muito que você a conhecesse — Disse Daniel, a voz rouca.

- Ela aprendeu andar a cavalo com quantos anos, papai? — Johnata perguntou.

- Éramos adolescentes. Ela tinha quinze anos — Daniel respondeu.

- Antes de a gente voltar a ver a mamãe, vou aprender a andar no Pompeu para mostrar a ela — disse a criança.

Os olhos de Daniel ficaram marejados, mas ele piscou para espantar as lágrimas.

- Sim, e você vai conseguir — ele disse e beijou o topo da cabeça do menino.

- Papai — Johnata voltou a chamar, a voz sonolenta.

- Diga.

- Eu adorei aprender andar a cavalo.

Daniel sorriu e aconchegou o menino mais junto a seu corpo, cobrindo ambos com o lençol.

- Fico feliz que você tenha gostado, meu filho. Agora vamos dormir.

- Boa noite, papai — disse o menino aconchegando-se a Daniel.

Daniel abraçou o filho e sorriu.

- Boa noite, meu anjo.


Notas finais
Não se esqueça! ⚠️ Capítulos completos até o número 5. Leitura completa somente pelo blog oficial: chrissykellerbooks.blogspot.com