Eternia

2 Destruição e Medo


Eu “acordei” e quando percebi, o lugar estava vazio, mas como?

– Alguém aí?! – Gritei preocupado.

– Max! – Uma voz família veio de longe. – Acalme-se!

Era Frank que logo se aproximava junto de dois seguranças armados.

– Max, confie em mim, ok? Vai ficar tudo bem! – Ele falava preocupado.

– O que está acontecendo?

– Apenas confie em mim! Ok? – Ele olhou seriamente para mim e quando eu acenei que sim, ele ordenou que os seguranças fizessem algo. – Vai acabar tudo bem Max!

Os seguranças se aproximaram da porta do meu quarto, que esteve sempre trancada, e apertaram alguns botões no painel que havia lá.

Eu esperava que abrissem a porta, mas o lugar foi apenas se enchendo de uma fumaça estranha que me dava náuseas e rapidamente desmaiei e cai sobre o chão.

Antes de apagar por completo, escuto sons de arrombamentos, tiros e passos rápidos. Também há alguns gritos, mas não consigo entender o que dizem...

Quando finalmente consigo acordar, tudo em volta havia sido destruído, havia sangue pelas paredes que estavam também destruídas, principalmente por projéteis.

Eu estou deitado de peito para o chão, coberto de fragmentos da parede de vidro e quando tento me levantar, percebo enfim que estou preso pelo pé direito por um dos pilares que existiam pelo lugar, justificando a dormência de toda a minha perna.

Tento sair, mas o peso era muito para que eu conseguisse levantar, procuro algo que me ajudasse por perto, desesperado, notei então que perto de mim estava um dos seguranças também caído, porém ele estava coberto de sangue e sem a cabeça.

Ele tinha um dispositivo chamado “Comunicador” preso à roupa dele e que estava fazendo alguns ruídos. E logo, uma voz.

– Tem alguém vivo? Alguém conseguiu proteger Max?!

Esta voz era realmente comum para mim, era Frank. Tentei chamá-lo, mas ele voltou a repetir a mesma coisa, talvez não tenha me escutado. Então peguei o Comunicador e procurei algum botão para poder falar, como eu já pude ver eles fazendo.

Eu encontrei um escrito: “P-U-S-H T-O T-A-L-K”

Eu não tive tempo para aprender a ler, então decidi que apertaria esse botão por ser o maior e que mais se destacava.

– Frank?

– Max?! É você mesmo?! – Ele questionou.

– Frankie! Sou eu!

– Não posso ouvir... Você deve segurar o botão para poder falar! – Disse Frank ao lembrar que eu não aprendi a usar um desses.

– Frankie?!

– Graças a Deus você está bem!

– Hum... – Lembrei da minha perna.

– O que foi?

– Minha perna ficou presa...

– Droga! E não consegue se soltar?

– Já... É muito pesado!

– Espere um pouco, vou tentar te ajudar, procure uma lanterna, provavelmente do segurança perto de você.

– Ele está morto...

– Eu imaginei isso.

Ele cortou as comunicações e em seguida a iluminação do lugar foi ficando mais fraca, então me apressei para pegar a lanterna e ascendê-la.

A voz de Frank começou a sair de todos os cantos assim que as luzes se apagaram.

– ATENÇÃO! Se alguém estiver vivo, seja empregado da Syntech ou não, dirijam-se para a sala de observação 2, lá vocês conseguirão um comunicador e os ajudarei a fugir!

Este era o verdadeiro Frank? Ele parecia tão sério dizendo tais palavras, confiando em qualquer pessoa, por algum motivo... Qual?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.